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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Biden propõe agenda progressista como não se via há décadas

 No primeiro discurso no Congresso como presidente dos Estados Unidos, um dia antes de completar 100 dias na Casa Branca, Joe Biden anunciou planos ambiciosos de US$ 6 trilhões de dólares, incluindo o Plano de Resgate sancionado em 11 e março para modernizar a infraestrutura, gerar empregos, preparar o país para a competição no século 21, realizar a transição para uma economia com menos carvão e petróleo, reduzir à metade a pobreza infantil, oferecer saúde e educação para quem não pode pagar. 

Com a agenda mais ambiciosa e um presidente democrata em décadas, é um verdadeiro enterro do neoliberalismo. O plano é financiar todos estes investimentos com aumentos de impostos para os ricos e as grandes empresas. Meu comentário:

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Brasil chega a 9 milhões de casos e 220 mil mortes por Covid-19

Com mais 1.319 mortes e 64.895 casos novos da doença do coronavírus de 2019 notificados hoje, o Brasil soma agora 220.237 mortes e 9.000.485 casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias está em 1.059.

Mais uma vez, os Estados Unidos registraram mais de 4 mil mortes em 24 horas. O contágio caiu 34% em duas semanas, mas isso ainda não se reflete no número de mortes, estável perto do nível máximo da pandemia.

O confinamento começa a dar resultado na Inglaterra. A taxa de transmissão caiu para 0,98, em ritmo lento, informou o Imperial College de Londres.

No mundo inteiro, já foram aplicadas mais de 87 milhões de doses de vacinas, sendo 1,327 milhão no Brasil. O Reino Unido já deu uma dose para 11% da população.

O trabalho em casa e a digitalização levaram a Apple e ter faturamento e lucro recordes no último trimestre de 2020, puxados por um aumento de 57% nas vendas na Grande China.

Uma semana depois de voltar ao Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, foi dia do meio ambiente na Casa Branca. O presidente Joe Biden assinou uma série de decretos, elevou o combate ao aquecimento global a prioridade da política externa e da segurança nacional dos EUA e acabou com os subsídios a combustíveis fósseis.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA advertiu para o risco de atentados terroristas de extrema direita. Meu comentário:

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Nobel de Economia premia atualização da análise macroeconômica

Os professores americanos William Nordhaus, da Universidade de Yale, e Paul Romer, da Universidade de Nova York e ex-vice-presidente do Banco Mundial, foram agraciados hoje com o Prêmio Nobel de Economia de 2018 pela Academia Real de Ciências da Suécia. 

Nordhaus, de 77 anos, dividiu o prêmio por "integrar a mudança climática na análise macroeconômica de longo prazo" e Romer, de 62 anos, por "integrar inovações tecnológicas na análise macroeconômica de longo prazo".

Os dois desenvolveram suas pesquisas independentemente, "ampliando o alcance da análise econômica" com a criação de modelos usados para estudar mudanças de longo prazo e sua implicações políticas.

"William Nordhaus e Paul Romer criaram métodos para enfrentar algumas das questões mais básicas e urgentes sobre como criar crescimento econômico sustentado e sustentável", declarou o comitê do Nobel.

Pioneiro no estudo da economia ambiental desde os anos 1970s, o professor Nordhaus foi o primeiro a criar, nos anos 1990s, um modelo que "descreve a interação global entre a economia e o clima". Usando ideias da física, da química e da economia, explora os possíveis efeitos das intervenções políticas para tentar controlar o aquecimento global.

A cobrança de impostos sobre as emissões de gases carbônicos para combater a mudança do clima é uma proposta de Nordhaus, aplicada hoje em larga escala na Europa.

Romer, de 62 anos, formulou métodos para analisar o crescimento econômico a longo prazo e sobre as condições de mercado necessárias para promover inovações tecnológicas. Seu trabalho mais importante, publicado em 1990, lançou as bases da "teoria do crescimento endógeno".

