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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Temperatura média deve subir 3,5ºC

Enquanto os países das Nações Unidas não se entendem, a temperatura média do planeta marcha numa "trajetória de alto aquecimento, altos custos e alto risco". Deve subir 3,5ºC neste século em relação à média da era pré-industrial, advertiu hoje um estudo divulgado na 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que se realiza em Durban, na África do Sul, até 9 de dezembro de 2011.

O cálculo foi feito por duas empresas de consultoria ambiental, Climate Analytics e Ecofys, levando em conta que as atuais promessas de redução de emissões de gases que agravam o efeito estufa são insuficientes para atingir a meta de um aumento máximo de 2ºC nas temperaturas médias até o fim do século, fixada na Conferência de Copenhague, há dois anos.

No atual ritmo de emissões, alerta o relatório, os governos terão apenas quatro anos para reverter a tendência. Caso contrário, serão forçados a fazer gastos muito maiores para cumprir a meta.

Desde o início da Revolução Industrial, por volta de 1750, na Inglaterra, a temperatura média da Terra subiu 0,8% por causa do aumento da concentração de gases carbônicos na atmosfera.

A nova pesquisa estima que as emissões globais de gases de efeito estufa cheguem a 55 bilhões de toneladas em 2020, 11 bilhões a mais do que as 44 bilhões que seriam o limite para manter o aquecimento global numa alta de no máximo 2ºC, informa o jornal francês Le Monde.

O objetivo central da Conferência de Durban é negociar um acordo que substitua o Protocolo de Quioto, de 1997, que expira no fim de 2012. Esse protocolo obriga os países desenvolvidos a reduzir suas emissões de gases carbônico a 5% abaixo dos níveis de 1990.

Maior poluidor na época, os Estados Unidos, hoje superados pela China, nunca ratificaram o acordo de Quioto. Agora, negam-se a fazer qualquer acordo que exclua os países em desenvolvimento. A única notícia positiva em Durban é que um delegado chinês disse que o país aceitaria um acordo aplicável a todos.

Até agora, os grandes emergentes só concordam em fazer restrições voluntárias, alegando não serem responsáveis pelas emissões do passado que levaram à atual situação.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Conferência de Copenhague chega a um acordo

Depois de muitas divergências e adiamentos, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca, chegou a um acordo de última hora para prorrogar indefinidamente as negociações sobre um tratado com valor legal para reduzir as emissões dos gases que agravam o efeito estufa. Um fundo de US$ 30 bilhões será criado para financiar ações imediatas de mitigação.

O resultado está de acordo com o que anticipei neste blog na madrugada de hoje, ao comentar a possibilidade de um acordo de última hora.

Em entrevista, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a meta é manter o aumento da temperatura média da Terra em dois graus centígrados.

Obama defendeu o acordo como um primeiro passo, admitindo que será difícil acabar com as divisões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento para negociar um tratado com valor legal e metas obrigatórias de cortes de emissões de gases carbônicos.

Talvez o mais importante nesta conferência tenha sido envolver os Estados Unidos e outros grandes países como a China, a Índia e o Brasil no processo multilateral de combate à mudança do clima.

Era legítimo aspirar muito mais, mas irrealista esperar muito mais. Obama não tinha margem de manobra. Não poderia melhorar a proposta americana porque não teria aprovação do Congresso. E o resto do mundo precisa dos EUA para conter o aquecimento global.

Copenhague fará o acordo possível

O acordo de última hora que está sendo negociado na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima para conter o aquecimento global tem uma limitação: precisa passar pelo Congresso dos Estados Unidos.


A chegada do presidente Barack Obama no momento decisivo aumenta a chance de um acordo. Ele está limitado pelas regras da democracia americana, mas não vai a Copenhague passear. Algo terá de ser aprovado. 


Caso contrário, será uma grande derrota política, no momento em que sua popularidade cai abaixo de 50%.





