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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 17 de Novembro

 ERA ELIZABETANA

    Em 1558, com a morte da meia-irmã e inimiga Maria I, aos 25 anos, Elizabeth I ascende ao trono da Inglaterra. É início da Era Elizabetana (1558-1603), um período de formação do Império Britânico com a primeira reivindicação de soberania sobre o atual território dos EUA, a derrota da Armada Invencível da Espanha (1588) e o surgimento de William Shakespeare.

Ambas são filhas de Henrique VIII, que sonhava em ter um filho homem para evitar conflitos sucessórios como a Guerra das Rosas (1455-87), que no fim leva seu pai, Henrique VII, ao trono depois da Batalha de Bosworth, em agosto de 1485, quando vence Ricardo III.

Henrique VIII tem ao longo da vida seis esposas. Quando se divorcia da primeira, Catarina de Aragão, católica, filha do rei da Espanha, o rei da Inglaterra rompe com a Igreja Católica. Assim, Maria I, filha de Catarina de Aragão, é católica, e Elizabeth I, filha de Ana Bolena, é protestante.

Elizabeth I restabelece o protestantismo como a religião oficial e inicia uma competição estratégica com a Espanha, na época o país mais poderoso do mundo, que tenta atacar a Inglaterra com sua Armada Invencível em 1588, quando é destroçada.

Além do início do Império Britânico, a Era Elizabetana também é a época de Shakespeare, talvez o maior escritor da língua inglesa.

ABERTURA DO CANAL DE SUEZ

    Em 1869, o Canal de Suez é inaugurado com grande pompa pelo empresário francês Ferdinand Lesseps, o grande incentivador da obra.

"Nesta grande empreitada gerida com tanto de paciência quanto de coragem, a grande despesa foi feita pelo Egito, a maior glória é da França e o grande lucro é da Inglaterra", escreveu Edmond About.

A companhia francesa do Canal de Suez tenta construir o Canal do Panamá, mas vai à falência e a obra é realizada pelos Estados Unidos.

REVOLUÇÃO DE VELUDO

    Em 1989, a violenta repressão policial deflagra uma onda de manifestações de massa que, sob a liderança do escritor Václav Havel, leva à queda do regime comunista na Tcheco-Eslováquia.

Em meio à onda de revoluções democráticas que acabam com o stalinismo na Europa Oriental, inclusive com a abertura do Muro de Berlim, o Partido Comunista da Tcheco-Eslováquia anuncia o fim do regime em 28 de novembro. Em 29 de dezembro, Havel assume a Presidência.

GOVERNADOR SCHWARZENEGGER

    Em 2003, o ator Arnold Schwarzenegger, um austríaco campeão de fisiculturismo naturalizado norte-americano e ator, toma posse como governador da Califórnia depois de um referendo que revoga o mandato do governador anterior.

Schwarzenegger, do Partido Republicano, é casado na época com Maria Shriver, sobrinha do presidente John Kennedy, um democrata. 

Ele nasce em Graz, na Áustria, em 30 de julho de 1947. Aos 15 anos, começa o fisiculturismo. Aos 20 anos, é eleito Mr. Universo. Conquista a fama como protagonista de filmes de ação como Conan, o Bárbaro e O Exterminador do Futuro.

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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 29 de Outubro

ASSASSINO DE McKINLEY EXECUTADO

    Em 1901, Leon Czolgasz, o assassino do presidente William McKinley, é executado na cadeira elétrica na prisão de Auborn, em Nova York.

Czolgosz atira em McKinley em 6 de setembro. O presidente está recebendo cumprimentos numa longa fila numa recepção durante a Exposição Pan-Americana, em Buffalo, no estado de Nova York,     quando o anarquista o alveja.

Uma bala causa uma lesão superficial no externo, mas outra penetra no abdome. O presidente é operado, parece melhorar no 12º dia, mas um ferimento externo gangrena. McKinley morre oito dias depois, em 14 de setembro.

COLAPSO DA BOLSA DE NY

    Em 1929, na Terça-Feira Negra, os investidores vendem mais de 16,4 milhões de ações na Bolsa de Valores de Nova York, milhares de pessoas perdem tudo e o Índice Dow Jones cai mais 12%. As perdas em dois dias chegam a US$ 30 bilhões e o mundo se encaminha para a Grande Depressão (1929-39), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Com o fim da Primeira Guerra Mundial e a Europa em ruínas, os Estados Unidos atravessam um período de grande prosperidade, os loucos anos 20. O mercado financeiro tem uma grande expansão, marcada por uma especulação selvagem, com pico em agosto de 1929.

A produção industrial cresce, mas não o poder aquisitivo. Várias fábricas quebram. O desemprego aumenta. Uma superprodução agrícola aumenta a oferta de alimentos, mas faltam compradores. Os bancos acumulam um excesso de dívidas incobráveis.

Os preços das ações começam a cair em setembro. A primeira queda forte é em 18 de outubro e o colapso inicia em 24 de outubro, a Quinta-Feira Negra, com perdas de 11%. Em 28 de outubro, o Índice Dow Jones recua mais 13% e, no dia seguinte, 12%.

