Com a queda na demanda nos países emergentes, abalados pela queda nos preços dos produtos primários, o comércio internacional sofreu em 2015 sua maior queda desde o auge da Grande Recessão, em 2009. O valor dos bens negociados no ano passado caiu 13,8% em dólares, informou o Monitor do Comércio Mundial do Escritório de Análises de Política Econômica da Holanda.
Os dados divulgados ontem são a primeira radiografia do comércio em 2015. A maior parte da queda se deve à desaceleração na China e à crise em outros países emergentes, como o Brasil. Ao mesmo tempo, os números são um alerta para riscos da economia mundial em 2016, quando a situação está se deteriorando ainda mais.
As exportações da China para o Brasil em contêineres caíram 60% em janeiro de 2016 em relação a janeiro de 2015, enquanto o volume total de importações chinesas do Brasil foi reduzido à metade, pelos cálculos da empresa Maersk Line, maior empresa de transporte marítimo de cargas do mundo.
Em volume, o comércio internacional cresceu 2,5% no ano passado. Mesmo assim, ficou abaixo do crescimento mundial, de 3,1%. Antes da crise de 2008, o comércio avançava num ritmo duas vezes mais forte do que o crescimento.
Essas preocupações estão no centro da reunião de dois dias de ministros das Finanças e diretores de bancos centrais dos países do Grupo dos Vinte (G-20), que reúne os 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia (UE). O presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, adverte para o risco da economia mundial "ficar presa numa armadilha de baixo crescimento, inflação baixa e taxas de juros baixas".
Há um consenso de que a ação dos bancos centrais não basta para superar a crise. Isso depende de uma ação mais decidida das autoridades políticas para mobilizar recursos para estimular o crescimento.
A boa notícia para o Brasil é o aumento das exportações para a Ásia, beneficiadas pela baixa de 40% na cotação do real em relação ao dólar nos últimos 12 meses.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Emergentes sofrem maior fuga de capital desde 2008
Os investidores estrangeiros tiraram US$ 40 bilhões dos países emergentes no terceiro trimestre de 2015, na maior fuga de capitais desde o último trimestre de 2008, no auge da Grande Recessão, revelou hoje o Instituto de Finanças Internacionais, citado pela agência de notícias Bloomberg.
No fim de 2008, os investidores venderam US$ 105 bilhões em ativos de mercados emergentes, em muitos casos para cobrir posições nos países ricos.
Agora, a fuga é estimulada pela desaceleração do crescimento da China, o colapso nos preços dos produtos primários e a expectativa de que o banco central dos Estados Unidos aumente as taxas básicas de juros antes do fim do ano.
A política de juro zero da Reserva Federal (Fed), que imprimiu dinheiro para estimular a economia americana, terminou por levar esse dinheiro para os países emergentes, onde havia melhores oportunidades de negócios.
Hoje a tendência se inverteu. As moedas do Brasil e da África do Sul desabaram. A decisão do Comitê de Mercado Aberto do Fed de não aumentar juros em setembro deu um fôlego, mas 84% dos economistas ouvidos pela Bloomberg esperam uma alta em dezembro.
Cerca de US$ 19 bilhões foram resultado de venda de ações e os outros US$ 21 bilhões da venda de títulos de dívidas de países emergentes e suas empresas. De julho a setembro de 2015, o índice MSCI de mercados emergentes registrou queda de 20%. Foi o maior recuo em quatro anos.
"A reação é muito grave, mas a maior parte dos danos provavelmente já aconteceu", comentou Brendan Ahern, diretor-executivo do Krane Fund Advisors LLC em Nova York. "É o efeito triplo de queda no crescimento dos investimentos, declínio nos preços dos produtos primários e do dólar forte."
Ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revelou que as dívidas de empresas não financeiras nos mercados emergentes pulou de US$ 4 bilhões em 2004 para US$ 18 trilhões em 2014.
No fim de 2008, os investidores venderam US$ 105 bilhões em ativos de mercados emergentes, em muitos casos para cobrir posições nos países ricos.
Agora, a fuga é estimulada pela desaceleração do crescimento da China, o colapso nos preços dos produtos primários e a expectativa de que o banco central dos Estados Unidos aumente as taxas básicas de juros antes do fim do ano.
