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domingo, 25 de maio de 2014

Rei do chocolate canta vitória na Ucrânia

O bilionário pró-ocidental Petro Porochenko, mais conhecido como o rei do chocolate, declarou-se vencedor da eleição presidencial deste domingo na Ucrânia. A ex-primeira-ministra Yulia Timochenko reconheceu a derrota.

As pesquisas de boca de urna dão 55% a 57% para Porochenko contra 12% a 13% para Timochenko. Apesar da sabotagem organizada pela Rússia, o comparecimento às urnas passou de 60%.

sábado, 29 de março de 2014

Boxeador será candidato a prefeito de Kiev

O ex-campeão de boxe Vitali Klitschko, um dos líderes da revolta popular que derrubou o presidente Viktor Yanukovich, não será candidato à Presidência da Ucrânia na eleição de 25 de maio de 2014. Ele anunciou hoje apoio ao milionário Pedro Porochenko e deve ser candidato a prefeito da capital, Kiev.

Durante reunião da Aliança Democrática Ucraniana, Klitschko defendeu uma candidatura única como única maneira de vencer a eleição presidencial. Porochenko deve disputar o poder com a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, libertada pela revolução depois de ficar dois anos e meio presa por corrupção e abuso de poder.

Ambos são olicargas, nome dado aos altos funcionários que fizeram fortuna logo após o fim da União Soviética.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Yulia Timochenko lança candidatura na Ucrânia

A ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, libertada pela revolução que derrubou o presidente Viktor Yanukovich em fevereiro de 2014, anunciou hoje sua candidatura à Presidência da Ucrânia nas eleições de 25 de maio, convocadas para reconstituir as instituições democráticas do país.

Oligarca que enriqueceu logo após a queda do comunismo e o fim da União Soviética, Timochenko foi uma das líderes da Revolução Laranja. De 22 de novembro de 2004 a 23 de janeiro de 2005, multidões saíram às ruas de Kiev e outras cidades ucranianas para impedir uma fraude eleitoral arquitetada pela Rússia para eleger Yanukovich. Envenenado, o oposicionista Viktor Yuchenko, teve o rosto desfigurado a cada dia publicamente, mas ganhou o "terceiro turno".

No poder, os líderes da Revolução Laranja se dividiram e mantiveram as mesmas práticas corruptas e viciadas, permitindo a vitória de Yahukovic e seus aliados nas eleições parlamentares de 2007 e na eleição presidencial de 2010, quando Timochenko perdeu por pequena margem no segundo turno.

Em 2011, Timochenko foi condenada e presa por corrupção e abuso de poder num processo denunciado como político pela União Europeia. Os líderes europeus boicotaram os jogos na Ucrânia da Copa Europeia de Seleções de 2012, disputada na Polônia e na Ucrânia.

Ela representa o poder corrupto e oligárquico que é a marca das ex-repúblicas da União Soviética, inclusive da Rússia. Mas líderes importantes da revolução como o primeiro-ministro Arseni Yatseniuk são do partido da ex-primeira-ministra populista e carismática, usa uma transa sobre a cabeça no estilo da princesa Lea, da série Guerra nas Estrelas. Está em terceiro lugar nas pesquisas, mas tem grandes chances e um histórico de boas relações com a Rússia.

Afinal, a Rússia continua concentrando forças junto à fronteira da Ucrânia. Isso levou deputados republicanos da Comissão das Forças Armadas do Congresso dos Estados Unidos a escrever uma carta ao presidente Barack Obama advertindo-o de que a probabilidade de uma invasão russa ao resto da Ucrânia aumentou nos últimos dias.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Ucrânia liberta ex-primeira-ministra Timochenko

Por decisão do Parlamento da Ucrânia, a ex-primeira-ministro Yulia Timochenko foi libertada hoje depois de ficar presa durante dois anos e meio.

A Joana d'Arc da Revolução Laranja, em 2004-5, foi eleita primeira-ministra em 2005, mas caiu por causa da divisão dos revolucionários. Ela voltou ao cargo de 2007 e 2010, quando disputou a eleição presidencial com seu inimigo Viktor Yanukovitch e perdeu por pequena margem no segundo turno.

Yanukovitch conseguiu condená-la em 2011 a sete anos de prisão por corrupção e abuso de poder, uma acusação que pode ser feita a qualquer líder político ucraniano, num processo considerado viciado politicamente pela União Europeia. Ontem, o Parlamento anulou os artigos que serviram de base para a condenação.

