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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fed vai comprar US$ 85 bilhões em títulos por mês

Para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e estimular a economia, a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, vai comprar US$ 40 bilhões por mês em títulos lastreados por hipotecas e US$ 45 bilhões em títulos públicos de longo prazo, anunciou há pouco seu presidente, Ben Bernanke.

O programa de compra de títulos já está na sua terceira etapa, diante da resistência da crise econômica e financeira mundial. É a maneira encontrada pelo Fed para baixar as taxas de juros reais ainda mais, já que as taxas nominais estão entre 0-0,25%.

Bernanke prometeu continuar estimulando a economia enquanto o desemprego, que descreveu como um "enorme desperdício de potencial", não cair para 6,5% ou que a inflação chegue a 2,5%. O Fed trabalha com uma meta informal de inflação de 2% ao ano. A taxa de desemprego está em 7,7%.

Se há um novo compromisso do Fed com a queda do desemprego, as medidas mostram que o banco central ainda tem preocupações sobre o futuro da economia americana em longo prazo, reporta o jornal The Washington Post, que considerou as medidas "sem precedentes".

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dilma insiste na retórica vazia do "tsunami financeiro"

Enquanto o mundo inteiro aplaude a ação dos bancos centrais dos países ricos para combater a crise econômica internacional, o Brasil insiste em culpar os outros pelos problemas internos do país. Quando fizer amanhã o discurso de abertura do debate anual da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, a presidente Dilma Rousseff vai insistir no argumento furado de que os países ricos estão fazendo um "tsunami financeiro" ao jogar dinheiro no mercado para estimular suas economias.

Na semana passada, o medíocre ministro Guido Mantega alegou que as políticas de alívio quantitativo, compra de títulos para colocar mais dinheiro em circulação, não dão resultado. Só serviriam para desvalorizar o dólar.

Os números da maior economia do mundo desmentem essa visão distorcida politicamente. Em primeiro lugar, apesar de enfrentarem sua pior crise em 70 anos, os Estados Unidos devem terminar o ano com um crescimento do produto interno bruto superior ao do Brasil. E o desemprego nos EUA vem caindo, não no ritmo em que o governo Barack Obama gostaria, mas está diminuindo.

Mantega deveria ter ligo Ensaios sobre a Grande Depressão, de Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA. Sem condições de baixar mais as taxas nominais de juros, que estão em praticamente zero, só resta ao governo americano imprimir mais dólares para reduzi-las na prática.

No mais, Dilma vai insistir na retórica vazia em relação à guerra civil na Síria, rejeitando em nome do princípio da soberania nacional uma intervenção militar estrangeira, única maneira de obrigar a ditadura de Bachar Assad a parar de matar seu próprio povo.

Seu argumento parte da análise equivocada de que a intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na guerra civil na Líbia foi excessiva. Na prática, a ação militar liderada pelos Estados Unidos, a França e o Reino Unido salvou milhares de vidas que estariam ameaçadas em caso de vitória do ditador Muamar Kadafi.

O símbolo mais eloquente da gratidão líbia foi a manifestação de protesto da sexta-feira passada em Bengázi, a segunda maior cidade do país, contra a milícia responsável pelo ataque ao Consulado dos Estados Unidos que matou o embaixador Christopher Stevens. A milícia foi literalmente expulsa da cidade.

Bengázi estava prestes a ser arrasada quando a OTAN entrou na guerra civil líbia. O embaixador americano era visto como um aliado do povo da Líbia e da revolução. Mas o governo brasileiro está mais interessado em marcar posição contra as grandes potências do que em apoiar medidas concretas que protejam as populações atacadas por ditadores.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mercado de trabalho e indústria se recuperam nos EUA

O setor privado gerou 325 mil postos de trabalho a mais do que fechou em dezembro,  estimou hoje a empresa de recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento dos Estados Unidos.

A queda de 15 mil no número de novos pedidos de seguro-desemprego na semana passada e o aumento da atividade industrial eram sinais de recuperação da maior economia do mundo. O presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, já defende uma intervenção no mercado imobiliário, onde a crise começou.

