Mostrando postagens com marcador Cap. Amadou Sanogo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cap. Amadou Sanogo. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de abril de 2012

Golpistas do Máli devolvem poder aos civis

Diante da pressão internacional e da declaração de independência dos rebeldes tuaregues do Movimento Nacional de Libertação de Azawade, no Norte do país, os golpistas que derrubaram o presidente do Máli, Amadou Touré, concordaram ontem em devolver o poder aos civis.

O capitão Amadou Sanogo, líder do golpe, assinou um documento comprometendo-se a restaurar a "ordem constitucional" diante da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês), a organização regional, liderada pela Nigéria, confirmou agora há pouco o jornal francês Le Monde.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Tuaregues tomam capital do Norte no Máli

Uma semana depois do golpe militar que derrubou o presidente Amadou Touré, acusado de não equipar as Forças Armadas, os rebeldes tuaregues tomaram Kidal, no Nordeste do Máli, perto das fronteiras com a Argélia e o Níger.

"Kidal está sob nosso controle total", declarou à BBC um porta-voz do Movimento Nacional pela Libertação de Azawade, nome da região do Deserto do Saara revindicada pelos tuaregues. Com 40 mil habitantes, conhecida no Máli como a capital do deserto, é a maior cidade conquistada até agora pelos rebeldes.

O líder golpista, capitão Amadou Sanogo, pediu ajuda internacional. Como a Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês) deu um ultimato aos militares malineses, ameaçando fechar as fronteiras, congelar os bens e ativos do país no exterior, e impor um embargo financeiro, a ajuda não virá sem a devolução do poder.

Sede de uma grande base militar, Kidal é uma grande perda para o governo golpista. Desde que tomaram o poder a pretexto de intensificar o combate à revolta tuaregue, os jovens oficiais amotinados estão mais preocupados com a segurança na capital, Bamako, do que no Deserto do Saara.

É difícil imaginar que o golpe resista a um boicote econômico.