CAMBRIDGE, EUA - O ex-presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, Alan Greenspan, um dos principais responsáveis pela crise financeira internacional, estimou ontem que a economia americana cresça num ritmo de 3% ao ano no quarto trimestre de 2009, prevendo que a recuperação se consolide.
Mesmo assim, Greenspan espera que a taxa de desemprego, hoje em 9,8%, passe dos 10%.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Greenspan já admite estatização de bancos
O Sumo Sacerdote do livre mercado faz seu mea culpa.
Em entrevista ao jornal Financial Times, o ex-presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, Alan Greenspan reconhece que o governo americano pode ser obrigado a estatizar os bancos para estabilizar o mercado financeiro e restabelecer o fluxo de crédito.
”Pode ser necessário nacionalizar temporariamente alguns bancos para facilitar uma reestruturação ordeira e rápida", disse Greenspan, com uma ressalva: "Entendo que isso se faz uma vez em cem anos". Seria a menos ruim das opções políticas remanescentes.
Durante 14 meses, sob a presidência de Greenspan, o Fed manteve sua taxa básica de juros em 1% para evitar que o trauma dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 agravasse a recessão causada pelo estouro da bolha financeira das empresas da Internet.
Ele também é responsável pela falta de regulamentação do mercado financeiro. Deixou, por exemplo, de fiscalizar os bancos de investimentos porque "achava que era do autointeresse dos bancos preservar seu próprio negócio".
Greenspan, antes endeusado pelos mercados, é um dos principais responsáveis pela bolha que não para de explodir na cara de todos nós.
Em entrevista ao jornal Financial Times, o ex-presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, Alan Greenspan reconhece que o governo americano pode ser obrigado a estatizar os bancos para estabilizar o mercado financeiro e restabelecer o fluxo de crédito.
”Pode ser necessário nacionalizar temporariamente alguns bancos para facilitar uma reestruturação ordeira e rápida", disse Greenspan, com uma ressalva: "Entendo que isso se faz uma vez em cem anos". Seria a menos ruim das opções políticas remanescentes.
Durante 14 meses, sob a presidência de Greenspan, o Fed manteve sua taxa básica de juros em 1% para evitar que o trauma dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 agravasse a recessão causada pelo estouro da bolha financeira das empresas da Internet.
Ele também é responsável pela falta de regulamentação do mercado financeiro. Deixou, por exemplo, de fiscalizar os bancos de investimentos porque "achava que era do autointeresse dos bancos preservar seu próprio negócio".
Greenspan, antes endeusado pelos mercados, é um dos principais responsáveis pela bolha que não para de explodir na cara de todos nós.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Greenspan admite tsuname financeiro
O ex-presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, Alan Greenspan confessou hoje sua culpa pela crise financeira global, ao admitir que faltou regulamentação para evitar o que ele chamou de "um tsuname de crédito que só acontece uma vez a cada século".
Em depoimento na Comissão de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara dos Representantes dos EUA, Greenspan declarou estar "chocado" por causa do colapso de crédito. Embora ele tenha criticado em 2005 a "exuberância irracional" dos investidores que puxavam os preços das ações cada vez mais para cima, "esta crise se tornou muito maior que eu poderia imaginar".
Sob pressão do presidente da comissão, o deputado democrata Henry Waxman, do estado da Califórnia, que disse não aceitar uma explicação do tipo "não vi", Greenspan reconheceu ter "culpa parcial" por acreditar que algumas transações não necessitavam de supervisão.
Waxman leu várias declarações de Greenspan dizendo que o mercado poderia regulamentar os negócios com derivativos sem a intervenção do Estado e perguntou até que ponto elas se baseavam na ideologia: "Todo o mundo age com base em uma série de idéias e princípios, uma ideologia", respondeu Greenspan, explicando que firmara a convicção, nos últimos 40 anos de hegemonia do monetarismo, de que o mercado funcionava com eficiência.
Os republicanos não gostaram da pressão sobre um homem que até ontem era considerado um santo pelo mercado. Agora, é atacado pela direita e pela esquerda. Eles queriam começar pelas agências de crédito hipotecário Freddie Mac e Fannie Mae e botar a culpa no Congresso, dominado pelo Partido Democrata, por não ter regulamentado.
Mas a conta da crise pesa nas costas do desastroso governo George Walker Bush. E também de Alan Greenspan, como este blogue já defendeu há muito tempo.