Amanhã, o Departamento do Trabalho vai divulgar o relatório oficial de emprego sobre o mês de dezembro. A expectativa é que pelo segundo ano consecutivo as fábricas dos EUA tenham contratado mais do que demitido.

Até o ano passado, o emprego no setor industrial registrava quedas desde 1997, observa o jornal The New York Times.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Fed indica que haverá mais cortes de juros

O Federal Reserve Board (Fed), banco central dos Estados Unidos, deve cortar mais ainda sua taxa básica de juros, que já caiu de 5,25% para 3% ao ano.

Em depoimento nesta quarta-feira ao Congresso, o presidente do Fed, Ben Bernanke, admitiu que a maior economia do mundo se deteriorou ainda mais.

Ontem, o Departamento do Comércio revelou que as encomendas de bens duráveis à indústria caíram 5,3% em janeiro. É um sinal de que o setor manufatureiro pode estar em recessão (crescimento negativo).

O setor habitacional já está em recessão, com uma queda de 8,9% em média nos preços da casa própria.

Bernanke previu que o crescimento no primeiro semestre será medíocre. Deve haver queda no investimento em novos equipamentos e software. O desemprego tende a aumentar. Mas as exportações devem crescer e as empresas não-financeiras dos EUA estão em boas condições.

Há risco de que o desemprego e o mercado imobiliário tenham problemas ainda maiores do que previsto até agora.

"O crescimento só volta ao normal em 2010", que seria algo em torno de 3%, antecipou o presidente do Fed.

Apesar das más notícias, a Bolsa de Nova Iorque reagiu com a expectativa de mais cortes na taxa básica de juros e fechou praticamente estável.

O mercado aposta numa queda da taxa básica de 3% para 2%. Mas entende que há um limite a partir do qual juros baixos demais começarão a criar uma nova bolha.

Para os críticos do excessivo afrouxamento da política monetária, a crise gerada pelo não-pagamento de prestações da casa própria por tomadores de segunda linha, que tinham um histórico com problemas de crédito, só pode ser resolvida com um saneamento financeiro.

Só assim, os bancos e as instituições financeiras teriam condições de voltar a oferecer crédito em bases saudáveis.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Bernanke pede estímulo urgente à economia

Ao depor hoje no Congresso dos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, previu que a maior economia do mundo não cairá em recessão em 2008 mas terá "crescimento lento".

Bernanke pediu um estímulo urgente para evitar que isto aconteça. Mas advertiu que qualquer plano deve ser rápido e não pode aumentar significativamente o endividamento público.

"Um estímulo fiscal e montário poderia dar uma sustenção mais ampla à economia do que simplesmente a baixa de taxas de juros", declarou Bernanke".

Os dois grandes partidos estão divididos. Enquanto os republicanos querem incluir no pacote a prorrogação dos cortes de impostos que devem expirar em 2010, os líderes da oposição democrata alertam que isso pode provocar uma longa batalha parlamentar, adiando a aprovação da lei.

A Casa Branca ainda não se pronunciou sobre os detalhes do plano, a serem anunciados nesta sexta-feira pelo presidente George Walker Bush.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Bernanke admite cortes "substantivos" nos juros

O presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, admitiu hoje em Washington a possibilidade de "cortes adicionais" "substantivos" nas taxas de juros nos EUA.

Com esse pronunciamento, Bernanke alimenta a expectativa dos que esperam um corte de meio ponto percentual na taxa básica do Fed, hoje em 4,25% ao ano, na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto, em 29 e 30 de janeiro.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Bernanke: Fed está "alerta"

O presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, sinalizou que haverá um nova queda na taxa de juros na reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed em 11 de dezembro.

Bernanke assgurou que o Fed fará tudo para evitar recessão na maior economia do mundo, o que teria reflexos por todo o planeta, ao prometer lutar pelo crescimento econômico com estabilidade de preços.

Em discurso na Câmara de Comércio de Charlotte, na Carolina do Norte, o presidente do Fed admitiu que a atual turbulência no mercado financeiro é "maior do que o comum".

"Nós, no Federal Reserve, teremos de permanecer excepcionalmente alertas e flexíveis enquanto continuamos a avaliar como melhor promover o crescimento econômico sustentável e a estabilidade de preços nos EUA".

