Ao apresentar hoje seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, depois de conseguir entrar na Síria pela primeira vez, a comissão chefiada pelo sociólogo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro denunciou o aumento da violência política e acusou os dois lados de violar os direitos humanos, mas responsabilizou o governo pela maioria dos massacres.
Pinheiro criticou duramente os países que estão armando os rebeldes, o que na sua opinião só vai aumentar o número de mortos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 27 de junho de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
ONU acusa Síria de violar direitos humanos
No 20º dia seguido de bombardeio a Homs, um painel das Nações Unidas chefiado pelo sociólogo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, acusou a ditadura da Síria de "graves violações dos direitos humanos" na repressão ao movimento inicialmente pacífico pela liberalização do regime.
As ordens, denuncia o relatório, partiram dos "mais altos escalões das Forças Armadas e do governo", mas não aponta nomes publicamente. Uma lista foi entregue à alta comissária da ONU para direitos humanos, Navi Pillay.
O documento de 72 páginas reconhece que o Exército da Síria Livre também cometeu abusos, mas "estes não são comparáveis em escala e organização aos cometidos pelo Estado", noticia o jornal The New York Times.
As ordens, denuncia o relatório, partiram dos "mais altos escalões das Forças Armadas e do governo", mas não aponta nomes publicamente. Uma lista foi entregue à alta comissária da ONU para direitos humanos, Navi Pillay.
O documento de 72 páginas reconhece que o Exército da Síria Livre também cometeu abusos, mas "estes não são comparáveis em escala e organização aos cometidos pelo Estado", noticia o jornal The New York Times.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Repressão já matou 2,6 mil sírios
NOVA YORK - Em seis meses
de revolta popular, a ditadura da Síria matou pelo menos 2,6 mil pessoas,
anunciaram aqui hoje de manhã as Naçoes Unidas, informa o jornal The
New York Times.
O Conselho de Direitos
Humanos da ONU nomeou três investigadores para examinar a violência política na
Síria, inclusive o sociólogo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro. Ele já exerceu
essa função em Burúndi.
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