Esta teoria mostra que o desenvolvimento tecnológico é impulsionado por políticas que promovam o crescimento, a educação e a pesquisa. Destaca a importância de investir em países e ideias para acelerar o crescimento, quando a maioria dos economistas acreditava que era impossível aumentar o ritmo da inovação tecnológica.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

EUA e China anunciam acordo histórico sobre o clima

Numa série de entendimentos para melhorar o relacionamento entre as duas maiores potências mundiais, os Estados Unidos e a China anunciaram hoje um acordo sobre o clima capaz de impulsionar as negociações da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima em 2015, em Paris.

Os EUA se comprometeram a cortar até 2025 as emissões de gases carbônicos em 26% a 28% em relação a 2005. A China, hoje o maior poluidor mundial, não se considera responsável pelas emissões do passado. Pela primeira vez, prometeu reduzir gradualmente o aumento das emissões até chegar ao pico em 2030. A partir daí, vão cair.

É pouco, mas é um avanço histórico. Foram nove meses de negociações secretas. Sem um compromisso dos maiores poluidores, dificilmente haveria progresso no próximo ano em Paris rumo a um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, que expirou em 2012.

No protocolo assinado em 1997 em Quioto, no Japão, 37 países desenvolvidos se comprometeram a reduzir as emissões de gases que agravam o efeito estufa em 5% em relação a 1990. Não diminuíram. A concentração de gases carbônicos na atmosfera só aumenta, apesar das repetidas advertências do Painel Internacional sobre Mudança do Clima, que reúne cientistas do mundo inteiro.

Um problema para Obama é que o Partido Republicano, que acaba de conquistar a maioria nas duas casas do Congresso dos EUA, ou pelo menos sua ala mais radical, negam que o atividade industrial humana seja responsável pelo aquecimento do planeta.

Em entrevista coletiva neste momento em Beijim, Obama destaca a melhoria nas relações bilaterais nos últimos 43 anos desde a histórica visita de Henry Kissinger a Mao Tsé-tung, em 1971.

O presidente americano citou o extraordinário aumento do comércio bilateral e a cooperação em vários setores, do intercâmbio estudantil ao combate à epidemia de ebola e à estabilidade no Afeganistão. Com o aumento do terrorismo islâmico de radicais da minoria uigur, a China entra na guerra contra o extremismo muçulmano.

Obama reconheceu que a China é uma grande potência, numa grande diferença em relação ao tratamento americano ao país na era Bush (2001-9). Declarou que "o Tibete é parte da República Popular da China" e pediu ao regime comunista chinês que ajude a "preservar sua religião e cultura únicas". Também fez um apelo para que as disputas territoriais entre a China e seus vizinhos sejam "resolvidas pacificamente, de acordo com o direito internacional".

Os dois países vão criar mecanismos para evitar incidentes militares capazes de gerar crises, avisando quando forem fazer manobras militares. Também serão definidos procedimentos para encontros de navios ou aviões de guerra.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

EUA tiveram sete grandes desastres climáticos em 2013

Entre tornados, secas e enchentes, os Estados Unidos enfrentaram em 2013 sete grandes desastres causados pelo clima. Cada um deixou prejuízos superiores a US$ 1 bilhão, informou ontem a Administração Nacional de Oceanos e da Atmosfera (NOAA).

As tragédias meteorológicas mataram pelo menos 109 pessoas no país no ano passado, diz o relatório anual do Centro Nacional de Dados Climáticos.

domingo, 20 de novembro de 2011

Fenômenos climáticos serão mais violentos

Os cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, do inglês) advertem: por causa do aquecimento da Terra, o mundo deve se preparar cada vez mais para enfrentar um "clima extremado sem precedentes".

As ondas de calor que aconteciam uma vez a cada geração tendem a se repetir a cada cinco anos pela metade do século e todo o ano no fim do século 21, adverte um novo relatório.

"Nossas respostas precisam antecipar os desastres e reduzir os riscos antes que aconteçam, em vez de esperar que ocorram e atacar as consequências", alertou Maarten van Aalst, diretor do Centro de Clima do Crescente Vermelho e da Cruz Vermelha Internacional.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Clima radical vai custar US$ 485 bi por ano aos EUA

Com o agravamento dos fenômenos climáticos atribuídos ao aquecimento global, a conta do prejuízo pode chegar a US$ 485 bilhões de por ano só nos Estados Unidos, 3% a 4% do produto interno bruto da maior economia do mundo. A estimativa é do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas do país, citado pela revista Time.

Uma das grandes tragédias naturais recentes dos EUA, o furacão Katrina destruiu comunidades costeiras, empresas e cidades como Nova Orleans. Os danos chegaram a US$ 81 bilhões, calculou o Centro Nacional de Furacões.

Os tornados deste ano deixaram mais prejuízos bilionários. Depois de um inverno rigoroso, o verão chega ao Hemisfério Norte com fortes ondas de calor.

Aqui no Brasil, como lá, as enchentes e avalanches como as causadores das tragédias recentes em Angra dos Reis, Niterói e na região serrana do estado do Rio de Janeiro correm o risco de serem mais frequentes e mais devastadoras.

A agricultura brasileira também presta pouca atenção à questão climática como se nota no discurso de ruralistas e suas entidades. Parece que a capacidade de produção da agricultura brasileira é ilimitada.

Exportamos a natureza exuberante deste país, seu sol e calor, água e vida. Se o meio ambiente se degradar, a produtividade da agricultura cai junto.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Conferência de Cancún faz acordo de última hora

Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada em Cancún, no México, desde 29 de novembro de 2010 chegou a um acordo de última hora: adiou para o ano que vem a decisão sobre renovar o Protocolo de Quioto e criou o Fundo Verde para transferir até US$ 100 bilhões para os países em desenvolvimento reduzirem as emissões e mitigarem as consequências do aquecimento global.

O México fez um apelo final para evitar o colapso, e o Brasil ajudou a convencer países como Canadá, Rússia e Japão, que resistiam a prorrogar Quioto diante da negativa dos grandes poluidores, China e EUA, de assumir compromissos de cortar emissões.

A Bolívia protestou, considerando o acordo insuficiente. O degelo das geleiras dos Andes ameaça o abastecimento de água do país.

Em protesto contra a falta de medidas mais radicais para combater o aquecimento global, manifestantes quebraram o pau com a polícia.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Obama vai ao final da Conferência de Copenhague

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mudou de 9 para 18 de dezembro o dia em que irā à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que começa na segunda-feira, dia 7, em Copenhague, na Dinamarca.

Depois que a China e a Índia se comprometeram a controlar suas emissões, isso torna mais possível um acordo que possa ser aprovado pelo Congresso dos EUA.

Obama vai chegar no momento decisivo da conferência, quando se espera que seja fechado um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, de 1997, que expira em 2012.

Pelo acordo de Quioto, um protocolo à Convenção sobre Mudança do Clima, 37 países desenvolvidos deveriam ter cortado suas emissões de gases que agravam o efeito estufa em 5% em relação a 1990. Os EUA, maior poluidor mundial até recentemente, nunca aderiu ao Protocolo de Quioto.

O objetivo em Copenhague é chegar a um acordo para que os países ricos se comprometam a promover um corte efetivo nas emissões e que os países em desenvolvimento adotem voluntariamente metas de controle e eficiência energética.

Outra questão é o dinheiro. Os países desenvolvidos - industrializados há muito mais tempo e mais ricos, com renda e consumo por habitante maiores - são os principais responsáveis pelo aquecimento global.

Por isso, os países em desenvolvimento querem auxílio em dinheiro e transferência de tecnologia para se adaptarem a um mundo com menos queima de carvão e petróleo sem prejudicar o crescimento e o desenvolvimento social.

Deve ser criado um fundo global para financiar a luta contra a mudança do clima.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Conferência de Copenhague terá 65 líderes

Os chefes de Estado ou de governo de 65 países, entre eles do Brasil, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Austrália, confirmaram presença na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a ser realizada de 7 a 8 de dezembro em Copenhague, anunciou neste fim de semana o governo da Dinamarca.

Cerca de 180 países são esperados na Conferência de Copenhague, que deveria negociar um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Mas os presidentes da China e dos Estados Unidos, e o primeiro-ministro da Índia, não decidiram se vão.