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Bernanke alerta para risco de inflação

Com o preço do barril de petróleo chegando a US$ 100, o presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos Estados Unidos, advertiu ontem para o risco de inflação na maior economia do mundo.

Depois de um crescimento a uma taxa anual de 3,9% no terceiro trimestre do ano, Ben Bernanke previu uma desaceleração da economia americana no último trimestre de 2007, que se prolongaria até a metade de 2008. Ele está confiante em que o Fed evitará uma recessão, mas admite que a situação deve piorar antes de melhorar.

O problema é que a crise no mercado de crédito hipotecário tende a se agravar, com mais tomadores de empréstimo com problemas de crédito não pagando as prestações da casa própria, se o Fed não cortar as taxas de juros. Mas, se baixar os juros com os preços de energia em alta, o risco é de inflação.

Seu desafio é atacar os dois problemas ao mesmo tempo. Isso vai exigir uma delicada administração da política monetária nos próximos meses.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Bernanke: Fed está pronto para agir

Em mais uma tentativa de acalmar os mercados financeiros, o presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, afirmou que o Fed "está pronto para tomar medidas adicionais" para garantir o liquidez e "vai agir quando necessário para limitar os efeitos negativos para a economia como um todo que possam surgir de perturbações".

Mas os dois jornais econômicos mais famosos do mundo divergiram quanto à interpretação da fala de Bernanke em relação às taxas de juros. Enquanto The Wall Street Journal, de Nova Iorque, acredita que o Comitê de Mercado Aberto do Fed vai reduzir os juros, se a oferta de crédito no mercado continuar como está hoje, o Financial Times, de Londres, não viu sinais de que os juros podem cair na próxima reunião, em 18 de setembro.

A taxa básica de juros da maior economia do mundo está em 5,25% ao ano há nove meses.

Confira a íntegra do pronunciamento de Bernanke no simpósio anual do Fed em Jackson Hole, Wyoming.

O discurdo do presidente do Fed e um pacto de medidas anunciados pelo presidente George W. Bush para refinanciar os contratos de compra de casa própria de quem não está conseguindo pagar provocaram uma recuperação das bolsas, com alta de mais de 3% no Índice Bovespa, aqui no Brasil. Bush alegou que o crédito hipotecário tomado por clientes de segunda linha, com problemas de crédito no passado, é uma parcela muito pequena da maior economia do mundo.

sábado, 11 de agosto de 2007

O Fed criou a bolha especulativa

Minha explicação favorita para a atual crise nos mercados financeiros internacionais é do economista Stephen Roach, diretor executivo do banco de investimentos americano Morgan Stanley: o Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos Estados Unidos, criou uma bolha especulativa ao manter a taxa básica de juros a 1% ao ano.

Com essa taxa, adotada pelo Fed, sob a presidência de Alan Greenspan, depois do estouro da bolha das empresas da Internet e dos atentados terroristas de 11 setembro e mantida por tempo demais, na opinião de Roach, inevitavelmente o banco central americano criou uma bolha.

A 1% ao ano, o Fed praticamente deu dinheiro aos bancos, que fizeram o que os bancos fazem: emprestaram o dinheiro. Primeiro, atenderam aos tomadores de primeira linha. Como sobrava dinheiro, em seguida, passaram a emprestar a tomadores de segunda linha, que não tinham um histórico de crédito positivo e que portanto tinham maior probabilidade de não pagar. Quando os juros subiram, as prestações com juros variáveis como costumam ser as da casa própria também aumentaram, dificultando ainda mais o pagamento.

Isso gerou uma grande inadimplência que levou à recessão o mercado habitacional nos EUA. Inicialmente, a expectativa é que fosse algo isolado. A especulação imobiliária seria um fenômeno urbano e das grandes cidades, que não afetaria nem a maioria dos americanos, muito menos a economia mundial.

Mas, no mundo globalizado, o maior banco da França foi abalado pela crise do crédito hipotecário nos EUA. A dúvida é sempre qual o tamanho do rombo. Por um lado, se os bancos centrais centenas de bilhões de dólares para garantir a liquidez, a crise é séria; do outro, os bancos centrais estão aí para apagar o incêndio, o que pode estimular ainda mais o comportamento de risco.

