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terça-feira, 2 de junho de 2020

Brasil tem novo recorde de mortes e OPAS adverte para risco de reabrir

Com mil 262 mortes em 24 horas, o Brasil bateu um novo recorde e chegou a um total de 31.309 e mais de 558 mil casos confirmados da pandemia do novo coronavírus no momento em que, sob a pressão da crise econômica, as grandes cidades do país começam a retomar suas atividades. 

Mas os epidemiologistas advertem que aliviar as medidas de isolamento físico enquanto as curvas de infecção e do número de mortes estão subindo vai causar mais contaminação, dor e sofrimento. Houve 28,9 mil casos novos em 24 horas. Talvez seja cedo demais para abrir.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) fez um apelo a governadores e prefeitos não só para que mantenham as medidas de confinamento, mas para que se perguntem: o que podemos fazer melhor? As próximas semanas serão cruciais no Brasil. 

A OPAS alertou para a ameaça que representam as aglomerações do fim de semana em manifestações contra e a favor do governo Jair Bolsonaro.


No mundo inteiro, o total de casos se aproxima de 6 milhões e meio, com mais de 382 mil mortes e 3,01 milhão de pacientes curados. Dos casos encerrados, 11% terminaram em morte, uma redução de um ponto percentual. 

Os Estados Unidos têm 1,881 milhão de casos confirmados e mais de 108 mil mortes. Todos os estados americanos relaxaram as medidas de isolamento social. 

A onda de protestos contra o racismo e a violência social deflagrados pela morte de um homem negro, George Floyd, por um policial branco há oito dias, tomou conta de 75 cidades americanas. Pode causar uma nova onda de contaminação. Pelo menos dez pessoas foram mortas durante os protestos.

O presidente Donald Trump foi muito criticado por mandar a polícia dispersar uma manifestação pacífica diante da Casa Branca para ir a uma igreja tirar uma foto com uma Bíblia na mão. 

Em pesquisa do instituto Ipsos para a agência Reuters, 64 por cento dos entrevistados aprovaram as manifestações antirracistas e 55 por cento reprovaram a reação de Trump. O ex-presidente George Walker Bush declarou que quem se opõe aos manifestantes não entende o que são os EUA.

O Escritório de Orçamento do Congresso, um órgão bipartidário, prevê que serão necessários dez anos para a plena recuperação da economia americana.

Pela primeira vez desde março, a Espanha não teve mortes pelo coronavírus no domingo.
Na França, Paris reabriu cafés, bares e restaurantes. Como a cidade está na zona laranja, onde ainda há problemas, todo o atendimento é na área externa.

De acordo como jornal inglês Financial Times, um dos principais diários econômicos do mundo, o Brasil sofre uma grande fuga de capital. Meu comentário:

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Emergentes sofrem maior fuga de capital desde 2008

Os investidores estrangeiros tiraram US$ 40 bilhões dos países emergentes no terceiro trimestre de 2015, na maior fuga de capitais desde o último trimestre de 2008, no auge da Grande Recessão, revelou hoje o Instituto de Finanças Internacionais, citado pela agência de notícias Bloomberg.

No fim de 2008, os investidores venderam US$ 105 bilhões em ativos de mercados emergentes, em muitos casos para cobrir posições nos países ricos.

Agora, a fuga é estimulada pela desaceleração do crescimento da China, o colapso nos preços dos produtos primários e a expectativa de que o banco central dos Estados Unidos aumente as taxas básicas de juros antes do fim do ano.

A política de juro zero da Reserva Federal (Fed), que imprimiu dinheiro para estimular a economia americana, terminou por levar esse dinheiro para os países emergentes, onde havia melhores oportunidades de negócios.

Hoje a tendência se inverteu. As moedas do Brasil e da África do Sul desabaram. A decisão do Comitê de Mercado Aberto do Fed de não aumentar juros em setembro deu um fôlego, mas 84% dos economistas ouvidos pela Bloomberg esperam uma alta em dezembro.

Cerca de US$ 19 bilhões foram resultado de venda de ações e os outros US$ 21 bilhões da venda de títulos de dívidas de países emergentes e suas empresas. De julho a setembro de 2015, o índice MSCI de mercados emergentes registrou queda de 20%. Foi o maior recuo em quatro anos.

"A reação é muito grave, mas a maior parte dos danos provavelmente já aconteceu", comentou Brendan Ahern, diretor-executivo do Krane Fund Advisors LLC em Nova York. "É o efeito triplo de queda no crescimento dos investimentos, declínio nos preços dos produtos primários e do dólar forte."

Ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revelou que as dívidas de empresas não financeiras nos mercados emergentes pulou de US$ 4 bilhões em 2004 para US$ 18 trilhões em 2014.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Banco Central da Rússia eleva taxa básica de 10,5% para 17% ao ano

Para tentar conter a queda do rublo, que perdeu 10% do valor e a metade desde o início do ano, o Banco Central da Rússia elevou sua taxa básica de juros de 10,5% para 17% ao ano. É a sexta vez que o BC russo aumenta os juros em 2014 e a maior alta desde 1998, quando o país declarou uma moratória no pagamento das dívidas públicas.

A economia da Rússia sofre por causa das sanções internacionais impostas em retaliação à intervenção militar na ex-república soviética da Ucrânia e da queda nos preços internacionais do petróleo, principal produto de exportação do país.

