Diante da pressão internacional e da declaração de independência dos rebeldes tuaregues do Movimento Nacional de Libertação de Azawade, no Norte do país, os golpistas que derrubaram o presidente do Máli, Amadou Touré, concordaram ontem em devolver o poder aos civis.
O capitão Amadou Sanogo, líder do golpe, assinou um documento comprometendo-se a restaurar a "ordem constitucional" diante da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês), a organização regional, liderada pela Nigéria, confirmou agora há pouco o jornal francês Le Monde.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Cap. Amadou Sanogo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cap. Amadou Sanogo. Mostrar todas as postagens
sábado, 7 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Tuaregues tomam capital do Norte no Máli
Uma semana depois do golpe militar que derrubou o presidente Amadou Touré, acusado de não equipar as Forças Armadas, os rebeldes tuaregues tomaram Kidal, no Nordeste do Máli, perto das fronteiras com a Argélia e o Níger.
"Kidal está sob nosso controle total", declarou à BBC um porta-voz do Movimento Nacional pela Libertação de Azawade, nome da região do Deserto do Saara revindicada pelos tuaregues. Com 40 mil habitantes, conhecida no Máli como a capital do deserto, é a maior cidade conquistada até agora pelos rebeldes.
O líder golpista, capitão Amadou Sanogo, pediu ajuda internacional. Como a Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês) deu um ultimato aos militares malineses, ameaçando fechar as fronteiras, congelar os bens e ativos do país no exterior, e impor um embargo financeiro, a ajuda não virá sem a devolução do poder.
Sede de uma grande base militar, Kidal é uma grande perda para o governo golpista. Desde que tomaram o poder a pretexto de intensificar o combate à revolta tuaregue, os jovens oficiais amotinados estão mais preocupados com a segurança na capital, Bamako, do que no Deserto do Saara.
É difícil imaginar que o golpe resista a um boicote econômico.
"Kidal está sob nosso controle total", declarou à BBC um porta-voz do Movimento Nacional pela Libertação de Azawade, nome da região do Deserto do Saara revindicada pelos tuaregues. Com 40 mil habitantes, conhecida no Máli como a capital do deserto, é a maior cidade conquistada até agora pelos rebeldes.
O líder golpista, capitão Amadou Sanogo, pediu ajuda internacional. Como a Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês) deu um ultimato aos militares malineses, ameaçando fechar as fronteiras, congelar os bens e ativos do país no exterior, e impor um embargo financeiro, a ajuda não virá sem a devolução do poder.
Sede de uma grande base militar, Kidal é uma grande perda para o governo golpista. Desde que tomaram o poder a pretexto de intensificar o combate à revolta tuaregue, os jovens oficiais amotinados estão mais preocupados com a segurança na capital, Bamako, do que no Deserto do Saara.
É difícil imaginar que o golpe resista a um boicote econômico.
Assinar:
Postagens (Atom)