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quarta-feira, 8 de março de 2023

Biden está sob pressão para atacar cartéis de drogas do México

O presidente Joe Biden está sob pressão para atacar os cartéis do tráfico de drogas do México depois que quatro norte-americanos foram sequestrados e dois mortos na cidade de Matamoros. O Congresso dos Estados Unidos prepara lei para enquadrar as máfias do tráfico como grupos terroristas.

A Ucrânia prepara uma ofensiva de primavera com as novas armas que está recebendo do Ocidente. O conceito de defesa total adotado pela Suécia e a Finlândia durante a Guerra Fria está sendo aplicado na Ucrânia, observa a revista Foreign Policy.

Em discurso no Congresso Nacional do Povo da China, em tom bastante duro, o ditador Xi Jinping acusou os EUA e aliados de tentar impedir o desenvolvimento chinês.

Nos EUA, o bilionário processo da empresa Dominion Voting Systems contra o canal de notícias Fox News revela as maquinações de apresentadores e executivos para mentir deliberadamente a inflar as mentiras do então presidente Donald Trump sobre fraude na eleição de Joe Biden para segurar a audiência. 

O apresentador Tucker Carlson, que tenta reescrever a história do assalto ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 como um "caos predominantemente pacífico", confessa que "odeia passionalmente" Trump, que vê como um fracassado em suas empresas e "campeão mundial da destruição", noticiou o jornal The Washington Post.

Sob pressão internacional, o governo Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas "manifestando preocupação" as violações de direitos humanos na Nicarágua e ofereceu asilo a dissidentes nicaraguenses. Meu comentário:

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Estado Islâmico sofre novas derrotas no Iraque

Depois de romper no domingo o cerco da milícia extremista Estado Islâmico à cidade turcomano xiita de Amerli, o Exército do Iraque, reforçado por guerrilheiros curdos e milícias xiitas, com cobertura da Força Aérea dos Estados Unidos, conseguiu reassumir o controle da cidade de Suleiman Bek, a 175 quilômetros ao norte de Bagdá, e da vila próxima de Yankaja.

Pelo menos 1.420 pessoas foram mortas no mês passado no Iraque, estimam as Nações Unidas. Em Genebra, o Conselho de Direitos Humanos decidiu enviar uma missão para investigar as atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico, que persegue minorias religiosas, massacrou centenas de soldados sírios depois de tomar uma base aérea no país, faz conversões à força, escraviza, tortura e mata.

Um relatório divulgado hoje pela organização não governamental Anistia Internacional denuncia "uma campanha sistemática de limpeza étnica" para "eliminar todos os traços de populações não árabes e de muçulmanos não sunitas" do Norte do Iraque.

A Anistia afirma ter provas de "assassinatos em massa" em agosto na região de Sinjar, onde o povo yazidi, uma minoria curda não muçulmana, foi alvo de ataque dos jihadistas em agosto. Acusa o Estado Islâmico de sequestrar "centenas, talvez milhares" de mulheres e crianças.

Mesmo assim, o Brasil condenou a intervenção militar dos EUA, afirmando que a solução correta seria fortalecer o novo governo do Iraque, como se isso bastasse para conter as atrocidades cometidas pelos jihadistas. Mais uma vez, o Brasil se omite criminosamente.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Israel atinge escola e chama Brasil de "anão"

Pelo menos 16 pessoas morreram e outras 200 foram feridas hoje num bombardeio de Israel contra uma escola das Nações Unidas usada como abrigo por civis palestinos em Beit Hanoun, no Norte da Faixa de Gaza. Em 16 dias de guerra, o total de mortos chegou a 725 palestinos e 35 israelenses, noticia a televisão pública britânica BBC.

Ontem, o Conselho de Direitos Humanos da ONU, com sede em Genebra, na Suíça, criou uma comissão para investigar possíveis crimes de guerra cometidos na guerra entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

"ANÃO DIPLOMÁTICO"
Hoje, o governo israelense protestou contra as críticas do Brasil à Operação Margem Protetora. O governo Dilma Rousseff deplorou como "inaceitável" o "uso desproporcional da força", cobrou explicações do embaixador de Israel em Brasília e retirou temporariamente o embaixador brasileiro em Telavive, convocando-o para consultas em Brasília, gestos diplomáticos usados para manifestar descontentamento.

"O Brasil prefere ser parte do problema, em vez da solução", declarou o porta-voz do Ministério de Exterior de Israel à Folha de S. Paulo. "Seu comportamento nesta questão ilustra a razão por que esse gigante econômico e cultural permanece politicamente irrelevante."

