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quarta-feira, 30 de junho de 2021

Fim da pandemia na América Latina está num futuro distante, alerta OPAS

A doença do coronavírus de 2019 está declinando na América do Norte, mas o fim da pandemia na América Latina e no Caribe “continua num futuro distante”, advertiu hoje a diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Carissa Etienne. A OPAS desaconselha viagens de turismo na região.

O Brasil voltou a notificar mais de 2 mil mortes hoje, mas o contágio e os óbitos mantêm a tendência de queda. Foram 2.127 mortes e 47.038 diagnósticos positivos, chegando a 18.559.164 casos novos e 518.246 óbitos.

Com um total de 55.280 mortes, junho foi o quarto pior mês da pandemia no Brasil, atrás de abril, março e maio deste ano. A redução das mortes de idosos é o resultado da campanha de imunização. 

A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 22% em 14 dias para 1.572. A média diária de casos novos dos últimos sete dias baixou 21% para 55.484. Desde 27 de abril, as duas médias não apresentavam tendência de queda no mesmo dia.

Ao todo. no mundo, são 182.151.657 casos confirmados e 3.945.969 mortes. Mais de 167 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 11,1 milhões enfrentam casos leves ou médios e 79.221 estão em estado grave.

A Índia registrou nesta quarta-feira um aumento pequeno no número de casos novos (48.786) e de mortes (1.005). O país tem o segundo maior número de casos confirmados (30.411.634) e de óbitos (399.459). Acredita-se que haja uma grande subnotificação.

O Ministério da Saúde do México estimou que o número de mortes de covid-19 no país seja 60% maior do que o anunciado até agora: 233.047, o quarto maior do mundo, depois dos Estados Unidos, do Brasil e da Índia.

Nos EUA, mais 13.775 diagnósticos positivos e 287 mortes foram notificadas nesta quarta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias deu uma estabilizada, com queda de 10% em duas semanas para 11.466, enquanto a média diária de mortes mantém a tendência de baixa. Caiu 20% em duas semanas para 256.

Mais de 3,04 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo inteiro; 23,4% da população mundial tomaram ao menos uma dose. Mais de 41 milhões de doses estão seno aplicadas por dia. Só 0,9% dos moradores nos países pobres receberam alguma vacina.

A China lidera, com 1,24 bilhão de doses aplicadas até agora. A Índia ultrapassou os EUA: 335,7 milhões. Nos EUA, foram 335,6 milhões; 180,7 milhões de pessoas tomaram a primeira dose e 154,9 milhões (46,7% estão plenamente vacinados). O Brasil chegou a 99,87 milhões de doses; 73,57 receberam a primeira dose e 26,27 milhões (12,33% da população brasileira) estão plenamente vacinados.

Percentualmente, os países que mais vacinaram plenamente são Israel (60%), Bahrein (58%), Chile (54%), Hungria (51%), Reino Unido (48%), Uruguai (47%) e EUA (46,7%). Meu comentário:

sábado, 4 de julho de 2020

América Latina não testa o suficiente para conter pandemia

Com 650 milhões de habitantes, 2,7 milhões de casos confirmados e pelo menos 120 mil mortes, a América Latina pode ser o novo centro da pandemia do novo coronavírus, mas não segue a principal orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS): testar, testar, testar.

A manter o atual ritmo de contaminação, o subcontinente pode passar de 400 mil mortes em outubro. Sem testar em massa e fazer uma busca ativa do vírus os países latino-americanos não conseguem mapear a propagação do vírus, isolar os infectados e rastrear quem teve contato com eles para colocá-los em quarentena.

"Enquanto o mundo inteiro faz um grande esforço para conter a pior crise de saúde da história, os países têm de continuar tentando expandir a capacidade de testagem em todas as fases. É vital agora monitorar a evolução da pandemia e, depois de controlá-la, continuar testando durante a reabertura", recomenda o médico brasileiro Jarbas Barbosa, subdiretor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Só a testagem e o rastreamento do vírus permitem identificar as pessoas que precisam ser isoladas para reduzir a velocidade de propagação da covid-19.

Na América Latina, o Chile é o país que faz o maior número de testes por habitante, 60.880 para cada milhão de pessoas, seguido pelo Peru (53.432) e pela Venezuela (49.665), se é possível confiar nas estatísticas da ditadura de Nicolás Maduro. O Brasil está em 19º lugar na região e 111º no mundo em exames.

O Brasil registrou mais 1.111 mortes em 24 horas, recorde para um sábado, e soma 64.365 óbitos. Houve mais 35.035 casos novos notificados hoje, elevando o total de casos confirmados para 1.578.376. É o segundo país em número de casos e de mortes, atrás apenas dos EUA.

No sábado, o Chile superou o Reino Unido para se tornar o sétimo país do mundo em número de casos confirmados, pouco menos de 292 mil. Em mortes, o México é o segundo país da América Latina e quinto do mundo (30.366). O Peru é o terceiro do subcontinente e 10º do mundo (10.412).

