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quinta-feira, 30 de março de 2023

Carta aberta pede pausa no desenvolvimento da inteligência artificial

Mais de mil especialistas em informática, o bilionário Elon Musk, um dos homens mais ricos do mundo, o historiador Yuval Harari, que escreveu uma história do homem, Steve Wozniak, cofundador da Apple, querem uma pausa de seis meses no desenvolvimento da inteligência artificial – e alertam para “grandes riscos para a humanidade” em razão das “dramáticas perturbações econômicas e políticas” que a inteligência artificial vai causar, “especialmente para a democracia”.

A história do desenvolvimento tecnológico indica que não haverá pausa alguma porque tecnologia é poder. A inteligência artificial é estratégica hoje para empresas e países, que não querem dar vantagens a concorrentes ou possíveis inimigos.

No 400º dia de guerra na Ucrânia, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, visitou a maior usina nuclear da Europa, que está em área de intensa atividade militar. O presidente Volodymyr Zelensky convidou o ditador da China, Xi Jinping, a visitar a Ucrânia e a Alemanha aprovou uma ajuda de 12 bilhões de euros, cerca de 67 bilhões de reais, ao governo ucraniano.

O ex-presidente Mauricio Macri anunciou que não será candidato à Presidência da Argentina na eleição deste ano, em que a oposição é favorita por causa de uma inflação 102,5% ao ano.

Com dores no peito e infecção respiratória, o Papa Francisco, de 86 anos, foi hospitalizado em Roma. Ao completar 10 anos de pontificado, em 13 de março, o papa admitiu se aposentar se sentir que não tem condições de saúde para cumprir sua missão, que inclui viajar pelo mundo. Talvez Francisco não tenha condições de participar das cerimônias da Páscoa. Meu boletim:

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Brasil tem novos recordes de mortes num dia por covid-19

 O Brasil bateu hoje recorde no número de mortes diárias na pandemia e na média de mortes. Foram mais 1.582 vidas perdidas para a doença do coronavírus de 2019. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 1.150. Nesta sexta-feira, faz um ano que o primeiro caso foi diagnosticado no Brasil. O balanço é trágico.

Indiferente às 251.661 mortes e aos 10.393.886 casos notificadas em um ano de pandemia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou sem qualquer base que o uso de máscaras pode fazer mal a crianças. Máscaras salvam vidas. São um equipamento de proteção fundamental no combate à covid-19.

Com os hospitais e unidades de terapia intensiva perto do limite nas capitais e em vários estados, distante da realidade, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, apontou como solução enviar doentes para outros estados. Mais de 500 pacientes do Amazonas foram removidos para outros estados. Sem as precauções necessárias, devem ter propagado a variante identificada em Manaus, muito mais contagiosa.

Em dois meses, morreu mais gente de covid-19 no Amazonas do que em todo o ano passado. São Paulo, o Acre, o Amazonas, a Bahia, o Ceará, Mato Grosso do Sul, a Paraíba, o Paraná, Rondônia, o Rio Grande do Norte, o Rio Grande do Sul estão perto do colapso dos sistemas de saúde.

No mundo inteiro, já são 113 milhões de casos confirmados e 2.507.444 mortes. Mais de 89 milhões de pacientes se recuperaram, 21,4 milhões apresentam sintomas leves e 91.395 estão em estado grave.

Mais de 233 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora, sendo 68 milhões nos EUA, 52 milhões na China, 30 milhões na União Europeia, mais de 18 milhões no Reino Unido, 12,5 milhões na Índia e 6,338 milhões no Brasil, quase 3% da população.

Em artigo no jornal inglês Financial Times, o historiador israelense Yuval Harari, autor de Sapiens - uma história do homem, faz um balanço e tira lições de um ano de pandemia. Meu comentário:

terça-feira, 9 de junho de 2020

Que mundo sairá da pandemia: mais extremista ou mais solidário?

Como será o mundo pós-pandemia? Será marcado pela volta do ultranacionalismo, do autoritarismo e do extremismo, pela ascensão do neofascismo, que já mostrou sua cara depois da Grande Depressão de 2008, com forte rejeição à globalização da economia? 

Ou a sociedade internacional será mais solidária, mais confiando na ciência que foi decisiva para combater a peste, mais disposta a enfrentar as desigualdades que afloraram com a doença do coronavírus de 2019 e outros problemas como o aquecimento global? 

A aceleração da revolução tecnológica, com mais comércio eletrônico e mais trabalho em casa vai aumentar o poder do individuo ou fortalecer estados totalitários que hoje coletam até informações sobre a saúde dos cidadãos? A verdade é que não sabemos, como tanta coisa que envolve este vírus novo e desconhecido.

No último balanço mundial, o vírus infectou 3 milhões 324 mil pessoas e matou pelo menos 413 mil 733; 3 milhões 604 mil e 500 pessoas foram curadas. Dez por cento dos casos encerrados terminaram em morte. 

Os Estados Unidos têm o maior número de casos, mais de 2 milhões 45 mil e 500 e o maior número de mortos, mais de 114 mil. 

O Brasil registrou mais Mil 185 mortes em 24 horas. O total de óbitos está em 38 mil 497. Com mais de 31 mil 197 casos novos num dia, os casos confirmados no Brasil agora são 742 mil e 84. Mais de 325 mil pessoas foram curadas. Meu comentário: