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domingo, 6 de dezembro de 2009

Secretário se anima com Conferência de Copenhague

Com vários países anunciando metas de controle das emissões dos gases que agravam o efeito estufa, o secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, Yvo de Boer, manifestou otimismo hoje de que seja possível conter o aquecimento global.

A partir de amanhã, os 192 países-membros da ONU, mais de 170 representados por chefes de Estado ou de governo, discutem em Copenhague, a capital da Dinamarca, uma solução para combater a mudança do clima.

"O tempo está se esgotando", advertiu ele. "Nas próximas duas semanas, os governos terão de dar uma resposta".

Neste domingo, foi a África do Sul, a maior economia africana, que prometeu reduzir em 34% das emissões de gás carbônico nos próximos 10 anos em relação às emissões projetadas.

"Nunca, em 17 anos de negociações sobre o clima, tantos países fizeram tantas promessas ao mesmo tempo", festejou De Boer. "É algo sem precedentes."

O outro desafio da conferência é criar um fundo de combate ao aquecimento global para permitir que os países em desenvolvimento se adaptem a um mundo com menos queima de combustíveis.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

EUA propõem meta de corte de gases

Pela primeira vez, os Estados Unidos apresentaram uma proposta de redução das emissões dos gases que agravam o efeito estufa, aumentando a temperatura da Terra.

O presidente Barack Obama vai à Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, a ser realizada em Copenhague, na Dinamarca, de 7 a 18 de dezembro, com o objetivo de negociar um acordo que substitua o Protocolo de Quioto.

A Casa Branca revelou ontem que ele vai levar uma proposta de corte de 17% até 2020 e de 83% até 2050 em relação às emissões de gases-estufa de 2005.

Pelo Protocolo de Quioto, nunca foi aprovado pelos EUA, os americanos teriam de fazer um corte de 5,2% em relação às emissões de 1990.

A atual meta é de cerca de 3% das emissões de 1990. Ainda está abaixo da exigência de Quioto. Mas é a primeira vez que o país, que era o maior poluidor mundial e recentemente foi ultrapassado pela China, se compromete em reduzir suas emissões.

Em entrevista na Alemanha, o secretário-geral da Conferência do Clima, Yvo de Boer, saudou a participação do presidente dos EUA afirmando que, "em Copenhague, não há plano B. Só existe Plano A e é A de ação imediata".