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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Ex-editor pega 18 meses por escuta telefônica clandestina

O ex-assessor de imprensa do primeiro-ministro britânico, David Cameron, e ex-editor-chefe do extinto jornal popular News of the World Andy Coulson foi sentenciado hoje a 18 meses de prisão por ter autorizado escuta telefônica clandestina de celebridades em busca de notícias exclusivas.

A diretora da News International, empresa do magnata de mídia australiano naturalizado americano Rupert Murdoch, Rebekah Wade, foi absolvida. Durante o processo, foi revelado que os dois tinham um caso. Um repórter que grampeou telefonemas da família real já havia sido condenado.

Por causa do escândalo chamado de Grampogate pela mídia britânica, News of the World, que era o jornal dominical mais vendido no Reino Unido, com tiragem de 2,8 milhões de exemplares, saiu de circulação em julho de 2011.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Juiz quer fortalecer regulação da imprensa britânica

O modelo de autorregulamentação da imprensa do Reino Unido não funcionou. Deve ser fortalecido por uma lei que oficialize as atividades do órgão regulador, propôs hoje o juiz Brian Leveson depois de presidir a um longo inquérito focado principalmente no uso de escuta telefônica clandestina e ilegal para obter furos de reportagem.

Nos anos 90, depois de uma série de escândalos envolvendo celebridades e sobretudo a família real britânica, os jornais criaram a Comissão de Reclamações contra a Imprensa, formada por editores de jornais e presidida por um juiz superior aposentado. Mas esse modelo não foi capaz de evitar abusos.

Em julho do ano passado, o jornal dominical mais vendido na Inglaterra, News of the World, deixou de circular em meio a um escândalo de escuta telefônica clandestina de celebridadas, da família real e até de vítimas de crimes, o chamado Grampogate, revoltando a população.

Agora, o juiz propõe uma espécie de lei de imprensa, o que sempre foi repudiado pelas empresas do setor. Mas seria apenas sobre o funcionamento do órgão regulador, ou seja, só para ajudar a reparar erros cometidos pela imprensa e não para estabeleceer qualquer controle antes da publicação de notícias.

Para o juiz Leveson, o novo órgão regulador deve ter poder para exigir retratações e impor multas de até 1 milhão de libras, mais de R$ 3 milhões.

O primeiro-ministro conservador David Cameron, que teve assessores envolvidos no Grampogate, aceitou as recomendações do Relatório Leveson, mas manifestou ceticismo quanto à necessidade de uma lei aprovada pelo Parlamento Britânico. Seria a primeira, em mais de 300 anos de liberdade de imprensa na Inglaterra e no Reino Unido.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Executivos de Murdoch são acusados de crimes

LONDRES - O ex-diretor de comunicações do primeiro-ministro David Cameron, Andy Coulson, e a ex-diretora-executiva da empresa News International Rebekah Brooks foram denunciados criminalmente hoje por autorizar a escuta clandestina do telefone celular de Milly Dowler, uma menina sequestrada e assassinada, quando editavam o jornal News of the World, fechado há um ano por causa do escândalo.

Como a polícia detectou movimentação na caixa postal, chegou a acreditar que Milly estivesse viva. A menina tinha apenas 13 anos, o que torna o caso mais revoltante.

É mais um duro golpe no estilo jornalístico do magnata australiano-americano Rupert Murdoch, um arquiconservador, dono da Fox News, que se apresenta nos Estados Unidos como porta-voz do conservadorismo e ignora o escândalo no Reino Unido.

"Esta empresa é contra o crime. Defende a sociedade e as vítimas de crimes", declarou Coulson ao sair do tribunal, pretextando inocência, mas a capacidade de julgamento do primeiro-ministro mais uma vez é colocada em dúvida. Afinal, Cameron contratou Coulson depois que o escândalo veio à tona.

Rebekah Brooks divulgou nota dizendo: "Não sou culpada dessas acusações. Não autorisei

Ao todo, depois de anos de investigações, oito suspeitos ligados foram acusados por pirataria telefônica contra, entre outros, o ex-beatle Paul McCartney e sua ex-mulher Heather Mills, a atriz Sienna Miller, o jogador de futebol Wayne Rooney e o ex-vice-primeiro-ministro John Prescott.

sábado, 21 de julho de 2012

Murdoch deixa direção de jornais britânicos

LONDRES - Depois de ser declarado inapto para presidir uma companhia transnacional, o magnata da mídia Rupert Murdoch, um australiano naturalizado americano, deixou hoje a direção de seus jornais britânicos, abalados pelo Grampogate, o escândalo em que jornalistas fizeram escuta telefônica clandestina de políticos, celebridades, membros da família real e até mesmo de cidadãos comuns.

