LONDRES - Depois de ser declarado inapto para presidir uma companhia transnacional, o magnata da mídia Rupert Murdoch, um australiano naturalizado americano, deixou hoje a direção de seus jornais britânicos, abalados pelo Grampogate, o escândalo em que jornalistas fizeram escuta telefônica clandestina de políticos, celebridades, membros da família real e até mesmo de cidadãos comuns.
Em memorando, a empresa News Corporation comunicou que seu fundador não vai mais participar da direção dos jornais The Sun, The Times e The Sunday Times. O tabloide dominical do grupo, News of the World, parou de circular há um ano por causa do escândalo.
Havia muita especulação de que Murdoch poderia vender seus jornais britânicos. No mês passado, ele anunciou a divisão do grupo avaliado em US$ 53 bilhões entre as empresas jornalísticas e as televisões, informa a agência de notícias Reuters.
O escândalo de escuta clandestina abalou seus planos de assumir todo o controle acionário da Sky TV, maior televisão por assinatura do Reino Unido e principal fonte de renda do grupo no país.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 21 de julho de 2012
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Kadafi deposita US$ 4,8 bilhões em Londres
O ditador líbio, coronel Muamar Kadafi, transferiu 3 bilhões de libras, cerca de US$ 4,8 bilhões, para um banco em Londres, revelou o jornal inglês The Times.
Tanto os Estados Unidos quanto a França advertiram os bancos a monitorar transferências de autoridades líbias que possam estar roubando dinheiro público para fugir do país.
Tanto os Estados Unidos quanto a França advertiram os bancos a monitorar transferências de autoridades líbias que possam estar roubando dinheiro público para fugir do país.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Irã já tem condições de fazer a bomba, diz Times
A República Islâmica do Irã já desenvolveu tecnologia nuclear para produzir armas.
Faltaria apenas a autorização final do Supremo Líder Político e Espiritual da Revolução, aiatolá Ali Khamenei, para fabricar uma bomba atômica, processo que duraria pelo menos um ano, afirma hoje o jornal inglês The Times.
Faltaria apenas a autorização final do Supremo Líder Político e Espiritual da Revolução, aiatolá Ali Khamenei, para fabricar uma bomba atômica, processo que duraria pelo menos um ano, afirma hoje o jornal inglês The Times.
sábado, 30 de junho de 2007
Jornalistas fazem greve contra Murdoch
Mais de 200 journalistas de The Wall Street Journal, o segundo diário mais vendido nos Estados Unidos, se declararam em greve anteontem em protesto contra a venda do jornal para a News Corporation, do empresário australiano naturalizado americano Rupert Murdoch, um dos maiores magnatas da mídia globalizada. Na sua opinião, o negócio ameaça a independência editorial do Journal, um jornal conservador, porta-voz do centro financeiro de Nova Iorque.
"A longa tradição de independência de The Wall Street Journal está ameaçada hoje. A integridade editorial depende de um proprietário comprometido com a defesa da independência jornalística", afirmaram os jornalistas em nota divulgada à imprensa.
Nesta semana, a família Bancroft, dona do controle acionário do grupo Dow Jones, que edita o WSJ, anunciou um acordo de princípios com Murdoch para manter a independência editorial de um dos jornais diários econômico-financeiros de maior prestígio no mundo, ao lado do Financial Times, de Londres, e do Nihon Keizai Shimbun, de Tóquio.
Além de ser publicado nos EUA, o Journal tem edições na Ásia e na Europa, The Asian Wall Street Journal e The Wall Street Journal Europe. Emprega 600 pessoas nos EUA e outras 700 no resto do mundo. Murdoch ofereceu US$ 5 bilhões. Houve um contato entre a General Eletric e o Financial Times para estudar uma proposta alternativa, mas essas duas empresas desistiram de disputar o WSJ com o magnata da mídia.
Murdoch é dono da Fox News, claramente alinhada com o conservadorismo, o Partido Republicano e a invasão do Iraque, da produtora de cinema Fox, e do tablóide nova-iorquino New York Post, nos EUA; dos jornais News of the World, The Sun, The Sunday Times e The Times, e da TV por assinatura Sky TV, na Grã-Bretanha; da Star TV, Ásia; além de jornais, editoras e outros negócios no mundo inteiro que lhe deram uma fortuna pessoal estimada em US$ 8 bilhões.
"A longa tradição de independência de The Wall Street Journal está ameaçada hoje. A integridade editorial depende de um proprietário comprometido com a defesa da independência jornalística", afirmaram os jornalistas em nota divulgada à imprensa.
Nesta semana, a família Bancroft, dona do controle acionário do grupo Dow Jones, que edita o WSJ, anunciou um acordo de princípios com Murdoch para manter a independência editorial de um dos jornais diários econômico-financeiros de maior prestígio no mundo, ao lado do Financial Times, de Londres, e do Nihon Keizai Shimbun, de Tóquio.
