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sexta-feira, 12 de julho de 2019

França aprova imposto digital e EUA reagem

A União Europeia pode ser o próximo alvo das guerras comerciais do presidente Donald Trump. A França aprovou nesta semana um imposto sobre serviços digitais que atinge as megaempresas americanas da Internet.

A economia digital revolucionou a maneira como bens e serviços são comprados e se movem através das fronteiras. Isto é ainda mais evidente no setor de serviços, onde megaempresas dos Estados Unidos como Amazon, Apple, Google e Microsoft têm um acesso sem precedentes a dados de pessoas e empresas do mundo inteiro.

Este oligopólio e o poder de mercado das gigantes da Internet dificulta a cobrança de impostos. Agora, a França aprovou uma lei para taxar as megaempresas digitais.

O projeto foi aprovado pela Assembleia Nacional na semana passada e pelo Senado da França em 11 de julho. Para serem taxadas, as empresas precisam ter um faturamento global de pelo menos 750 milhões de euros, cerca de 3 bilhões 160 milhões de reais, e na França de pelo menos 25 milhões de euros, cerca de 105 milhões de reais.

Com estes limites, só companhias americanas têm de pagar o imposto digital. Nenhuma empresa francesa e europeia será taxada. Por isso, o governo Donald Trump vê uma discriminação.

Em 10 de julho, o Escritório de Representação Comercial dos EUA anunciou a abertura de uma investigação, a pedido do presidente, sobre o imposto digital da França com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

A lei autoriza o presidente americano a tomar medidas, inclusive de retaliação, para acabar com atos, políticas e práticas de governos estrangeiros que violem acordos de comércio internacional ou sejam injustificadas, não razoáveis ou discriminatórias e imponha ônus ou restrições ao comércio dos EUA. Meu comentário:
Nos EUA, a Comissão Federal de Comércio multou o Facebook em US$ 5 bilhões, cerca de R$ 18,7 bilhões, por violação de privacidade ao vender seus dados para a empresa Cambridge Analytica durante a campanha eleitoral de Donald Trump.

Em suas contradições, ao comentar as processos europeus contra megaempresas americanas por monopólio, Trump observou no passado que caberia ao governo dos EUA fazer isso. O presidente suspeita das megaempresas da Internet por acreditar que são liberais, a favor do Partido Democrata. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Trump anuncia redução da tarifas sobre carros dos EUA na China

Dois dias depois do jantar em Buenos Aires onde foi acertada uma trégua na guerra comercial, o presidente Donald Trump anunciou hoje no Twitter uma redução nas tarifas de carros dos Estados Unidos importados pela China. O governo chinês não confirmou.

Durante um jantar com o ditador da China, Xi Jinping, no fim da reunião de cúpula do Grupo dos Vinte (G-20) na Argentina, os EUA prometeram não aumentar de 10% para 25% as tarifas sobre produtos importados da China no valor anual de US$ 100 bilhões.

Uma trégua de 90 dias vai dar aos negociadores das duas maiores economias do mundo um tempo para resolver suas profundas diferenças. Além de maior acesso ao mercado chinês, os EUA protestam contra o roubo de propriedade intelectual e a exigência de transferência de tecnologia.

As bolsas do mundo inteiro reagiram positivamente. Em Nova York, o Índice Dow Jones sobe de mais 200 pontos (0,88%), mas já esteve 400 pontos acima do fechamento da sexta-feira. Os preços do petróleo aumentaram cerca de 3%.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Trump ameaça com tarifaço de 25% sobre carros para pressionar México

Para pressionar o Canadá e o México na renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), os Estados Unidos ameaçam aumentar para 25% a tarifa de importação de veículos. Hoje, a taxa é de 2,5%. O governo Donald Trump quer abolir as tarifas no comércio de veículos leves.