Obama só tem o apoio de 45% dos americanos na questão do clima e o apoio geral de apenas 36% dos independentes; em abril, eram 62%. Mais de 60% dos americanos e 80% dos republicanos duvidam da contribuição humana para o aquecimento global, aceita por 55% dos democratas.



Desde o início, o plano dos EUA é fechar a Conferência de Copenhague com grande declaração política do tipo "estamos todos juntos na luta" e criar um fundo para iniciar ações práticas, deixando para negociar as metas de cortes de emissões para 2010.


Ontem, a secretária de Estado, Hillary Clinton, chegou propondo a criação de um fundo de US$ 100 bilhão por ano até 2020 para financiar a transição dos países em desenvolvimento para um mundo com menos queima de carvão e petróleo. É assim que os ricos resolvem seus problemas, jogando muito dinheiro em cima.


A China, que lidera o bloco dos países em desenvolvimento, logo começou a estudar a tal "transparência" cobrada pelos EUA. Os americanos querem metas verificáveis para os países terem acesso ao fundo.


O projeto aprovado na Câmara dos EUA prevê corte de 17% nas emissões até 2020, em relação a 2005. Isso dá apenas 3% a 4% em relação a 1990, que era o marco de referência do Protocolo de Quioto, ao qual os EUA nunca aderiram. 


Há outro projeto no Senado que chega a 20%. Mais do que isso, não tem a menor chance de aprovação e, sem os EUA, o maior poluidor per capita e historicamente do mundo, não vai haver acordo para cortar as emissões dos gases de efeito estufa.


É isto o que está na mesa. É pegar ou largar. No fim das contas, EUA e China decidem. É o Grupo dos Dois (G-2) informal que governa o mundo.


O Brasil ainda não assumiu o papel de protagonista como deveria. Como não quer ingerência na Amazônia, adota uma postura defensiva. Mas está no grupo de 15 países que tentam salvar a conferência nas últimas horas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Emergentes deixam negociação em Copenhague

Os países africanos e os emergentes abandonaram a negociação temporariamente, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Copenhague, alegando que os ricos estão exigindo demais dos países em desenvolvimento.

Outros destaques do dia em Copenhague:

• A China parece abandonar a exigência de que os países ricos financiem o combate ao aquecimento global nos grandes emergentes, na primeira concessão importante na semana final da conferência.

• Os EUA prometem investir US$ 85 bi nos próximos cinco anos em tecnologias verdes para os países em desenvolvimento.

• O Canadá aceitou o conceito de “dívida climática”.

• Uma proposta sobre preservação de florestas foi esvaziada por falta de financiamentos dos ricos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Propostas de Copenhague são insuficientes

Os cortes de emissões de gases que causam o aquecimento global oferecidos na Conferencia das Nações Unidas sobre o Clima, em Copenhague, não são suficientes para impedir que a temperatura da Terra suba mais do que dois graus centígrados, adverte um cientista do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima.

As propostas vão de um corte 3% a 4% dos Estados Unidos até 20% da União Europeia, até 2020, na comparação com as emissões de 1990. O PIMC recomendou cortes de 25% a 40%.


"Claramente, não basta", observou Thomas Stocker. "Estamos longe de garantir que a meta de um aumento de apenas dois graus centígrados seja cumprida."

Ontem, a polícia da Dinamarca prendeu 968 pessoas depois que uma manifestação de 100 mil pessoas para pressionar os líderes mundiais degenerou em pancaria, com um grupo de punks e anarquistas enfrentando os policiais. A maioria dois presos foi solta hoje.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Energia limpa deve movimentar US$ 2,4 trilhões

O WWF (Fundo Mundial pela Natureza) prevê que os negócios do setor de energia limpa movimentem US$ 2,4 trilhões em 2020. Será o terceiro maior negócio do mundo, depois de automóveis e produtos eletroeletrônicos.


Pelos cálculas do WWF, o setor de energia limpa, que inclui infraestrutura para captar energia do sol e dos ventos e boicombustíveis, faturou US$ 950 bilhões em 2007, antes do agravamento da crise financeira internacional.


"A economia verde cresceu com o Protocolo de Quioto, que afetava apenas os países ricos", comentou Kim Carstensen, líder da iniciativa para o clima global do WWF. "Imagine o que vai acontecer com o sucesso da Conferência de Copenhague."


A Alemanha, os Estados Unidos e o Japão lideram os negócios do setor, com a China em quarto lugar. A expectativa é que a China entre para valer neste mercado. Já lidera em novos projetos de energia solar.

Guerra de anteprojetos divide Copenhague

Uma guerra de anteprojetos do acordo final marca a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Copenhague. Mas o secretário-geral do encontro, Yvo de Boer, está confiante.

Esta sexta-feira é o dia de se chegar a um projeto para que mais de cem chefes de Estado e de governo façam os acertos finais e assinem na próxima semana um novo acordo para conter o aquecimento da Terra.

No quarto dia, foi a vez dos países emergentes, liderados pela China, apresentarem uma proposta pedindo que os países desenvolvidos cortem suas emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 40% até 2020.

Também houve uma pressão para que os Estados Unidos ratifiquem o Protocolo de Quioto, de 1997, que previa que 37 países industrializados reduzissem suas emissões de gases carbônicos em 5%, na média, em relação a 1990.

Logo, um negociador da União Europeia deu um chega para lá nestas propostas. Ele disse que não existe a menor possibilidade de aprovação do Protocolo de Quioto pelo Senado dos EUA e voltou a colocar na mesa a proposta dos países ricos: US$ 30 bilhões por ano para ajudar os países em desenvolvimento a controlarem suas emissões e se adaptarem a um mundo com menos consumo de carvão e petróleo.

A própria UE já estimou em US$ 150 bilhões por ano o preço para a conversão das economias pobres e emergentes.


O bilionário George Soros criticou os países ricos e advertiu que, sem financiamento, não será possível combater a mudança do clima. Ele sugere que seja fixado um preço para o carbono considerando os investimentos necessários para combater o aquecimento global.

Soros propos ainda que os países ricos usem os direitos especiais de saque junto ao Fundo Monetário Internacional, que estimou em US$ 283 bilhões, para financiar projetos em países em desenvolvimento.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Pobres e emergentes se dividem em Copenhague

No terceiro dia da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que se realiza até 18 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, a rádio e televisão pública britânica BBC observa uma divisão entre países africanos e insulares, que querem metas de corte obrigatórias, e os grandes emergentes como a China, que não querem se comprometer com metas obrigatórias.

A China insiste em que o objetivo de Copenhague é viabilizar o plano de ação previsto na Conferência de Báli, em 2007.

• Depois da crise provocada pelo chamado "texto dinamarquês", que privilegiava os países ricos, outro documento, preparado por Brasil, China Índia e África do Sul, rejeita a imposição de metas obrigatórias e fiscalização externa em países em desenvolvimento.

• O jornal NY Times estima que um acordo efetivo contra o aquecimento global custe trilhões de dólares. Até agora, os EUA ofereceram apenas US$ 8 bilhões por ano para os países em desenvolvimento.

• No Wall Street Journal, os países em desenvolvimento querem menos emissões e mais dinheiro dos ricos.

Texto acirra divisão entre ricos e pobres em Copenhague

O vazamento de um texto que estava sendo discutindo num pequeno grupo de 20 países, divulgado pelo jornal inglês The Guardian, apimentou o segundo dia da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que se realiza até 18 de dezembro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca.

Pelo "texto dinamarquês", como o chamou o jornal britânico, acabaria o princípio básico do Protocolo de Quioto de que os países desenvolvidos, industrializados há muito mais tempo, tem maior responsabilidade pelo aumento da concentração de gases carbônicos na atmosfera. As emissões por habitante projetadas para o ano 2050 dariam uma vantagem de dois para um, mantendo a desigualdade entre as nações existente hoje.

