Um ataque suicida matou pelo menos seis pessoas e feriu outras 20 na cidade de Lahore, no Paquistão, noticiou o jornal paquistanês Dawn. A explosão aconteceu perto de um veículo militar, matando cinco soldados e um civil.
A milícia extremista muçulmana dos Talebã do Paquistão reivindicou a autoria do atentado.
O secretário de Justiça da província do Punjab, a mais populosa e mais desenvolvida do país, Rana Sanaullah, acredita que o alvo foi uma equipe que realizava o censo populacional sob a proteção das forças de segurança. Vários outros veículos foram danificados.
Há menos de dois meses, uma bomba matou pelo menos dez pessoas num bairro rico de Lahore. Em 27 de março de 2016, durante a Semana da Páscoa, a cidade foi alvo de um atentado terrorista que matou 75 pessoas e feriu outras 340.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Lahore. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lahore. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 5 de abril de 2017
domingo, 27 de março de 2016
Atentado suicida em parque mata 72 pessoas no Paquistão
Pelo menos 72 pessoas morreram e outras 300 saíram feridas hoje quando um homem-bomba se detonou num parque de diversões onde crianças brincavam de balanço na cidade de Lahore, no Paquistão, no fim do Domingo de Páscoa. Um grupo dissidente dos Talebã do Paquistão chamado Jamaatul Ahrar assumiu a autoria do atentado.
Os alvos seriam famílias cristãs que festejavam a Páscoa. Os cristãos são apenas 2% da população paquistanesa, de 182 milhões de habitantes.
"Parece que estamos numa guerra", descreveu o porta-voz da polícia local, Haider Ashraf. "Este era um alvo fácil, inocentes, mulheres e crianças foram atingidos."
Lahore, terra natal do primeiro-ministro islamita moderado Nawaz Sharif, é a capital da província do Punjab, a região mais populosa do Paquistão. Vinha sendo poupada dos ataques terroristas.
O Exército do Paquistão estimulou a proliferação de milícias extremistas muçulmanas para usá-las na guerra indireta contra a Índia, inimiga histórica, e também para intervir no vizinho Afeganistão. A milícia dos Talebã (Estudantes), que governou o Afeganistão de 1996 a 2001, foi criada com o apoio do serviço secreto militar paquistanês.
Mesmo depois da morte da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto num atentado terrorista em 27 de dezembro de 2007, quando ela fazia campanha para voltar ao poder, e da tentativa de matar seu marido, o então presidente Assif Ali Zardari, em outro, contra o Hotel Marriott, em 20 de setembro de 2008, o Exército do Paquistão reluta em atacar os jihadistas de frente.
Em 16 de dezembro de 2014, sete terroristas dos Talebã do Paquistão atacaram uma escola frequentada por filhos de militares, matando 141 pessoas, sendo 132 estudantes. Todos os terroristas foram mortos e outros quatro condenados por pertencer ao grupo foram enforcados.
Os alvos seriam famílias cristãs que festejavam a Páscoa. Os cristãos são apenas 2% da população paquistanesa, de 182 milhões de habitantes.
"Parece que estamos numa guerra", descreveu o porta-voz da polícia local, Haider Ashraf. "Este era um alvo fácil, inocentes, mulheres e crianças foram atingidos."
Lahore, terra natal do primeiro-ministro islamita moderado Nawaz Sharif, é a capital da província do Punjab, a região mais populosa do Paquistão. Vinha sendo poupada dos ataques terroristas.
O Exército do Paquistão estimulou a proliferação de milícias extremistas muçulmanas para usá-las na guerra indireta contra a Índia, inimiga histórica, e também para intervir no vizinho Afeganistão. A milícia dos Talebã (Estudantes), que governou o Afeganistão de 1996 a 2001, foi criada com o apoio do serviço secreto militar paquistanês.
Mesmo depois da morte da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto num atentado terrorista em 27 de dezembro de 2007, quando ela fazia campanha para voltar ao poder, e da tentativa de matar seu marido, o então presidente Assif Ali Zardari, em outro, contra o Hotel Marriott, em 20 de setembro de 2008, o Exército do Paquistão reluta em atacar os jihadistas de frente.
Em 16 de dezembro de 2014, sete terroristas dos Talebã do Paquistão atacaram uma escola frequentada por filhos de militares, matando 141 pessoas, sendo 132 estudantes. Todos os terroristas foram mortos e outros quatro condenados por pertencer ao grupo foram enforcados.
