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terça-feira, 15 de outubro de 2019

FMI alerta para desaceleração da economia global

O Fundo Monetário Internacional adverte: o crescimento mundial neste ano será o menor desde a Grande Recessão, a crise internacional de 2008 e 2009, e atribui a desaceleração às guerras comerciais do presidente Donald Trump e há outros riscos políticos que minam a confiança de empresários, investidores e consumidores.

A nova diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, prevê crescimento menor em 90% do mundo. Ela disse que a economia global está em desaceleração sincronizada. A Brooking Institution, um centro de pesquisas dos Estados Unidos, fala em estagnação sincronizada.

Os tarifaços de Trump e as respostas da China, na base do olho por olho dente por dente, minaram a confiança de empresários, investidores e consumidores, deixando o comércio internacional praticamente estagnado, pressionando os bancos centrais a baixar as taxas de juros para ancorar o crescimento. 

Na sua Perspectiva EconômicaMundial, divulgada duas vezes por ano, o FMI pede hoje o fim urgente das hostilidades para restaurar a confiança na economia global. Meu comentário:

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Economia e comércio internacionais devem crescer em 2018

De acordo com a última Perspectiva Econômica Mundial do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia mundial deve crescer 3,7% em 2018, com notáveis altas no investimento, no comércio internacional e na produção industrial. 

O Brasil tem boas oportunidades para participar neste novo ciclo de expansão se o próximo governo equilibrar as contas públicas, avalia o economista Paulo Sérgio Wrobel, professor do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

"A economia mundial deve crescer e também o comércio internacional. A China deve continuar crescendo quase 7% ao ano, os Estados Unidos devem crescer 2,5% a 3%, a Europa está crescendo, assim como o Japão", prevê o professor. O próximo teste para a Zona do Euro serão as eleições de março na Itália.

Com o mercantilismo do presidente Donald Trump, "a agenda comercial ficou mais difícil", acrescenta o pesquisador, "mas há razoáveis perspectivas de sucesso nas negociações do Mercosul com a União Europeia. Também negocia com o Canadá."

As negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) devem avançar, sem qualquer concessão importante aos retirantes. Se os britânicos quiserem um acordo como o da Noruega, terão de obedecer a todas as regras do mercado comum europeu. Se optarem pela fórmula do Canadá, terão livre comércio de mercadorias, mas não de serviços, o setor mais forte da economia britânica.

Na América Latina, "haverá eleições de extrema importância no Brasil e no México. Bem ou mal, com este governo atual, o país deve ter um crescimento de 3%. O Brasil tem chance de pegar a nova maré positiva da economia internacional. Para isso, é preciso eleger um presidente minimamente razoável. O ministro Henrique Meirelles é um craque. Talvez fosse o caso de mantê-lo na Fazenda", raciocina o professor Wrobel.

"A principal eleição é no México. O poder do tráfico assusta e é um alerta para o Brasil. Há uma chance para o populista Andrés Manuel López Obrador", comenta o pesquisador. O eterno candidato da esquerda pode ser beneficiado por uma decisão do presidente Trump de retirar os EUA do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

"Tanto o México quanto o Canadá mandaram seus melhores negociadores", nota Wrobel. "Não vão aceitar mudanças só no sentido que os EUA queiram. Tudo depende da posição americana. Ainda é uma incógnita."

Em Cuba, "chega ao fim o governo dos irmãos castro (1959-2018), mas não é o fim do castrismo nem da ditadura. Todos os nomes mais moderados foram afastados. É uma tentativa de consolidação do castrismo sem Castro", afirma o professor do IRI. O mais provável sucessor é o vice-presidente Miguel Díaz-Canel.

terça-feira, 8 de abril de 2014

FMI reduz previsão de crescimento para o Brasil

Pela terceira vez, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua previsão de crescimento para a economia brasileira em 2014, que no ano passado era de 3,2% e agora ficou em 1,8%. Na sua Perspectiva Econômica Mundial divulgada hoje, o Fundo espera que o mundo como um todo avance 3,6% em 2014 e 3,9% em 2015.

Ao justificar a queda na expectativa em relação ao Brasil, o FMI observou que "a demanda é apoiada pela alta de salários e pelo consumo", mas "o investimento privado continua fraco, refletindo a baixa confiança do empresariado".

O Fundo recomenda ao Brasil novos ajustes "porque, apesar das altas nas taxas de juros, a inflação se manteve no topo da meta", inclusive maior equilíbrio nas contas públicas. As intervenções do Banco Central no mercado de câmbio devem ser "seletivas"

Entre os grandes emergentes do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), só a Rússia, abalada pelas sanções impostas pelo Ocidente em razão da crise da Ucrânia, teve uma redução de expectativa maior do que o Brasil, de 0,6 ponto percentual. No caso brasileiro, foi de 0,5 ponto.

A Ásia deve puxar o crescimento mundial, com 5,3% neste ano e 5,7% no próximo. Em 2014, a China deve avançar 7,5% e a Índia, 5,4%.

Na América do Sul, o Brasil só está à frente de dois países com políticas econômicas populistas catastróficas, a Venezuela, que vai encolher 0,5%, e a Argentina, onde a expansão será de 0,5%. No último boletim Focus, do Banco Central, baseado nas previsões dos analistas do mercado, a previsão de crescimento do Brasil para este ano caiu nesta semana para 1,63%.

A América Latina como um todo deve crescer 2,5% em 2014 e 3% em 2015. Neste ano, o México deve avançar 3% por causa das reformas estruturais e da recuperação americana. Os maiores índices ficaram com Peru (5,5%), Bolívia (5,1%), Colômbia (4,5%), Equador (4,2%) e Chile (3,6%).

Com aumento da renda familiar e valorização dos imóveis, os EUA devem crescer 2,8% em 2014 e 3% em 2015, bem acima da Alemanha (1,7%) e da França (1%), as duas maiores economias da Zona do Euro. Fora da Euzona, o Reino Unido avançará 2,9%.

terça-feira, 16 de abril de 2013

FMI reduz expectativa de crescimento mundial

Em sua Perspectiva Econômica Mundial, divulgada hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu de 3,5% para 3,3% sua expectativa de crescimento para a economia mundial neste ano de 2013.

O Brasil deve avançar 3%, em vez dos 3,5% da previsão anterior, de seis meses atrás. Fica abaixo do esperado para os países emergentes, que devem ter uma expansão 5,3% e não de 5,5% como estava no relatório anterior.

"A economia mundial é tão frágil quanto seu elo mais fraco", declarou o diretor de pesquisas econômicas do FMI, Olivier Blanchard, referindo-se à Europa, que deve ter recessão, com queda de 0,3% no produto regional bruto. "Dadas as fortes interligações entre os países, uma recuperação desigual também é perigosa. Alguns riscos diminuíram, mas não é o momento de relaxar."

Na análise do Fundo, a economia mundial anda em três velocidades distintas, com os países em desenvolvimento e as economias emergentes na frente. Entre as economias desenvolvidas, os Estados Unidos têm desempenho muito melhor do que a Europa. Devem crescer 1,9% em 2013.

Houve uma desaceleração global no início do ano, mas o crescimento deve subir no segundo semestre. Em 2014, deve avançar 4%.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

FMI alerta para prejuízo trilionário de bancos

NOVA YORK - O Fundo Monetário Internacional, que publica amanhã uma nova Perspectiva Mundial aumentando para 3% ao ano a previsão de crescimento mundial para 2010, alerta que os bancos podem revelar até o fim do próximo ano prejuízos de US$ 1,5 trilhão. Isso cria o risco de um novo mergulho na recessão.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

FMI eleva previsão de crescimento mundial

O Fundo Monetário Internacional revisa para cima sua previsão de crescimento para a economia mundial em 2010. A expectativa agora é de expansão de 3%, acima dos 2,5% da estimativa anterior, anunciada em julho.

"A recuperação é real, mas muito dependente da política", disse o economista Jorg Decressin durante palestra na Fundação Carnegie para a Paz Mundial.

Ele acrescentou que para consolidar a recuperação a demanda privada terá que substituir o impulso que a economia mundial está recebendo de governos.

Os novos números estarão na próxima Perspectiva Econômica Mundial, que será publicada em 1 de outubro.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

FMI prevê contração mundial de 1,3% este ano

O Fundo Monetário Internacional divulgou hoje novas previsões sombrias para a economia mundial, prevendo uma contração mundial de 1,3% este ano, com recuo de 2,8% nos Estados Unidos, de 6,2% no Japão e de 11% no comércio internacional. Pela primeira vez, o FMI prevê uma contração da economia brasileira.

Há três meses, o Fundo esperava uma queda de 0,5% na produção mundial. Agora, reduziu sua expectativa para um recuo de 1,3% . Para 2010, espera um crescimento mundial de 1,9%.

Já os EUA devem ficar estagnados em 2010, depois de uma queda de 2,8% no produto interno bruto este ano. Como um conjunto, os 16 países que usam o euro como moeda devem perder 4,2% este ano e 0,2% no próximo.

O Japão, país rico mais atingido pela crise, deve voltar a crescer a uma taxa de 0,5% em 2010, depois de uma queda de 6,2% em 2009.

Para o Brasil, em janeiro, o FMI estimava um crescimento de 1,8% em 2009. Agora, prevê uma contração de 1,3% este com ano, com crescimento de 2,2% em 2010.

A China deve manter a condição de país que mais cresce no mundo, com expansão de 6,5% este ano e 7,5% no próximo, abaixo da meta oficial de 8% ao ano.

terça-feira, 17 de março de 2009

FMI revisa previsões econômicas

Na previsão anterior, o Fundo Monetário Internacional esperava uma queda de 0,5% na produção mundial este ano. Agora, rebaixou para 0,6% de contração em 2009 e expansão de 2,3% em 2010.

Esta é a nova perspectiva econômica 2009-2010:
Economia mundial: -0,6% +2,3%
EUA: -2,6% +0,2%
Eurozona: -3,2% +0,1%
Japão: -5% 0
América Latina: -0,6% +2,3%

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

FMI prevê recessão nos países ricos

Ao atualizar sua Perspectiva Econômica Mundial para 2009, o Fundo Monetário Internacional previu uma recessão nos países ricos, que devem produzir 0,3% ao longo do próximo ano, e crescimento de 5,1% para os países emergentes. Na previsão anterior, os ricos cresceriam 0,5% e os emergentes um ponto percentual a mais.

Pelas previsões apresentadas hoje em Washington pelo economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, o produto interno bruto dos Estados Unidos deve cair 0,7% em 2009.

Para os grandes emergentes, a previsão é de 8,5% para a China, 6,3% para a Índia e 3% para o Brasil.

O Fundo resolveu revisar sua perspectiva para 2009, apresentada em outubro, tendo em vista a "forte deterioração" econômica registrada em outubro.