Com o apoio de um grupo local de vigilantes, o Exército da Nigéria retomou ontem a cidade de Chibok da milícia terrorista muçulmana Boko Haram, informou a televisão pública britânica BBC citando fontes militares. A área ao redor ainda é considerada perigosa pela presença dos jihadistas.
Chibok é um enclave cristão no Norte da Nigéria, predominantemente muçulmano. Foi lá que o grupo, cujo nome significa "não à educação ocidental", raptou cerca de 300 meninas em abril. Dezenas conseguiram fugir, mas pelo menos 219 ainda estão desaparecidas.
O governo nigeriano chegou a anunciar um cessar-fogo que incluiria a libertação das meninas. Foi desmentido pelo líder do grupo Abubakar Shekau, que declarou que elas se converteram ao islamismo e se casaram, o que pode configurar um crime de guerra.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
Nigéria sabe onde estão meninas sequestradas
As Forças Armadas da Nigéria localizaram as 284 meninas sequestradas em 14 de abril de 2014 pela milícia terrorista muçulmana Boko Haram, que luta para impor a lei no Norte do país, majoritariamente muçulmano.
Um comandante militar disse que eles não podem usar a força por causa do risco para as reféns. Os grupos extremistas muçulmanos da Nigéria costumam executar os reféns quando são atacados.
Um comandante militar disse que eles não podem usar a força por causa do risco para as reféns. Os grupos extremistas muçulmanos da Nigéria costumam executar os reféns quando são atacados.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
EUA enviam soldados ao Chade atrás de garotas nigerianas
O presidente Barack Obama notificou hoje o Congresso sobre o envio de 80 soldados das Forças Armadas dos Estados Unidos ao Chade, na África, em busca das quase 300 meninas nigerianas sequestradas pela milícia fundamentalista muçulmana Boko Haram, que luta para impor a lei islâmica ao Norte da Nigéria.
Em princípio, as tropas americanas não devem entrar em combate. Primeiro, tentarão saber se as meninas saíram da Nigéria. Depois, vão ajudar a determinar sua localização.
Em princípio, as tropas americanas não devem entrar em combate. Primeiro, tentarão saber se as meninas saíram da Nigéria. Depois, vão ajudar a determinar sua localização.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Boko Haram escraviza e ameaça vender meninas
O grupo terrorista muçulmano Boko Haram assumiu hoje a responsabilidade pelo sequestro de 276 meninas numa escola secundária da cidade de Chibok, no estado de Borno, no Norte da Nigéria, em 14 de abril de 2014, ameaçando obrigá-las a se casar ou vendê-las como escravas.
"Eu raptei suas meninas. Vamos vendê-las no mercado, por Alá. Alá mandou vendê-las. Eu vendo mulheres", afirmou em vídeo de tom delirante o líder jihadista Abubakar Shekau. Uma menina que conseguiu fugir acusou os terroristas de estuprarem as meninas várias vezes por dia.
De pé diante de um blindado, ele atacou a educação feminina: "Já disse que a educação ocidental deve parar. Vocês, meninas, devem deixar a escola e se casar." Por enquanto, as raptadas serão tratadas como "escravas".
Antes mesma de declaração delirante, várias mães das vítimas e grupos de defesa dos direitos humanos compararam o sequestro das meninas com o que acontecia durante o tráfico de escravos, quando tribos africanas vendiam inimigos capturados para a escravidão. O objetivo central dos terroristas foi atingido: aterrorizadas, as meninas nigerianos não querem mais ir à escola.
Hoje o presidente Goodluck Jonathan fez o primeiro pronunciamento sobre o caso na televisão nigeriana. Prometeu libertar todas as meninas, mas ficou claro que o governo não sabe onde elas estão. Está perdendo a guerra para os fundamentalistas, alinhados ideologicamente com a rede terrorista Al Caeda.
Na língua hauçá, Boko Haram significa "a educação ocidental é pecaminosa". Desde 2009, o grupo matou mais de 3 mil pessoas na sua luta para impor a lei islâmica ao Norte de Nigéria, o mais rico e mais populoso país da África. Inicialmente suas ações se concentraram no Norte do país. No fim de semana, houve um segundo ataque contra um terminal de ônibus de Abuja, a capital nigeriana.
Como o presidente Jonathan é cristão e sulista, políticos muçulmanos e nortistas insuflariam a revolta para enfraquecer o presidente e eleger um presidente muçulmano sob a alegação de que teria mais condições de conter a ofensiva jihadista.
"Eu raptei suas meninas. Vamos vendê-las no mercado, por Alá. Alá mandou vendê-las. Eu vendo mulheres", afirmou em vídeo de tom delirante o líder jihadista Abubakar Shekau. Uma menina que conseguiu fugir acusou os terroristas de estuprarem as meninas várias vezes por dia.
De pé diante de um blindado, ele atacou a educação feminina: "Já disse que a educação ocidental deve parar. Vocês, meninas, devem deixar a escola e se casar." Por enquanto, as raptadas serão tratadas como "escravas".
Antes mesma de declaração delirante, várias mães das vítimas e grupos de defesa dos direitos humanos compararam o sequestro das meninas com o que acontecia durante o tráfico de escravos, quando tribos africanas vendiam inimigos capturados para a escravidão. O objetivo central dos terroristas foi atingido: aterrorizadas, as meninas nigerianos não querem mais ir à escola.
Hoje o presidente Goodluck Jonathan fez o primeiro pronunciamento sobre o caso na televisão nigeriana. Prometeu libertar todas as meninas, mas ficou claro que o governo não sabe onde elas estão. Está perdendo a guerra para os fundamentalistas, alinhados ideologicamente com a rede terrorista Al Caeda.
Na língua hauçá, Boko Haram significa "a educação ocidental é pecaminosa". Desde 2009, o grupo matou mais de 3 mil pessoas na sua luta para impor a lei islâmica ao Norte de Nigéria, o mais rico e mais populoso país da África. Inicialmente suas ações se concentraram no Norte do país. No fim de semana, houve um segundo ataque contra um terminal de ônibus de Abuja, a capital nigeriana.
Como o presidente Jonathan é cristão e sulista, políticos muçulmanos e nortistas insuflariam a revolta para enfraquecer o presidente e eleger um presidente muçulmano sob a alegação de que teria mais condições de conter a ofensiva jihadista.
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