Com o apoio de um grupo local de vigilantes, o Exército da Nigéria retomou ontem a cidade de Chibok da milícia terrorista muçulmana Boko Haram, informou a televisão pública britânica BBC citando fontes militares. A área ao redor ainda é considerada perigosa pela presença dos jihadistas.
Chibok é um enclave cristão no Norte da Nigéria, predominantemente muçulmano. Foi lá que o grupo, cujo nome significa "não à educação ocidental", raptou cerca de 300 meninas em abril. Dezenas conseguiram fugir, mas pelo menos 219 ainda estão desaparecidas.
O governo nigeriano chegou a anunciar um cessar-fogo que incluiria a libertação das meninas. Foi desmentido pelo líder do grupo Abubakar Shekau, que declarou que elas se converteram ao islamismo e se casaram, o que pode configurar um crime de guerra.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Nigéria anuncia acordo com Boko Haram para libertar meninas
A Presidência e as Forças Armadas da Nigéria anunciaram hoje ter feito um acordo de cessar-fogo com a milícia terrorista muçulmana Boko Haram para libertar mais de 200 meninas sequestradas há seis meses pelos extremistas, que lutam para impor a lei islâmica no país.
Em entrevista à televisão americana CNN, Doyin Okupe, assessor do presidente Goodluck Jonathan, declarou esperar a libertação das reféns nos próximos dias. Ele não esclareceu que concessões o governo fez à milícia, que tentou negociar a soltura de militantes presos.
O grupo Boko Haram, que significa "não à educação ocidental", é contra a educação feminina. Nos últimos meses, inspirado pela milícia Estado Islâmico do Iraque e do Levante, chegou a proclamar um califado, numa mudança de tática, dando a entender que pretende conquistar a manter territórios.
Desde que o Boko Haram aderiu à luta armada, em 2009, sua guerra civil causou cerca de 15 mil mortes.
Em entrevista à televisão americana CNN, Doyin Okupe, assessor do presidente Goodluck Jonathan, declarou esperar a libertação das reféns nos próximos dias. Ele não esclareceu que concessões o governo fez à milícia, que tentou negociar a soltura de militantes presos.
O grupo Boko Haram, que significa "não à educação ocidental", é contra a educação feminina. Nos últimos meses, inspirado pela milícia Estado Islâmico do Iraque e do Levante, chegou a proclamar um califado, numa mudança de tática, dando a entender que pretende conquistar a manter territórios.
Desde que o Boko Haram aderiu à luta armada, em 2009, sua guerra civil causou cerca de 15 mil mortes.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Mais de 60 mulheres e meninas escapam do Boko Haram
Sessenta e três meninas de um grupo de 68 meninas e mulheres sequestradas em junho numa série de ataques atribuídos à milícia terrorista muçulmana Boko Haram conseguiram escapar de seus raptores em Damboa, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, quando eles saíram para mais uma operação de guerrilha em sua luta para impor a lei islâmica ao país.
A ação mais espetacular do grupo nos últimos meses foi um ataque a uma escola do ensino médio em Chibok, de onde foram sequestradas mais de 200 meninas em 14 de abril de 2014. Apesar de uma campanha internacional, o governo da Nigéria não teve sucesso em suas tentativas de resgatar as estudantes.
A ação mais espetacular do grupo nos últimos meses foi um ataque a uma escola do ensino médio em Chibok, de onde foram sequestradas mais de 200 meninas em 14 de abril de 2014. Apesar de uma campanha internacional, o governo da Nigéria não teve sucesso em suas tentativas de resgatar as estudantes.
sábado, 19 de abril de 2014
88 meninas raptadas estão desaparecidas na Nigéria
Quarenta e uma meninas sequestradas pelo grupo extremista muçulmano Boko Haram numa escola do ensino médio da cidade de Chibok, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, conseguiram escapar, mas 88 ainda estão desaparecidas, informa hoje o jornal inglês The Guardian.
Algumas conseguiram saltar do caminhão que as levava logo depois do sequestro. Outras fugiram para a Floresta de Sembisa, que fica perto da escola atacada.
Mais de 3,5 mil pessoas foram mortas desde 2009 na insurgência do grupo jihadista Boko Haram, cujo nome significa "a educação ocidental é pecaminosa", sendo 1,5 mil só neste ano.
Os rebeldes se beneficiam da divisão da Nigéria entre o Norte majoritariamente muçulmano e o Sul cristão e animista. Como o atual presidente Goodluck Jonathan é cristão, sulista e candidato à reeleição, políticos do Norte seriam coniventes com a ofensiva para desestabilizar o presidente e facilitar a eleição de um nortista muçulmano.
Algumas conseguiram saltar do caminhão que as levava logo depois do sequestro. Outras fugiram para a Floresta de Sembisa, que fica perto da escola atacada.
Mais de 3,5 mil pessoas foram mortas desde 2009 na insurgência do grupo jihadista Boko Haram, cujo nome significa "a educação ocidental é pecaminosa", sendo 1,5 mil só neste ano.
Os rebeldes se beneficiam da divisão da Nigéria entre o Norte majoritariamente muçulmano e o Sul cristão e animista. Como o atual presidente Goodluck Jonathan é cristão, sulista e candidato à reeleição, políticos do Norte seriam coniventes com a ofensiva para desestabilizar o presidente e facilitar a eleição de um nortista muçulmano.
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