Esse protocolo adicional à Convenção sobre o Clima, aprovada na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, estabeleceu em 1997 que 37 países ricos deveriam reduzir suas emissões dos gases que agravam o efeito estufa, na média em 5% abaixo dos níveis de 1990. Os EUA nunca aderiram.

Para substituir Quioto, os países-membros da ONU precisam chegar a um acordo para reduzir as emissões, com metas claramente definidas, e financiar as mudanças necessárias, especialmente em grandes países em desenvolvimento como a China, que já é o maior poluidor mundial, e a Índia.

A União Europeia estima que serão necessário US$ 150 bilhões para ajudar os países em desenvolvimento a também reduzirem suas emissões de gases carbônicos, como os resultantes da queima de carvão e petróleo.

sábado, 31 de outubro de 2009

UE quer fundo contra aquecimento global

A União Europeia calculou que serão necessários pelo menos US$ 150 bilhões de dólares por ano, mais de R$ 260 bilhões de reais, para que os países em desenvolvimento participem de um acordo global para reduzir as emissões dos gases que agravam o efeito estufa, aumentando a temperatura da Terra.

Em reunião de cúpula em Bruxelas, os líderes europeus defenderam a criação de um fundo mundial de combate à mudança do clima, mas não decidiram qual será sua contribuição. Deixaram para negociar os valores na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que será realizada em Copenhague, na Dinamarca, de 7 a 18 de dezembro deste ano.

Seu objetivo é negociar um acordo para substituir o Protocolo de Quioto. Esse protocolo adicional à Convenção sobre Mudança do Clima estabelece que 38 países ricos deveriam congelar suas emissões de gases que causam o aquecimento global 5% abaixo dos níveis de 1990.

O grande desafio é fazer os maiores poluidores mundiais, a China e os Estados Unidos, assumirem um compromisso com metas específicas de redução de suas emissões.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

China vai reduzir emissões de gases

A China prometeu hoje, pela primeira vez, reduzir as emissões dos gases que agravam o efeito estufa, causando o aquecimento global.

Ao participar de uma reunião de cúpula de mais de 100 países na sede das Nações Unidas em Nova York, o presidente chinês, Hu Jintao, defendeu o aumento da eficiência energética, o desenvolvimento de energias renováveis e nuclear, e a plantação de florestas para absorver gás carbônico.

Hu prometeu cortar substancialmente até 2020 as emissões de gases por habitante da China em relação a 2005. Mas não deu números específicos.

Os detalhes finais devem ser negociados na Conferência de Copenhague sobre Mudança do Clima. De 7 a 18 de dezembro, na capital da Dinamarca, o mundo vai discutir um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, que obrigava 37 países ricos a reduzirem suas emissões de gases-estufa em 5% em relação aos níveis de 1990.

Ao abrir o encontro de hoje, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, argumentou que um acordo em Copenhague é "imperativo".

Em seu primeiro discurso na ONU, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu que "a ameaça de mudança do clima é séria, urgente e crescente. Se houver um fracasso, as gerações futuras vão enfrentar uma catástrofe ambiental".

Os EUA, que nunca aderiram ao Protocolo de Quioto, ainda não se comprometeram com metas de corte de emissões. A União Europeia chegou a acenar com uma redução de 80% até 2050.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Grande Recessão reduz emissões como nunca

A Grande Recessão mundial nos últimos 12 meses causou uma queda sem precedentes nas emissões de gases que agravam o efeito estufa, superando a queda anterior, de 1981, consequência do segundo choque na oferta de petróleo depois da revolução islâmica no Irã, em 1979.

Uma pesquisa da Associação Internacional de Energia, que reúne os grandes países consumidores, conclui que é uma "oportunidade única" de migrar para uma economia menos dependente do carbono.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

G-8 e emergentes não se acertam sobre clima

Num pré-acordo, os países ricos do Grupo dos Oito e os grandes emergentes concordaram em manter a temperatura da Terra em no máximo dois graus centígrados, mas não houve acordo sobre as metas de redução das emissões dos gases que agravam o efeito estufa.