Depois de desabar, as ações sobem e apresentam alguma recuperação nas semanas seguintes, mas voltam a cair à medida que os EUA afundam na Grande Depressão, agravada pelo protecionismo e uma guerra comercial entre os países ricos. 

Em 1932, o desemprego chega a 25% e as ações têm 20% do valor no pico de agosto de 1929. Franklin Delano Roosevelt é eleito presidente dos EUA com a promessa de um New Deal (Novo Pacto Social).

Na Alemanha, onde o desemprego vai a 24%, o Partido Nazista vence as eleições de 1932 sem maioria absoluta. Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler se torna chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha.

CRISE DE SUEZ

    Em 1956, depois que o ditador Gamal Abdel Nasser nacionaliza o Canal de Suez, Israel invade o Egito, deflagrando a Crise de Suez e a Segunda Guerra Árabe-Israelense.

O Canal de Suez tem 192 quilômetros. Liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho e ao Oceano Índico, evitando que os navegadores europeus tenham de dar a volta pelo Sul da África para chegar ao Oriente.

O canal, a obra física, é sempre do Egito, mas a companhia que opera o canal é franco-britânica. Nasser compra armas da União Soviética e por isso tem um pedido de empréstimo negado para a construção da Barragem de Assuã, que considera uma obra estratégica para a segurança energética do país; Em 26 de julho de 1956, Nasser nacionaliza a companhia.

A França e o Reino Unido se aliam a Israel, que invade o Egito, mas saem da guerra sob pressão dos Estados Unidos. O presidente Eisenhower ameaça retirar o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) às economias dos dois países europeus, ainda abaladas pela Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O Egito fica com o canal. Nasser sai fortalecido. Torna-se o líder do nacionalismo pan-árabe até a derrota para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

DUANE ALLMAN MORRE

    Em 1971, o guitarrista Duane Allman, líder da banda Allman Brothers, perde o controle de sua motocicleta, bate num caminhão e morre aos 24 anos em Macon, no estado de Geórgia, nos Estados Unidos.

Howard Duane Allman nasce 20 de novembro de 1946 em Nashville, no Tennessee. Aos 3 anos, o pai, Willis Allman, sargento do Exército, é assassinado. Em 1957, a mãe e os filhos se mudam para a praia de Daytona, na Flórida, para alegria dos irmãos. 

Duane começa a tocar violão pouco depois do irmão Gregg, inspirado por um vizinho que toca músicas folclóricas no violão, e logo ultrapassa o irmão, como este mesmo reconhece.

Antes de formar a banda com Gregg, em 1969, Duane faz sucesso na gravadora Atlantic Records, tocando com Wilson Pickett, Clarence Carter, Aretha Franklin, John Hammond e Herbie Mann.

A banda sobrevive, sem o mesmo brilho.


FIM DA POLÍTICA DO FILHO ÚNICO

    Em 2015, a República Popular da China anuncia que a partir de 2016 os casais podem ter dois filhos, acabando com a política do filho único, imposta em 1980 pelo regime comunista para evitar uma explosão demográfica.
Quando Deng Xiaoping ascende à liderança do Partido Comunista depois da morte de Mao Tsé-tung e inicia uma série de reformas em 1978, o regime lança um programa voluntário para que os casais tenham no máximo dois filhos. Em 1979, passa a ser só um filho, mas a política não é aplicada de maneira uniforme.

Em 25 de setembro de 1980, uma carta do Comitê Central do PC chinês oficializa a política do filho único em todo o país. 

O rigor é maior na cidade do que no campo. Nas fábricas, as fiscais do partido acompanham o ciclo menstrual das trabalhadoras. No campo, por causa da preferência por um filho homem para lavrar a terra, há um grande número de abortos depois que a ultrassonografia permite saber o sexo com antecedência e infanticídio de bebês meninas. Hoje a população masculina é 3% a 4% maior.

Ao mesmo tempo, cresce a população idosa por causa do aumento da expectativa de vida e há menos gente nas novas gerações para sustentar os mais velhos da família como é tradição na Ásia.

A pirâmide etária tem um estreitamento nas gerações de filhos únicos que ameaça gerar escassez de mão de obra no futuro.

Outro problema é que o segundo filho, quando nasce, não é registrado. É escondido das autoridades porque cortariam qualquer ajuda estatal. Tem problemas para estudar e trabalhar.

O fim da política do filho único não causa um aumento sustentado na taxa de natalidade na China. Com a introdução do sistema capitalista por Deng, há preocupações sobre como custear a educação dos filhos e também do impacto que ter mais filhos terá nas carreiras profissionais, especialmente de mulheres.

Com o envelhecimento da população e uma possível escassez de mão de obra no futuro, em maio de 2021, o regime comunista autoriza os casais a ter três filhos. Em abril de 2023, a Índia ultrapassa a China e passa a ter a maior população do mundo, hoje em torno de 1,42 bilhão de pessoas. A China tem 1,407 bilhão de habitantes. 