Como no caso da sobretaxação das importações de aço e alumínio, para evitar problemas com a Organização Mundial do Comércio (OMC), o governo Trump pode invocar a segurança nacional para justificar o tarifaço. As ações das empresas da Europa que exportam automóveis para os EUA caíram 1%.

A renegociação do Nafta começou há pouco mais de nove meses e deve continuar em 2019, admitiu nesta semana o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.

Os EUA também querem que o México aumente o conteúdo de componentes americanos nos veículos fabricados no país. Outra exigência americana é que o Nafta seja renegociado a cada cinco anos.

No passado, o México ameaçou retaliar reduzindo a importação de produtos agropecuários dos EUA. Em 2017, os mexicanos compraram quase US$ 19 bilhões dos EUA em milho, soja e laticínios. Com base na Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio, de 1962, no auge da Guerra Fria, o presidente dos EUA pode restringir importações que possam "prejudicar a segurança nacional".

É difícil imaginar qualquer ameaça à segurança nacional dos EUA vinda de carros importados do México. "Não passa de uma piada", comentou William Reinsch, negociador comercial no governo Bill Clinton (1993-2001).

Uma das razões do Nafta foi promover o desenvolvimento e gerar empregos no México para reduzir a imigração ilegal e criar uma economia mais integrada na América do Norte.

Trump tem uma visão mercantilista do comércio internacional e quer levar vantagem em tudo. Sua estratégia é negociar acordos bilaterais ou com poucos parceiros para conseguir impor suas exigências. Pressionou a Coreia do Sul quando o país estava sob ameaça da Coreia do Norte. Como disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, ex-primeiro-ministro da Polônia, "com aliados assim, quem precisa de inimigos?"

Em 2017, os EUA importaram carros no valor de US$ 192 bilhões. As maiores exportadores foram México, Canadá, Japão e Alemanha. Um tarifaço vai atingir as empresas americanas com fábricas no México e no Canadá.

"É um dia ruim para o consumidor americano", declarou John Bozzella, diretor-geral da Global Automakers, que representa vários fabricantes estrangeiros. "Ninguém estava pedindo esta proteção. Este caminho leva inevitavelmente a menos opções e maiores preços para carros e caminhões nos EUA."

A estratégia de negociação comercial de Trump está sendo criticada dentro do próprio Partido Republicano. Os senadores republicanos entendem que o presidente está perdendo a guerra comercial que deflagrou com a China. A revolta é contra a desistência do presidente de banir do mercado americano a companhia chinesa de alta tecnologia ZTE.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Consumo pessoal supera expectativa nos EUA

O consumo pessoal acima do esperado no mês de setembro, com maior venda de automóveis, e a alta na inflação aumentam a possibilidade de um aumento na taxa básica de juros dos Estados Unidos na reunião do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed) marcada para dezembro, noticiou hoje a agência Reuters.

A alta no consumo pessoal, responsável por 70% do produto interno bruto dos EUA, foi de 0,5% em setembro, depois de uma queda de 0,1% em agosto. Em 12 meses, o avanço foi de 2,1%.

No terceiro trimestre, a economia americana cresceu num ritmo de 2,9% o ano, em forte aceleração em comparação com 1,4% de abril a junho de 2016. A delegacia regional do Fed em Atlanta, na Geórgia, previu um ritmo de 2,7% ao ano para o país no último trimestre de 2016.

O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, avançou 0,1% em setembro depois de subir 0,2% em agosto. Em 12 meses, ficou em 1,7% ao ano, abaixo da meta informalmente perseguida pelo Fed, de 2% ao ano.

O comitê se reúne nesta terça e na quarta-feira, mas é improvável que mexa nas taxas de juros uma semana antes da eleição presidencial de 8 de novembro.

Em dezembro de 2008, no auge da crise financeira internacional, o Fed baixou suas taxas de juro para praticamente zero. Em dezembro de 2015, elevou sua taxa básica de uma faixa de 0-0,25% ao ano para 0,25%-0,5%, na primeira alta desde 2006.

Agora, com taxa de desemprego abaixo de 5%, consumo pessoal e inflação em alta, a expectativa é de normalização da política monetária dos EUA.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Vendas de veículos sobem 20% num ano na China

As vendas de veículos na China registraram alta de 20,3% em outubro de 2013 em relação ao mesmo mês no ano passado, anunciou hoje a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. Assim, a meta de expansão, de 7%, será amplamente superada.

Em 2012, o mercado de automóveis chinês avançou apenas 4,3% por causa da desaceleração da economia e da tensão diplomática com o Japão em torno da soberania sobre algumas ilhas, que reduziu as vendas de veículos japoneses.

Na Rússia, por outro lado, as vendas de carros caíram 8% nos últimos 12 meses e os analistas não veem sinais de recuperação.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Ordens de bens duráveis sobem pelo 2º mês nos EUA

As encomendas de bens duráveis, com mais de três anos de uso, à indústria manufatureira dos Estados Unidos cresceu 3,6% em maio de 2013 em relação a abril, chegando a US$ 231 bilhões, anunciou hoje o Departamento do Comércio. O dado de abril foi revisado para cima para um avanço de 3,2%.

O principal segmento responsável pela alta foi aeronáutica. As encomendas de veículos automotores e autopeças cresceram 1,2% em maio depois de um avanço de 2,4% em abril. Sem o setor de transportes, a expansão foi de apenas 0,7%.

As encomendas de bens de capital (máquinas para a produção), excluído o setor de defesa, consideradas um bom indicador do investimento, subiram pelo terceiro mês consecutivo, desta vez em 1,1%. Isso aponta um aumento da confiança de empresários e investidores quanto à sustentabilidade da recuperação econômica.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Venda de carros caiu 6,8% na Europa neste ano

LONDRES - As vendas de carros novos na União Europeia caíram 2,8% em junho, acumulando uma redução de 6,8% desde o início do ano.

No mês passado, houve avanços de 3,5% no Reino Unido e de 2,9% na Alemanha, mas nas grandes economias em dificuldades com a crise das dívidas públicas as quedas foram fortes, de 24,4% na Itália e de 12,1% na Espanha, revelou hoje a Associação Europeia dos Fabricantes de Veículos.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cubanos negociam mais de 3 mil carros

Desde que o regime comunista autorizou a compra e venda de carros usados, no mês passado, 3.310 automóveis foram negociados em Cuba e 14,63 mil  certificados de propriedade foram emitidos, noticiou o jornal Granma, porta-voz oficial do Partido Comunista

Na maioria, são Fords, Buicks e Chevrolets dos anos 50. A compra de carros novos continua controlada. Depende de autorização do Ministério dos Transportes.

É a morte lenta do comunismo em Cuba. Vinte e dois anos depois da queda do Muro de Berlim, a ditadura dos irmãos Castro ainda impede seus súditos de sair da ilha.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Venda de carros novos cai 1,8% em um ano na UE

O emplacamento de automóveis novos diminuiu 1,8% nos últimos 12 meses na União Europeia. Desde janeiro, a queda foi de 1,2%.

A França e o Reino Unido registraram altas de 2,4% e 2,6% em outubro, e a Alemanha, de 0,6%. As piores queda foram nos dois grandes países da Zona do Euro abalados pela crise das dívidas públicas: Espanha (-6,7%) e Itália (-5,5%).

Os dados são da Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Varejo tem maior alta em sete meses nos EUA

Os americanos compraram mais carros, roupas e combustíveis em setembro de 2011. As vendas no varejo aumentaram 1,1% nos Estados Unidos, chegando a US$ 395,5 bilhões.

Foi a maior alta em sete meses, superando as previsões dos economistas. Sem o forte aumento de 3,6% nas vendas de automóveis, o aumento teria sido de apenas 0,6%, ressalva The Wall St. Journal.

A má notícia foi uma queda na confiança do consumidor medida agora em outubro pela Universidade de Michigan.