A Nova Zelândia vai proibir a posse de armas de guerra semiautomáticas como os fuzis de assalto e cartuchos de grande capacidade usados no massacre de 50 pessoas em duas mesquitas da cidade de Christchurch seis dias atrás, anunciou hoje a primeira-ministra Jacinda Ardern.
"Em 15 de março, nossa história mudou para sempre. Agora, nossas leis vão mudar também", declarou a chefe de governo em entrevista coletiva. "Estamos anunciando hoje uma ação a favor de todos os neo-zelandeses de fortalecer nossas leis sobre armas para fazer do nosso país um lugar seguro."
Além de proibir a venda de armas de guerra, o governo vai comprar as armas em poder da população para estimular os proprietários destas armas a entregá-las à polícia. No pior atentado da história da Nova Zelândia, o terrorista usou fuzis AR-.
Ontem, houve o primeiro enterro de vítimas do massacre. Khaled Mustafá e seu filho Hamza, de 16 anos. Eles fugiram da guerra civil na Síria e estavam há poucos meses na Nova Zelândia.
O filho mais moço, Zaid, de 13, sobreviveu ao ataque. Assistiu ao enterro numa cadeira de rodas, chorou e disse: "Não quero ficar aqui sozinho."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 21 de março de 2019
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