Ao sair da cadeia depois de dois anos e meio, a Dama de Ferro ucraniana declarou num comício que "os heróis nunca morrem", "a ditadura acabou" e "a Ucrânia se livrou de um câncer". Ela agradeceu à massa concentrada na Praça da Independência, no centro de Kiev, como seus "libertadores".

Em telefonema ao secretário de Estado americano, John Kerry, o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, protestou contra a violência  das ações dos manifestantes antigovernamentais. Na visão do presidente Vladimir Putin a Revolução Laranja e a atual são conspirações do Ocidente para enfraquecer a Rússia.

Yanukovitch rejeita impeachment e fala em golpe

Por unanimidade, 328-0, o Parlamento da Ucrânia aprovou hoje o impeachment do presidente Viktor Yanukovitch, responsabilizando pela violência política e as mortes dos últimos dias em confrontos entre manifestantes e a polícia. A próxima eleição presidencial foi antecipada para 25 de maio de 2014.

Apesar do banho de sangue dos últimos dias nas ruas de Kiev, Yanukovitch negou que pretenda renunciar e chamou as decisões da Rada de "golpe".

Além do impeachment, a Rada alterou a Constituição, nomeou um novo primeiro-ministro, aprovou medidas para libertar a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, inimiga política de Yanukovitch condenada em 2011 a sete anos de prisão por corrupção e abuso de poder.

Em entrevista à televisão, na linha do noticiário da TV estatal russa sobre o conflito, o presidente comparou os acontecimentos recentes à invasão da Ucrânia pela Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

Depois de discutir o assunto com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, e o ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, o chanceler da Polônia, Radoslaw Sikorski, afirmou que o novo primeiro-ministro foi eleito legalmente e que não houve nenhum golpe.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Parlamento da Ucrânia liberta Yulia Timochenko

O Parlamento da Ucrânia (Rada) aprovou a libertação da ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, condenada por corrupção e abuso de poder a sete anos de prisão. Sua libertação depende agora da assinatura do presidente do Parlamento e do presidente Viktor Yanukovitch, seu maior inimigo político.

Na mesma sessão de emergência, 332 dos 283 deputados presentes votaram a favor da destituição do ministro do Interior, Vitali Zakharchenko, responsável pelas forças de segurança que atacaram os manifestantes matando mais de cem pessoas nos últimos dias, e restauraram a Constituição de 2004, reduzindo os poderes do presidente.

A União Europeia sempre considerou o processo contra Timochenko como político e injusto. Por este motivo, nenhum líder europeu foi à Ucrânia durante a realização da Copa da Europa de seleções, disputada em 2012.

A Joana d'Arc da Revolução Laranja é uma líder carismática e populista que usa tranças amarradas sobre a cabeça no estilo da princesa Lea da série Guerra nas Estrelas.

A Revolução Laranja impediu a eleição fraudulenta de Yanukovitch em 2004, Timochenko foi primeira-ministra ucraniana de 24 de janeiro a 8 de setembro de 2005, sob a presidência de Viktor Yuchenko, seu aliado na revolução, e sob Yanukovitch, de 18 de dezembro de 2007 a 4 de março de 2010, quando perdeu a eleição presidencial e foi deposta da chefia de governo. Em 2011, foi condenada a sete anos de cadeia.

Hoje a polícia se retirou da Praça da Libertação, onde os manifestantes permanecem acampados.

domingo, 7 de abril de 2013

Vinte mil protestam contra governo da Ucrânia

Cerca de 20 mil pessoas se concentraram hoje no centro de Kiev para pedir a queda do presidente Viktor Yanukovich. A manifestação foi convocada pelo movimento Levante, Ucrânia!

Yanukovich foi primeiro-ministro ucraniano de 2002 a 2004. Sua vitória na eleição presidencial daquele ano levou a denúncias de fraude e protestos que culminaram na Revolução Laranja. Em nova eleição, venceu o oposicionista Viktor Yuchenko.

Com a divisão dos líderes da Revolução Laranja, Yuchenko e a primeira-ministro Yulia Timochenko, Yanukovich, apoiado pela Rússia e pelo Leste da Ucrânia, venceu as eleições parlamentares e voltou a ser primeiro-ministro de 2006 a 2007. Em  2010, foi eleito presidente derrotando Timochenko no segundo turno.

No poder, Yanukovich abriu vários processos contra Timochenko, que está na prisão cumprindo pena de sete anos por corrupção e abuso de poder, apesar dos protestos da União Europeia, cujos líderes chegaram a boicotar os jogos disputados na Espanha durante a Copa Europeia de seleções de 2010.

