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terça-feira, 22 de abril de 2014

Pais acusam Boko Haram de manter 234 meninas reféns

Oito dias depois de um ataque de extremistas muçulmanos na cidade de Chibok, no Nordeste da Nigéria, os pais acusam o grupo Boko Haram de manter 234 meninas como reféns. O governo afirma que pelo menos 45 estudantes fugiram ou foram resgatadas.

O ataque foi um novo golpe na imagem do Exército da Nigéria, que chegou a anunciar que todas as meninas, menos oito, haviam se libertado. A guerrilha jihadista estaria ganhando a guerra da propaganda, submetendo os militares a sucessivas humilhações.

Em Abuja, o porta-voz do Ministério da Defesa declarou que "a operação está em andamento e vamos continuar enviando tropas."

Desde o ínicio do ano, cerca de 1,5 mil pessoas morreram na insurgência do Boko Haram, que na língua hauçá significa "a educação ocidental é pecado". Em cinco anos, são mais de 3,5 mil mortos.

sábado, 19 de abril de 2014

88 meninas raptadas estão desaparecidas na Nigéria

Quarenta e uma meninas sequestradas pelo grupo extremista muçulmano Boko Haram numa escola do ensino médio da cidade de Chibok, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, conseguiram escapar, mas 88 ainda estão desaparecidas, informa hoje o jornal inglês The Guardian.

Algumas conseguiram saltar do caminhão que as levava logo depois do sequestro. Outras fugiram para a Floresta de Sembisa, que fica perto da escola atacada.

Mais de 3,5 mil pessoas foram mortas desde 2009 na insurgência do grupo jihadista Boko Haram, cujo nome significa "a educação ocidental é pecaminosa", sendo 1,5 mil só neste ano.

Os rebeldes se beneficiam da divisão da Nigéria entre o Norte majoritariamente muçulmano e o Sul cristão e animista. Como o atual presidente Goodluck Jonathan é cristão, sulista e candidato à reeleição, políticos do Norte seriam coniventes com a ofensiva para desestabilizar o presidente e facilitar a eleição de um nortista muçulmano.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Exército do Iraque retoma Sulaiman Bek

Depois de uma semana de combates violentos, o Exército do Iraque retomou hoje a cidade de Sulaiman Bek, no Norte do país, tomada parcialmente por extremistas muçulmanos em 13 de fevereiro de 2013. Dezenas de pessoas foram mortas.

O governo anunciou oficialmente que toda a cidade foi libertada dos extremistas muçulmanos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que luta em duas frentes, no Iraque e na guerra civil da Síria.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Exército lança ofensiva no Norte do Iraque

Com helicópteros, tanques e tropas, o Exército do Iraque lançou ontem uma nova ofensiva para retomar a cidade de Sulaiman Pek, ocupado parcialmente nesta semana por rebeldes extremistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou o prefeito da cidade.

Depois de reconquistar parte da cidade na sexta-feira, o Exército enfrentou forte resistência dos jihadistas, que deixaram bombas à beira do caminho e contra-atacaram com franco-atiradores.

sábado, 9 de junho de 2007

EUA apostam na divisão da insurgência iraquiana

Os Estados Unidos começaram a armar rebeldes nacionalistas e antigos partidários do ditador executado Saddam Hussein, numa aliança contra os fundamentalistas da rede terrorista Al Caeda na província de Diala, uma das mais violentas do Iraque.

A nova aliança explora a divisão na insurgência iraquiana. No início desta semana, 15 dissidentes foram vistos numa cruzamento de estrada em Tahrir gritando: "Morte a al Caeda!"

"Al Caeda dominou e humilhou sunitas, xiitas e jihadistas. Expulsou muita gente de suas casas. Quer sempre mais sangue. Eles mataram muitos pregadores, estudiosos e mujahedins leais", declara uma nota lida por um porta-voz do grupo.

É uma mudança significativa. Há apenas dois meses, os mesmos insurgentes tentavam expulsar os americanos da província de Diala. O general Benjamin Mixon, comandante da Divisão Norte, acredita que os EUA estão usando conhecimento adquirido no combate a guerrilheiros na América Latina e no Vietnã.

"Depois de nos livrarmos da Al Caeda, vamos aos americanos que vão embora", disse um porta-voz rebelde. "Como estamos lutando lado a lado, é melhor que os americanos se vão como amigos do que como inimigos."