A explosão de uma bomba num comício a favor do primeiro-ministro Abiy Ahmed deixou pelo menos 30 pessoas feridas na cidade de Ambo, situada a 100 quilômetros a oeste de Adis Abeba, a capital da Etiópia. Seis pessoas foram presas. O atentado foi atribuído à Frente de Libertação Oromo.
O ataque é um sinal a mais do risco de violência política na campanha para as eleições gerais de agosto, um teste importante para a abertura política e as reformas econômicas de Abiy, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2019 pelas negociações para acabar com o conflito com a Eritreia, que durou 20 anos.
Com a liberalização do regime político, vários grupos étnicos rebeldes passaram a atuar abertamente, como a Frente de Libertação Oromo, que luta pela libertação do povo oromo contra o "colonialismo abissínio", e a Frente de Libertação Nacional de Ogaden, que defende a autodeterminação dos somalianos, que são maioria na região de Ogaden.
As rivalidades políticas e étnicas são o maior desafio aos planos ambiciosos de Abiy de reformar os sistemas políticos e econômico da Etiópia, que tem a segunda maior população da África e foi o país que mais cresceu no mundo na última década.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
Ataque a bomba fere 30 em comício de partidários do primeiro-ministro da Etiópia
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Xi Jinping deve usar Congresso do PC para consolidar poder na China
O personalismo político do dirigente supremo, Xi Jinping, ameaça romper uma regra estabelecida depois do Massacre na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em 1989: cada líder supremo deve cumprir no máximo dois períodos de cinco anos como chefe do Partido Comunista e presidente do país.
Desde que Xi foi elevado a um dos principais líderes do PC, como MaoTsé-tung e Deng Xiaoping, cresce a especulação de que vai tentar prorrogar seu mandato como dirigente máximo além de 2022 no partido e 2023 na Presidência.
Todas as atenções se voltam para o 19º Congresso do PC, a ser realizado em outubro ou novembro de 2017. Em sua Conferência de Trabalho Econômica Central, ao escolher a "estabilidade econômica" como meta para o ano, o partido deixou claro que as reformas econômicas para sanear as empresas estatais, conter a especulação imobiliária e fortalecer o mercado interno ficarão em segundo plano.
O PC teme uma crise econômica capaz de abalar seu monopólio de poder. A China está irritada porque os Estados Unidos e a União Europeia não a reconhecem como uma economia de mercado 15 anos depois da entrada do país na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Uma verdadeira economia de mercado só pode prosperar num Estado de Direito, onde quem se sentir lesado possa acionar a Justiça para fazer valer seus direitos. No regime comunista chinês, como o partido está acima da lei, isso é impossível, observou Martin Wolf, principal comentarista econômico do jornal inglês Financial Times.
Assim, a meta é crescer acima de 6% neste ano. As consequências devem ser maior endividamento do setor público, mais fuga de capital e desvalorização do iuane, alimentando a guerra econômica que Trump ameaça travar com a superpotência ascendente, com impacto sobre o mundo inteiro.
Quando ligou provocativamente para a presidente de Taiwan, que o regime comunista chinês considera uma ilha rebelde, Trump cutucou o dragão, indicando que vai jogar duro para tentar reduzir o déficit com a China.
Por sua vez, os chineses capturaram um drone submarino dos EUA, num sinal de que não querem interferência de Washington em suas disputas territoriais com os países vizinhos no Mar do Sul da China. Em comércio, os chineses ameaçam taxar as importações americanos, se Trump impuser alguma sobretaxa. A indústria automobilística dos EUA é um alvo fundamental.
E ainda tem a questão da Coreia do Norte, determinada a desenvolver mísseis nucleares capazes de atingir o território americano. Uma agenda carregada para 2017.
Desde que Xi foi elevado a um dos principais líderes do PC, como MaoTsé-tung e Deng Xiaoping, cresce a especulação de que vai tentar prorrogar seu mandato como dirigente máximo além de 2022 no partido e 2023 na Presidência.
Todas as atenções se voltam para o 19º Congresso do PC, a ser realizado em outubro ou novembro de 2017. Em sua Conferência de Trabalho Econômica Central, ao escolher a "estabilidade econômica" como meta para o ano, o partido deixou claro que as reformas econômicas para sanear as empresas estatais, conter a especulação imobiliária e fortalecer o mercado interno ficarão em segundo plano.
O PC teme uma crise econômica capaz de abalar seu monopólio de poder. A China está irritada porque os Estados Unidos e a União Europeia não a reconhecem como uma economia de mercado 15 anos depois da entrada do país na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Uma verdadeira economia de mercado só pode prosperar num Estado de Direito, onde quem se sentir lesado possa acionar a Justiça para fazer valer seus direitos. No regime comunista chinês, como o partido está acima da lei, isso é impossível, observou Martin Wolf, principal comentarista econômico do jornal inglês Financial Times.