Sob pressão, o presidente ucraniano libertou dois ex-assessores de Timochenko, mas não a ex-primeira-ministra.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Justiça da Ucrânia confirma condenação de Timochenko

O Supremo Tribunal de Justiça da Ucrânia confirmou hoje a sentença de sete anos de prisão para a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko por corrupção e abuso de poder.

Seu julgamento foi considerado um processo político e irregular, o que levou vários líderes da União Europeia a boicotar as partidas realizadas na Ucrânia durante a copa europeia de seleções, a Euro 2012.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Julgamento de Timochenko fica para após Euro 2012

A Justiça da Ucrânia adiou hoje para 10 de julho o julgamento da ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, já condenada a sete anos de prisão por corrupção e abuso de poder ao negociar contratos de gás com a Rússia. No novo processo, ela é acusada de sonegação de impostos.

Hoje, a Justiça examina um recurso contra a condenação por abuso de poder, informa a Agência France Presse.

Como os julgamentos são considerados políticos, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e outros líderes europeus ameaçam boicotar a final da Euro 2012, a copa europeia de seleções, que terá final em Kiev, a capital ucraniana, em 1º de julho.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Timochenko é condenada por abuso de poder

A ex-primeira-ministra da Ucrânia Yulia Timochenko foi condenada na madrugada de hoje a sete anos de prisão por abuso de poder que teria cometido ao assinar um contrato de compra de gás da Rússia, em 2009.

O julgamento foi denunciado como um processo político. Timochenko, uma das líderes da Revolução Laranja, em 2004, perdeu a última eleição presidencial para Viktor Yanukovich.

A União Europeia, os Estados Unidos e a Rússia criticaram a decisão do tribunal, afirmando que o julgamento foi político.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Timochenko quer recontagem na Ucrânia

O ex-primeiro-ministro Viktor Yanukovich será declarado oficialmente presidente eleito da Ucrânia neste domingo, 14 de fevereiro de 2010, mas sua posse pode ser adiada.

Mas a primeira-ministra Yulia Timochenko afirma ter provas de fraude com um milhão de votos. Ela promete contestar o resultado assim que for divulgado, amanhã.

Timochenko perdeu o segundo turno no domingo passado por quase 888 mil votos ou 1,5 ponto percentual de diferença.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Eleição mostra divisão da Ucrânia

A contagem final dos votos no segundo turno da eleição presidencial da Ucrânia confirma a vitória do ex-primeiro-ministro Viktor Yanukovic por 3,5 pontos percentuais, mostrando que o país continua dividido.

O Oeste votando mais em Timochenko e o Leste, onde a influência russa é maior, em Yanukovich. A primeira-ministra

Yulia Timochenko não aceitou o resultado e pediu recontagem dos votos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Presidente fica fora do segundo turno na Ucrânia

O ex-primeiro-ministro pró-russo Viktor Yanukovich ficou em primeiro no primeiro turno da eleição presidencial na ex-república soviética da Ucrânia. Mas a primeira-ministra Yulia Timochenko deve ser uma formidável adversária no segundo turno, em 7 de fevereiro de 2010.

Yulia Timochenko conta com o apoio dos eleitores do presidente Viktor Yushenko. O líder da Revolução Laranja foi responsabilizado pela corrupção e pela falta de reformada. Ficou fora do segundo turno.

Com a apuração ainda no início, contados cerca de um quarto dos votos, Yanukovich lidera com 38% dos votos, seguido por Timochenko com 24%. O presidente teria recebido apenas 5% ou 6%.

Em 2004, os dois adversários no segundo turno estavam em lados opostos na Revolução Laranja, que terminou levando Yushenko ao poder depois de uma eleição fraudulenta em que Yanukovich tinha sido declarado vencedor.

Hoje, ambos defendem o fortalecimento das relações com a Rússia, esquecendo um compromisso fundamental da revolução liberal de 2004, a adesão à União Europeia.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

FMI oferece US$ 14 bilhões à Ucrânia

A primeira-ministra Yulia Timochenko afirmou hoje que o Fundo Monetário Internacional (FMI) está pronto para oferecer um empréstimo de emergência para a Ucrânia enfrentar a crise financeira global, desde que o presidente Victor Iuvchenko desista de convocar eleições antecipadas.

Os dois foram aliados na Revolução Laranja, que contestou uma eleição fraudulenta em novembro de 2004. Depois, começaram a divergir e disputar o poder. A última ruptura foi conseqüência da invasão russa à ex-república soviética da Geórgia. Yushenko denunciou energicamente a agressão da Rússia, enquanto a primeira-ministra alegou que provocar Moscou seria contraproducente.