Além de ser publicado nos EUA, o Journal tem edições na Ásia e na Europa, The Asian Wall Street Journal e The Wall Street Journal Europe. Emprega 600 pessoas nos EUA e outras 700 no resto do mundo. Murdoch ofereceu US$ 5 bilhões. Houve um contato entre a General Eletric e o Financial Times para estudar uma proposta alternativa, mas essas duas empresas desistiram de disputar o WSJ com o magnata da mídia.
Murdoch é dono da Fox News, claramente alinhada com o conservadorismo, o Partido Republicano e a invasão do Iraque, da produtora de cinema Fox, e do tablóide nova-iorquino New York Post, nos EUA; dos jornais News of the World, The Sun, The Sunday Times e The Times, e da TV por assinatura Sky TV, na Grã-Bretanha; da Star TV, Ásia; além de jornais, editoras e outros negócios no mundo inteiro que lhe deram uma fortuna pessoal estimada em US$ 8 bilhões.
terça-feira, 15 de maio de 2007
Gordon Brown recupera prestígio dos trabalhistas
O anúncio da demissão do primeiro-ministro Tony Blair e o lançamento da candidatura do ministro das Finanças, Gordon Brown, para sucedê-lo na chefia do partido e do governo melhorou a posição dos trabalhistas nas pesquisas sobre as próximas eleições gerais, que não precisam ser convocadas até 2010. Em pesquisa divulgada hoje pelo jornal The Times, de Londres, Brown foi considerado melhor primeiro-ministro em potencial do que o líder conservador, David Cameron.
Com quatro pontos percentuais a mais do que no mês passado, os trabalhistas têm hoje 33% contra 37% para os conservadores, ou seja, estão praticamente empatados, levando-se em conta a margem de erro da pesquisa.
Numa escala de 0 a 10, os eleitores entrevistados na pesquisa deram nota 5 para Brown, logo acima de Cameron, com 4,95, mas abaixo de Blair, que ficou em primeiro com 5,22.
Brown deve suceder Blair em 27 de junho, depois de uma eleição interna no Partido Trabalhista. Como o partido tem maioria na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, será automaticamente indicado para ser o novo primeiro-ministro, sem necessidade de realização de eleições gerais.
Seu desafio é conquistar o eleitorado para que o partido retome a liderança nas pesquisas. Neste caso, a tendência de Brown seria convocar eleições antecipadas para 2009, um ano antes do final do mandato dos atuais deputados.
Com quatro pontos percentuais a mais do que no mês passado, os trabalhistas têm hoje 33% contra 37% para os conservadores, ou seja, estão praticamente empatados, levando-se em conta a margem de erro da pesquisa.
Numa escala de 0 a 10, os eleitores entrevistados na pesquisa deram nota 5 para Brown, logo acima de Cameron, com 4,95, mas abaixo de Blair, que ficou em primeiro com 5,22.
Brown deve suceder Blair em 27 de junho, depois de uma eleição interna no Partido Trabalhista. Como o partido tem maioria na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, será automaticamente indicado para ser o novo primeiro-ministro, sem necessidade de realização de eleições gerais.
Seu desafio é conquistar o eleitorado para que o partido retome a liderança nas pesquisas. Neste caso, a tendência de Brown seria convocar eleições antecipadas para 2009, um ano antes do final do mandato dos atuais deputados.
terça-feira, 24 de abril de 2007
China admite impacto do aquecimento global
A China, que vai superar os Estados Unidos neste ano como maior poluidor da atmosfera, admite que o aquecimento da Terra terá um impacto ambiental devastador sobre seu meio ambiente. Mas, para não prejudicar seu extraordinário crescimento econômico, só aceita adotar restrições limitadas a emissões de gases que provocam o efeito estufa, afirma hoje o jornal The Times, de Londres.
Se não mudar de posição, a China vai complicar as negociações para um acordo internacional visando a controlar o aquecimento global que substitua o Protocolo de Quioto, que expira em 2012. O excepcional crescimento chinês tem um custo ambiental altíssimo. Sete das 10 cidades mais poluídas do mundo hoje ficam na China.
O presidente George Walker Bush negou-se a aderir ao protocolo alegando que reduziria a competitividade da economia dos Estados Unidos, especialmente em relação aos países em desenvolvimento que crescem rapidamente. Sem a China e a Índia, os EUA não participarão de um novo acordo para diminuir o impacto da mudança do clima.
Se não mudar de posição, a China vai complicar as negociações para um acordo internacional visando a controlar o aquecimento global que substitua o Protocolo de Quioto, que expira em 2012. O excepcional crescimento chinês tem um custo ambiental altíssimo. Sete das 10 cidades mais poluídas do mundo hoje ficam na China.
O presidente George Walker Bush negou-se a aderir ao protocolo alegando que reduziria a competitividade da economia dos Estados Unidos, especialmente em relação aos países em desenvolvimento que crescem rapidamente. Sem a China e a Índia, os EUA não participarão de um novo acordo para diminuir o impacto da mudança do clima.
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