Esse texto teria sido preparado pela Dinamarca junto com os Estados Unidos e o Reino Unido, e apresentado a um grupo de cerca de 20 países, entre eles o Brasil.

Ao analisar o documento, o Guardian concluiu que:
• força os países em desenvolvimento a se comprometerem com metas obrigatórias de redução de emissões, ao contrário de acordos anteriores da ONU, baseados no princípio que orientou o acordo de Quioto;
• divide os países em desenvolvimento dos países pobres criando a categoria dos "mais vulneráveis";
• enfraquece a posição da ONU como coordenadora do combate à mudança do clima;
• limita as emissões dos países pobres em 2050 em 1,44 toneladas por habitante, enquanto os ricos tem direito a 2,67 toneladas por pessoa.

A China imediatamente reafirmou, em entrevista coletiva, o princípio de que os países em desenvolvimento estão se propondo a adotar metas voluntárias de controle das emissões, mas só vão fazer isso se os ricos ou desenvolvidos derem o exemplo, o dinheiro e a tecnologia.

Em um evento paralelo, a ativista Naomi Klein culpou o consumismo pelo aquecimento global.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

UE quer mais de EUA e China em Copenhague

Na abertura da Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, em 7 de dezembro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca, a União Europeia cobrou um compromisso maior dos Estados Unidos e da China com os cortes de emissões de gases carbônicos que serão necessários para conter o aquecimento do planeta.

O resultado final da conferência "vai depender principalmente do que for oferecido pelos EUA e a China", previu o ministro do Meio Ambiente da Suécia, Andreas Carlgren. Seu país ocupa no momento a presidência rotativa da UE.

Para justificar sua expectativa, Carlgren lembrou que os dois países são responsáveis por metade das emissões. Assim, "será absolutamente decisivo o que eles puderem oferecer".

Pelos cálculos do Painel Intergovernamental sobre a Mudança do Clima, que fez o dianóstico sobre o agravamento do efeito estufa por causa da emissão de gases produzidos pela queima de carvão e petróleo desde o início da Revolução Industrial, em 1750, será necessário que os países desenvolvidos cortem até 25% de suas emissões até 2020, na comparação com 1990, para limitar o aumento da temperatura a dois graus centígrados.

A Europa chega a Copenhague prometendo cortar 20% ou até 30% se outros países fizerem esforços semelhantes.

Representantes dos 192 países-membros da ONU participam da conferência, que deve aprovar um acordo que substitua o Protocolo de Quioto, aprovado em 1997 na antiga capital do Japão.

Pelo acordo de Quioto, os países desenvolvidos deveriam cortar suas emissões de gasas que agravam o efeito estufa em 5% na média em relação às emissões de 1990.

Os EUA nunca aderiram ao Protocolo de Quioto. No final de seu governo, em 2001, o presidente Bill Clinton assinou o acordo, sabendo que não tinha a menor chance de ser aprovado pelo Senado. Deixou a bomba no colo de George W. Bush, que no início de seu governo questionava a conclusão científica de que o homem é responsável aumento da temperatura da Terra.

Há iniciativas para combater o aquecimento global em pelo menos 28 estados dos EUA e em muitas cidades importantes. Mas o primeiro compromisso do governo federal americano foi a proposta anunciada pelo presidente Barack Obama: um corte de 17% até 2020 em relação a 2005.

Essa redução está prevista num projeto de lei aprovado no Câmara. No Senado, circula outro, que prevê um corte de 20%. Mas ambos se baseiam nas emissões de 2005.

Como país industrializado há mais de um século e maior poluidor mundial até ser recentemente ultrapassado pela China, os EUA deveriam ter cumprido meta de Quioto, de 5% em relação a 1990. Mas a proposta do governo Obama, que ainda não tem garantia de aprovação no Congresso dos EUA, estabelece um corte de apenas 4% na comparação com 1990. Está abaixo da meta de Quioto.

Se o maior responsável historicamente pelas emissões de gases de efeito estufa reluta, como convencer a China, que está em pleno processo de desenvolvimento e ainda tem centenas de milhões de pobres, a melhorar sua proposta.

A China promete reduzir em 40% a 45% até 2020, na comparação com 2005, a "intensidade das emissões" para produzir a mesma quantidade de riqueza. É um compromisso com maior eficiência energética. Como o país não aceita abrir mão de seu crescimento de 8% ao ano, que deve aumentar suas emissões.

Para os EUA, esse aumento de eficiência energética é algo que a China inevitavelmente faria para controlar a poluição e economizar energia.

De um entendimento entre as duas superpotências econômicas depende a Conferência de Copenhague.

No momento, parece mais provável que seja aprovado o esboço de um acordo cujos detalhes finais, como metas e quantias, seriam discutidos nos próximos dois anos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Conferência começa com expectativa de acordo

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima começa hoje e vai até 18 de dezembro sob a expectativa de que vai chegar a um acordo para substituir o Protocolo de Quioto. A União Europeia deve oferecer uma ajuda imediata de US$ 1,5 bilhão a US$ 4,5 bilhões para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar o problema nos próximos três anos.

Diante do vazamento de emails sobre manipulação de dados sobre o aquecimento global, o presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, Rajendra Pachauri, disse que os maiores desafios são:  
 convencer os países em desenvolvimento a adotar metas concretas de cortes de emissões para 2020;
 financiamento; e  
•  acesso a tecnologia.

A polícia dinamarquesa improvisa prisões para deter manifestantes que violarem a lei .

Vários globos feitos por artistas plásticos estão espalhados pela capital dinamarquesa.

O custo do combate à mudança do clima é estimado em 1% do produto mundial bruto.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Secretário se anima com Conferência de Copenhague

Com vários países anunciando metas de controle das emissões dos gases que agravam o efeito estufa, o secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, Yvo de Boer, manifestou otimismo hoje de que seja possível conter o aquecimento global.

A partir de amanhã, os 192 países-membros da ONU, mais de 170 representados por chefes de Estado ou de governo, discutem em Copenhague, a capital da Dinamarca, uma solução para combater a mudança do clima.

"O tempo está se esgotando", advertiu ele. "Nas próximas duas semanas, os governos terão de dar uma resposta".

Neste domingo, foi a África do Sul, a maior economia africana, que prometeu reduzir em 34% das emissões de gás carbônico nos próximos 10 anos em relação às emissões projetadas.

"Nunca, em 17 anos de negociações sobre o clima, tantos países fizeram tantas promessas ao mesmo tempo", festejou De Boer. "É algo sem precedentes."

O outro desafio da conferência é criar um fundo de combate ao aquecimento global para permitir que os países em desenvolvimento se adaptem a um mundo com menos queima de combustíveis.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Obama vai ao final da Conferência de Copenhague

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mudou de 9 para 18 de dezembro o dia em que irā à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que começa na segunda-feira, dia 7, em Copenhague, na Dinamarca.

Depois que a China e a Índia se comprometeram a controlar suas emissões, isso torna mais possível um acordo que possa ser aprovado pelo Congresso dos EUA.

Obama vai chegar no momento decisivo da conferência, quando se espera que seja fechado um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, de 1997, que expira em 2012.

Pelo acordo de Quioto, um protocolo à Convenção sobre Mudança do Clima, 37 países desenvolvidos deveriam ter cortado suas emissões de gases que agravam o efeito estufa em 5% em relação a 1990. Os EUA, maior poluidor mundial até recentemente, nunca aderiu ao Protocolo de Quioto.