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domingo, 17 de novembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 17 de Novembro

 ERA ELIZABETANA

    Em 1558, com a morte da meia-irmã e inimiga Maria I, aos 25 anos, Elizabeth I ascende ao trono da Inglaterra, dando início à Era Elizabetana (1558-1603), um período de formação do Império Britânico com a a primeira reivindicação de soberania sobre o atual território dos EUA, a derrota da Armada Invencível da Espanha (1588) e o surgimento de William Shakespeare.

Ambas são filhas de Henrique VIII, que sonhava em ter um filho homem para evitar conflitos sucessórios como a Guerra das Rosas (1455-87), que no fim leva seu pai, Henrique VII ao trono depois da Batalha de Bosworth, em agosto de 1485, quando vence Ricardo III.

Henrique VIII tem ao longo da vida seis esposas. Quando se divorcia da primeira, Catarina de Aragão, católica, filha do rei da Espanha, o rei da Inglaterra rompe com a Igreja Católica. Assim, Maria I, filha de Catarina de Aragão, é católica, e Elizabeth I, filha de Ana Bolena, é protestante.

Elizabeth I restabelece o protestantismo como a religião oficial e inicia uma competição estratégica com a Espanha, na época o país mais poderoso do mundo, que tenta atacar a Inglaterra com sua Armada Invencível, em 1588, quando é destroçada.

Além do início do Império Britânico, a Era Elizabetana também é a época de Shakespeare, talvez o maior escritor da língua inglesa.

ABERTURA DO CANAL DE SUEZ

    Em 1869, o Canal de Suez é inaugurado com grande pompa pelo empresário francês Ferdinand Lesseps, o grande incentivador da obra.

"Nesta grande empreitada gerida com tanto de paciência quanto de coragem, a grande despesa foi feita pelo Egito, a maior glória é da França e o grande lucro é da Inglaterra", escreveu Edmond About.

A companhia francesa do Canal de Suez tenta construir o Canal do Panamá, mas vai à falência e a obra é realizada pelos Estados Unidos.

REVOLUÇÃO DE VELUDO

    Em 1989, a violenta repressão policial deflagra uma onda de manifestações de massa que, sob a liderança de Václav Havel, levam à queda do regime comunista na Tcheco-Eslováquia.

Em meio à onda de revoluções democráticas que acabam com o stalinismo na Europa Oriental, inclusive com a abertura do Muro de Berlim, o Partido Comunista da Tcheco-Eslováquia anuncia o fim do regime em 28 de novembro. Em 29 de dezembro, Havel assume a Presidência.

GOVERNADOR SCHWARZENEGGER

    Em 2003, o ator Arnold Schwarzenegger, um austríaco campeão de fisiculturismo naturalizado norte-americano e ator, toma posse como governador da Califórnia depois de um referendo que revoga o mandato do governador anterior.

Schwarzenegger, do Partido Republicano,  é casado na época com Maria Shriver, sobrinha do presidente John Kennedy, um democrata. 

Ele nasce em Graz, na Áustria, em 30 de julho de 1947. Aos 15 anos, começa o fisiculturismo. Aos 20 anos, é eleito Mr. Universo. Conquista a fama como protagonista de filmes de ação como Conan, o Bárbaro e O Exterminador do Futuro

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Hoje na História do Mundo: 29 de Outubro

 ASSASSINO DE McKINLEY EXECUTADO

    Em 1901, Leon Czolgasz, o assassino do presidente William McKinley, é executado na cadeira elétrica na prisão de Auborn, em Nova York.

Czolgosz atira em McKinley em 6 de setembro. O presidente está recebendo cumprimentos numa longa fila numa recepção durante a Exposição Pan-Americana, em Buffalo, no estado de Nova York,     quando o anarquista o alveja.

Uma bala causa uma lesão superficial no externo, mas outra penetra no abdome. O presidente é operado, parece melhorar no dia 12, mas um ferimento externo gangrena. McKinley morre oito dias depois, em 14 de setembro.

COLAPSO DA BOLSA DE NY

    Em 1929, na Terça-Feira Negra, os investidores vendem mais de 16,4 milhões de ações na Bolsa de Valores de Nova York, milhares de pessoas perdem tudo e o Índice Dow Jones cai mais 12%. As perdas em dois dias chegam a US$ 30 bilhões e o mundo se encaminha para a Grande Depressão (1929-39), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Com o fim da Primeira Guerra Mundial e a Europa em ruínas, os Estados Unidos atravessam um período de grande prosperidade, os loucos anos 20. O mercado financeiro tem uma grande expansão, marcada por uma especulação selvagem, com pico em agosto de 1929.

A produção industrial cresce, mas não o poder aquisitivo. Várias fábricas quebram. O desemprego aumenta. Uma superprodução agrícola aumenta a oferta de alimentos, mas faltam compradores. Os bancos acumulam um excesso de dívidas incobráveis.

Os preços das ações começam a cair em setembro. A primeira queda forte é em 18 de outubro e o colapso inicia em 24 de outubro, a Quinta-Feira Negra, com perdas de 11%. Em 28 de outubro, o Índice Dow Jones recua mais 13% e, no dia seguinte, 12%.

Depois de desabar, as ações sobem e apresentam alguma recuperação nas semanas seguintes, mas voltam a cair à medida que os EUA afundam na Grande Depressão, agravada pelo protecionismo e uma guerra comercial entre os países ricos. 

Em 1932, o desemprego chega a 25% e as ações têm 20% do valor no pico de agosto de 1929. Franklin Delano Roosevelt é eleito presidente dos EUA com a promessa de um New Deal (Novo Pacto Social).

Na Alemanha, onde o desemprego vai a 24%, o Partido Nazista vence as eleições de 1932 sem maioria absoluta. Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler se torna chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha.

CRISE DE SUEZ

    Em 1956, depois que o ditador Gamal Abdel Nasser nacionaliza o Canal de Suez, Israel invade o Egito, deflagrando a Crise de Suez e a Segunda Guerra Árabe-Israelense.

O Canal de Suez tem 192 quilômetros. Liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho e ao Oceano Índico, evitando que os navegadores europeus tenham de dar a volta pelo Sul da África para chegar ao Oriente.

Logo depois da nacionalização, a França e o Reino Unido se aliam a Israel, mas deixam a guerra quando os Estados Unidos ameaçam retirar o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) às economias dos dois países europeus, ainda abaladas pela Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O Egito fica com o canal. Nasser sai fortalecido.

DUANE ALLMAN MORRE

    Em 1971, o guitarrista Duane Allman, líder da banda Allman Brothers, perde o controle de sua motocicleta, bate num caminhão e morre aos 24 anos em Macon, no estado de Geórgia, nos Estados Unidos.

Howard Duane Allman nasce 20 de novembro de 1946 em Nashville, no Tennessee. Aos 3 anos, o pai, Willis Allman, sargento do Exército, é assassinado. Em 1957, a mãe e os filhos se mudam para a praia de Daytona, na Flórida, para alegria dos irmãos. 

Duane começa a tocar violão pouco depois do irmão Gregg, inspirado por um vizinho que toca músicas folclóricas no violão, e logo ultrapassa o irmão, como este mesmo reconhece.

Antes de formar a banda com Gregg, em 1969, Duane faz sucesso na gravadora Atlantic Records, tocando com Wilson Pickett, Clarence Carter, Aretha Franklin, John Hammond e Herbie Mann.

A banda sobrevive, sem o mesmo brilho.


FIM DA POLÍTICA DO FILHO ÚNICO

    Em 2015, a República Popular da China anuncia que a partir de 2016 os casais poderiam ter dois filhos, acabando com a política do filho único, imposta em 1980 pelo regime comunista para evitar uma explosão demográfica.
Quando Deng Xiaoping ascende à liderança do Partido Comunista depois da morte de Mao Tsé-tung e inicia uma série de reformas em 1978, o regime lança um programa voluntário para que os casais tenham no máximo dois filhos. Em 1979, passa a ser só um filho, mas a política não é aplicada de maneira uniforme.

Em 25 de setembro de 1980, uma carta do Comitê Central do PC chinês oficializa a política do filho único em todo o país. 

O rigor é maior na cidade do que no campo. Nas fábricas, as fiscais do partido acompanham o ciclo menstrual das trabalhadoras. No campo, por causa da preferência por um filho homem para lavrar a terra, há um grande número de abortos depois que a ultrassonografia permite saber o sexo com antecedência e infanticídio de bebês meninas. Hoje a população masculina é 3% a 4% maior.

Ao mesmo tempo, aumentou a população idosa por causa do aumento da expectativa de vida e há menos gente nas novas gerações para sustentar os mais velhos da família como é tradição na Ásia.

A pirâmide etária tem um estreitamento nas gerações de filhos únicos que ameaça gerar escassez de mão de obra no futuro.

Outro problema é que o segundo filho, quando nasce, não é registrado. É escondido das autoridades porque cortariam qualquer ajuda estatal. Tem problemas para estudar e trabalhar.

O fim da política do filho único não causa um aumento sustentado na taxa de natalidade na China. Com a introdução do sistema capitalista por Deng, há preocupações sobre como custear a educação dos filhos e também do impacto que ter mais filhos terá nas carreiras profissionais, especialmente de mulheres.

Com o envelhecimento da população e uma possível escassez de mão de obra no futuro, em maio de 2021, o regime comunista autoriza os casais a ter três filhos. Em abril de 2023, a Índia ultrapassou a China e passou a ter a maior população do mundo, hoje em torno de 1,45 bilhão de pessoas. A China tem 1,42 bilhão de habitantes.

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 17 de Novembro

ERA ELIZABETANA

    Em 1558, com a morte da meia-irmã e inimiga Maria I, aos 25 anos, Elizabeth I ascende ao trono da Inglaterra, dando início à Era Elizabetana (1558-1603), um período de formação do Império Britânico com a a primeira reivindicação de soberania sobre o atual território dos EUA, a derrota da Armada Invencível da Espanha e o surgimento de William Shakespeare.