Sem saber o que fazer, ou para onde correr, o mercado vive oscilações ferozes, temendo que a situação seja ainda pior e que estejam todos vendo apenas o topo do iccebo

A tese inicial, no entanto, é que o Fed criou a bolha ao manter a taxa básica de juros baixa demais durante muito tempo. Assim, a culpa da crise atual cabe mais a Greenspan do que a Ben Bernanke.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Bernanke: maior risco é de inflação

O presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, declarou hoje que a economia dos Estados Unidos está em recuperação e que o maior risco é de inflação.

"Nos últimos 12 meses, o produto interno bruto dos Estados Unidos cresceu a uma taxa média de 2%. O crescimento no primeiro trimestre do ano foi contido por alguns fatores - notadamente a queda nos estoques, o aumento do déficit comercial e dos gastos federais com defesa - que podem ser pelo menos parcialmente revertidos", disse o presidente do Fed.

Bernanke reconheceu que "o ajuste no setor habitacional ainda está em andamento" mas não observa um impacto maior da crise imobiliária na economia americana como um todo. Nos próximos meses, o Fed espera que "a economia avance num ritmo moderado, próximo ou ligeiramente abaixo da taxa de tendência de crescimento da economia".

Geralmente os economistas consideram que a taxa "natural" de crescimento sustentável da economia americana, sem criar problemas nem de estagnação ou recessão nem de superaquecimento e inflação, é de 3%.

Leia a íntegra do pronunciamento de Bernanke.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Bernanke prevê crescimento moderado e queda da inflação nos EUA

O presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke previu hoje, em depoimento ao Congresso, que a maior economia do mundo terá crescimento moderado este ano com inflação em queda, apesar da crise no setor habitacional. Na sua opinião, o maior risco para os Estados Unidos vem do investimento baixo.

Veja aqui a íntegra do depoimento de Bernanke.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Bolsa de Nova Iorque abre em alta

A Bolsa de Valores de Wall Street abriu em alta de 0,6%, depois de ter sofrido ontem sua maior queda em cinco anos por causa de uma baixa de 8,84% na Bolsa de Xangai, na China.

O presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, depõe daqui a pouco na Comissão de Orçamento da Câmara de Representantes dos Estados Unidos. Seu tema é o desequilíbrio fiscal da maior economia do mundo. Mas certamente ele tentará acalmar os mercados.

Nas suas primeiras declarações, Bernanke considera a queda nos mercados uma "correção esperada". Por volta das 13h em Brasília, a Bolsa de Nova Iorque registrava alta de mais de 100 pontos, depois de perder mais de 400 ontem.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

EUA acusam China de manipular moeda

• O governo dos EUA deve acusar a China de manipulação da moeda, numa ofensiva para reduzir o déficit comercial com os chineses, que foi de US$ 202 bilhões em 2005. Um ministro chinês respondeu que os consumidores americanos estão muito satisfeitos comprando produtos chineses baratos.
• A Organização Mundial do Comércio (OMC) condenou os incentivos fiscais americanos a empresas como a Microsoft, a Boeing e a Caterpillar.
• As vendas no varejo nos EUA cresceram 2,3% em janeiro e 8,8% em relação a janeiro de 2005, mas uma pesquisa da Universidade de Michigan indica queda na confiança do consumidor.
• O ex-presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, Alan Greenspan pode ter sido um mau saxofonista mas terá sucesso como escritor. Seu livro de memórias vai lhe render inicialmente US$ 5 milhões.
• O primeiro pronunciamento do novo presidente do Fed, Ben Bernanke, levou a Bolsa de Nova Iorque ao índice mais alto desde janeiro de 2001. Ele prometeu manter a linha dura contra a inflação, que foi de 0,4% em janeiro, maior índice em um ano. O mercado já estima que a taxa básica de juros nos EUA chegue a 5%.
• Na sua proposta orçamentária, Bush cortou programas sociais mas deu isenções de impostos para companhias petrolíferas.