Até agora, o BC evitava grandes altas de juros para não agravar a recessão causada pelas crises política e econômica. Na sua previsão mais sombria, o banco estimou em 4,5% a 4,7% o recuo do produto interno bruto da Rússia, se os preços internacionais do barril de petróleo ficarem em torno de US$ 60. Neste ano, US$ 134 bilhões devem sair do país; em 2015, a fuga de capital será de US$ 120 bilhões.

"Não é só o petróleo, são as sanções, o risco geopolítico e a inação política das autoridades russas", comentou no jornal inglês Financial Times, o economista Timothy Ash, estrategista de mercados emergentes do Standard Bank, que descreveu o dia como uma Segunda-Feira Vermelha.

A moeda russa encerrou o dia cotada a 64,45 rublos por dólar e 81,35 por euro. Em todo o mundo, é a que mais perdeu valor em 2014.

domingo, 19 de outubro de 2014

Moody's rebaixa nota de crédito da Rússia

Por causa da baixa expectativa de crescimento, do conflito com a Ucrânia, das sanções internacionais e da fuga de capital, a agência de classificação de risco Moody's baixou na sexta-feira a nota de crédito da dívida pública da Rússia de Baa2 para Baa1.

 O acordo sobre fornecimento de gás natural da Rússia à Ucrânia, anunciado no mesmo dia, não foi suficiente para mudar a perspectiva de crédito. A Rússia tinha cortado o fornecimento de gás por causa de um pagamento atrasado de US$ 5 bilhões. O presidente ucraniano, Petro Porochenko, declarou ontem que pode usar um empréstimo de emergência negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para salvar a dívida.

Com o rebaixamento, devem aumentar os juros pagos pelo governo e as empresas russas para tomar empréstimos no mercado financeiro internacional.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

S&P rebaixa crédito da Rússia para um grau acima de lixo

Com a grande fuga de capital no primeiro trimestre por causa das sanções contra a intervenção militar na Ucrânia, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou hoje a nota de crédito da dívida pública da Rússia de BBB para BBB-, um nível acima de lixo, com tendência de queda.

Depois da notícia, a Bolsa de Valores de Moscou caiu 1,5%. O rublo perdeu mais 0,6% do valor, sendo cotado a 35,977 por dólar.

"Na nossa visão, a tensa situação geopolítica entre a Rússia e a Ucrânia a pode levar a significativas saídas de capital doméstico e internacional da economia russa, e assim minar as perspectivas de crescimento, que já eram fracas", justificou em nota a S&P.

Quando os títulos da dívida de um país são rebaixados para a categoria de lixo ou "papéis podres", são considerados de alto risco, especulativos, e não podem ser comprados por fundos de pensão ou previdência privada.

Um novo rebaixamento, para lixo, é improvável por causa do baixo endividamento da Rússia, observou Tim Ash, economista do Standard Bank. "Mas, se a situação na Ucrânia se deteriorar ainda mais, e houver uma fuga de capitais constante e maior pressão sobre a bolsa e o rublo, seria possível."

No primeiro trimestre, a fuga de capitais causou um déficit em conta corrente duas vezes maior do que o saldo comercial russo.

Durante visita ao Japão ontem, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ameaça impor novas sanções se a Rússia desrespeitar ainda mais a soberania ucrianiana. O secretário de Estado americano, John Kerry, acusou a Rússia de não cumprir o acordo feito em Genebra, na Suíça, em 17 de abril de 2014, para "desescalar" a crise.

O presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro do Exterior, Serguei Lavrov, acusaram a Ucrânia de "usar o Exército para atacar o seu próprio povo", sugerindo que a Rússia está pronta para intervir e defendê-lo. Putin falou em "crimes graves". Lavrov alegou que "um ataque contra um russo é um ataque contra a Federação Russa. Ambos buscam pretextos para justificar uma invasão.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Argentina limita câmbio para evitar fuga de dólares

Com uma fuga de capitais de cerca de US$ 2 bilhões por mês por medo da política econômica antiliberal da presidente reeleita Cristina Kirchner, a Argentina decidiu restringir a compra de dólares.

A moeda americana circula livremente no país vizinho. É possível fazer compras e receber troco dólares até mesmo numa banca de revistas e jornais. Isso facilita a fuga de dinheiro.

Desde ontem, os argentinos precisam de um documento da receita federal para realizar qualquer operação de câmbio.

sábado, 23 de agosto de 2008

Guerra provoca fuga de capital da Rússia

De 8 a 15 de agosto de 2008, no auge da ofensiva militar russa contra a ex-república soviética da Geórgia, as reservas em ouro e moedas fortes do Banco Central da Rússia caíram em US$ 16,4 bilhões, de US$ 597,5 bilhões para US$ 581,1 bilhões. O próprio ministro das Finanças, Alexei Kudrin, admitiu uma fuga recorde de capital, estimada em US$ 6 bilhões só em 8 de agosto.

As reservas russas, acumuladas na última década graças ao aumento no preço do petróleo, são as terceiras maiores do mundo, depois da China e do Japão.

O país não corre o menor risco de sofrer um colapso de sua economia, como aconteceu há 10 anos, em agosto de 1998. Mas a queda indica uma desconfiança dos investidores. Talvez eles estejam temendo o impacto econômico do desafio da Rússia aos Estados Unidos e à Europa.

Se o novo presidente Dimitri Medvedev pretendia liberalizar a economia da Rússia, adiou seus planos.