Ambas são filhas de Henrique VIII, que sonhava em ter um filho homem para evitar conflitos sucessórios como a Guerra das Rosas (1455-87), que no fim leva seu pai, Henrique VII ao trono depois da Batalha de Bosworth, em agosto de 1485, quando vence Ricardo III.

Henrique VIII tem ao longo da vida seis esposas. Quando se divorcia da primeira, Catarina de Aragão, católica, filha do rei da Espanha, o rei da Inglaterra rompe com a Igreja Católica. Assim, Maria I, filha de Catarina de Aragão, é católica, e Elizabeth I, filha de Ana Bolena, é protestante.

Assim, Elizabeth I restabelece o protestantismo como a religião oficial e inicia uma competição estratégica com a Espanha, na época o país mais poderoso do mundo, que tenta atacar a Inglaterra com sua Armada Invencível, em 1588, que é destroçada.

Além do início do Império Britânico, a Era Elizabetana também é a época de Shakespeare, talvez o maior escritor da língua inglesa.

ABERTURA DO CANAL DE SUEZ

    Em 1869, o Canal de Suez é inaugurado com grande pompa pelo empresário francês Ferdinand Lesseps, o grande incentivador da obra.

"Nesta grande empreitada gerida com tanto de paciência quanto de coragem, a grande despesa foi feita pelo Egito, a maior glória é da França e o grande lucro é da Inglaterra", escreveu Edmond About.

A companhia francesa do Canal de Suez tenta construir o Canal do Panamá, mas vai à falência e a obra é realizada pelos Estados Unidos.

REVOLUÇÃO DE VELUDO

    Em 1989, a violenta repressão policial deflagra uma onda de manifestações de massa que, sob a liderança de Václav Havel, levam à queda do regime comunista na Tcheco-Eslováquia.

Em meio à onda de revoluções democráticas que acabaram com o stalinismo na Europa Oriental, inclusive com a abertura do Muro de Berlim, o Partido Comunista da Tcheco-Eslováquia anuncia o fim do regime em 28 de novembro. Em 29 de dezembro, Havel assume a Presidência.

GOVERNADOR SCHWARZENEGGER

    Em 2003, o ator Arnold Schwarzenegger, um austríaco campeão de fisiculturismo naturalizado norte-americano, toma posse como governador da Califórnia depois de um referendo que revogou o mandato do governador anterior.

domingo, 29 de outubro de 2023

Hoje na História do Mundo: 29 de Outubro

 ASSASSINO DE McKINLEY EXECUTADO

    Em 1901, Leon Czolgasz, o assassino do presidente William McKinley, é executado na cadeira elétrica na prisão de Auborn, em Nova York.

Czolgosz atira em McKinley em 6 de setembro. O presidente está recebendo cumprimentos numa longa fila numa recepção durante a Exposição Pan-Americana, em Buffalo, no estado de Nova York,     quando o anarquista o alveja.

Uma bala causa uma lesão superficial no externo, mas outra penetra no abdome. O presidente é operado, parece melhorar no dia 12, mas um ferimento externo gangrena. McKinley morre oito dias depois, em 14 de setembro.

COLAPSO DA BOLSA DE NY

    Em 1929, na Terça-Feira Negra, os investidores vendem mais de 16,4 milhões de ações na Bolsa de Valores de Nova York, milhares de pessoas perdem tudo o Índice Dow Jones cai mais 12%, as perdas em dois dias chegam a US$ 30 bilhões e o mundo se encaminha para a Grande Depressão (1929-39), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Com o fim da Primeira Guerra Mundial e a Europa em ruínas, os Estados Unidos atravessam um período de grande prosperidade, os loucos anos 20. O mercado financeiro tem uma grande expansão, marcada por uma especulação selvagem, com pico em agosto de 1929.

A produção industrial cresce, mas não o poder aquisitivo. Várias fábricas quebram. O desemprego aumenta. Uma superprodução agrícola aumenta a oferta de alimentos, mas faltam compradores. Os bancos acumulam um excesso de dívidas incobráveis.

Os preços das ações começam a cair em setembro. A primeira queda forte é em 18 de outubro e o colapso inicia em 24 de outubro, a Quinta-Feira Negra, com perdas de 11%. Em 28 de outubro, o Índice Dow Jones recua mais 13% e, no dia seguinte, 12%.

Depois de desabar, as ações sobem e apresentam alguma recuperação nas semanas seguintes, mas voltam a cair à medida que os EUA afundam na Grande Depressão, agravada pelo protecionismo e uma guerra comercial entre os países ricos. 

Em 1932, o desemprego chega a 25% e as ações têm 20% do valor no pico de agosto de 1929. Franklin Delano Roosevelt é eleito presidente dos EUA com a promessa de um New Deal (Novo Pacto Social).

Na Alemanha, onde o desemprego vai a 12,5%, o Partido Nazista venceu as eleições de 1932. Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler se torna chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha.

