O diretor do filme Inocência dos Muçulmanos, que provocou revolta no mundo inteiro por ofender o profeta Maomé, foi preso ontem à noite em Los Angeles, nos Estados Unidos, por violar os termos de sua liberdade condicional. Ele não poderia ter usado a Internet sem a aprovação dos responsáveis por vigiá-lo.
Nakoula Basseley Nakoula, um egípcio cristão, nega ser Sam Bacile, o pseudônimo usado pelo responsável pelo filme, mas estava escondido desde que seu filme de quinta categoria inflamou o mundo muçulmano. Como não há lei restringindo a liberdade de expressão nos EUA, foi preso por outro motivo.
Ele tinha sido condenado por fraude bancária. em 2010. No ano passado, foi colocado em liberdade condicional.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Hesbolá pede mais uma semana de protesto contra filme
Se o filme Inocência dos Muçulmanos foi produzido para ridicularizar uma das grandes religiões da humanidade e isolar seus radicais, o efeito foi exatamente o contrário.
Do Líbano, o líder da milícia fundamentalista xiita Hesbolá, xeque Hassan Nasrallah, convocou hoje mais uma semana de manifestações e advertiu que a violência será muito maior se o filme foi apresentado na íntegra. Do Irã, o Supremo Líder Espiritual, aiatolá Ali Khamenei, exigiu dos líderes ocidentais a censura do filme.
Nasrallah descreveu o filme como "a maior ofensa da História contra o Islã" e afirmou que os Estados Unidos precisam ser responsabilizados. O líder do Hesbolá defendeu a criação de uma lei internacional para proteger as grandes religiões da "blasfêmia".
A onda de protestos violentos revigora o extremismo islâmico. Salafistas e xiitas radicais, inimigos mortais, se unem contra os inimigos comuns: o Ocidente e a democracia liberal.
Sem perder de vista o oportunismo histórico das potências ocidentais e suas políticas imperiais no Oriente Médio, onde antes sustentavam ditadores e hoje apoiam a democracia, o movimento de repúdio ao filme anti-islâmico está sendo usado com objetivos políticos maiores.
O ódio ao Ocidente faz parte da disputa para ver quem são os legítimos representantes do Islã. Há um risco de surgimento de novas democracias antiliberais, como aconteceu na antiga Iugoslávia. Mas há grupos islâmicos como a Irmandade Muçulmana que marcham para o centro e estão preocupados em recuperar a economia.
A Primavera Árabe foi uma consequência da crise econômica mundial e os novos líderes eleitos democraticamente precisam apresentar resultados.
Do Líbano, o líder da milícia fundamentalista xiita Hesbolá, xeque Hassan Nasrallah, convocou hoje mais uma semana de manifestações e advertiu que a violência será muito maior se o filme foi apresentado na íntegra. Do Irã, o Supremo Líder Espiritual, aiatolá Ali Khamenei, exigiu dos líderes ocidentais a censura do filme.
Nasrallah descreveu o filme como "a maior ofensa da História contra o Islã" e afirmou que os Estados Unidos precisam ser responsabilizados. O líder do Hesbolá defendeu a criação de uma lei internacional para proteger as grandes religiões da "blasfêmia".
A onda de protestos violentos revigora o extremismo islâmico. Salafistas e xiitas radicais, inimigos mortais, se unem contra os inimigos comuns: o Ocidente e a democracia liberal.
Sem perder de vista o oportunismo histórico das potências ocidentais e suas políticas imperiais no Oriente Médio, onde antes sustentavam ditadores e hoje apoiam a democracia, o movimento de repúdio ao filme anti-islâmico está sendo usado com objetivos políticos maiores.
O ódio ao Ocidente faz parte da disputa para ver quem são os legítimos representantes do Islã. Há um risco de surgimento de novas democracias antiliberais, como aconteceu na antiga Iugoslávia. Mas há grupos islâmicos como a Irmandade Muçulmana que marcham para o centro e estão preocupados em recuperar a economia.
A Primavera Árabe foi uma consequência da crise econômica mundial e os novos líderes eleitos democraticamente precisam apresentar resultados.
sábado, 15 de setembro de 2012
Dois americanos morrem em ataque ao príncipe Harry
Das orgias num hotel em Las Vegas para a dureza na Guerra do Afeganistão: a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) atacou ontem à noite a base da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Camp Bastian, na província de Helmand, onde serve o príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão ao trono do Reino Unido. Dois fuzileiros navais americanos e oito talebã foram mortos.
