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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Nigéria e Senegal invadem Gâmbia para depor ditador

Em nome da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental e da União Africana, com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os exércitos da Nigéria e do Senegal invadiram hoje a Gâmbia para depor o ditador Yahya Jammeh e dar posse ao presidento eleito, o empresário Adama Barrow.

O novo presidente tomou posse na embaixada da Gâmbia em Dacar, a capital senegalesa, noticiou a agência Reuters.

Yammeh chegou a reconhecer a derrota na eleição presidencial de 1º de dezembro de 2016. Depois, voltou atrás. Em 18 de janeiro de 2017, o Parlamento prorrogou o mandato de Jammeh. Ele estava no poder desde um golpe de Estado em 1994.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Presidente eleito da Gâmbia foge para o Senegal

O empresário Adama Barrow, eleito presidente da Gâmbia, fugiu para o vizinho Senegal, no Leste da África, noticiou hoje a agência Reuters. Depois de reconhecer a derrota, o atual presidente, Yahya Jammeh, voltou atrás e se nega a deixar o poder, que ocupa desde um golpe militar em 22 de julho de 1994.

Ao virar a mesa, o ditador jogou o país numa crise, diminuindo a expectativa de democratização numa região marcada pelo autoritarismo.

Barrow tem o apoio do Ocidente e da União Africana. Ele deveria tomar posse em 19 de janeiro de 2017. Jammeh recorreu ao Supremo Tribunal alegando fraude eleitoral.

Uma missão de mediadores da África Ocidental liderada pelos presidentes da Nigéria, Muhammadu Buhari, e da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, não conseguiu negociar uma solução. O diálogo dentro da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas, do inglês) também fracassou.

Se o ditador se negar a deixar o cargo, o grupo deve pedir autorização formal à União Africana e às Nações Unidas para intervir militarmente na Gâmbia, revelou na semana passada o enviado especial da onu para a África Ocidental e o Sahel,.

domingo, 20 de setembro de 2015

Junta militar de Burkina Fasso insiste em ficar no poder até eleições

O general Gilbert Diendéré, líder do golpe de Estado de 16 de setembro de 2015 em Burkina Fasso, resiste à pressão internacional para devolver o poder ao presidente interino Michel Kafando, noticiou hoje a rádio e televisão pública britânica BBC. Quer comandar o país até as eleições parlamentares e presidencial de 11 de outubro.

Ontem, o presidente do Benin, Thomas Boni Yayi, um dos mediadores enviados pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas), previu a volta de Kafando.

Mais cedo, hoje, militantes do Congresso pela Democracia e Progresso invadiram o hotel onde se realizam as negociações para manifestar apoio ao golpe e hostilizaram participantes do diálogo. São partidários do ditador Blaise Compaoré, derrubado por uma revolta popular em outubro de 2014 quando tentava aprovar uma reforma constitucional para concorrer a um novo mandado depois de estar no poder há 27 anos.

O líder golpista era chefe da guarda presidencial e um antigo aliado de Compaoré.