CRISE DE SUEZ

    Em 1956, depois que o ditador Gamal Abdel Nasser nacionaliza o Canal de Suez, Israel invade o Egito, deflagrando a Crise de Suez e a segunda guerra árabe israelense.

O Canal de Suez tem 192 quilômetros. Liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho e ao Oceano Índico, evitando que os navegadores europeus tivessem de dar a volta pelo Sul da África para chegar ao Oriente.

Logo depois da nacionalização, a França e o Reino Unido se aliam a Israel, mas deixam a guerra quando os Estados Unidos ameaçam retirar o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) às economias dos dois países europeus, ainda abaladas pela Segunda Guerra Mundial (1939-45).

DUANE ALLMAN MORRE

    Em 1971, o guitarrista Duane Allman, líder da banda Allman Brothers, perde o controle de sua motocicleta, bate num caminhão e morre aos 24 anos em Macon, no estado de Geórgia, nos Estados Unidos.

Duane Allman nasce em Nashville, no Tennessee, e cresce na Flórida. Antes de formar a banda com seu irmão Gregg, em 1969, faz sucesso na gravadora Atlantic Records, tocando com Wilson Pickett, Clarence Carter, Aretha Franklin, John Hammond e Herbie Mann.

A banda sobrevive, sem o mesmo brilho.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Arábia Saudita e Egito querem porta-helicópteros da França

As duas maiores potências do mundo árabe, a Arábia Saudita e o Egito, estão interessadas em adquirir os dois porta-helicópteros fabricados pela França que haviam sido encomendados pela Rússia, revelou hoje o jornal francês Le Monde.

Durante visita ao Egito ontem para assistir à inauguração de uma segunda via do Canal de Suez, o presidente François Hollande tratou do negócio com o ditador egípcio, marechal Abdel Fattah al-Sissi.

A venda à Rússia foi suspensa por causa das sanções econômicas e militares adotadas pelo Ocidente em retaliação contra a intervenção militar russa na Ucrânia. Hollande concordou em devolver 1,3 bilhão de euros já pagos pela Rússia, mas negociou o não pagamento da multa contratual.

Egito inaugura segunda via do Canal de Suez

Ao inaugurar o novo Canal de Suez, o ditador Abdel Fattah al-Sissi o descreveu ontem como "um presente do Egito para o mundo". 

O objetivo do projeto faraônico é impulsionar a economia do país, em crise desde a Primavera Árabe, que levou à queda do ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011.


A segunda via tem 72 quilômetros de extensão. Por permitir a circulação em dois sentidos, o tempo de espera dos navios deve ser reduzido em 11 horas.

O governo do marechal Al-Sissi espera que até 2023 o canal renda 11,7 bilhões de euros, mais de R$ 45 bilhões. A Autoridade do Canal de Suez, comandada por um almirante, promete dobrar o tráfego entre Porto Saïd, no Mar Mediterrâneo, e Suez, no Mar Vermelho, até 2030.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Crise do petróleo derrubou modelo econômico da ditadura

Na extensa rememoração dos 50 anos do golpe cívico-militar de 1964 e da ditadura que se manteve por longos e sombrios 21 anos, há um importante aspecto negligenciado: o papel da crise do petróleo de 1973 ao acabar com o modelo econômico da ditadura militar e o milagre brasileiro.

Apesar da violenta repressão do governo do ditador Emilio Garrastazu Médici (1969-74), a imensa maioria do país, especialmente as classes média e alta, navegava faceira com as benesses de um crescimento econômico que chegou a 14% ao ano. Quando faltou gasolina para seus Corcéis e Opalas, e a inflação disparou, passou a votar contra o governo.

Sob a batuta do ministro Delfim Netto, hoje um dos gurus dos governos petistas, e graças às reformas feitas por Roberto Campos e Octavio Gouveia de Bulhões sob o marechal Humberto Castelo Branco, a ditadura criou seu milagre econômico. O modelo combinava matérias-primas e mão de obra baratas, por causa da repressão imposta ao movimento sindical.

Enquanto jovens comunistas se sacrificavam no vale do Rio Araguaia na expectativa de criar uma longa guerra civil no campo, a exemplo do que Mao Tsé-tung fizeram na China, outros sequestravam embaixadores nas grandes cidades para libertar companheiros presos. Mas a maioria festejava o tricampeonato no México e acreditava na propaganda que cantava: "Este é um país que vai pra frente... de uma gente alegre e tão contente."

O Brasil Grande do general Médici se apresentava como "um oásis de paz" num mundo conturbado por guerras e revoluções.

Em 6 de outubro de 1973, na maior empreitada militar árabe da era moderna, mais de 100 mil soldados, mil tanques, 4 mil peças de artilharia e 250 aviões de combate do Egito cruzaram o Canal de Suez na tentativa de retomar a Península do Sinai, conquistada por Israel na Guerra dos Seis Dias, de 5 a 10 de junho de 1967. Para o historiador militar americano Trevor Dupuy, foi "uma das mais memoráveis travessias de água nos anais da guerra".