Em outra entrevista, Yigal Palmor, chamou o Brasil de "anão diplomático" e ainda fez ironia sobre a derrota do Brasil na Copa do Mundo: "Desproporcional é perder um jogo de futebol por 7-1."

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, rejeitou a qualificação, dizendo que o Brasil é um dos 11 países que mantêm relações com todos os países membros da ONU e tem uma longa tradição de luta pela paz. O porta-voz israelense lamentou que o governo brasileiro não esteja envolvido nos esforços diplomáticos para negociar uma trégua.

Uma tentativa de negociar um cessar-fogo realizada pelo secretário de Estado americano, John Kerry, em visita ao Oriente Médio fracassou ontem. O Hamas exige a libertação de prisioneiros e o fim do bloqueio à Faixa de Gaza. Israel quer desarmar as milícias palestinas como parte do cessar-fogo.

terça-feira, 18 de março de 2014

ONU amplia lista de criminosos de guerra na Síria

Os investigadores das Nações Unidas apresentaram hoje uma lista ampliada de suspeitos de crimes de guerra nos dois lados da guerra civil na Síria, onde mais de 100 mil pessoas foram mortas desde 15 de março de 2011, apontando indivíduos, unidades militares e agências governamentais suspeitos de tortura, massacres e bombardeio de populações civis, informa a agência Reuters.

Sem autorização para entrar na Síria, cerca de 20 investigadores da comissão presidida pelo sociólogo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro entrevistaram 2,7 mil vítimas, testemunhas e refugiados na região e até mesmo residentes no país via Skype.

É improvável que os crimes sejam denunciados perante o Tribunal Penal Internacional. Como a Síria não faz parte, a acusação teria de partir do Conselho de Segurança da ONU, onde a Rússia, aliada do ditador Bachar Assad, tem direito de veto.

"Não temos falta de informação sobre os crimes e os perpetradores", declarou Pinheiro. "Não temos os meios para exigir a prestação de contas e fazer justiça, mas isso vai além dos nossos poderes."

No relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos, a comissão de investigação adverte para o aumento dos combates entre rebeldes no período de 20 de janeiro a 10 de março de 2014. Acusa o grupo jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante de "conduzir execuções em massa de prisioneiros".

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pelo menos 28 mil sírios estão "desaparecidos"

Ao menos 28 mil pessoas "desapareceram" durante a revolta popular contra a ditadura de Bachar Assad, iniciada em 15 de março de 2011 na Síria, denuncia um grupo de defesa dos direitos humanos. O total pode chegar a 80 mil, informa a TV pública britânica BBC.

"Os sírios estão sendo sequestrados na rua pelas forças de segurança e 'desaparecem' em centro de tortura. De mulheres fazendo compras no armazém da esquina a camponeses comprando combustível, ninguém está seguro", acusa o grupo militante Avaaz, que está apelando ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para que investigue a situação, revela o jornal britânico The Guardian.

A elite até agora praticamente isolada na capital do país, Damasco, já sente o impacto direto da guerra civil síria, reporta o jornal The New York Times.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

ONU acusa governo e rebeldes da Síria de crimes

A ditadura de Bachar Assad, suas milícias associadas e os rebeldes que lutam para derrubá-lo cometeram crimes de guerra na guerra civil da Síria, que completa hoje um ano e cinco meses, afirmou hoje um painel nomeado pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

O governo e as milícias são responsáveis pelas maiores atrocidades, como o massacre de Hula, onde 108 pessoas foram mortas em 25 de maio de 2012, denuncia o relatório do painel, presidido pelo sociólogo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, professor da Universidade de São Paulo (USP).

Além de assassinatos, o regime e as milícias governistas conhecidas como chabihas são acusados de tortura, estupro e ataques indiscriminados a civis ordenados pelos altos escalões do governo e das Forças Armadas. Os rebeldes fazem o mesmo, mas "em menor escala e com menor frequência", diz a ONU.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Paulo Sérgio Pinheiro declarou: "Estamos preocupados com a intensificação das violações de direitos humanos cometidas por grupos armados. Eles não têm poder [legal] para executar pessoas".

Os métodos brutais da ditadura foram considerados muito além do que as leis da guerra permitem: "Ainda que as Convenções de Genebra ofereçam legalidade ao governo para fazer algumas ações de guerra como atacar legitimamente grupos armados, elas não autorizam bombardear a população civil diretamente. É o que tem acontecido", concluiu Pinheiro.

