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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Talebã atacam escola e matam 149 pessoas no Paquistão

Pelo menos 149 pessoas foram mortas, sendo 137 adolescentes de 12 a 16 anos, depois que seis terroristas da milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) invadiram uma escola secundária frequentada por filhos de militares, com granadas, metralhadoras e homens-bomba na cidade de Peshawar, no Paquistão. Outras 200 pessoas saíram feridas.

O Exército do Paquistão anunciou há pouco que as operações na escola foram concluídas e se concentram agora nos arredores de Peshawar na busca de outros elementos da milícia jihadista.

A jovem Malala Youssafzai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz deste ano por sua defesa da educação feminina, condenou o atentado, declarando estar com "o coração partido pelo ato de terror de sangue frio e sem sentido". Ela ficou famosa depois de ser baleada na cabeça pelos Talebã do Paquistão numa tentativa de assassiná-la, em outubro de 2012. O primeiro-ministro Nawaz Sharif considerou o ataque à escola uma "tragédia nacional".

A Milícia dos Talebã justificou o ataque como uma resposta à ofensiva do governo nas regiões tribais do Noroeste do Paquistão, refúgio para vários grupos extremistas muçulmanos e alvo constante do bombardeio de drones dos Estados Unidos.

Uma granada foi explodida na entrada da escola. Em seguida, terroristas suicidas invadiram o prédio, alguns pulando o muro e detonaram suas bombas, enquanto outros milicianos disparavam suas metralhadoras.

Em entrevista à televisão britânica BBC, o general Athar Abbas, ex-porta-voz do Exército, advertiu que o país precisa parar de ignorar que está em guerra civil.

O poderoso serviço secreto militar do Paquistão apoia grupos extremistas como os Talebã do Afeganistão para usá-los no conflito histórico com a Índia, caso, por exemplo, dos Talebã do Punjab. Para vencer esta guerra, as Forças Armadas paquistaneses terão de esclarecer suas relações ambíguas com esses grupos.

O ataque deve aumentar a determinação do Exército de combater o terrorismo, descrito por muitos paquistaneses como "uma guerra que nos foi imposta" por causa da invasão dos Estados Unidos ao vizinho Afeganistão para vingar os atentados de 11 de setembro de 2001.

Na prática, os extremistas muçulmanos mataram a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto quando ela fazia campanha eleitoral para voltar ao poder, em 27 de dezembro de 2007, e tentar matar seu marido, Assif Ali Zardari, quando ele foi eleito presidente, em 2008. A guerra contra o terrorismo é, portanto, uma guerra do Paquistão.

O Movimento dos Talebã (Estudantes) do Paquistão existe oficialmente desde 2007. É uma coalizão de 30 milícias forjada pela invasão dos Estados Unidos ao Afeganistão, em 2001, para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro, que levou os talebã afegãos a se refugiar no Paquistão.

A milícia dos Talebã do Afeganistão surgiu em 1994, com o apoio do Paquistão, dos Estados Unidos e da Arábia Saudita, prometendo colocar ordem no caos deixado pela retirada soviética, em 1989 e estabilizar as rotas comerciais. Em 1996, tomou o poder no Afeganistão.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Israel atinge escola e chama Brasil de "anão"

Pelo menos 16 pessoas morreram e outras 200 foram feridas hoje num bombardeio de Israel contra uma escola das Nações Unidas usada como abrigo por civis palestinos em Beit Hanoun, no Norte da Faixa de Gaza. Em 16 dias de guerra, o total de mortos chegou a 725 palestinos e 35 israelenses, noticia a televisão pública britânica BBC.

Ontem, o Conselho de Direitos Humanos da ONU, com sede em Genebra, na Suíça, criou uma comissão para investigar possíveis crimes de guerra cometidos na guerra entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

"ANÃO DIPLOMÁTICO"
Hoje, o governo israelense protestou contra as críticas do Brasil à Operação Margem Protetora. O governo Dilma Rousseff deplorou como "inaceitável" o "uso desproporcional da força", cobrou explicações do embaixador de Israel em Brasília e retirou temporariamente o embaixador brasileiro em Telavive, convocando-o para consultas em Brasília, gestos diplomáticos usados para manifestar descontentamento.

"O Brasil prefere ser parte do problema, em vez da solução", declarou o porta-voz do Ministério de Exterior de Israel à Folha de S. Paulo. "Seu comportamento nesta questão ilustra a razão por que esse gigante econômico e cultural permanece politicamente irrelevante."

Em outra entrevista, Yigal Palmor, chamou o Brasil de "anão diplomático" e ainda fez ironia sobre a derrota do Brasil na Copa do Mundo: "Desproporcional é perder um jogo de futebol por 7-1."

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, rejeitou a qualificação, dizendo que o Brasil é um dos 11 países que mantêm relações com todos os países membros da ONU e tem uma longa tradição de luta pela paz. O porta-voz israelense lamentou que o governo brasileiro não esteja envolvido nos esforços diplomáticos para negociar uma trégua.

Uma tentativa de negociar um cessar-fogo realizada pelo secretário de Estado americano, John Kerry, em visita ao Oriente Médio fracassou ontem. O Hamas exige a libertação de prisioneiros e o fim do bloqueio à Faixa de Gaza. Israel quer desarmar as milícias palestinas como parte do cessar-fogo.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Pais acusam Boko Haram de manter 234 meninas reféns

Oito dias depois de um ataque de extremistas muçulmanos na cidade de Chibok, no Nordeste da Nigéria, os pais acusam o grupo Boko Haram de manter 234 meninas como reféns. O governo afirma que pelo menos 45 estudantes fugiram ou foram resgatadas.

O ataque foi um novo golpe na imagem do Exército da Nigéria, que chegou a anunciar que todas as meninas, menos oito, haviam se libertado. A guerrilha jihadista estaria ganhando a guerra da propaganda, submetendo os militares a sucessivas humilhações.

Em Abuja, o porta-voz do Ministério da Defesa declarou que "a operação está em andamento e vamos continuar enviando tropas."

Desde o ínicio do ano, cerca de 1,5 mil pessoas morreram na insurgência do Boko Haram, que na língua hauçá significa "a educação ocidental é pecado". Em cinco anos, são mais de 3,5 mil mortos.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Atirador mata 26 pessoas em escola primária nos EUA

Um atirador solitário com quatro armas atacou uma escola do ensino fundamental na cidade de Newtown, no estado de Connecticut, nos Estados Unidos, matando 26 pessoas, inclusive 20 crianças de 5 a 10 anos, informa a televisão pública britânica BBC.

O atirador morreu no local. Foi identificado como Adam Lanza, de 24 anos. Ele matou a mãe, que colecionava armas, antes de sair de casa. Foi até a escola onde ela trabalhava como professora e matou 20 crianças de 5 a 7 anos com fuzis automáticos e seis adultos, a começar pela diretora, disparando mais de 100 vezes.

Um psicólogo ouvido pela BBC traçou um perfil psicológico do pistoleiro como alguém da comunidade que viveu em torno daquela escola e se considerava um fracassado. Queria se matar e resolver levar mais gente junto com ele, a começar pelos pais.

Desde 1982, houve 61 massacres com armas de fogo em 30 estados dos EUA, de Massachusetts ao Havaí. Das 139 armas usadas, três quartos foram obtidas ilegalmente. Esse arsenal incluía pistolas automáticas e fuzis de assalto.

domingo, 18 de maio de 2008

China decreta luto por 32,5 mil mortes

O governo da China decretou luto oficial de três dias em homenagem aos mortos no terremoto que arrasou a província de Sichuã, no Centro-Sul do país, há uma semana. Hoje o número oficial de mortes chegou a 32,5 mil. Cerca de 220 mil estão feridos.

Seis dias depois da tragédia, as equipes de resgate ainda conseguiram salvar duas pessoas neste domingo. Um homem preso sob os escombros de seu próprio apartamento prometeu trabalhar duro para pagar ao povo chinês pelo trabalho dos agentes da defesa civil que o resgataram.

Mas a possibilidade de encontrar mais sobreviventes diminui a cada dia e as equipes de resgate dão sinais de esgotamento. Um dos homens resgatados hoje teve as pernas amputadas.



Beichuã, evacuada no sábado por causa da ameaça de ruptura de barragens, o que causaria uma inundação, parecia hoje uma cidade-fantasma. Aos poucos, as pessoas foram voltando. Uma mulher encontra o álbum de fotografias com as imagens do filho que se foi.

No website de uma escola, há fotos da turma praticando esportes às vésperas dos exames finais, um dia antes do tremor. "Gostaria de congelar a história naquele momento", escreveu um dos colegas sobreviventes. "Espero que realizem seus sonhos no paraíso".