O Brasil, a China e a Índia alegaram que as metas iriam retardar seu desenvolvimento.

Em dezembro, em uma conferência internacional em Copenhague, na Dinamarca, deve ser concluído um acordo para substituir o Protocolo de Quioto.

Para o presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, o resultado foi "bastante ridículo".

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Europa deve restringir importação de biocombustíveis

A União Européia deve proibir a importação de biocombustíveis de determinadas origens como florestas, pântanos e pradarias. Um projeto neste sentido deve ser apresentado na próxima semana, antecipa o jornal The New York Times.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Florestas absorvem menos gás carbônico

A capacidade das florestas de absorver o gás carbônico produzido pelo homem está diminuindo, indicam uma análise de dados de mais de 30 lugares coletados durante duas décadas.

"Atualmente, conseguimos neutralizar 50% do impacto da queima de combustíveis fósseis sobre o clima", afirma o meteorologista John Miller, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, em artigo na revista científica Nature. Ou seja: a metade dos gases são absorvidos pelos oceanos e a vegetação terrestre.

Para o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (PIMC), das Nações Unidas, a humanidade tem oito anos para evitar os piores efeitos do aquecimento global.

"Infelizmente", adverte o cientista, "não temos garantia de que essa taxa de 50% será mantida. Se diminuir, vamos sentir ainda mais o impacto de nossas permanentes emissões de gás carbônico produzido pela queima de combustíveis fósseis", sobretudo petróleo e carvão.

Leia mais no jornal inglês The Guardian.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Aquecimento global ameaça 30% das espécies

O aumento da temperatura da Terra provocado pelo homem pode deixar 1 bilhão de pessoas sem água, levar a um grande aumento da fome no mundo e à extinção de 30% das espécies de animais e plantas nos próximos 50 anos, alerta um novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima divulgado hoje em Bruxelas, na Bélgica, com foco nas futuras conseqüências do efeito estufa.

Pelo prognóstico dos cientistas de mais de 120 países, basta um aumento de dois graus centígrados em relação à temperatura média de 1990 para causar uma nova extinção em massa. A previsão, no momento, é de uma elevação de 1,8ºC a 4ºC neste século.

As regiões que sofrem com falta de chuva, como o Nordeste do Brasil, podem virar desertos. A América Latina pode perder 50% de seus terras agrícolas até 2050. Na África, a produção de alimentos pode cair à metade. Até a Floresta Amazônica e as neves eternas da cordilheira do Himalaia correm o risco de desaparecer. As enchentes, as ondas de calor, as tempestades e os furacões tendem a se tornar mais violentas.

Um terceiro relatório, a ser divulgado pelo PIMC no próximo mês, deve apresentar propostas para enfrentar o problema.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Clima acabou com apogeu maia e dinastia Tang

As decadências da civilização maia, na América Central pré-colombiana, e da dinastia Tang, na China, podem estar associadas a mudanças climáticas. Com a seca provocada por uma mudança no ciclo das chuvas, houve catastróficas reduções nas colheitas e um empobrecimento generalizado que levaram à queda das duas civilizações, concluíram cientistas do Centro de Pesquisas sobre a Terra de Potsdam, na Alemanha.

Os pesquisadores analisaram os sedimentos do lago Huguang Maar, no Sudeste da China, constatando que nos últimos 16 mil anos houve três períodos em que as monções de inverno foram fortes, provocando secas.

As variações no regime de chuvas tropicais na América Central e no Sul do México seriam responsáveis, pelo menos em parte, pelo fim do período clássico da civilização maia (250-900), quando ela estava em pleno apogeu, com sua escrita hieroglífica e seu grande conhecimento de matemática, que lhes permitiu calcular o ano solar de 365 dias.

Hoje há grande preocupação com a mudança de clima provocada pelo aquecimento da atmosfera devido à concentração de gases produzidos pelo homem como o gás carbônico. O chamado efeito estufa está provocando o degelo das calotas polares, aumentando o nível d'água dos oceanos e causando tempestades violentos.