O bilionário australiano naturalizado americano Rupert Murdoch, um dos maiores magnatas dos meios de comunicação no mundo, foi considerado "inapto" para dirigir uma grande companhia pela comissão do Parlamento Britânico que investiga o escândalo envolvendo a escuta telefônica clandestina de autoridades, celebridades e até cidadãos comuns.
No relatório, os deputados acusam o magnata e seu filho James Murdoch, vice-presidente de operações da empresa News Corporation no Reino Unido, de presidirem uma cultura de "cegueira proposital" em relação às práticas ilegais de seus repórteres e editores na busca obstinada por furos de reportagem.
A acusação deve pesar na decisão do órgão regulamentador das telecomunicações no Reino Unido sobre o controle acionário da TV SkyB, maior empresa do setor de televisão paga no país. Murdoch tem 39% das ações e pediu autorização para chegar a 100%.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 1 de maio de 2012
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Filho de Murdoch sabia dos grampos telefônicos
O empresário James Murdoch, filho do magnata da mídia Rupert Murdoch, mentiu ao Parlamento Britânico quando disse que não sabia que repórteres dos jornais da empresa News International usavam escuta telefônica clandestina para conseguir notícias exclusivas.
Ele respondeu a mensagens de correio eletrônico que descreviam como um "cenário de pesadelo" as consequências legais do Grampogate, o escândalo de escuta telefônica clandestina do News of the World, que era o jornal dominical mais vendido no Reino Unido até para de circular, em julho de 2011.
Em declaração divulgada ontem, James Murdoch alega que recebeu a mensagem no seu Blackberry mas não leu "toda a série de mensagens" acumuladas naquele email, informa o jornal The New York Times.
Ele respondeu a mensagens de correio eletrônico que descreviam como um "cenário de pesadelo" as consequências legais do Grampogate, o escândalo de escuta telefônica clandestina do News of the World, que era o jornal dominical mais vendido no Reino Unido até para de circular, em julho de 2011.
Em declaração divulgada ontem, James Murdoch alega que recebeu a mensagem no seu Blackberry mas não leu "toda a série de mensagens" acumuladas naquele email, informa o jornal The New York Times.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Murdochs negam saber dos grampos telefônicos
LONDRES - O magnata da mídia Rupert Murdoch, seu filho James Murdoch e a ex-diretora executiva da companhia jornalística News International no Reino Unido Rebekah Brooks negaram hoje ter conhecimento das escutas telefônicas clandestinas ilegais feitas por repórteres de seus jornais.
A culpa seria de "pessoas em quem confiei que agiram errado", disse o bilionário.
Para os analistas, Rupert Murdoch deu o recado, enquanto o filho adotou uma posição defensiva, não dizendo nada substantivo.
A culpa seria de "pessoas em quem confiei que agiram errado", disse o bilionário.
Para os analistas, Rupert Murdoch deu o recado, enquanto o filho adotou uma posição defensiva, não dizendo nada substantivo.
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