Em memorando, a empresa News Corporation comunicou que seu fundador não vai mais participar da direção dos jornais The Sun, The Times e The Sunday Times. O tabloide dominical do grupo, News of the World, parou de circular há um ano por causa do escândalo.

Havia muita especulação de que Murdoch poderia vender seus jornais britânicos. No mês passado, ele anunciou a divisão do grupo avaliado em US$ 53 bilhões entre as empresas jornalísticas e as televisões, informa a agência de notícias Reuters.

O escândalo de escuta clandestina abalou seus planos de assumir todo o controle acionário da Sky TV, maior televisão por assinatura do Reino Unido e principal fonte de renda do grupo no país.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Ex-diretora de Murdoch é acusada de obstruir Justiça

A ex-diretora-executiva da companhia jornalística News International no Reino Unido, Rebekah Brooks, foi denunciada criminalmente por obstrução de Justiça para tentar encobrir o escândalo de escuta telefônica clandestina envolvendo repórteres da empresa.

Rebekah, amiga pessoal do primeiro-ministro David Cameron, era editora-chefe do jornal sensacionalista News of the World, fechado no ano passado por causa do escândalo, quando a caixa de mensagens do telefone celular da adolescente Milly Dowler, sequestrada e assassinada, foi invadida. Como o correio de voz estava ativo, a polícia acreditou que a adolescente ainda estivesse viva.

O marido de Rebekan, o treinador de cavalos Charles Brooks, também foi acusado. O casal divulgou nota repudiando a "decisão fraca e injusta", mas o procurador da Coroa acredita que "há provas suficientes para uma expectativa razoável de condenação".

Desde a reabertura do inquérito, em janeiro de 2011, 50 pessoas foram presas. A polícia identificou 829 vítimas em potencial do chamado Grampogate, mas não conseguiu entrar em contato com 231, informa a TV Sky News, que pertence ao mesmo grupo empresarial, controlado pelo magnata australiano naturalizado americano Rupert Murdoch.

Uma comissão parlamentar de inquérito sobre o caso conclui que Murdoch é "inapto" para comandar uma empresa transnacional.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Murdoch é declarado "inapto" para dirigir grande empresa

O bilionário australiano naturalizado americano Rupert Murdoch, um dos maiores magnatas dos meios de comunicação no mundo, foi considerado "inapto" para dirigir uma grande companhia pela comissão do Parlamento Britânico que investiga o escândalo envolvendo a escuta telefônica clandestina de autoridades, celebridades e até cidadãos comuns.

No relatório, os deputados acusam o magnata e seu filho James Murdoch, vice-presidente de operações da empresa News Corporation no Reino Unido, de presidirem uma cultura de "cegueira proposital" em relação às práticas ilegais de seus repórteres e editores na busca obstinada por furos de reportagem.

A acusação deve pesar na decisão do órgão regulamentador das telecomunicações no Reino Unido sobre o controle acionário da TV SkyB, maior empresa do setor de televisão paga no país. Murdoch tem 39% das ações e pediu autorização para chegar a 100%.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Filho de Murdoch sabia dos grampos telefônicos

O empresário James Murdoch, filho do magnata da mídia Rupert Murdoch, mentiu ao Parlamento Britânico quando disse que não sabia que repórteres dos jornais da empresa News International usavam escuta telefônica clandestina para conseguir notícias exclusivas.

Ele respondeu a mensagens de correio eletrônico que descreviam como um "cenário de pesadelo" as consequências legais do Grampogate, o escândalo de escuta telefônica clandestina do News of the World, que era o jornal dominical mais vendido no Reino Unido até para de circular, em julho de 2011.

