O Brasil precisa criar incubadoras de empresas ao redor das universidades para investir em inovação tecnológica e modernizar seu parque industrial, concluíram os participantes do painel Brasil-Alemanha: Indústria 4.0 e Inovação.
Este foi um dos temas dos Diálogos para o Amanhã, uma conferência realizada ontem pelo Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Fundação Konrad Adenauer.
Dois terços do produto interno bruto industrial alemão e grande parte da inovação tecnológica vêm de pequenas e médias empresas, afirmou o ministro-conselheiro da Embaixada da Alemanha, Christoph Bundscherer, ao falar no painel.
É um bom modelo para o Brasil. O superintendente de indústria e serviços do BNDES, Júlio Raimundo, que também participava do contestou a ideia de "perda da importância da indústria", resultado da perda de peso da indústria no PIB.
Para retomar o crescimento num ritmo capaz de resolver os problemas do país, o Brasil precisa aumentar a produtividade e "grande parte do ganho de produtividade terá de vir da indústria", afirmou Júlio Raimundo.
"A Alemanha se destaca por ter pequenas e médias empresas muito fortes. Na renovação do tecido empresarial brasileiro, tem de haver um aprofundamento da automação. A indústria 4.0 [digitalização] é uma enorme oportunidade. O Brasil tem uma base industrial diversificada. É hora de renovar e inovar", argumentou o representante do BNDES.
Ainda há no Brasil "uma separação entre a indústria e a academia", comentou José Borges Frias, diretor de marketing estratégico da Siemens do Brasil.
É preciso seguir o modelo do Vale do Silício, na Califórnia, centro da revolução da informática, onde várias empresas de alta tecnologia surgiram ao redor da Universidade Stanford. O mesmo acontece em Cambridge, no estado de Massachusetts, nos EUA, onde ficam a Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
No ano 2000, fiz esta pergunta ao então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, que tomou com uma pergunta capciosa para acusá-lo de privatização do ensino. Era a mentalidade arraigada no país, que via a universidade como uma catedral.
Frias vê uma mudança: "Nos últimos anos, há uma consciência da importância de aproximar indústria e academia, com a Internet das coisas." Júlio Raimundo também observa uma "integração pesquisa-negócio".
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Brasil tem de integrar indústria e academia para impulsionar inovação tecnológica
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segunda-feira, 8 de outubro de 2018
Nobel de Economia premia atualização da análise macroeconômica
Os professores americanos William Nordhaus, da Universidade de Yale, e Paul Romer, da Universidade de Nova York e ex-vice-presidente do Banco Mundial, foram agraciados hoje com o Prêmio Nobel de Economia de 2018 pela Academia Real de Ciências da Suécia.
Nordhaus, de 77 anos, dividiu o prêmio por "integrar a mudança climática na análise macroeconômica de longo prazo" e Romer, de 62 anos, por "integrar inovações tecnológicas na análise macroeconômica de longo prazo".
Os dois desenvolveram suas pesquisas independentemente, "ampliando o alcance da análise econômica" com a criação de modelos usados para estudar mudanças de longo prazo e sua implicações políticas.
"William Nordhaus e Paul Romer criaram métodos para enfrentar algumas das questões mais básicas e urgentes sobre como criar crescimento econômico sustentado e sustentável", declarou o comitê do Nobel.
Pioneiro no estudo da economia ambiental desde os anos 1970s, o professor Nordhaus foi o primeiro a criar, nos anos 1990s, um modelo que "descreve a interação global entre a economia e o clima". Usando ideias da física, da química e da economia, explora os possíveis efeitos das intervenções políticas para tentar controlar o aquecimento global.
A cobrança de impostos sobre as emissões de gases carbônicos para combater a mudança do clima é uma proposta de Nordhaus, aplicada hoje em larga escala na Europa.
Romer, de 62 anos, formulou métodos para analisar o crescimento econômico a longo prazo e sobre as condições de mercado necessárias para promover inovações tecnológicas. Seu trabalho mais importante, publicado em 1990, lançou as bases da "teoria do crescimento endógeno".
Esta teoria mostra que o desenvolvimento tecnológico é impulsionado por políticas que promovam o crescimento, a educação e a pesquisa. Destaca a importância de investir em países e ideias para acelerar o crescimento, quando a maioria dos economistas acreditava que era impossível aumentar o ritmo da inovação tecnológica.
Nordhaus, de 77 anos, dividiu o prêmio por "integrar a mudança climática na análise macroeconômica de longo prazo" e Romer, de 62 anos, por "integrar inovações tecnológicas na análise macroeconômica de longo prazo".
Os dois desenvolveram suas pesquisas independentemente, "ampliando o alcance da análise econômica" com a criação de modelos usados para estudar mudanças de longo prazo e sua implicações políticas.
"William Nordhaus e Paul Romer criaram métodos para enfrentar algumas das questões mais básicas e urgentes sobre como criar crescimento econômico sustentado e sustentável", declarou o comitê do Nobel.
Pioneiro no estudo da economia ambiental desde os anos 1970s, o professor Nordhaus foi o primeiro a criar, nos anos 1990s, um modelo que "descreve a interação global entre a economia e o clima". Usando ideias da física, da química e da economia, explora os possíveis efeitos das intervenções políticas para tentar controlar o aquecimento global.
A cobrança de impostos sobre as emissões de gases carbônicos para combater a mudança do clima é uma proposta de Nordhaus, aplicada hoje em larga escala na Europa.
Romer, de 62 anos, formulou métodos para analisar o crescimento econômico a longo prazo e sobre as condições de mercado necessárias para promover inovações tecnológicas. Seu trabalho mais importante, publicado em 1990, lançou as bases da "teoria do crescimento endógeno".
Esta teoria mostra que o desenvolvimento tecnológico é impulsionado por políticas que promovam o crescimento, a educação e a pesquisa. Destaca a importância de investir em países e ideias para acelerar o crescimento, quando a maioria dos economistas acreditava que era impossível aumentar o ritmo da inovação tecnológica.
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