A milícia extremista muçulmana que governou o Afeganistão de 1996 até outubro de 2001, quando os Estados Unidos e seus aliados invadiram o país para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro, descreveu o ataque como uma vingança contra o filme Inocência dos Muçulmanos.
Seu principal alvo era Harry. Quando o príncipe foi enviado para servir pela segunda vez no Afeganistão, Al Caeda jurou-o de morte.
A milícia extremista muçulmana que governou o Afeganistão de 1996 até outubro de 2001, quando os Estados Unidos e seus aliados invadiram o país para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro, descreveu o ataque como uma vingança contra o filme Inocência dos Muçulmanos.
Seu principal alvo era Harry. Quando o príncipe foi enviado para servir pela segunda vez no Afeganistão, Al Caeda jurou-o de morte.
Al Caeda reivindica ataque ao consulado dos EUA
Al Caeda na Península Arábica, um dos principais ramos da rede terrorista criada por Ossama ben Laden, reivindicou a responsabilidade pelo ataque contra o Consulado dos Estados Unidos em Bengázi, a segunda maior cidade da Líbia, no dia 11 de setembro de 2012, quando o embaixador Christopher Stevens e três assessores foram mortos.
Em nota, a rede terrorista declarou que foi uma vingança pela morte do subcomandante d'al Caeda, Abu Yahya al-Libi, e pediu aos militantes que continuem os ataques até o fechamento de todas as embaixadas americanas em países muçulmanos.
Uma onda de protestos varre o mundo islâmico por causa da Inocência dos Muçulmanos, um filme de quinta categora produzido nos EUA para ridicularizar o profeta Moamé e sua religião. Hoje a violência chegou ao Reino Unido e à Austrália, dois importantes aliados dos EUA. Mas o ataque ao consulado em Bengázi com metralhadoras e lança-foguetes não parecia uma manifestação espontânea, mas uma ação organizada.
Al-Libi era líbio. Ao reconhecer sua morte, o atual líder da rede terrorista, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri pediu aos líbios que o vingassem. Como o país está cheio de grupos armados desde a revolta que acabou com a ditadura do coronel Muamar Kadafi há um ano, há uma grande quantidade de armas nas mãos da população.
Em entrevista à TV americana CNN, o ex-porta-voz do Departamento de Estado no governo Bill Clinton, James Rubin, observou que a rede terrorista é forte no Iêmen, para onde seus militantes foram para fugir da repressão na Arábia Saudita, e também na Argélia, no Máli e no Níger, mas não na Líbia. Mas admitiu a existência de grupos radicais que seguem a ideologia assassina de Ben Laden.
Em nota, a rede terrorista declarou que foi uma vingança pela morte do subcomandante d'al Caeda, Abu Yahya al-Libi, e pediu aos militantes que continuem os ataques até o fechamento de todas as embaixadas americanas em países muçulmanos.
Uma onda de protestos varre o mundo islâmico por causa da Inocência dos Muçulmanos, um filme de quinta categora produzido nos EUA para ridicularizar o profeta Moamé e sua religião. Hoje a violência chegou ao Reino Unido e à Austrália, dois importantes aliados dos EUA. Mas o ataque ao consulado em Bengázi com metralhadoras e lança-foguetes não parecia uma manifestação espontânea, mas uma ação organizada.
Al-Libi era líbio. Ao reconhecer sua morte, o atual líder da rede terrorista, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri pediu aos líbios que o vingassem. Como o país está cheio de grupos armados desde a revolta que acabou com a ditadura do coronel Muamar Kadafi há um ano, há uma grande quantidade de armas nas mãos da população.
Em entrevista à TV americana CNN, o ex-porta-voz do Departamento de Estado no governo Bill Clinton, James Rubin, observou que a rede terrorista é forte no Iêmen, para onde seus militantes foram para fugir da repressão na Arábia Saudita, e também na Argélia, no Máli e no Níger, mas não na Líbia. Mas admitiu a existência de grupos radicais que seguem a ideologia assassina de Ben Laden.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Obama promete não recuar diante de corpos de americanos mortos na Líbia
O presidente Barack Obama afirmou hoje que "os Estados Unidos não vão recuar", ao receber há pouco na Base Aérea de Andrews, no estado de Maryland, perto de Washington, os corpos dos quatro americanos mortos no ataque ao Consulado Americano em Bengázi, na Líbia, em 11 de setembro de 2012, inclusive do embaixador Christopher Stevens.
Primeiro, falou a secretária de Estado, Hillary Clinton, insistindo em que o governo americano não tem nada a ver com o filme maldito pelos muçulmanos por ridicularizar sua religião e o profeta Maomé.Hillary chamou Inocência dos Muçulmanos de uma "provocação cínica para provocar raiva, violência e conflito". Mas nada justifica, acrescentou, atacar representações diplomáticas.