A política de juro zero da Reserva Federal (Fed), que imprimiu dinheiro para estimular a economia americana, terminou por levar esse dinheiro para os países emergentes, onde havia melhores oportunidades de negócios.
Hoje a tendência se inverteu. As moedas do Brasil e da África do Sul desabaram. A decisão do Comitê de Mercado Aberto do Fed de não aumentar juros em setembro deu um fôlego, mas 84% dos economistas ouvidos pela Bloomberg esperam uma alta em dezembro.
Cerca de US$ 19 bilhões foram resultado de venda de ações e os outros US$ 21 bilhões da venda de títulos de dívidas de países emergentes e suas empresas. De julho a setembro de 2015, o índice MSCI de mercados emergentes registrou queda de 20%. Foi o maior recuo em quatro anos.
"A reação é muito grave, mas a maior parte dos danos provavelmente já aconteceu", comentou Brendan Ahern, diretor-executivo do Krane Fund Advisors LLC em Nova York. "É o efeito triplo de queda no crescimento dos investimentos, declínio nos preços dos produtos primários e do dólar forte."
Ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revelou que as dívidas de empresas não financeiras nos mercados emergentes pulou de US$ 4 bilhões em 2004 para US$ 18 trilhões em 2014.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Bolsa de Nova York tem maior alta percentual em quatro anos
NOVA YORK - Depois da tempestade que tirou US$ 2 trilhões dos investidores em seis dias só nos Estados Unidos, a Bolsa de Valores de Nova York reagiu ontem. Fechou com alta de 617 pontos (4%), a maior em quatro anos, em 16.285,51.
No Brasil, a Bolsa de São Paulo avançou 3,35%. O real, o rand sul-africano e a rúpia indonésio tiveram pequenas altas.
A sessão abriu em alta, mas os analistas temiam uma repetição do dia anterior, quando o Índice Dow Jones subiu 442 pontos para fechar em queda de 205.
Além das dúvidas sobre a saúde da economia da China e da capacidade de recuperação de emergentes como o Brasil e a Rússia, os investidores tentam decifrar se a Reserva Federal, o banco central dos EUA, vai voltar a elevar as taxas básicas de juros em setembro. Ontem, o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers advertiu que não é o momento de aumentar os juros.
No Brasil, a Bolsa de São Paulo avançou 3,35%. O real, o rand sul-africano e a rúpia indonésio tiveram pequenas altas.
A sessão abriu em alta, mas os analistas temiam uma repetição do dia anterior, quando o Índice Dow Jones subiu 442 pontos para fechar em queda de 205.
Além das dúvidas sobre a saúde da economia da China e da capacidade de recuperação de emergentes como o Brasil e a Rússia, os investidores tentam decifrar se a Reserva Federal, o banco central dos EUA, vai voltar a elevar as taxas básicas de juros em setembro. Ontem, o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers advertiu que não é o momento de aumentar os juros.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
EUA cresceram 1,9% em 2013
Os Estados Unidos cresceram 1,9% em 2013, abaixo dos 2,8% do ano anterior, mas terminaram o ano passado em alta, informou hoje o Departamento do Comércio.
No último trimestre de 2013, a maior economia do mundo avançou 0,8%, o que projeta uma taxa anual de 3,2%. A expectativa é que esse ritmo se mantenha em 2014, confirmando a recuperação.
Por este motivo, o Comitê da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, reduziu em mais US$ 10 bilhões a quantidade de títulos que compra mensalmente para jogar mais dinheiro em circulação e assim estimular a economia. É uma política que o Fed adotou três vezes, depois de ter praticamente zerado as taxas básicas de juros.
O banco central dos EUA estava comprando US$ 85 bilhões em títulos hipotecários e da dívida pública. No mês passado, na última reunião de 2013, reduziu esse montante em US$ 10 bilhões e ontem em mais US$ 10 bilhões, num processo gradual para evitar um choque no mercado que deve se estender até setembro ou outubro.
No momento, o maior impacto recai sobre países emergentes com balança comercial em déficit comercial. Com a menor oferta de dólares e a maior atração de investimentos pelos EUA, o dinheiro tende a sair de países como África do Sul, Brasil, Índia, Indonésia e Turquia, que sofrem com a desvalorização de suas moedas.
