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domingo, 13 de dezembro de 2009

Propostas de Copenhague são insuficientes

Os cortes de emissões de gases que causam o aquecimento global oferecidos na Conferencia das Nações Unidas sobre o Clima, em Copenhague, não são suficientes para impedir que a temperatura da Terra suba mais do que dois graus centígrados, adverte um cientista do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima.

As propostas vão de um corte 3% a 4% dos Estados Unidos até 20% da União Europeia, até 2020, na comparação com as emissões de 1990. O PIMC recomendou cortes de 25% a 40%.


"Claramente, não basta", observou Thomas Stocker. "Estamos longe de garantir que a meta de um aumento de apenas dois graus centígrados seja cumprida."

Ontem, a polícia da Dinamarca prendeu 968 pessoas depois que uma manifestação de 100 mil pessoas para pressionar os líderes mundiais degenerou em pancaria, com um grupo de punks e anarquistas enfrentando os policiais. A maioria dois presos foi solta hoje.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Conferência começa com expectativa de acordo

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima começa hoje e vai até 18 de dezembro sob a expectativa de que vai chegar a um acordo para substituir o Protocolo de Quioto. A União Europeia deve oferecer uma ajuda imediata de US$ 1,5 bilhão a US$ 4,5 bilhões para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar o problema nos próximos três anos.

Diante do vazamento de emails sobre manipulação de dados sobre o aquecimento global, o presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, Rajendra Pachauri, disse que os maiores desafios são:  
 convencer os países em desenvolvimento a adotar metas concretas de cortes de emissões para 2020;
 financiamento; e  
•  acesso a tecnologia.

A polícia dinamarquesa improvisa prisões para deter manifestantes que violarem a lei .

Vários globos feitos por artistas plásticos estão espalhados pela capital dinamarquesa.

O custo do combate à mudança do clima é estimado em 1% do produto mundial bruto.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Florestas absorvem menos gás carbônico

A capacidade das florestas de absorver o gás carbônico produzido pelo homem está diminuindo, indicam uma análise de dados de mais de 30 lugares coletados durante duas décadas.

"Atualmente, conseguimos neutralizar 50% do impacto da queima de combustíveis fósseis sobre o clima", afirma o meteorologista John Miller, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, em artigo na revista científica Nature. Ou seja: a metade dos gases são absorvidos pelos oceanos e a vegetação terrestre.

Para o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (PIMC), das Nações Unidas, a humanidade tem oito anos para evitar os piores efeitos do aquecimento global.

"Infelizmente", adverte o cientista, "não temos garantia de que essa taxa de 50% será mantida. Se diminuir, vamos sentir ainda mais o impacto de nossas permanentes emissões de gás carbônico produzido pela queima de combustíveis fósseis", sobretudo petróleo e carvão.

Leia mais no jornal inglês The Guardian.

sábado, 17 de novembro de 2007

Painel sobre mudança do clima adverte para risco de extinção de um terço das espécies vivas

No seu relatório final, apresentado hoje pelo secretário-geral das Nações Unidos, Ban Ki Moon, o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (PIMC) adverte para o risco de extinção de um terço das espécies vivas, o degelo das calotas polares e elevação do nível de mares e oceanos, com conseqüências catastróficas causadas pelo aumento da concentração de gás carbônico da atmosfera em decorrência da ação do homem desde o início da Revolução Industrial, por volta de 1750.

Os estudos do PIMC, orgão da ONU de que participam mais de 800 cientistas de 120 países, são o principal argumento dos que defendem um novo acordo internacional para substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012. A questão será discutida no próximo mês numa conferência internacional, em Báli, na Indonésia.

Pelo Protocolo de Quioto, os países desenvolvidos signatários se comprometeram a reduzir suas emissões de gases que agravam o efeito estuta para 5% abaixo dos níveis de 1990, enquanto os países em desenvolvimento precisam apenas monitorar suas emissões e apresentar relatório.

Maior poluidor do mundo, os Estados Unidos não aderiram ao Protocolo de Quioto sob o argumento de que prejudicaria sua economia, especialmente na concorrência com a China, que, como país em desenvolvimento, deu uma pequena contribuição ao aquecimento global no passado e assim não precisa cumprir metas.

Para aceitar um acordo pós-Quioto, os EUA exigem que países em desenvolvimento como China, Índia e Brasil sejam submetidos às mesmas regras. Em princípio, os chineses rejeitam. No caso do Brasil, bastaria acabar com as queimadas, que representam cerca de 75% das emissões de gases-estufa. O país ficaria com créditos para negociar sua cota de carbono num mercado internaciona que surge na busca de uma solução de mercado.

Leia mais detalhes sobre o último relatório no New York Times.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Al Gore e PIMC ganham Prêmio Nobel da Paz

O ex-vice-presidente Albert Arnold Gore Jr. e o Painel Intergovernamental de Mudança do Clima (PIMC), órgão das Nações Unidas, ganharam hoje o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho para conscientizar a humanidade para combater o aquecimento da Terra, provocado pelo aumento da concentração de gases carbônicos na atmosfera.

Nas últimas duas décadas, o PIMC, formado por cientistas de mais de 120 países, alerta para os riscos associados ao aquecimento do planeta provocado pela ação do homem nos últimos dois séculos, por causa da Revolução Industrial, que aumentou significativamente as emissões de gases que retêm o calor, agravando o chamado efeito estufa.

Al Gore produziu o filme Uma Verdade Inconveniente, denunciando os malefícios do efeito estuta. A premiação reforça os apelos para que Gore se candidate à Presidência dos Estados Unidos em 2008. Ele ganhou a eleição de 2000 no voto popular, perdendo no Colégio Eleitoral por causa de uma derrota no estado da Flórida por apenas 500 votos.

Como o governador da Flórida era Jeb Bush, irmão do presidente George Walker Bush, que disputava a eleição com Gore, houve fortes suspeitas de fraude, como cédulas que confundiam o eleitor, problemas para votar em bairros de maioria negra, onde o Partido Democrata costuma vencer e votos marcados mecanicamente.

Depois de uma batalha judicial que foi até a Suprema Corte, Bush foi declarado eleito. Mas ficou a sensação de que Gore foi injustiçado.

No momento, a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton lidera com ampla vantagem as pesquisas sobre quem será o candidato do Partido Democrata e é a favorita na corrida à Casa Branca. Como ela enfrenta forte rejeição de setores mais conservadores da sociedade americana, especula-se que os caciques do partido podem optar pela candidatura Gore. Hoje, jornais americanos publicaram matéria paga fazendo um apelo para o novo ganhador do Nobel de Paz seja candidato.