Marcadores:
Afeganistão,
Assif ali Zardari,
atentado suicida,
Benazir Bhutto,
Exército,
Índia,
Jamaatul Ahrar,
Lahore,
Nawaz Sharif,
Talebã do Paquistão,
Terrorismo
domingo, 2 de novembro de 2014
Atentado suicida mata 50 no Paquistão perto da fronteira da Índia
Pelo menos 50 pessoas foram mortas e outras 100 saíram feridas de um atentado terrorista suicida atribuído a aliados da milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) em Wagah, perto de Lahore, no Paquistão, a cerca de 500 metros do principal ponto de passagem para a Índia, noticiou a televisão árabe Al Jazira.
O homem-bomba detonou os explosivos durante uma cerimônia de retirada da bandeira nacional paquistanesa do posto de controle próximo à fronteira. Dois guardas morreram por bloquear sua entrada na área central da cerimônia. O impacto da explosão foi sentido a 200 metros de distância.
Três milícias jihadistas reivindicaram a autoria do atentado, inclusive o grupo Jamaat-ur-Ahrar, uma dissidência da Milícia dos Talebã do Paquistão. Em nota no Twitter, ameaçou "continuar realizando ataques como esse no futuro" e acusou os outros grupos que se responsabilizaram pelo ataque de "não terem base para fazer tais alegações".
O homem-bomba detonou os explosivos durante uma cerimônia de retirada da bandeira nacional paquistanesa do posto de controle próximo à fronteira. Dois guardas morreram por bloquear sua entrada na área central da cerimônia. O impacto da explosão foi sentido a 200 metros de distância.
Três milícias jihadistas reivindicaram a autoria do atentado, inclusive o grupo Jamaat-ur-Ahrar, uma dissidência da Milícia dos Talebã do Paquistão. Em nota no Twitter, ameaçou "continuar realizando ataques como esse no futuro" e acusou os outros grupos que se responsabilizaram pelo ataque de "não terem base para fazer tais alegações".
terça-feira, 11 de março de 2008
Explosões matam pelo menos 11 no Paquistão
Dois atentados terroristas suicidas com carros-bomba mataram pelo menos 24 pessoas na cidade de Lahore, no Leste do Paquistão, O principal alvo foi a sede da Polícia Federal paquistanesa na cidade.
As suspeitas recaem sobre extremistas muçulmanos, que já mataram mais de 500 pessoas este ano numa onda de violência política. Os radicais islâmicos estão atacando as forças de segurança do Paquistão sistematicamente desde a invasão da Mesquita Vermelha na capital, Islamabad, que estava ocupada por estudantes, em julho do ano passado, matando pelo menos 173 pessoas.
As suspeitas recaem sobre extremistas muçulmanos, que já mataram mais de 500 pessoas este ano numa onda de violência política. Os radicais islâmicos estão atacando as forças de segurança do Paquistão sistematicamente desde a invasão da Mesquita Vermelha na capital, Islamabad, que estava ocupada por estudantes, em julho do ano passado, matando pelo menos 173 pessoas.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Terrorista suicida mata 25 em Lahore
Um terrorista suicida matou 25 pessoas e feriu outras 58 ao detonar os explosivos que trazia junto ao corpo diante de um tribunal na cidade de Lahore, no Paquistão. Este país vive sob extrema tensão, especialmente desde o assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, em 27 de dezembro de 2007.
O atentado ocorreu no centro comercial da cidade, no momento em que advogados preparavam uma manifestação de protesto contra o ditador Pervez Musharraf.
A morte de Benazir levou o governo a adiar as eleições legislativas de 8 de janeiro para 18 de fevereiro.
Desde outubro, 19 atentados suicidas - inclusive um fracassado contra Benazir que matou 136 pessoas - mataram cerca de 400 pessoas e feriram outras mil no Paquistão.
O atentado ocorreu no centro comercial da cidade, no momento em que advogados preparavam uma manifestação de protesto contra o ditador Pervez Musharraf.
A morte de Benazir levou o governo a adiar as eleições legislativas de 8 de janeiro para 18 de fevereiro.
Desde outubro, 19 atentados suicidas - inclusive um fracassado contra Benazir que matou 136 pessoas - mataram cerca de 400 pessoas e feriram outras mil no Paquistão.
Assinar:
Postagens (Atom)