A alegação de que o Fed não está olhando para os países emergentes não se justifica. Quando o banco central dos EUA iniciou o programa de "alívio quantitativo", o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou em guerra cambial, como se o objetivo final fosse baratear o dólar e exportar a crise.
Ben Bernanke, que deixa amanhã a presidência do Fed depois de oito anos, é um economista especializado na Grande Depressão. Depois de zerar os juros, só lhe restava imprimir dinheiro para enfrentar a crise. O Fed jogou US$ 3 trilhões em circulação. Sem grandes opções de negócios nos países ricos em crise, parte desse dinheiro foi para países em desenvolvimento.
Agora, o fluxo de dólares se inverte. A situação dos emergentes só pesa na medida em que possa afetar o comércio ou a estabilidade internacional. O Brasil é afetado, mas sabia de tudo há muito tempo.
No último trimestre de 2013, a maior economia do mundo avançou 0,8%, o que projeta uma taxa anual de 3,2%. A expectativa é que esse ritmo se mantenha em 2014, confirmando a recuperação.
Por este motivo, o Comitê da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, reduziu em mais US$ 10 bilhões a quantidade de títulos que compra mensalmente para jogar mais dinheiro em circulação e assim estimular a economia. É uma política que o Fed adotou três vezes, depois de ter praticamente zerado as taxas básicas de juros.
O banco central dos EUA estava comprando US$ 85 bilhões em títulos hipotecários e da dívida pública. No mês passado, na última reunião de 2013, reduziu esse montante em US$ 10 bilhões e ontem em mais US$ 10 bilhões, num processo gradual para evitar um choque no mercado que deve se estender até setembro ou outubro.
No momento, o maior impacto recai sobre países emergentes com balança comercial em déficit comercial. Com a menor oferta de dólares e a maior atração de investimentos pelos EUA, o dinheiro tende a sair de países como África do Sul, Brasil, Índia, Indonésia e Turquia, que sofrem com a desvalorização de suas moedas.
A alegação de que o Fed não está olhando para os países emergentes não se justifica. Quando o banco central dos EUA iniciou o programa de "alívio quantitativo", o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou em guerra cambial, como se o objetivo final fosse baratear o dólar e exportar a crise.
Ben Bernanke, que deixa amanhã a presidência do Fed depois de oito anos, é um economista especializado na Grande Depressão. Depois de zerar os juros, só lhe restava imprimir dinheiro para enfrentar a crise. O Fed jogou US$ 3 trilhões em circulação. Sem grandes opções de negócios nos países ricos em crise, parte desse dinheiro foi para países em desenvolvimento.
Agora, o fluxo de dólares se inverte. A situação dos emergentes só pesa na medida em que possa afetar o comércio ou a estabilidade internacional. O Brasil é afetado, mas sabia de tudo há muito tempo.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
África do Sul aumenta taxa básica de juros para 5,5% ao ano
Depois do Brasil, da Índia e da Turquia, o Banco da Reserva da África do Sul aumentou hoje sua taxa básica de juros em meio ponto percentual para 5,5% ao ano. Apesar da medida, a moeda sul-africano, o rand, caiu para 11,37 por dólar, sua menor cotação em cinco anos.
Os países emergentes com inflação e déficit comercial sofrem com a redução do programa de estímulo monetário à economia dos Estados Unidos.
Durante a crise dos últimos cinco anos, o Comitê da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, comprou títulos no mercado financeiro para aumentar a quantidade de dólares em circulação. Na prática, imprimiu trilhões de dólares, desvalorizando a moeda dos EUA, com impacto no mundo inteiro porque o dólar é a principal moeda de troca e de reserva de valor.
No último dos chamados programas de alívio quantitativo, que ainda não terminou, o Fed comprava US$ 85 bilhões por mês. Reduziu para US$ 75 bilhões no mês passado. A expectativa é que o Comitê do Mercado Aberto decida anunciar hoje uma segunda redução no montante mensal, desta vez para US$ 65 bilhões.
A economia sul-africana vai mal. Cresceu menos de 2% no ano passado. A expectativa é que o aumento nos juros prejudique o crescimento.