Em declaração divulgada ontem, James Murdoch alega que recebeu a mensagem no seu Blackberry mas não leu "toda a série de mensagens" acumuladas naquele email, informa o jornal The New York Times.

sábado, 3 de dezembro de 2011

McCartney teve telefone grampeado

Nem o ex-beatle Paul McCartney da fúria dos jornais populares britânicos e de suas ações criminosas para conseguir um furo de reportagem. Ele está convencido de que seu telefone também foi grampeado, como os de outras celebridados políticos e até da família real.

O período mais difícil para McCartney foi durante o divórcio de sua segunda mulher, Heather Mills. Até um plano de tirar férias nas ilhas Bahamas que ele não comentou publicamente foi revelado.

Como a atriz Siena Miller, o ex-beatle estava certo de que alguém do seu círculo de maior intimidade estava contando sua vida privada aos tabloides.

"Agora, tendo a não falar muito no telefone. Se deixo uma mensagem, é sobre um fato público", desabafou Paul.

A investigação sobre espionagem jornalística começou em 2006 e chegou ao Parlamento Britânico. Os jornais mais atingidos foram da News International, do magnata da mídia australiano naturalizado americano Rupert Murdoch, dono de várias públicações e da TV Fox News, que apoia descaradamente o Partido Republicano, nos Estados Unidos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

News of the World perseguiu mais de 90 celebridades

O jornal popular britânico News of the World, fechado em julho de 2011 em meio a um escândalo de escutas telefônicas clandestinas, contratou um detetive para espionar a vida de mais de 90 celebridades, inclusive o príncipe William, o ex-jogador de futebol Gary Linecker, hoje apresentador de televisão, e até os parentes do ator Daniel Radcliffe, que fez o papel de Harry Potter.

Esse novo aspecto dos métodos sórdidos do tabloide para conseguir notícias exclusivas foi revelado pelo próprio detetive Derek Webb. Em entrevista à BBC, ele admitiu ontem ter trabalhado para o jornal dominical de 2003 até seu fechamento, meses atrás.

A revelação complica ainda mais a posição da empresa News International, dona dos jornais The Times, Sunday Times, da maior parte da Sky TV, que domina o mercado britânico de TV paga, e da Fox TV, nos EUA, entre outros negócios do magnata da mídia australiano naturalizado Rupert Murdoch, um dos homens mais ricos do mundo.

Seu filho tinha novo depoimento marcado para amanhã na comissão especial do Parlamento Britânico que investiga o Grampogate.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Repórter condenado acusa News Corp.

O ex-setorista de família real do jornal News of the World Clive Goodman, condenado por grampear telefones de membros da realeza, afirmou em carta de 2007 revelada hoje que a escuta telefônica clandestina era uma prática regular da empresa News Corporation, do magnata australiano naturalizado americano Rupert Murdoch, discutida em reuniões de pauta de seus jornais.

Na época, o editor-chefe do News of the World, era Andy Coulson, ex-chefe da assessoria de imprensa do primeiro-ministro David Cameron. O jornal foi fechado no mês passado, mas o escândalo volta a bater na porta do chefe de governo.

Goodman foi condenado pelas escutas que revelaram que o príncipe William tinha um problema no joelho. Ao ser condenado, assumiu toda a responsabilidade pelo crime. Em 2007, enviou carta pedindo emprego em troca da lealdade à empresa durante o processo.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Murdochs negam saber dos grampos telefônicos

LONDRES - O magnata da mídia Rupert Murdoch, seu filho James Murdoch e a ex-diretora executiva da companhia jornalística News International no Reino Unido Rebekah Brooks negaram hoje ter conhecimento das escutas telefônicas clandestinas ilegais feitas por repórteres de seus jornais.

A culpa seria de "pessoas em quem confiei que agiram errado", disse o bilionário.

Para os analistas, Rupert Murdoch deu o recado, enquanto o filho adotou uma posição defensiva, não dizendo nada substantivo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

News Corp passou anos abafando escândalo

LONDRES - Um grupo de executivos da News Corporation, do magnata da mídia Rupert Murdoch, passaram anos tentando abafar o escândalo de escuta telefônica ilegal, denuncia o jornal The New York Times.

Hoje, o subchefe da Polícia Metropolitana da Grande Londres, comissário John Yates, pediu demissão, seguindo o exemplo de seu ex-chefe, Paul Stephenson.