Assim, a meta é crescer acima de 6% neste ano. As consequências devem ser maior endividamento do setor público, mais fuga de capital e desvalorização do iuane, alimentando a guerra econômica que Trump ameaça travar com a superpotência ascendente, com impacto sobre o mundo inteiro.
Quando ligou provocativamente para a presidente de Taiwan, que o regime comunista chinês considera uma ilha rebelde, Trump cutucou o dragão, indicando que vai jogar duro para tentar reduzir o déficit com a China.
Por sua vez, os chineses capturaram um drone submarino dos EUA, num sinal de que não querem interferência de Washington em suas disputas territoriais com os países vizinhos no Mar do Sul da China. Em comércio, os chineses ameaçam taxar as importações americanos, se Trump impuser alguma sobretaxa. A indústria automobilística dos EUA é um alvo fundamental.
E ainda tem a questão da Coreia do Norte, determinada a desenvolver mísseis nucleares capazes de atingir o território americano. Uma agenda carregada para 2017.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Coreia do Norte vai criar zonas econômicas especiais
Num primeiro passo para abandonar o comunismo, o regime stalinista da Coreia do Norte vai seguir o exemplo das reformas econômicas da China e criar zonas econômicas especiais para atrair capital estrangeiro e estimular o desenvolvimento, noticiou hoje a agência de notícias Associated Press, citando como fontes a mídia estatal e organizadores de uma conferência internacional realizada em Pionguiangue.
A conferência reuniu acadêmicos e especialistas de 13 países, inclusive dos Estados Unidos, da China e da Índia, para discutir uma abertura econômica que alivie os problemas de escassez de energia e alimentos, crônicos desde que a Coreia do Norte perdeu o patrocínio da União Soviética, com o desaparecimento desta em 31 de dezembro de 1991.
Com a autorização do governo de Cuba para a abertura de pequenas empresas no país, os dois últimos países comunistas mostram que essa utopia sanguinária do século 20 chegou ao fim.
A conferência reuniu acadêmicos e especialistas de 13 países, inclusive dos Estados Unidos, da China e da Índia, para discutir uma abertura econômica que alivie os problemas de escassez de energia e alimentos, crônicos desde que a Coreia do Norte perdeu o patrocínio da União Soviética, com o desaparecimento desta em 31 de dezembro de 1991.
Com a autorização do governo de Cuba para a abertura de pequenas empresas no país, os dois últimos países comunistas mostram que essa utopia sanguinária do século 20 chegou ao fim.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Alemanha deve ficar estagnada em 2012, diz OCDE
Depois de crescer 3% em 2011, a Alemanha, maior economia da Europa e quarta do mundo, deve avançar apenas 0,4% neste ano pela previsão da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), um clube de países industrializados. O governo alemão espera 0,7%.
Para evitar a estagnação, a OCDE sugere fortalecer o mercado interno, atacar o desemprego de longo prazo, ampliar as contratações para evitar a escassez de mão de obra qualificada e explorar novas fontes de crescimento para fazer uma transição para uma economia verde, mais adaptada aos desafios ambientais, com menor consumo de carbono para combater o aquecimento global.
"A Alemanha é o pilar central da Europa", afirmou o secretário-geral da OCDE, o espanhol Angel Gurría, ao divulgar o relatório. "É também um dos pilares centrais da OCDE. Ao atacar seus problemas estruturais, vai não apenas estabelecer uma série de boas práticas, vai liderar a reforma econômica. Vai melhorar seu desempenho econômico, ajudar a Europa a sair da crise atual e retomar o crescimento. Portanto, muito vai depender da Alemanha para tornar o projeto europeu um sucesso... no melhor interesse da Alemanha, da Europa e do mundo."
Para evitar a estagnação, a OCDE sugere fortalecer o mercado interno, atacar o desemprego de longo prazo, ampliar as contratações para evitar a escassez de mão de obra qualificada e explorar novas fontes de crescimento para fazer uma transição para uma economia verde, mais adaptada aos desafios ambientais, com menor consumo de carbono para combater o aquecimento global.
"A Alemanha é o pilar central da Europa", afirmou o secretário-geral da OCDE, o espanhol Angel Gurría, ao divulgar o relatório. "É também um dos pilares centrais da OCDE. Ao atacar seus problemas estruturais, vai não apenas estabelecer uma série de boas práticas, vai liderar a reforma econômica. Vai melhorar seu desempenho econômico, ajudar a Europa a sair da crise atual e retomar o crescimento. Portanto, muito vai depender da Alemanha para tornar o projeto europeu um sucesso... no melhor interesse da Alemanha, da Europa e do mundo."