Depois de Hillary, o presidente Barack Obama presta sua homenagem aos mortos, em tom grave e sério: "Steven era tudo o que os EUA queriam ter como embaixador. Visitou a primeira vez a região como um jovem voluntário. (...) Hoje, Steve volta para casa. Eles serviram os EUA.Tinham uma missão. Conheciam os perigos e os abraçaram. Viveram os ideais americanos: coragem, esperança e idealismo. Podemos deixar este mundo um pouco melhor. Hoje queremos realmente honrar a memória deles."
Com as massas de muçulmanos enfurecidos investindo contra representações diplomáticas ocidentais, Obama foi ainda mais sóbrio, mas reafirmou que os EUA não vão recuar: "As perdas e imagens horríveis dos últimos dias mostram que estes são dias difíceis. Tanta raiva e violência, mas entre todas as imagens desta semana lembro dos líbios que saíram para a rua para agradecer ao embaixador por trabalho pela libertação da Líbia com cartazes que diziam: 'Chris Stevens era um amigo do povo líbio'.
"É esta mensagem que mandamos ao mundo", acrescentou Obama. "Nós nos preocupamos com eles e com a liberdade. Os EUA nunca vão recuar. Para vocês, amigos e colegas, e para todos os americanos, o sacrifício deles nunca será esquecido. Levaremos à Justiça os responsáveis. Protegeremos nossos diplomatas. Vamos manter a cooperação, mas os países têm a obrigação de garantir a segurança [de embaixadas e consulados]. Somos americanos. Mantemos nossa cabeça erguida. Por causa de vocês, este país sempre vai brilhar neste mundo. A bandeira que vocês serviram agora os traz para casa."
Todos eram militares. As circunstâncias em que eles morreram ainda não foram explicadas. Podem ter morrido no incêndio causado por um foguete ou ter sido assassinados pelo grupo radical que atacou o consulado em Bengázi com metralhadoras e lança-foguetes.
Os EUA não têm alternativa. Para não perder ainda mais influência na região, precisam manter o engajamento com os novos governos islâmicos surgidos da Primavera Árabe. Como reconheceu o ex-porta-voz do Departamento de Estado no governo Clinton, James Rubin, em entrevista à CNN, "os EUA têm pouca influência no debate político interno destes países, mas podem influenciar na margem, apoiando os grupos que defendam os valores da democracia liberal".
No Egito, a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista do mundo, que ganhou as eleições parlamentares e presidencial com seu Partido da Justiça e Liberdade, convocou dois protestos contra o filme. A princípio, a reação do presidente Mohamed Mursi foi dúbia, a ponto de Obama comentar que "o Egito não é um país amigo, mas também não é inimigo".
Primeiro, falou a secretária de Estado, Hillary Clinton, insistindo em que o governo americano não tem nada a ver com o filme maldito pelos muçulmanos por ridicularizar sua religião e o profeta Maomé.Hillary chamou Inocência dos Muçulmanos de uma "provocação cínica para provocar raiva, violência e conflito". Mas nada justifica, acrescentou, atacar representações diplomáticas.
Depois de Hillary, o presidente Barack Obama presta sua homenagem aos mortos, em tom grave e sério: "Steven era tudo o que os EUA queriam ter como embaixador. Visitou a primeira vez a região como um jovem voluntário. (...) Hoje, Steve volta para casa. Eles serviram os EUA.Tinham uma missão. Conheciam os perigos e os abraçaram. Viveram os ideais americanos: coragem, esperança e idealismo. Podemos deixar este mundo um pouco melhor. Hoje queremos realmente honrar a memória deles."
Com as massas de muçulmanos enfurecidos investindo contra representações diplomáticas ocidentais, Obama foi ainda mais sóbrio, mas reafirmou que os EUA não vão recuar: "As perdas e imagens horríveis dos últimos dias mostram que estes são dias difíceis. Tanta raiva e violência, mas entre todas as imagens desta semana lembro dos líbios que saíram para a rua para agradecer ao embaixador por trabalho pela libertação da Líbia com cartazes que diziam: 'Chris Stevens era um amigo do povo líbio'.