Greenspan é duplamente responsável: por mantido a taxa básica de juros baixa demais, criando a bolha de crédito e nos preços dos ativos, e por não ter regulamentado as operações de negociação de dívida que difundiram por todo o sistema o risco do crédito para clientes de segundo linha na compra da casa própria.
Em depoimento na Comissão de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara dos Representantes dos EUA, Greenspan declarou estar "chocado" por causa do colapso de crédito. Embora ele tenha criticado em 2005 a "exuberância irracional" dos investidores que puxavam os preços das ações cada vez mais para cima, "esta crise se tornou muito maior que eu poderia imaginar".
Sob pressão do presidente da comissão, o deputado democrata Henry Waxman, do estado da Califórnia, que disse não aceitar uma explicação do tipo "não vi", Greenspan reconheceu ter "culpa parcial" por acreditar que algumas transações não necessitavam de supervisão.
Waxman leu várias declarações de Greenspan dizendo que o mercado poderia regulamentar os negócios com derivativos sem a intervenção do Estado e perguntou até que ponto elas se baseavam na ideologia: "Todo o mundo age com base em uma série de idéias e princípios, uma ideologia", respondeu Greenspan, explicando que firmara a convicção, nos últimos 40 anos de hegemonia do monetarismo, de que o mercado funcionava com eficiência.
Os republicanos não gostaram da pressão sobre um homem que até ontem era considerado um santo pelo mercado. Agora, é atacado pela direita e pela esquerda. Eles queriam começar pelas agências de crédito hipotecário Freddie Mac e Fannie Mae e botar a culpa no Congresso, dominado pelo Partido Democrata, por não ter regulamentado.
Mas a conta da crise pesa nas costas do desastroso governo George Walker Bush. E também de Alan Greenspan, como este blogue já defendeu há muito tempo.
Greenspan é duplamente responsável: por mantido a taxa básica de juros baixa demais, criando a bolha de crédito e nos preços dos ativos, e por não ter regulamentado as operações de negociação de dívida que difundiram por todo o sistema o risco do crédito para clientes de segundo linha na compra da casa própria.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Greenspan vê EUA em recessão
Os Estados Unidos provavelmente já estejam em recessão ou estão entrando numa, adverte o ex-presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, Alan Greenspan.
Não é inevitável, mas "os sintomas são claros", observa Greenspan em entrevista ao Wall St. Journal. "As recessões não acontecem suavamente. Elas sinalizam uma descontinuidade do mercado, e os dados das últimas semanas apontam nessa direção.
Greenspan citou o índice de gerentes de compras, que caiu para 47,7 em dezembro depois de meses acima de 50, a linha divisória entre a expansão e a contração da atividade industrial, e a queda na geração de novos empregos.
Em dezembro, o índice de desemprego pulou de 4,7% para 5%.
Desde fevereiro de 2007, Greenspan admite a possibilidade de recessão na maior economia do mundo. Na época, estimava o risco em 33%; agora, está em 50% com viés de alta.
Não é inevitável, mas "os sintomas são claros", observa Greenspan em entrevista ao Wall St. Journal. "As recessões não acontecem suavamente. Elas sinalizam uma descontinuidade do mercado, e os dados das últimas semanas apontam nessa direção.
Greenspan citou o índice de gerentes de compras, que caiu para 47,7 em dezembro depois de meses acima de 50, a linha divisória entre a expansão e a contração da atividade industrial, e a queda na geração de novos empregos.
Em dezembro, o índice de desemprego pulou de 4,7% para 5%.
Desde fevereiro de 2007, Greenspan admite a possibilidade de recessão na maior economia do mundo. Na época, estimava o risco em 33%; agora, está em 50% com viés de alta.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
BCE deve oferecer fundos ilimitados
Para evitar uma crise de liquidez e facilitar o fechamento dos balanços neste final de ano, o Banco Central da Europa deve anunciar nesta terça-feira, 18 de dezembro, uma oferta ilimitada de fundos para as instituições financeiras a uma taxa de juros pré-fixada abaixo dos preços de mercado.
É a segunda vez em seus nove anos de existência que o BCE toma uma medida dessas. A primeira foi em 9 de agosto, quando ficou evidente que a crise no mercado de crédito hopitecário iniciada nos Estados Unidos contaminara o mercado financeiro internacional.
Na época, o BCE ofereceu 95 bilhões de euros, o equivalente a US$ 137 bilhões pelas cotações de hoje.