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
"Grécia não pode ser rica como a Irlanda"
Nem a austeridade fiscal monetarista imposta pela Alemanha num um estímulo fiscal keynesiano é capaz de salvar a Grécia, adverte hoje o professor venezuelano Ricardo Hausmann, ex-economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e atual diretor do Centro de Desenvolvimento Internacional da Universidade de Harvard nos Estados Unidos.
Em artigo no jornal inglês Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa, o economista observa que, ao contrário da Irlanda, a Grécia não fábricas máquinas, eletroeletrônicos nem produtos químicos, produtos com alto valor agregado. Sem uma profunda reforma econômica para aumentar sua competitividade, não terá como manter o nível de renda atingido com a adesão à união monetária europeia.
O déficit nas contas externas da Grécia foi de 8,6% do produto interno bruto em 2011. Isso é insustentável, alerta Hausmann. Para sair desta situação, os gregos precisam exportar mais ou gastar menos.
Como um em cada quatro dólares gastos pelos gregos vai para o exterior, o professor calcula que seria necessária uma queda de 25% no PIB para promover o ajuste. Isso é politicamente inviável.
Para acertar as contas via comércio exterior, será preciso aumentar as exportações em 50%. Não é fácil para um país sem a opção de desvalorizar sua moeda para aumentar a competitividade. O setor de turismo, um dos mais importantes da Grécia, teria de crescer três vezes. Isso é improvável.
Além de não poder desvalorizar a moeda sem uma catastrófica saída da Zona do Euro, falta à Grécia a produtividade para vender produtos de alto valor agregado. No Atlas da Complexidade Econômica, Hausmann e outros economistas calcularam a quantidade de conhecimento agregado em 128 países.
Um país com elevado nível de "conhecimento produtivo" exporta produtos de alto valor agregado, de alto conteúdo tecnológico, o que também não é o caso do Brasil, com a exceção dos aviões da Embraer. De cada 10 dólares movimentados no mundo pelo setor de tecnologia da informação, só um centavo vai para a Grécia.
Em contraste, a Irlanda, abalada por sua pior crise econômica desde que aderiu à então Comunidade Econômica Europeia, em 1973, fruto do estouro de uma bolha no mercado imobiliário e da decisão do governo de salvar bancos, conseguiu rapidamente obter um saldo positivo na conta corrente porque durante décadas atraiu empresas estrangeiras de alta tecnologia como a Apple e a Microsoft.
"A Irlanda tem o que precisa para ser rica como é agora", conclui Hausmann. "A Grécia deve aproveitar o apoio internacional para reduzir em vez de adiar a dor do ajuste. (...) Precisa aumentar sua base de exportações. Tem de atrair exportadores com investimentos em infraestrutura, formação profissional, pesquisa e desenvolvimento".
O economista sugere a criação de uma agência de desenvolvimento industrial como a da Irlanda. Hausmann tem uma boa notícia: dos países estudados no atlas, a Grécia é o segundo, depois da Índia, em melhores condições para se tornar um exportador de produtos de alto conteúdo tecnológico.
"Infelizmente", conclui o professor de Harvard, "esta lição não está sendo observada e a Grécia está cada vez mais perto do abismo."
Em artigo no jornal inglês Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa, o economista observa que, ao contrário da Irlanda, a Grécia não fábricas máquinas, eletroeletrônicos nem produtos químicos, produtos com alto valor agregado. Sem uma profunda reforma econômica para aumentar sua competitividade, não terá como manter o nível de renda atingido com a adesão à união monetária europeia.
O déficit nas contas externas da Grécia foi de 8,6% do produto interno bruto em 2011. Isso é insustentável, alerta Hausmann. Para sair desta situação, os gregos precisam exportar mais ou gastar menos.
Como um em cada quatro dólares gastos pelos gregos vai para o exterior, o professor calcula que seria necessária uma queda de 25% no PIB para promover o ajuste. Isso é politicamente inviável.
Para acertar as contas via comércio exterior, será preciso aumentar as exportações em 50%. Não é fácil para um país sem a opção de desvalorizar sua moeda para aumentar a competitividade. O setor de turismo, um dos mais importantes da Grécia, teria de crescer três vezes. Isso é improvável.
Além de não poder desvalorizar a moeda sem uma catastrófica saída da Zona do Euro, falta à Grécia a produtividade para vender produtos de alto valor agregado. No Atlas da Complexidade Econômica, Hausmann e outros economistas calcularam a quantidade de conhecimento agregado em 128 países.
Um país com elevado nível de "conhecimento produtivo" exporta produtos de alto valor agregado, de alto conteúdo tecnológico, o que também não é o caso do Brasil, com a exceção dos aviões da Embraer. De cada 10 dólares movimentados no mundo pelo setor de tecnologia da informação, só um centavo vai para a Grécia.