Ao todo, o mundo tem 11.386.333 casos confirmados, 533.580 mortes e 6.445.057 pacientes curados. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 8%. A curva de mortes caiu depois do pico em abril, mas a curva de contaminação continua em alta. Uma explicação possível é que o vírus esteja infectando mais jovens, que têm um prognóstico de cura melhor.

Os EUA lideram com 2.935.770 casos confirmados e 132.318 mortes. Durante a semana, 40 dos 50 estados americanos apresentaram aumento do número diário de infecções, que passou de 50 mil. A Califórnia, o Arizona, o Texas e a Flórida registraram metade dos casos novos.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Brasil tem novo recorde de mortes e OPAS adverte para risco de reabrir

Com mil 262 mortes em 24 horas, o Brasil bateu um novo recorde e chegou a um total de 31.309 e mais de 558 mil casos confirmados da pandemia do novo coronavírus no momento em que, sob a pressão da crise econômica, as grandes cidades do país começam a retomar suas atividades. 

Mas os epidemiologistas advertem que aliviar as medidas de isolamento físico enquanto as curvas de infecção e do número de mortes estão subindo vai causar mais contaminação, dor e sofrimento. Houve 28,9 mil casos novos em 24 horas. Talvez seja cedo demais para abrir.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) fez um apelo a governadores e prefeitos não só para que mantenham as medidas de confinamento, mas para que se perguntem: o que podemos fazer melhor? As próximas semanas serão cruciais no Brasil. 

A OPAS alertou para a ameaça que representam as aglomerações do fim de semana em manifestações contra e a favor do governo Jair Bolsonaro.


No mundo inteiro, o total de casos se aproxima de 6 milhões e meio, com mais de 382 mil mortes e 3,01 milhão de pacientes curados. Dos casos encerrados, 11% terminaram em morte, uma redução de um ponto percentual. 

Os Estados Unidos têm 1,881 milhão de casos confirmados e mais de 108 mil mortes. Todos os estados americanos relaxaram as medidas de isolamento social. 

A onda de protestos contra o racismo e a violência social deflagrados pela morte de um homem negro, George Floyd, por um policial branco há oito dias, tomou conta de 75 cidades americanas. Pode causar uma nova onda de contaminação. Pelo menos dez pessoas foram mortas durante os protestos.

O presidente Donald Trump foi muito criticado por mandar a polícia dispersar uma manifestação pacífica diante da Casa Branca para ir a uma igreja tirar uma foto com uma Bíblia na mão. 

Em pesquisa do instituto Ipsos para a agência Reuters, 64 por cento dos entrevistados aprovaram as manifestações antirracistas e 55 por cento reprovaram a reação de Trump. O ex-presidente George Walker Bush declarou que quem se opõe aos manifestantes não entende o que são os EUA.

O Escritório de Orçamento do Congresso, um órgão bipartidário, prevê que serão necessários dez anos para a plena recuperação da economia americana.

Pela primeira vez desde março, a Espanha não teve mortes pelo coronavírus no domingo.
Na França, Paris reabriu cafés, bares e restaurantes. Como a cidade está na zona laranja, onde ainda há problemas, todo o atendimento é na área externa.

De acordo como jornal inglês Financial Times, um dos principais diários econômicos do mundo, o Brasil sofre uma grande fuga de capital. Meu comentário:

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Venezuela vai receber ajuda humanitária de emergência da ONU

Depois de anos de recusa sob o argumento de que justificaria uma intervenção militar na Venezuela, o ditador Nicolás Maduro pediu ajuda humanitária de emergência às Nações Unidas, como este blog antecipou há 12 dias. 

Uma ajuda inicial de US$ 9,2 milhões para saúde e alimentação foi liberada, mas ficará sob o controle de agências internacionais, noticiou hoje o jornal O Estado de São Paulo. É mais um sinal da falência do chavismo e seu "socialismo do século 21".

Até o mês passado, o regime chavista se recusava a admitir que o país está numa situação de "emergência humanitária", com mais de 80% da população vivendo abaixo da linha de pobreza, com renda mensal abaixo de R$ 180. Não permitia a atuação de agências humanitárias na Venezuela

É uma situação catastrófica. A inflação prevista para este ano deve chegar a 1.800.000%. A depressão reduziu o produto interno bruto em 50% nos últimos cinco anos. O desabastecimento é generalizado. Faltam mais de 80% dos produtos normalmente encontrados nos supermercados, especialmente remédios e alimentos.

Sob ameaça desta crise, a pior de uma economia relativamente desenvolvida da história recente, mais de 4 milhões de pessoas fugiram da Venezuela nos últimos quatro anos. A ajuda da ONU visa também a conter esta crise de refugiados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai ficar com a maior parte do dinheiro para aplicar em hospitais, no pagamento dos funcionários do setor e na compra de medicamentos. Com a saída de um em cada três médicos, constatada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), há uma explosão de casos de aids, tuberculose, sarampo e difteria, entre outras doenças.

Com a mortalidade infantil no nível de 40 anos atrás, o Fundo da ONU para a Infância (Unicef) vai receber US$ 2,6 milhões para a "recuperação nutricional de crianças com menos de cinco anos de idade, mulheres grávidas ou que estejam amamentando" e US$ 1,7 milhão serão destinados a outras mulheres a crianças.