Ao mesmo tempo, 35 mil soldados e 800 tanques da Síria invadiram as Colinas do Golã. Era o início da Guerra do Yom Kippur (Dia do Perdão). Os árabes aproveitaram um feriado para atacar. Nem Israel nem os EUA acreditavam nos planos de guerra dos presidentes do Egito, Anuar Sadat, e da Síria, Hafez Assad, pai do atual ditador, Bachar Assad.

Na manhã seguinte, Israel tinha perdido 300 tanques. Mas, depois de vencer a batalha do cruzamento do canal e resistir ao primeiro contra-ataque israelense, o Exército do Egito se entrincheirou no Sinai logo após o Canal de Suez e não avançou, como queria a Síria. Naquele momento, sob pressão no Golã, Israel teria dificuldade para descolar aviões e tanques para conter a ofensiva egípcia.

A "pausa operacional" da ofensiva egípcia permitiu a Israel enfrentar separadamente seus dois grandes inimigos. Em 7 de outubro, Sadat enviou mensagem ao secretário de Estado americano, Henry Kissinger, expondo suas condições para a paz: "Não queremos aprofundar o conflito nem ampliar a confrontação". Exigia a devolução do Sinai.

Durante três dias, de 7 a 9 de outubro de 1973, a Força Aérea israelense fez mais de mil missões de combate por dia no Golã. Neutralizou a Força Aérea da Síria e conquistou supremacia aérea. A Síria recuou para as linhas anteriores ao início da guerra.

Só no dia 14, quando a artilharia de Israel ameaçava Damasco, o Egito retomou a ofensiva sobre o Sinai. Com o fracasso, em 16 de outubro, Sadat escreveu uma carta aberta ao presidente americano, Richard Nixon, propondo um cessar-fogo a ser seguido por uma conferência de paz patrocinada pela ONU para Israel devolver os territórios ocupados e reconhecer os direitos do povo palestino.

O recado de Sadat para os EUA e para o aliado Assad era claro: ele não queria mais lutar.

Kissinger, que tinha consolidado o apoio dos EUA a Israel no contexto da Guerra Fria, viu uma oportunidade para enfraquecer o poderio soviético no Oriente Médio.

Uma batalha logística entre as duas superpotências marcou a Guerra do Yom Kippur, em 1973. Os EUA e a União Soviética armaram pontes aéreas militares da história, que levaram milhares de toneladas de equipamentos para as partes em luta. A URSS entregou de 12 a 15 mil toneladas de equipamentos, armas e munições aos árabes e os EUA o dobro disso a Israel. Ao todo, até dezembro de 1973, por mar e ar, os EUA forneceram 90 mil toneladas de armas e equipamentos militares a Israel.

Em 24 de outubro, quando Israel cercou e ameaçava destruir o 3º Exército do Egito no Sinai, a URSS entrou em alerta nuclear e ameaçou entrar na guerra. Foi o único alerta nuclear soviético durante a Guerra Fria. O equilíbrio do terror nuclear entre as superpotências levou a um cessar-fogo em 25 de outubro de 1973. Pelo menos 2.521 israelenses e 8 mil árabes morreram no conflito.

Quatro anos depois, convencido de que era a única maneira de recuperar o Sinai, Sadat rompeu com a URSS, aproximou-se dos EUA e visitou Israel, com quem faria o primeiro acordo de paz de um país árabe com o Estado judaico. Em 1977, a URSS deixava de ser uma superpotência no Oriente Médio, posição que Vladimir Putin tenta restaurar agora apoiando a ditadura de Bachar Assad na guerra civil na Síria.

Sadat pagaria com a vida. Foi assassinado por soldados extremistas muçulmanos durante uma parada militar, em 6 de outubro de 1981, para comemorar o 8º aniversário da Guerra do Yom Kippur.

Humilhados mais uma vez no campo de batalha, sob a liderança do rei Faissal, da Arábia Saudita, em 16 de outubro de 1973, os países árabes exportadores de petróleo aumentaram o preço do barril em 17%, na época para apenas US$ 3,65. No dia seguinte, anunciaram um boicote à venda de petróleo aos EUA e outros países que apoiavam Israel, como Canadá, Holanda, Japão e Reino Unido.

Quando o embargo acabou, em março de 1974, mês da posse do ditador Ernesto Geisel (1974-79), o preço do barril de petróleo tinha quadruplicado para US$ 12. Uma das bases do milagre econômico brasileiro começava a ruir. O Brasil importava 75% do petróleo que consumia.

Logo, vieram aumentos de preços em cascata que levariam à hiperinflação só vencida em 1994 pelo Plano Real, filas nos postos, fechamento de postos de gasolina aos fins de semana, sobretaxas, déficits comerciais crescentes e crises de balanço de pagamentos.

Sob pressão, o general Geisel anunciaria a "distensão lenta, gradual e segura" que culminou com a revogação do Ato Institucional nº 5, em 31 de dezembro de 1978, e a anistia aos presos políticos, exilados e torturadores, em 1979.