O banco central cortou as taxas de juros pela última vez em julho de 2012 para estimular a economia. Um mês depois, a polícia fuzilou 34 mineiros de platina em greve ao atirar contra manifestantes. Desde então, uma onda de greves atinge o setor.
Na semana passada, dezenas de milhares de mineiros das três maiores mineradoras de platina do mundo entraram em greve. A África do Sul é responsável por 75% da produção mundial.
Os países emergentes com inflação e déficit comercial sofrem com a redução do programa de estímulo monetário à economia dos Estados Unidos.
Durante a crise dos últimos cinco anos, o Comitê da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, comprou títulos no mercado financeiro para aumentar a quantidade de dólares em circulação. Na prática, imprimiu trilhões de dólares, desvalorizando a moeda dos EUA, com impacto no mundo inteiro porque o dólar é a principal moeda de troca e de reserva de valor.
No último dos chamados programas de alívio quantitativo, que ainda não terminou, o Fed comprava US$ 85 bilhões por mês. Reduziu para US$ 75 bilhões no mês passado. A expectativa é que o Comitê do Mercado Aberto decida anunciar hoje uma segunda redução no montante mensal, desta vez para US$ 65 bilhões.
A economia sul-africana vai mal. Cresceu menos de 2% no ano passado. A expectativa é que o aumento nos juros prejudique o crescimento.
O banco central cortou as taxas de juros pela última vez em julho de 2012 para estimular a economia. Um mês depois, a polícia fuzilou 34 mineiros de platina em greve ao atirar contra manifestantes. Desde então, uma onda de greves atinge o setor.
Na semana passada, dezenas de milhares de mineiros das três maiores mineradoras de platina do mundo entraram em greve. A África do Sul é responsável por 75% da produção mundial.
terça-feira, 16 de abril de 2013
FMI reduz expectativa de crescimento mundial
Em sua Perspectiva Econômica Mundial, divulgada hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu de 3,5% para 3,3% sua expectativa de crescimento para a economia mundial neste ano de 2013.
O Brasil deve avançar 3%, em vez dos 3,5% da previsão anterior, de seis meses atrás. Fica abaixo do esperado para os países emergentes, que devem ter uma expansão 5,3% e não de 5,5% como estava no relatório anterior.
"A economia mundial é tão frágil quanto seu elo mais fraco", declarou o diretor de pesquisas econômicas do FMI, Olivier Blanchard, referindo-se à Europa, que deve ter recessão, com queda de 0,3% no produto regional bruto. "Dadas as fortes interligações entre os países, uma recuperação desigual também é perigosa. Alguns riscos diminuíram, mas não é o momento de relaxar."
Na análise do Fundo, a economia mundial anda em três velocidades distintas, com os países em desenvolvimento e as economias emergentes na frente. Entre as economias desenvolvidas, os Estados Unidos têm desempenho muito melhor do que a Europa. Devem crescer 1,9% em 2013.
Houve uma desaceleração global no início do ano, mas o crescimento deve subir no segundo semestre. Em 2014, deve avançar 4%.
O Brasil deve avançar 3%, em vez dos 3,5% da previsão anterior, de seis meses atrás. Fica abaixo do esperado para os países emergentes, que devem ter uma expansão 5,3% e não de 5,5% como estava no relatório anterior.
"A economia mundial é tão frágil quanto seu elo mais fraco", declarou o diretor de pesquisas econômicas do FMI, Olivier Blanchard, referindo-se à Europa, que deve ter recessão, com queda de 0,3% no produto regional bruto. "Dadas as fortes interligações entre os países, uma recuperação desigual também é perigosa. Alguns riscos diminuíram, mas não é o momento de relaxar."
Na análise do Fundo, a economia mundial anda em três velocidades distintas, com os países em desenvolvimento e as economias emergentes na frente. Entre as economias desenvolvidas, os Estados Unidos têm desempenho muito melhor do que a Europa. Devem crescer 1,9% em 2013.
Houve uma desaceleração global no início do ano, mas o crescimento deve subir no segundo semestre. Em 2014, deve avançar 4%.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Falta de diplomacia de Dilma preocupa Itamaraty
A falta de talento e disposição da presidente Dilma Rousseff para a diplomacia está deixando setores do Ministério das Relações Exteriores tensos e preocupados em relação à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a ser realizada no Rio de Janeiro de 20 a 22 de junho de 2012.