Nesta terça-feira, Murdoch, seu filho mais moço e aparente sucessor, James Murdoch e a ex-diretora executiva da empresa no Reino Unido, Rebekah Brooks, ex-editora-chefe dos jornais The Sun e News of the World, vão depor na Comissão de Cultura, Mídia e Esportes da Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, que investiga o caso.

domingo, 17 de julho de 2011

Chefe de polícia de Londres pede demissão

LONDRES - O escândalo de escuta telefônica clandestina derrubou hoje o chefe da Polícia Metropolitana da capital do Reino Unido, comissário Paul Stephenson. Entre outras ilegalidades, os jornais da companhia News International, do empresário Rupert Murdoch, subornaram policiais para obter furos de reportagem.

Depois da prisão da ex-diretora executiva da News Corp. Rebekah Wade, ex-editora-chefe dos jornais populares News of the World e The Sun, a queda do chefe da Scotland Yard em Londres é mais uma bomba no escândalo que domina a política britânica.

Ao sair, o comissário Stephenson atacou o primeiro-ministro David Cameron, dizendo que o chefe de governo está "comprometido" por ter levado Andy Coulson, ex-editor-chefe do NoW, para ser seu assessor de imprensa na campanha e diretor de comunicações do governo.

Polícia prende ex-executiva da News International

LONDRES - A polícia britânica prendeu uma ex-executiva da companhia jornalística News International, identificada por jornais como Rebekah Brooks, no escândalo sobre escutas telefônicas clandestinas.

Ex-editora-chefe do News of the World e de The Sun, ela era considerada a mulher mais poderosa da imprensa do Reino Unido. No fim do dia, Rebekah foi libertada sob fiança.

sábado, 16 de julho de 2011

Jornais de Murdoch pedem desculpas

LONDRES - A empresa News International, do empresário Rupert Murdoch, pediu desculpas publicamente em vários jornais de circulação nacional, pelo escândalo de escuta telefônica clandestina.

Enquanto os jornais populares investigavam a vida da família real, de políticos e celebridades que se beneficiam da mídia, a opinião pública achava que eles mereciam.

Quando os repórteres começaram a invadir a vida privada de cidadãos comuns, vítimas de guerras, crimes ou terrorismo, a opinião pública virou contra a News Corp.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Diretora da News Corp pede demissão

LONDRES - O diretora executiva da empresa News Corporation e ex-editora do jornal News of the World quando o escândalo de escutas telefônicas clandestinas começou, Rebekah Brooks, renunciou hoje ao cargo, sob intensa pressão do Parlamento Britânico e da opinião pública.

Rebekah Brooks, ex-editora dos jornais NoW e The Sun, era considerada a mulher mais poderesa da imprensa no Reino Unido. Deve depor na semana que vem na comissão parlamentar que investiga o caso.

terça-feira, 12 de julho de 2011

NoW espionou agentes que o investigavam

LONDRES - As operações de escuta telefônica ilegal e clandestina do jornal popular britânico News of the World incluíram o grampeamento dos telefones de cinco agentes que investigavam o caso quando ele veio à tona, em 2006.

A cada dia, novas revelações devastadoras são apresentadas à comissão parlamentar de inquérito sobre o caso, que envolve a empresa News Corporation, um dos maiores conglomerados de meios de comunicação do mundo, dominado pelo seu dono, o empresário conservador Rupert Murdoch.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Tabloide subornou segurança da família real

LONDRES - Além de invadir a caixa de mensagens do telefone celular de uma adolescente sequestrada e morta, o jornal popular News of the World, que deixou de circular ontem em meio a um escândalo de escutas telefônica clandestinas e ilegais, subornou um segurança da família real britânica para tenter obter números de telefone e assim piratear suas ligações.

Em meio à crise, foi revelado hoje que o então primeiro-ministro Gordon Brown teve o sigilo de suas comunicações violado por The Sunday Times, outro jornal da empresa News International, do magnata da mídia Rupert Murdoch. Brown declarou estar indignado com a revelação.

A oposição trabalhista e o Partido Liberal Democrata, aliado da coalizão governista liderada pelo Partido Conservador, pressionam Murdoch a desistir da compra do total controle acionário da Sky TV, a maior rede de televisão por assinatura do Reino Unido.

Murdoch detém 39% das ações e quer chegar a 100%. Os conservadores são seus aliados.