Até agora, apesar dos esforços do BCE, os bancos da zona do euro continuam relutantes em emprestar dinheiro uns para os outros por prazos longos. A taxa para empréstimos interbancários de três meses caiu para 5%, mas ainda está acima da meta do BCE para curto prazo, que é de 4%.
A autoridade monetária européia segue o Federal Reserve Board (Fed), banco central dos EUA, que ofereceu na segunda-feira US$ 40 bilhões a juros baixos às instituições financeiras americanas.
Há três dias, o ex-presidente do Fed Alan Greenspan sugeriu que o governo George W. Bush deveria fazer mais para refinanciar os contratos de compra da casa própria dos tomadores que não conseguem pagar.
O reverendo Jesse Jackson, principal líder negro dos EUA, está à frente de um movimento que exige o refinanciamento em vez da simples retomada dos imóveis. Isto deixaria os tomadores inadimplentes sem casa e sem crédito.
É a segunda vez em seus nove anos de existência que o BCE toma uma medida dessas. A primeira foi em 9 de agosto, quando ficou evidente que a crise no mercado de crédito hopitecário iniciada nos Estados Unidos contaminara o mercado financeiro internacional.
Na época, o BCE ofereceu 95 bilhões de euros, o equivalente a US$ 137 bilhões pelas cotações de hoje.
Até agora, apesar dos esforços do BCE, os bancos da zona do euro continuam relutantes em emprestar dinheiro uns para os outros por prazos longos. A taxa para empréstimos interbancários de três meses caiu para 5%, mas ainda está acima da meta do BCE para curto prazo, que é de 4%.
A autoridade monetária européia segue o Federal Reserve Board (Fed), banco central dos EUA, que ofereceu na segunda-feira US$ 40 bilhões a juros baixos às instituições financeiras americanas.
Há três dias, o ex-presidente do Fed Alan Greenspan sugeriu que o governo George W. Bush deveria fazer mais para refinanciar os contratos de compra da casa própria dos tomadores que não conseguem pagar.
O reverendo Jesse Jackson, principal líder negro dos EUA, está à frente de um movimento que exige o refinanciamento em vez da simples retomada dos imóveis. Isto deixaria os tomadores inadimplentes sem casa e sem crédito.
sábado, 11 de agosto de 2007
O Fed criou a bolha especulativa
Minha explicação favorita para a atual crise nos mercados financeiros internacionais é do economista Stephen Roach, diretor executivo do banco de investimentos americano Morgan Stanley: o Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos Estados Unidos, criou uma bolha especulativa ao manter a taxa básica de juros a 1% ao ano.
Com essa taxa, adotada pelo Fed, sob a presidência de Alan Greenspan, depois do estouro da bolha das empresas da Internet e dos atentados terroristas de 11 setembro e mantida por tempo demais, na opinião de Roach, inevitavelmente o banco central americano criou uma bolha.
A 1% ao ano, o Fed praticamente deu dinheiro aos bancos, que fizeram o que os bancos fazem: emprestaram o dinheiro. Primeiro, atenderam aos tomadores de primeira linha. Como sobrava dinheiro, em seguida, passaram a emprestar a tomadores de segunda linha, que não tinham um histórico de crédito positivo e que portanto tinham maior probabilidade de não pagar. Quando os juros subiram, as prestações com juros variáveis como costumam ser as da casa própria também aumentaram, dificultando ainda mais o pagamento.
Isso gerou uma grande inadimplência que levou à recessão o mercado habitacional nos EUA. Inicialmente, a expectativa é que fosse algo isolado. A especulação imobiliária seria um fenômeno urbano e das grandes cidades, que não afetaria nem a maioria dos americanos, muito menos a economia mundial.
Mas, no mundo globalizado, o maior banco da França foi abalado pela crise do crédito hipotecário nos EUA. A dúvida é sempre qual o tamanho do rombo. Por um lado, se os bancos centrais centenas de bilhões de dólares para garantir a liquidez, a crise é séria; do outro, os bancos centrais estão aí para apagar o incêndio, o que pode estimular ainda mais o comportamento de risco.
Sem saber o que fazer, ou para onde correr, o mercado vive oscilações ferozes, temendo que a situação seja ainda pior e que estejam todos vendo apenas o topo do iccebo
A tese inicial, no entanto, é que o Fed criou a bolha ao manter a taxa básica de juros baixa demais durante muito tempo. Assim, a culpa da crise atual cabe mais a Greenspan do que a Ben Bernanke.