Com a crise econômica, a Arena (Aliança Renovadora Nacional), o partido da ditadura, perdeu as eleições para o Senado em 16 dos 22 estados brasileiros em 15 de novembro de 1974. A opinião pública tinha virado contra o regime militar.

Em 1977, o general Geisel fechou o Congresso e decretou o Pacote de Abril. A volta das eleições diretas para governador, prevista para 1978, foi adiada para 1982. Para manter a maioria do governo, surgiu o senador biônico, em vez de ser eleito, nomeado pela ditadura.

Na visão do ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira, em artigo na Folha, o Pacote de Abril leva a uma ruptura de setores importantes do empresariado com a ditadura.

A crise do petróleo, que causou uma recessão mundial nos anos 1970s, se agravou com a vitória da Revolução Islâmica o Irã, em 1979, no chamado segundo choque petrolífero, piorando ainda mais a situação econômica dos países dependentes de petróleo importado.

Na América Latina, as dívidas externas cresciam mesmo em países exportadores de petróleo como México e Venezuela, embriagados pelo dinheiro fácil. Com a forte alta de juros nos países ricos para combater a inflação causa pelo aumento nos preços dos combustíveis, vários países latino-americanos quebraram em 1982, entre eles México, Brasil e Argentina.

Assim, o Brasil foi alvo de uma sucessão de crises internacionais. Até hoje a economia brasileira não recuperou os índices de crescimento do pós-guerra até as crises do petróleo, de 7% a 8% ao ano. Em 1978, o produto interno bruto brasileiro era do tamanho do da China, de US$ 200 bilhões.

A crise econômica acabou com o prestígio da ditadura. Quem como eu sonhava em viver um dia num país rico, moderno e democrático acordou do pesadelo da ditadura sob uma crise econômica que obrigava a ligar para o banco várias vezes por dia, ou cada vez que se passava um cheque.

Com o Plano Real e as reformas econômicas da era Fernando Henrique Cardoso e os programas sociais dos governo Lula e Dilma, o Brasil recuperou sua autoestima, mas ainda está longe de definir um modelo econômico capaz de proporcionar desenvolvimento e bem-estar a seus 200 milhões de habitantes. O crescimento baixo e a desindustrialização ameaçam mais uma vez o eterno país do futuro.

No mundo globalizado, é importante aproveitar as oportunidades que o mercado internacional oferece. O extraordinário crescimento chinês foi um impulso fundamental para a aceleração do crescimento sob Lula na década passada. É bom também não esquecer as lições da crise que destruiu o milagre da ditadura.

Ontem como hoje, o Brasil precisa escapar da "armadilha de renda média". Para um país se tornar rico, tem de dar um salto tecnológico e fabricar produtos de alto valor agregado que o resto do mundo queira comprar. No Brasil, os setores de sucesso são o agronegócio e os aviões da Embraer. É muito pouco.

O Brasil precisa de um modelo de desenvolvimento para a revolução da biotecnologia. Como país mais biodiverso do mundo, o Brasil tem o maior banco genético do planeta, a maioria relativa das espécies animais e vegetais. Essa imensa a pouco explorada riqueza natural será transformada em produtos e processos que vão revolucionar a face da Terra muito além do que a revolução da tecnologia da informação fez nas últimas décadas.

É uma nova revolução tecnológica e industrial. O Brasil precisa embarcar neste trem-bala.

domingo, 25 de março de 2012

Egito acusa Irã de tentar explodir navios de Israel

O Egito descobriu uma conspiração do Irã para explodir navios israelenses no Canal de Suez, noticia o jornal egípcio Al-Ahram. A alegação deve aumentar ainda mais a tensão entre os dois países. Israel ameaça bombardear as instalações nucleares iranianas para impedir o país de fazer armas atômicas.

Dois egípcios teriam sido presos sob a acusação de receber ordens e dinheiro de agentes iranianos para explodir navios israelenses, informou o jornal, citando como fonte procuradores da Justiça do Egito, reporta o jornal inglês The Independent.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Navios de guerra do Irã cruzam Canal de Suez

Dois navios de guerra do Irã cruzaram hoje no Canal de Suez rumo à Síria, onde vão participar de manobras militares conjuntas. É a primeira vez que isso acontece desde a revolução islâmica no Irã, em 1979.

Israel, que considera as manobras uma provocação, entrou em estado de alerta.

Para o professor Uzi Rabi, especialista em Irã da Universidade de Telavive, em Israel, o Irã está testando a nova realidade geopolítica do Oriente Médio: "Os Estados Unidos estão mais fracos, e o regime militar do Egito que fez o acordo de paz com Israel está em crise. O Irã se aproveita disso para se afirmar como potência regional no Oriente Médio".

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Egito veta passagem de navios do Irã por Suez

O Egito proibiu a passagem de navios de guerra do Irã pelo Canal de Suez, informou a TV Al Arabiya, mas a TV estatal iraniana reafirmou que os navios serão enviados, apesar das reclamações de Israel.

À noite, o governo militar egípcio confirmou ter recebido um pedido do Irã, mas disse que a decisão ainda não tinha sido tomada.