"É esta mensagem que mandamos ao mundo", acrescentou Obama. "Nós nos preocupamos com eles e com a liberdade. Os EUA nunca vão recuar. Para vocês, amigos e colegas, e para todos os americanos, o sacrifício deles nunca será esquecido. Levaremos à Justiça os responsáveis. Protegeremos nossos diplomatas. Vamos manter a cooperação, mas os países têm a obrigação de garantir a segurança [de embaixadas e consulados]. Somos americanos. Mantemos nossa cabeça erguida. Por causa de vocês, este país sempre vai brilhar neste mundo. A bandeira que vocês serviram agora os traz para casa."
Todos eram militares. As circunstâncias em que eles morreram ainda não foram explicadas. Podem ter morrido no incêndio causado por um foguete ou ter sido assassinados pelo grupo radical que atacou o consulado em Bengázi com metralhadoras e lança-foguetes.
Os EUA não têm alternativa. Para não perder ainda mais influência na região, precisam manter o engajamento com os novos governos islâmicos surgidos da Primavera Árabe. Como reconheceu o ex-porta-voz do Departamento de Estado no governo Clinton, James Rubin, em entrevista à CNN, "os EUA têm pouca influência no debate político interno destes países, mas podem influenciar na margem, apoiando os grupos que defendam os valores da democracia liberal".
No Egito, a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista do mundo, que ganhou as eleições parlamentares e presidencial com seu Partido da Justiça e Liberdade, convocou dois protestos contra o filme. A princípio, a reação do presidente Mohamed Mursi foi dúbia, a ponto de Obama comentar que "o Egito não é um país amigo, mas também não é inimigo".
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Muçulmanos atacam outras embaixadas ocidentais
A onda de protesto contra o filme repulsivo Inocência dos Muçulmanos chegou hoje à Índia, à Indonésia, à Nigéria e ao Quênia, atingindo um total de 20 países e causando pelo menos 11 mortes nesta sexta-feira, o feriado religioso semanal do islamismo. No Sudão, manifestantes atacaram as embaixadas da Alemanha e do Reino Unido, países que nada têm a ver com a produção do filme.
Isso indica que grupos antiocidentais podem estar aproveitando o momento para tentar reduzir a influência do Ocidente e do liberalismo político nas jovens democracias que brotaram da Primavera Árabe.
No Líbano, uma multidão atacou a lanchonete americana Kentucky Fried Chicken em Trípoli, a segunda maior cidade do país. A polícia reagiu e uma pessoa morreu, no dia em que o papa Bento XVI chega a Beirute para pregar a paz e a tolerância entre cristãos, muçulmanos e judeus.
No Egito, cerca de 500 manifestantes tentaram atacar a Embaixada dos EUA, que fica no Centro do Cairo, num canto da Praça da Libertação, mas foram contidos pela polícia. Um grupo mais radical ainda tenta furar o bloqueio.
Em Saná, no Iêmen, a polícia atirou para o ar para dispersar os manifestantes.
Isso indica que grupos antiocidentais podem estar aproveitando o momento para tentar reduzir a influência do Ocidente e do liberalismo político nas jovens democracias que brotaram da Primavera Árabe.
No Líbano, uma multidão atacou a lanchonete americana Kentucky Fried Chicken em Trípoli, a segunda maior cidade do país. A polícia reagiu e uma pessoa morreu, no dia em que o papa Bento XVI chega a Beirute para pregar a paz e a tolerância entre cristãos, muçulmanos e judeus.
No Egito, cerca de 500 manifestantes tentaram atacar a Embaixada dos EUA, que fica no Centro do Cairo, num canto da Praça da Libertação, mas foram contidos pela polícia. Um grupo mais radical ainda tenta furar o bloqueio.
Em Saná, no Iêmen, a polícia atirou para o ar para dispersar os manifestantes.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Manifestantes atacam mais embaixadas dos EUA
Dois dias depois de um ataque que matou quatro pessoas, inclusive o embaixador Christopher Stevens, durante um protesto na Líbia, centenas de manifestantes atacaram hoje a Embaixada dos Estados Unidos no Iêmen em repúdio a Inocência dos Muçulmanos, um filme de baixo nível que ridiculariza o islamismo e o profesta Maomé.
Também houve ataques no Marrocos, no Sudão e na Tunísia.
No Irã, que não mantém relações diplomáticas com os EUA desde 1979, ano da vitória da Revolução Islâmica, cerca de 500 manifestantes marcharam rumo a Embaixada da Suíça em Teerã, que cuida dos interesses americanos no país.
Também houve ataques no Marrocos, no Sudão e na Tunísia.
No Irã, que não mantém relações diplomáticas com os EUA desde 1979, ano da vitória da Revolução Islâmica, cerca de 500 manifestantes marcharam rumo a Embaixada da Suíça em Teerã, que cuida dos interesses americanos no país.
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