Em contraste, a Irlanda, abalada por sua pior crise econômica desde que aderiu à então Comunidade Econômica Europeia, em 1973, fruto do estouro de uma bolha no mercado imobiliário e da decisão do governo de salvar bancos, conseguiu rapidamente obter um saldo positivo na conta corrente porque durante décadas atraiu empresas estrangeiras de alta tecnologia como a Apple e a Microsoft.
"A Irlanda tem o que precisa para ser rica como é agora", conclui Hausmann. "A Grécia deve aproveitar o apoio internacional para reduzir em vez de adiar a dor do ajuste. (...) Precisa aumentar sua base de exportações. Tem de atrair exportadores com investimentos em infraestrutura, formação profissional, pesquisa e desenvolvimento".
O economista sugere a criação de uma agência de desenvolvimento industrial como a da Irlanda. Hausmann tem uma boa notícia: dos países estudados no atlas, a Grécia é o segundo, depois da Índia, em melhores condições para se tornar um exportador de produtos de alto conteúdo tecnológico.
"Infelizmente", conclui o professor de Harvard, "esta lição não está sendo observada e a Grécia está cada vez mais perto do abismo."
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sábado, 11 de setembro de 2010
Fidel volta atrás e defende modelo stalinista
Depois de dizer a um jornalista americano que "o modelo cubano não funciona mais nem para nós", o ex-presidente Fidel Castro recuou e afirmou ontem que o capitalismo é que é inviável.
A declaração original do ditador que governou Cuba durante quase 50 anos e perdeu o trem-bala da História ao não aderir à abertura do líder soviético Mikhail Gorbachev nem às reformas econômicas do líder chinês Deng Xiaoping causara surpresa e indignação.
Muitos dissidentes foram presos em Cuba por chegar à mesma conclusão muito antes do comandante da revolução.
Fidel alegou ter sido mal interpretado, mas a cientista política que acompanhava o jornalista americano acredita que a interpretação correta é que Fidel estava mandando um recado à velha guarda comunista que resiste às reformas em Cuba. Teria sido um apoio ao irmão e sucessor, Raúl Castro, que tenta revigorar a economia da ilha sem perder o poder.
Semanas atrás, Raúl declarou que a situação econômica é insustentável e que o Estado cubano tem um milhão de trabalhadores além do necessário.
O Estado controla 90% da economia cubana. Raúl autorizou a abertura de pequenas empresas, como oficinas mecânicas e salões de beleza, parte de um lento processo de reintrodução da iniciativa privada.
A declaração original do ditador que governou Cuba durante quase 50 anos e perdeu o trem-bala da História ao não aderir à abertura do líder soviético Mikhail Gorbachev nem às reformas econômicas do líder chinês Deng Xiaoping causara surpresa e indignação.
Muitos dissidentes foram presos em Cuba por chegar à mesma conclusão muito antes do comandante da revolução.
Fidel alegou ter sido mal interpretado, mas a cientista política que acompanhava o jornalista americano acredita que a interpretação correta é que Fidel estava mandando um recado à velha guarda comunista que resiste às reformas em Cuba. Teria sido um apoio ao irmão e sucessor, Raúl Castro, que tenta revigorar a economia da ilha sem perder o poder.
Semanas atrás, Raúl declarou que a situação econômica é insustentável e que o Estado cubano tem um milhão de trabalhadores além do necessário.
O Estado controla 90% da economia cubana. Raúl autorizou a abertura de pequenas empresas, como oficinas mecânicas e salões de beleza, parte de um lento processo de reintrodução da iniciativa privada.
terça-feira, 3 de março de 2009
Raúl Castro reforma ministério e afasta fidelistas
Em uma ampla reforma ministerial, o presidente de Cuba, general Raúl Castro, afastou dois grandes aliados do ex-presidente Fidel Castro que já foram cotados para dirigentes máximos do regime comunista cubano.
A explicação oficial de Raúl é que quer reduzir o número de ministérios para tornar o governo mais ágil em tempos de crise. Na prática, o vice-presidente Carlos Lage deixa o cargo de vice-primeiro-ministro encarregado das reformas econômicas e Felipe Pérez-Roque, ex-secretário particular de Fidel, não é mais o ministro das Relações Exteriores.
A explicação oficial de Raúl é que quer reduzir o número de ministérios para tornar o governo mais ágil em tempos de crise. Na prática, o vice-presidente Carlos Lage deixa o cargo de vice-primeiro-ministro encarregado das reformas econômicas e Felipe Pérez-Roque, ex-secretário particular de Fidel, não é mais o ministro das Relações Exteriores.
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