O objetivo em Copenhague é chegar a um acordo para que os países ricos se comprometam a promover um corte efetivo nas emissões e que os países em desenvolvimento adotem voluntariamente metas de controle e eficiência energética.

Outra questão é o dinheiro. Os países desenvolvidos - industrializados há muito mais tempo e mais ricos, com renda e consumo por habitante maiores - são os principais responsáveis pelo aquecimento global.

Por isso, os países em desenvolvimento querem auxílio em dinheiro e transferência de tecnologia para se adaptarem a um mundo com menos queima de carvão e petróleo sem prejudicar o crescimento e o desenvolvimento social.

Deve ser criado um fundo global para financiar a luta contra a mudança do clima.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

China faz proposta de corte de emissões

A China propôs hoje medidas para aumentar a eficiência energética sem prejudicar o crescimento econômico do país. A promessa é cortar 40% a 45% da “intensidade das emissões de gás carbônico” até 2020, na comparação com 2005.

Cortar a "intensidade das emissões" significa diminuir a quantidade de carvão ou petróleo queimado para produzir a mesma riqueza. O plano chinês é assim mais de eficiência energética do que de redução das emissões.

Na prática, a China pode aumentar as emissões para manter sua meta de crescimento econômico de 8% ao ano. Não pretende prejudicar seu desenvolvimento econômico. É o que legitima o regime, na verdade, uma ditadura militar do Partido Comunista e do Exército Popular de Libertação.

O primeiro-ministro Wen Jiabao vai à Conferência das Nações Unidos sobre o Clima, em Copenhague, anunciou em Beijim o ministério do Exterior chinês.

Economistas estimam que combate ao aquecimento global deve custar trilhões de dólares.

EUA propõem meta de corte de gases

Pela primeira vez, os Estados Unidos apresentaram uma proposta de redução das emissões dos gases que agravam o efeito estufa, aumentando a temperatura da Terra.

O presidente Barack Obama vai à Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, a ser realizada em Copenhague, na Dinamarca, de 7 a 18 de dezembro, com o objetivo de negociar um acordo que substitua o Protocolo de Quioto.

A Casa Branca revelou ontem que ele vai levar uma proposta de corte de 17% até 2020 e de 83% até 2050 em relação às emissões de gases-estufa de 2005.

Pelo Protocolo de Quioto, nunca foi aprovado pelos EUA, os americanos teriam de fazer um corte de 5,2% em relação às emissões de 1990.

A atual meta é de cerca de 3% das emissões de 1990. Ainda está abaixo da exigência de Quioto. Mas é a primeira vez que o país, que era o maior poluidor mundial e recentemente foi ultrapassado pela China, se compromete em reduzir suas emissões.

Em entrevista na Alemanha, o secretário-geral da Conferência do Clima, Yvo de Boer, saudou a participação do presidente dos EUA afirmando que, "em Copenhague, não há plano B. Só existe Plano A e é A de ação imediata".

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Conferência de Copenhague terá 65 líderes

Os chefes de Estado ou de governo de 65 países, entre eles do Brasil, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Austrália, confirmaram presença na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a ser realizada de 7 a 8 de dezembro em Copenhague, anunciou neste fim de semana o governo da Dinamarca.

Cerca de 180 países são esperados na Conferência de Copenhague, que deveria negociar um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Mas os presidentes da China e dos Estados Unidos, e o primeiro-ministro da Índia, não decidiram se vão.

Esse protocolo adicional à Convenção sobre o Clima, aprovada na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, estabeleceu em 1997 que 37 países ricos deveriam reduzir suas emissões dos gases que agravam o efeito estufa, na média em 5% abaixo dos níveis de 1990. Os EUA nunca aderiram.

Para substituir Quioto, os países-membros da ONU precisam chegar a um acordo para reduzir as emissões, com metas claramente definidas, e financiar as mudanças necessárias, especialmente em grandes países em desenvolvimento como a China, que já é o maior poluidor mundial, e a Índia.

