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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Canadá abandona o Protocolo de Quioto

O Canadá tornou-se hoje o primeiro país a abandonar o Protocolo de Quioto, que prevê a redução das emissões dos gases responsáveis pelo aquecimento global pelos países ricos em 5% em relação aos níveis de 1990, alegando que a China e os Estados Unidos, os maiores poluidores, não fazem parte, informa a TV pública britânica BBC.

A prorrogação do protocolo, que deveria expirar no fim de 2012, até 2017 foi um dos poucos resultados concretos da 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada em Durban, na África do Sul, mas o Canadá, o Japão e a Rússia anunciaram sua saída do acordo.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Conferência de Durban prevê acordo do clima em 2015

Depois de dois adiamentos, os 194 países-membros das Nações Unidas, reunidos na 17ª Conferência sobre Mudança do Clima, em Durban, na África do Sul, anunciaram agora há pouco um acordo minimalista para negociar até 2015 um novo pacto de redução dos gases que causam o aquecimento global obrigando todos os grandes poluidores a emitir menos.

O novo acordo entraria em vigor em 2020. Até agora, o único pacto internacional para redução dos gases que agravam o efeito estufa é o Protocolo de Quioto, que expiraria em 2012. Foi prorrogado até 2017, mas só obriga os países desenvolvidos a emitir menos, e hoje China e Índia são o primeiro e terceiro maiores emissores.

Os Estados Unidos, maior poluidor mundial quando o Protocolo de Quioto foi assinado, em 1997, e segundo hoje, nunca  ratificaram o protocolo. Exigem que qualquer novo acordo obrigue os grandes emergentes, como China, Índia e Brasil, a também se comprometer com a reduzir as emissões de gases de carbono.

É isso que ficou acordado em princípio em Durban. Mas, enquanto isso, Quioto ficou ainda mais esvaziado pela saída do Canadá, do Japão e da Rússia. Até 2020, só a União Europeia vai fazer um esforço efetivo para reduzir suas emissões de gases-estufa e representa apenas 11% a 14% do total global.

A Conferência de Durban também aprovou a criação do Fundo do Clima Verde, com a meta de canalizar US$ 100 bilhões por ano de ajuda para países pobres enfrentar os efeitos da mudança do clima. Mas não disse de onde vai sair esse dinheiro. Fica na dependência do voluntarismo.

Mais uma vez, o Brasil tentou conciliar os interesses de países desenvolvidos e em desenvolvimento. A posição conjunta dos grandes emergentes do grupo BASIC (Brasil, África do Sul, Índia e China) foi fundamental para evitar um fracasso total em Durban. Os EUA eram os países mais relutantes.

Com o mundo em plena crise econômica, não há clima para concessões importantes em negociações de meio ambiente. O desafio agora é articular um acordo significativo até 2015.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ban admite que acordo do clima é impossível

Diante dos "graves problemas econômicos" e das divisões políticas, um novo acordo internacional sobre mudança do clima "está fora do nosso alcance", admitiu ontem o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, reduzindo as expectativas sobre a 17ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima, que termina sexta-feira em Durban, na África do Sul.

Mais de 190 países discutem uma possível prorrogação do Protocolo de Quioto, que expira no fim de 2012, mas a atual crise econômica mundial não ajuda a fazer concessões na área ambiental, sempre acusada pelos conservadores de prejudicar o crescimento econômico e a geração de empregos.

"Precisamos ser realistas", alertou o secretário-geral da ONU, citado pelo jornal inglês Financial Times. "O objetivo final de um acordo amplo de cumprimento obrigatório sobre o clima está fora do nosso alcance no momento."

Temperatura média deve subir 3,5ºC

Enquanto os países das Nações Unidas não se entendem, a temperatura média do planeta marcha numa "trajetória de alto aquecimento, altos custos e alto risco". Deve subir 3,5ºC neste século em relação à média da era pré-industrial, advertiu hoje um estudo divulgado na 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que se realiza em Durban, na África do Sul, até 9 de dezembro de 2011.

O cálculo foi feito por duas empresas de consultoria ambiental, Climate Analytics e Ecofys, levando em conta que as atuais promessas de redução de emissões de gases que agravam o efeito estufa são insuficientes para atingir a meta de um aumento máximo de 2ºC nas temperaturas médias até o fim do século, fixada na Conferência de Copenhague, há dois anos.

No atual ritmo de emissões, alerta o relatório, os governos terão apenas quatro anos para reverter a tendência. Caso contrário, serão forçados a fazer gastos muito maiores para cumprir a meta.

Desde o início da Revolução Industrial, por volta de 1750, na Inglaterra, a temperatura média da Terra subiu 0,8% por causa do aumento da concentração de gases carbônicos na atmosfera.

A nova pesquisa estima que as emissões globais de gases de efeito estufa cheguem a 55 bilhões de toneladas em 2020, 11 bilhões a mais do que as 44 bilhões que seriam o limite para manter o aquecimento global numa alta de no máximo 2ºC, informa o jornal francês Le Monde.

O objetivo central da Conferência de Durban é negociar um acordo que substitua o Protocolo de Quioto, de 1997, que expira no fim de 2012. Esse protocolo obriga os países desenvolvidos a reduzir suas emissões de gases carbônico a 5% abaixo dos níveis de 1990.

Maior poluidor na época, os Estados Unidos, hoje superados pela China, nunca ratificaram o acordo de Quioto. Agora, negam-se a fazer qualquer acordo que exclua os países em desenvolvimento. A única notícia positiva em Durban é que um delegado chinês disse que o país aceitaria um acordo aplicável a todos.

Até agora, os grandes emergentes só concordam em fazer restrições voluntárias, alegando não serem responsáveis pelas emissões do passado que levaram à atual situação.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Conferência de Durban retoma negociação do clima

As Nações Unidas voltam a discutir o aquecimento global, numa tentativa de retomar as negociações sobre um acordo que substitua do Protocolo de Quioto, que expira no fim de 2012. Mas não há muitas esperanças de sucesso na 17ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima, que começa hoje em Durban, na África do Sul, e vai até 9 de dezembro.

Os países em desenvolvimento querem renovar ou prorrogar o protocolo, que obriga os países ricos a reduzir suas emissões de gases que provocam o efeito estufa em 5% em relação aos níveis de 1990, mesmo que pareça inviável.

Enquanto isso, a Rússia, o Japão e os Estados Unidos estão articulando uma proposta alternativa baseada em cortes voluntários de emissões, reporta a agência de notícias France Presse.

Os EUA, que eram o maior poluidor mundial e agora foram superados pela China, nunca aderiram a Quioto, apesar do então vice-presidente Al Gore ter ido pessoalmente à conferência que selou o acordo, na antiga capital do Japão. Quando o presidente Bill Clinton assinou o protocolo, no seu último dia de governo, sabia que não tinha a menor chance de ser ratificado pelo Senado. Queria deixar o ônus do veto a George W. Bush.

Nem a China nem os EUA parecem dispostos a fazer concessões, como ficou evidente na Conferência de Copenhague, em dezembro de 2009. Das grandes potências, só a União Europeia está pronta a reduzir as emissões na medida necessária, mas é responsável por apenas 11% do total.

O presidente Barack Obama não conseguiu aprovar no Congresso nenhum projeto para reduzir emissões. Sob pressão da direita, que alega que regulamentações ambientais prejudicam a economia e destroem empregos, adiou a implementação de medidas da Lei de Ar Puro.

Por sua vez, as duas grandes potências emergentes da Ásia, a China e a Índia, cada uma com mais de 1 bilhão de habitantes, são os países com maior potencial de aumento das emissões de gases estufa, mas não admitem abrir mão de seu desenvolvimento e ainda têm centenas de milhões de pessoas para tirar da pobreza. Isso exige maior consumo de energia.