Com a crise econômica mundial, a possibilidade de avanços importantes na questão ambiental é praticamente nula. Os países em desenvolvimento, liderados pelos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) querem ênfase no desenvolvimento para não se comprometer com medidas capazes de comprometer seu crescimento econômico.
Por sua vez, os países ricos não querem fazer concessões que não sejam acompanhadas pelas grandes economias emergentes, que veem como concorrentes. Estão mais preocupados com a retomada do crescimento e a geração de empregos.
O Brasil pode aproveitar a oportunidade para fortalecer seus laços com os países em desenvolvimento. A maioria provavelmente se interessa por encontros bilaterais com a presidente brasileira. Isto inquieta o Itamaraty.
Um dos países emergentes da Ásia é o Vietnã, hoje o segundo produtor mundial de café, atrás apenas do Brasil. Tem mais de 90 milhões de habitantes. Desde 1986, faz uma reforma econômica no estilo da chinesa, chamada de Doi Moi (Renovação). Com o aumento de custos e salários na China, parte da produção industrial de mão de obra intensiva está se transferindo para outras economias asiáticas, principalmente Indonésia e Vietnã.
Como o Vietnã vive sob um regime comunista, o secretário-geral do partido, Nguyen Phu Trong, é um dos homens mais poderosos do país, membro da troika que manda de fato no país. Ele vinha ao Brasil. Tinha audiência marcada com a presidente, que, ao revisar sua agenda, decidiu não mais recebê-lo.
O secretário-geral do PC vietnamita simplesmente cancelou a visita ao Brasil.
Membro do comitê central do partido desde janeiro de 1994 e do Politburo desde dezembro de 1997, Trong foi secretário do partido em Hanói (2000-6), o que na prática o tornava prefeito da capital vietnamita, e presidente da Assembleia Nacional (2006-11).
Em 19 de janeiro do ano passado, foi eleito secretário-geral pelo 11º Congresso do Partido Comunista do Vietnã.
Se o governo brasileiro gosta tanto do regime comunista cubano, não tem razões para discriminar o vietnamita.
Com a crise econômica mundial, a possibilidade de avanços importantes na questão ambiental é praticamente nula. Os países em desenvolvimento, liderados pelos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) querem ênfase no desenvolvimento para não se comprometer com medidas capazes de comprometer seu crescimento econômico.
Por sua vez, os países ricos não querem fazer concessões que não sejam acompanhadas pelas grandes economias emergentes, que veem como concorrentes. Estão mais preocupados com a retomada do crescimento e a geração de empregos.
O Brasil pode aproveitar a oportunidade para fortalecer seus laços com os países em desenvolvimento. A maioria provavelmente se interessa por encontros bilaterais com a presidente brasileira. Isto inquieta o Itamaraty.
Um dos países emergentes da Ásia é o Vietnã, hoje o segundo produtor mundial de café, atrás apenas do Brasil. Tem mais de 90 milhões de habitantes. Desde 1986, faz uma reforma econômica no estilo da chinesa, chamada de Doi Moi (Renovação). Com o aumento de custos e salários na China, parte da produção industrial de mão de obra intensiva está se transferindo para outras economias asiáticas, principalmente Indonésia e Vietnã.
Como o Vietnã vive sob um regime comunista, o secretário-geral do partido, Nguyen Phu Trong, é um dos homens mais poderosos do país, membro da troika que manda de fato no país. Ele vinha ao Brasil. Tinha audiência marcada com a presidente, que, ao revisar sua agenda, decidiu não mais recebê-lo.
O secretário-geral do PC vietnamita simplesmente cancelou a visita ao Brasil.
Membro do comitê central do partido desde janeiro de 1994 e do Politburo desde dezembro de 1997, Trong foi secretário do partido em Hanói (2000-6), o que na prática o tornava prefeito da capital vietnamita, e presidente da Assembleia Nacional (2006-11).
Em 19 de janeiro do ano passado, foi eleito secretário-geral pelo 11º Congresso do Partido Comunista do Vietnã.
Se o governo brasileiro gosta tanto do regime comunista cubano, não tem razões para discriminar o vietnamita.
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