Ao ser apresentado hoje à Justiça dos Estados Unidos em Nova York, o líbio Nazih Abdul-Hamed al-Rukai, mais conhecido como Abu Anas al-Libi, negou hoje qualquer participação nos atentados terroristas cometidos contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia em agosto de 2008.
Al-Libi é suspeito de ser o principal líder da rede terrorista Al Caeda na Líbia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Nazih Abdul-Hamed al-Rukai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nazih Abdul-Hamed al-Rukai. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 15 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Abu Anas al-Libi chega aos EUA
O terrorista Nazih Abdul-Hamed al-Rukai, mais conhecido como Abu Anas al-Libi, capturado por um comando especial das Forças Armadas dos Estados Unidos há nove dias na Líbia, chegou hoje a Nova York, onde amanhã será apresentado à Justiça.
Al-Libi é considerado um dos principais líderes da rede terrorista Al Caeda e é acusado por organizar os atentados contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998, em que mais de 200 pessoas foram mortas.
Sua captura provocou a revolta de milícias fundamentalistas líbias que ajudaram a derrubar, há dois anos, o ditador Muamar Kadafi, que chegaram a sequestrar por algumas horas na quinta-feira passada o primeiro-ministro interino da Líbia, Ali Zeidan, acusando-o de conivência com a operação militar dos EUA.
Al-Libi é considerado um dos principais líderes da rede terrorista Al Caeda e é acusado por organizar os atentados contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998, em que mais de 200 pessoas foram mortas.
Sua captura provocou a revolta de milícias fundamentalistas líbias que ajudaram a derrubar, há dois anos, o ditador Muamar Kadafi, que chegaram a sequestrar por algumas horas na quinta-feira passada o primeiro-ministro interino da Líbia, Ali Zeidan, acusando-o de conivência com a operação militar dos EUA.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Milicianos sequestram e soltam primeiro-ministro líbio
O primeiro-ministro do governo provisório da Líbia, Ali Zeidan, foi libertado hoje depois de passar horas sequestrados por milicianos que invadiram o hotel onde ele mora em Trípoli, a capital do país.
Depois do sequestro, o Exército líbio levou os outros ministros para um lugar seguro e o governo fez uma reunião de emergência.
A ação revela a fragilidade do governo provisório e a instabilidade política da Líbia, onde milícias tribais conseguiram derrubar o ditador Muamar Kadafi há dois anos e dois meses, com o apoio de uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Como a OTAN não invadiu a Líbia por terra, o poder ficou na mão de milícias que até hoje não entregaram as armas nem se submeteram à autoridade do governo provisório, sob a alegação de que precisam defender a revolução. Observadores internacionais já defendem o envio de uma força de paz da ONU para facilitar a transição para a democracia.
Os milicianos acusaram o primeiro-ministro de colaborar com os Estados Unidos na captura do líder terrorista Nazih Abdul-Hamed al-Rukai, mais conhecido como Abu Anas al-Libi, preso no fim de semana pelo comando Delta das Forças Armadas dos EUA, sob a acusação de organizar os atentados contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia em 7 de agosto de 1998.
Depois do sequestro, o Exército líbio levou os outros ministros para um lugar seguro e o governo fez uma reunião de emergência.
A ação revela a fragilidade do governo provisório e a instabilidade política da Líbia, onde milícias tribais conseguiram derrubar o ditador Muamar Kadafi há dois anos e dois meses, com o apoio de uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Como a OTAN não invadiu a Líbia por terra, o poder ficou na mão de milícias que até hoje não entregaram as armas nem se submeteram à autoridade do governo provisório, sob a alegação de que precisam defender a revolução. Observadores internacionais já defendem o envio de uma força de paz da ONU para facilitar a transição para a democracia.
Os milicianos acusaram o primeiro-ministro de colaborar com os Estados Unidos na captura do líder terrorista Nazih Abdul-Hamed al-Rukai, mais conhecido como Abu Anas al-Libi, preso no fim de semana pelo comando Delta das Forças Armadas dos EUA, sob a acusação de organizar os atentados contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia em 7 de agosto de 1998.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Congresso da Líbia pede a EUA devolução de terrorista
O Congresso da Líbia exigiu hoje a libertação imediata e repatriação de Nazih Abdul-Hamed al-Rukai, também conhecido como Abu Anas al-Libi, sequestrado no domingo pelo comando Delta das Forças Armadas dos Estados Unidos. A embaixadora americana em Trípoli, Deborah Jones, foi convocada para dar explicações.
Para reforçar a capacidade de resposta dos EUA a uma possível crise na Líbia, 200 fuzileiros navais americanos foram enviados à base de Sigonella, na Itália.
Rukai é acusado de ser o principal organizador dos atentados terroristas que mataram mais de 200 pessoas nas embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998. Ele foi levado para o navio de guerra americano USS San Antonio, no Mar Mediterrâneo, onde está sendo interrogado, a caminho dos EUA. A chance de ser devolvido à Líbia é nula.
Sua prisão e sequestro, ordenados diretamente pelo presidente Barack Obama, enfraquecem o governo provisório líbio, que não consegue controlar as milícias que derrubaram o ditador Muamar Kadafi, em 2011.
Para o pesquisador da Universidade de Nova York Benjamin Barber, autor de dois livros sobre terrorismo, Rukai podia viver livremente em Trípoli, a capital líbia, porque depois da queda de Kadafi o país se tornou um "Estado falido e marginal" governado por milícias tribais, reporta o sítio da companhia jornalística americana McClatchy Newspapers.
Para reforçar a capacidade de resposta dos EUA a uma possível crise na Líbia, 200 fuzileiros navais americanos foram enviados à base de Sigonella, na Itália.
Rukai é acusado de ser o principal organizador dos atentados terroristas que mataram mais de 200 pessoas nas embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998. Ele foi levado para o navio de guerra americano USS San Antonio, no Mar Mediterrâneo, onde está sendo interrogado, a caminho dos EUA. A chance de ser devolvido à Líbia é nula.
Sua prisão e sequestro, ordenados diretamente pelo presidente Barack Obama, enfraquecem o governo provisório líbio, que não consegue controlar as milícias que derrubaram o ditador Muamar Kadafi, em 2011.
Para o pesquisador da Universidade de Nova York Benjamin Barber, autor de dois livros sobre terrorismo, Rukai podia viver livremente em Trípoli, a capital líbia, porque depois da queda de Kadafi o país se tornou um "Estado falido e marginal" governado por milícias tribais, reporta o sítio da companhia jornalística americana McClatchy Newspapers.
Assinar:
Comentários (Atom)