Com essa taxa, adotada pelo Fed, sob a presidência de Alan Greenspan, depois do estouro da bolha das empresas da Internet e dos atentados terroristas de 11 setembro e mantida por tempo demais, na opinião de Roach, inevitavelmente o banco central americano criou uma bolha.
A 1% ao ano, o Fed praticamente deu dinheiro aos bancos, que fizeram o que os bancos fazem: emprestaram o dinheiro. Primeiro, atenderam aos tomadores de primeira linha. Como sobrava dinheiro, em seguida, passaram a emprestar a tomadores de segunda linha, que não tinham um histórico de crédito positivo e que portanto tinham maior probabilidade de não pagar. Quando os juros subiram, as prestações com juros variáveis como costumam ser as da casa própria também aumentaram, dificultando ainda mais o pagamento.
Isso gerou uma grande inadimplência que levou à recessão o mercado habitacional nos EUA. Inicialmente, a expectativa é que fosse algo isolado. A especulação imobiliária seria um fenômeno urbano e das grandes cidades, que não afetaria nem a maioria dos americanos, muito menos a economia mundial.
Mas, no mundo globalizado, o maior banco da França foi abalado pela crise do crédito hipotecário nos EUA. A dúvida é sempre qual o tamanho do rombo. Por um lado, se os bancos centrais centenas de bilhões de dólares para garantir a liquidez, a crise é séria; do outro, os bancos centrais estão aí para apagar o incêndio, o que pode estimular ainda mais o comportamento de risco.
Sem saber o que fazer, ou para onde correr, o mercado vive oscilações ferozes, temendo que a situação seja ainda pior e que estejam todos vendo apenas o topo do iccebo
A tese inicial, no entanto, é que o Fed criou a bolha ao manter a taxa básica de juros baixa demais durante muito tempo. Assim, a culpa da crise atual cabe mais a Greenspan do que a Ben Bernanke.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
EUA acusam China de manipular moeda
• O governo dos EUA deve acusar a China de manipulação da moeda, numa ofensiva para reduzir o déficit comercial com os chineses, que foi de US$ 202 bilhões em 2005. Um ministro chinês respondeu que os consumidores americanos estão muito satisfeitos comprando produtos chineses baratos.
• A Organização Mundial do Comércio (OMC) condenou os incentivos fiscais americanos a empresas como a Microsoft, a Boeing e a Caterpillar.
• As vendas no varejo nos EUA cresceram 2,3% em janeiro e 8,8% em relação a janeiro de 2005, mas uma pesquisa da Universidade de Michigan indica queda na confiança do consumidor.
• O ex-presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, Alan Greenspan pode ter sido um mau saxofonista mas terá sucesso como escritor. Seu livro de memórias vai lhe render inicialmente US$ 5 milhões.
• O primeiro pronunciamento do novo presidente do Fed, Ben Bernanke, levou a Bolsa de Nova Iorque ao índice mais alto desde janeiro de 2001. Ele prometeu manter a linha dura contra a inflação, que foi de 0,4% em janeiro, maior índice em um ano. O mercado já estima que a taxa básica de juros nos EUA chegue a 5%.
• Na sua proposta orçamentária, Bush cortou programas sociais mas deu isenções de impostos para companhias petrolíferas.
• A Organização Mundial do Comércio (OMC) condenou os incentivos fiscais americanos a empresas como a Microsoft, a Boeing e a Caterpillar.
• As vendas no varejo nos EUA cresceram 2,3% em janeiro e 8,8% em relação a janeiro de 2005, mas uma pesquisa da Universidade de Michigan indica queda na confiança do consumidor.
• O ex-presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, Alan Greenspan pode ter sido um mau saxofonista mas terá sucesso como escritor. Seu livro de memórias vai lhe render inicialmente US$ 5 milhões.
• O primeiro pronunciamento do novo presidente do Fed, Ben Bernanke, levou a Bolsa de Nova Iorque ao índice mais alto desde janeiro de 2001. Ele prometeu manter a linha dura contra a inflação, que foi de 0,4% em janeiro, maior índice em um ano. O mercado já estima que a taxa básica de juros nos EUA chegue a 5%.
• Na sua proposta orçamentária, Bush cortou programas sociais mas deu isenções de impostos para companhias petrolíferas.
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