A lei internacional repudia o uso da força, a não ser em legítima defesa, o que pode ser alegado pelos rebeldes, mas não pelo governo da Síria. O regime do clã Assad e da minoria alauíta atacou manifestações pacíficas realizadas a partir de 15 de março de 2011, quando a chamada Primavera Árabe chegou ao país. Atacou e ataca civis desarmados.

Mesmo quando admite o uso da força, o direito internacional prevê seu uso da maneira proporcional à agressão ou ameaça de agressão, contra inimigos armados e protegendo a população civil.

Se os rebeldes usam as mesmas táticas no momento em que a guerra civil se intensifica, o presságio é de um futuro ainda mais violento na Síria.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

ONU condena violência na Síria

Ao apresentar hoje seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, depois de conseguir entrar na Síria pela primeira vez, a comissão chefiada pelo sociólogo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro denunciou o aumento da violência política e acusou os dois lados de violar os direitos humanos, mas responsabilizou o governo pela maioria dos massacres.

Pinheiro criticou duramente os países que estão armando os rebeldes, o que na sua opinião só vai aumentar o número de mortos.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Conselho de Direitos Humanos da ONU condena Síria

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas condenou hoje a violenta repressão do governo da Síria à revolta popular contra a ditadura de Bachar Assad, que resultou em 7,5 mil mortes nos últimos 11 meses e meio.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Guerra civil tem mais 25 mortos na Síria

Pelo menos mais 25 pessoas foram mortas hoje na Síria, a maioria em confrontos entre as forças de segurança e um número crescente de desertores que rejeitam a violência política da ditadura de Bachar Assad.

Neste sábado, o maior combate aconteceu de madrugada na cidade de Idlibe, no Noroeste do país, afirmou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres, citado pelo jornal The New York Times.

A revolta árabe chegou à Síria, dominada desde 1963 por uma ditadura de partido único, em 15 de março de 2011, depois da queda dos ditadores da Tunísia, Zine ben Ali, em 14 de janeiro, e do Egito, Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro. O regime respondeu às manifestações, inicialmente pacíficas, com uma violenta repressão que desencadeou uma guerra civil.

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou ontem resolução condenando a ditadura de Bachar Assad. Por 47 a 37, pede "ações apropriadas". Isso sugere a intervenção do Conselho de Segurança, onde até agora a China e a Rússia vetaram uma tentativa de condenar a Síria. O Brasil se absteve por ser contra uma ação militar.

Há dois dias, a alta comissária da ONU para direitos humanos, Navi Pillay, estimou o total de mortos em mais de 4 mil e considerou que o conflito virou uma guerra civil e pediu intervenção internacional para proteger a população.

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff defendeu a regulamentação da "responsabilidade ao proteger", sugerindo que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) teria exorbitado o mandato conferido pelo Conselho de Segurança para proteger a população civil da Líbia da ditadura de Muamar Kadafi.

No discurso de Dilma, uma morte de civil a mais é "uma morte demais". Aparentemente, a mesma lógica não se aplica aos mais de 4 mil mortos até agora na guerra civil de Assad contra seu próprio povo.

Uma ditadura é um regime político em guerra civil contra o seu próprio povo. Na maior parte do tempo, é uma guerra surda, silenciosa... A maioria aceita a força superior do grupo dominante por não se sentir capaz ou não querer correr o risco de desafiá-lo. Na Síria hoje, é uma guerra aberta.

Nestes casos, a intervenção por razões humanitárias se impõe. Omissão é conivência com crimes brutais contra a humanidade, como concluiu a investigação presidida pelo sociólogo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro.

terça-feira, 1 de março de 2011

Líbia sai do Conselho de Direitos Humanos

Por unanimidade, a Assembleia Geral das Nações Unidas suspendeu hoje a Líbia do Conselho de Direitos Humanos da ONU enquanto durar a violência contra a população.

O presidente da Assembleia Geral, Joseph Deiss, afirmou que a credibilidade das Nações Unidas e do conselho seria abalada se a Líbia não fosse afastada.

Foi a primeira vez que isto aconteceu desde a criação do conselho, em 2006.

Em Berlim, o ministro do Exterior da Alemanha, Guido Westerwelle, condenou o coronel Muamar Kadafi. Ele observou que o objetivo das sanções aprovadas pelos Estados Unidos e a União Europeia visam a atingir o regime e não ao povo líbio.

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional admitiu a possibilidade de aceitar o uso da força para proteger a população líbia. Em entrevista em Bruxelas, a Anistia exigiu ainda a libertação imediata do dissidente vietnamita Nguyen Dan Que. Ele tentou organizar uma onda de protestos inspirada pela revolta árabe.