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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Biden volta à OMS e ao Acordo de Paris sobre Mudança do Clima

 Em 17 decretos para desmontar políticas do governo anterior, o presidente Joe Biden levou os Estados Unidos de volta ao Acordo de Paris sobre Mudança do Clima e à Organização Mundial da Saúde (OMS), suspendeu a construção de um gasoduto vindo do Canadá e do muro na fronteira com o México, e renovou a esperança dos "sonhadores", jovens que entraram no país ilegalmente quando era menores de idade. Os 11 milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA terão um caminho para tentar regularizar a situação.

Biden também tornou obrigatório o uso de máscaras em todas as propriedades do governo federal. Seu discurso proclamou a vitória da democracia e a reconciliação nacional. Talvez a marca mais importante da volta à normalidade é que a posse não foi organizada em torno dele. O destaque foi para a democracia e a coalizão multiétnica e multirracial que derrotou o supremacismo branco de Trump.

Além da união nacional, o vírus, a desigualdade social, o racismo e o aquecimento global serão os maiores desafios do governo Biden-Harris. Meu comentário:

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Hungria contraria UE para fazer acordo com a Rússia

O governo direitista da Hungria propôs uma emenda constitucional para permitir que o país construa um gasoduto até a Rússia sem consultar a União Europeia nem outras organizações internacionais. O. mercado comum europeu proíbe negociações unilaterais.

A negociação começou num encontro do primeiro-ministro Viktor Orban com o presidente da companhia estatal russa Gazprom.

Sob pressão das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e a UE em resposta à intervenção militar russa na Ucrânia, a Rússia tenta romper o consenso europeu. O presidente Vladimir Putin quer adiar a qualquer custo o acordo de associação da Ucrânia com a UE.

O Kremlin mantém a pressão para submeter a ex-república soviética da Ucrânia. O corte do fornecimento de gás natural sempre foi uma das principais armas. Talvez a UE tenha de pagar uma dívida ucraniana de US$ 3 bilhões.

No momento, a Rússia tenta impedir a reversão dos fluxos de gás usadas pelos países da UE para manter o suprimento de gás à Ucrânia. Subserviente a seus novos aliados em Moscou, a Hungria suspendeu indefinidamente todo fornecimento de gás natural à Ucrânia em 25 de setembro de 2014. O próximo passo do governo Putin é pressionar a Eslováquia.

segunda-feira, 10 de março de 2014

UE suspende negociação sobre gasoduto

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, anunciou hoje a suspensão das negociações com a Rússia para construção de um gasoduto para exportar gás natural russo para a Europa através do Mar Negro, onde fica a Península da Crimeia, foco do maior conflito entre a Rússia e o Ocidente desde o fim da Guerra Fria.

Em entrevista ao jornal alemão Die Welt, o comissário europeu de energia, Günther Öttinger, declarou que a UE não enfrenta problemas de suprimento de gás. Assim, pode esperar pelo fim da crise na Crimeia para retomar ou não a negociação com a Rússia.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Oposição boliviana ataca gasoduto que serve Brasil

O fornecimento de gás boliviano ao Brasil foi reduzido 3 milhões de metros cúbicos diários ontem, cerca de 10% do total, por causa de um ataque de oposicionistas contra o gasoduto em Villamontes, no departamento de Tarija, responsável por 85% da produção do produto na Bolívia.

Esse ataque ocorreu em meio a uma onda de protestos violentos nos cinco departamentos (o equivalente a estados no Brasil). Eles lutam por autonomia regional em relação ao governo central do presidente Evo Morales, com bloqueio de estradas e ataques a prédios públicos e instalações de petróleo e gás.

A oposição exige o repasse do Imposto Direto sobre Hidrocarbonetos para os departamentos produtores, que Morales está usando para dar pensão a idosos, e rejeita a Constituição, pedra fundamental do projeto socialista do presidente.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou nota lamentando os episódios de violência e desejando que o diálogo político seja prontamente restabelecido na Colômbia. A diplomacia brasileira tenta mediar o conflito, mas a radicalização de ambas as partes e a crescente violência da oposição tornam um acordo cada vez mais difícil.