A União Europeia estima que serão necessário US$ 150 bilhões para ajudar os países em desenvolvimento a também reduzirem suas emissões de gases carbônicos, como os resultantes da queima de carvão e petróleo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Obama promete amplo acordo sobre o clima

Em declarações à imprensa no fim do encontro de trabalho com o presidente Hu Jintao, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou ter prometido ao primeiro-ministro da Dinamarca que quer fechar um acordo completo, e não meio acordo, sobre a mudança do clima.

Isso significa definir um prazo para negociações posteriores sobre metas específicas de redução de emissões de gases de efeito estufa e indicar as fontes de financiamento das mudanças que serão necessárias, especialmente nos países em desenvolvimento.

A União Europeia estima que serão necessário US$ 150 bilhões por ano durante 10 anos para cortar as emissões, desenvolver energias alternativas, plantar florestas e outras medidas para neutralizar as emissões de gases carbônicos, os principais responsáveis pelo aquecimento da Terra.

domingo, 15 de novembro de 2009

Líderes mundiais adiam acordo sobre o clima

Os líderes mundiais praticamente adiaram as negociações de um acordo para combater o aquecimento global para depois da Conferência das Nações Unidas contra Mudança de Clima a ser realizada em Copenhague, na Dinamarca, de 7 a 18 de dezembro. Seu objetivo central é fechar um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012.

A proposta de redução de 50% até 2050 das emissões dos gases que agravam o efeito estufa foi excluída do documento final.

Nesta segunda-feira, começa em Copenhague uma reunião de ministros do Meio Ambiente de 40 países para salvar a conferência de cúpula de dezembro.

Esse processo de negociações começou na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Cúpula da Terra, realizada em junho de 1992 no Rio de Janeiro.

Na Rio 92, foi aprovada a Convenção sobre Mudança do Clima, mas os países não se comprometeram com nenhuma medida específica para combatê-lo. Por isso, em 1997, foi aprovado em Quioto, a antiga capital do Japão, um protocolo adicional à convenção.

O Protocolo de Quioto estabelecia metas específicas de redução das emissões de gases em até 5% abaixo dos níveis de 1990 para 37 países industrializados, já que o aumento da concentração de gases carbônicos na atmosfera é fruto da queima de carvão e petróleo na era industrial. Sua vigência acaba em 2012.

A questão central é que o país que historicamente mais poluiu a atmosfera da Terra, os Estados Unidos, nunca aderiu ao Protocolo de Quioto. O presidente Bill Clinton (1993-2001) só o assinou no fim do governo porque sabia que o Senado não aprovaria um acordo internacional considerado lesivo aos interesses econômicos dos EUA, deixando o ônus com George Walker Bush.

Em 1992, o presidente George Herbert Walker Bush, o pai, rejeitou qualquer cláusula obrigatória na Convenção do Clima, refletindo a posição do Partido Republicano e dos meios empresariais conservadores americanos. Seu filho repudiou o protocolo.

Agora, quando se tornou evidente que o imobilismo pode criar uma crise ambiental de graves proporções, com fenômenos climáticos mais radicais como secas e enchentes piores, degelo das calotas polares, elevação do nível dos mares, quebra de sagras agrícolas e propagação de doenças contagiosas, um presidente democrata é pressionado a cumprir a promessa de campanha de agir de modo diferentes.

Mas os EUA se recusam a limitar suas emissões se grandes países em desenvolvimento, especialmente a China, não assumirem um compromisso de conter as emissões, ainda que em escala menor, o que teria estar sendo negociado.

Já a China se recusa a prejudicar seu desenvolvimento. Como cresceu rapidamente sob uma ditadura militar, sem o menor respeito pelo meio ambiente, o país vai sofrer diretamente as consequências do aquecimento global. Isso pressiona o regime comunista chinês a assumir uma posição clara.

Mais uma vez, os líderes mundiais decidiram dar um tempo.