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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 1º de Junho

PRIMEIRA NOTÍCIA DO HOLOCAUSTO

     Em 1942, o jornal clandestino polonês The Liberty Brigade publica os primeiros relatos sobre o Holocausto, o genocídio cometido pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Milhares de judeus morrem por inalar gás dentro de caminhonetes no campo de concentração nazista de Chelmno, na Polônia.

Mais de 360 mil judeus de 200 comunidades na Polônia são mortos nessas vans. Um mês antes da Conferência de Wannsee, que aprovou a "solução final" para exterminar os judeus da Europa em 20 de janeiro de 1942, as vans e o gás começaram a matar mil judeus por dia em Chelmno.

Cerca de 6 milhões de judeus morrem no Holocausto, 60% da população judaica da Europa, além de 1,5 milhão de ciganos, socialistas, comunistas, anarquistas, resistentes e dissidentes do regime nazista, num total estimado em 11 milhões de pessoas.

TELEJORNALISMO SEM PARAR

    Em 1980, entra no ar nos Estados Unidos a CNN (Cable News Network), o primeiro canal de televisão especializado em jornalismo, uma iniciativa do empresário Ted Turner.

A transmissão é da sede, em Atlanta, na Geórgia. A principal notícia, a tentativa de assassinato do ativista dos direitos civis Vernan Jordan.

É uma revolução. Até então, o noticiário na TV é dominado pelas três grandes redes nacionais, ABC (American Broadcasting Company), CBS (Columbia Broadcasting System) e NBC (National Broadcasting Company), que apresentam um telejornal de meia hora no início da noite.

A CNN chega inicialmente a menos de 2 milhões de casas. Hoje está em 90 milhões de lares americanos e em 370 milhões no mundo, inclusive hotéis. Ganha prestígio com a cobertura ao vivo da Guerra do Golfo de 1991 e se torna obrigatória para jornalistas.

Em 4 de outubro de 1993, assisti ao vivo o bombardeio do presidente Boris Yeltsin contra o Parlamento da Rússia.

GM EM CONCORDATA

    Em 2009, com dívidas de US$ 173 bilhões, a companhia automobilística General Motors (GM), que durante 79 anos foi a maior fabricante de automóveis do mundo, anuncia que está quebrada e pede proteção contra seus credores.

Depois de saneada com o apoio do governo Barack Obama (2009-17), a GM volta ao mercado em 2010 numa das maiores ofertas iniciais de ações da história dos EUA.

A GM é fundada por William Durant em 1908 e se consolida ao produzir carros de várias marcas, Buick, Oldsmobile, Cadillac e caminhões Rapid. 

É pioneira da ignição elétrica, instalada pela primeira vez no Cadillac 1912. Este avanço tecnológico acaba com a manivela, que era usada para dar a partida. 

A empresa expande suas atividades no exterior com a Vaxhall no Reino Unido em 1925 e a Opel na Alemanha em 1929, quando a a GM supera a Ford e se torna a maior fabricante de automóveis nos EUA.

Em 1941, a GM fabrica 44% dos carros vendidos nos EUA. No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), é uma das maiores empresas do mundo e se beneficia do extraordinário crescimento da economia dos EUA no pós-guerra. Nos anos 1950 e 60, mantém uma fatia de de 40% a 45% do mercado norte-americano.

Com a concorrência dos carros japoneses nos anos 1970 e 80, a GM perde mercado e tem grandes perdas. Nos anos 1990, fecha muitas fábricas e demite dezenas de milhares de trabalhadores.

Em 2008, a companhia japonesa Toyota ultrapassa a GM como maior fabricante de automóveis do mundo. Com a reestruturação, a GM é reduzida a quatro divisões: Buick, Cadillac, Chevrolet e GMC.

POLUIÇÃO LUMINOSA

    Em 2002, a República Tcheca é o primeiro país a aprovar uma lei nacional de combate ao excesso de luz, a chamada Lei do Céu Escuro, que entra em vigor neste dia.

Esta lei exige que que a iluminação externa noturna seja mais eficiente e dirigida para baixo para não iluminar o céu. Cidadãos e organizações que a desrespeitem estão sujeitos a multa.

Num país com tradição na astronomia, onde Johannes Kepler e Tycho Brahe trabalharam com patrocínio imperial, os astrônomos reclamam no início do milênio que precisam ir para a Áustria para ter um céu suficientemente escuro para fazer observações.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Macron decreta emergência e impõe toque de recolher em Paris

 No meio de uma segunda onda de contaminação na Europa, com mais de 100 mil contágios por dia na semana passada, a França volta a decretar estado de emergência. Juntas, a Espanha, a França e o Reino Unido tiveram mais casos novos na semana passada do que os Estados Unidos. 

A partir de sábado, por um período de quatro semanas, Paris e outras oito cidades francesas terão toque de recolher noturno das 21h às 6h. A medida poderá ser prorrogada até 1º de dezembro.

No Brasil, foram registradas mais 716 mortes e 26.675 casos novos, elevando o total para 151.776 mortes e quase 5,2 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu mais um pouco para 496.

No mundo inteiro, são de 38,7 milhões de casos confirmados e o total de mortes se aproxima de 1,1 milhão. Meu comentário:

quarta-feira, 31 de julho de 2019

UE e Eurozona cresceram 0,2% no segundo trimestre de 2019

A União Europeia e a Zona do Euro se desaceleraram no segundo trimeste deste ano, com avanço de apenas 0,2%. Nos primeiros três meses do ano, a UE cresceu 0,5% e a Eurozona 0,4%, de acordo com escritório oficial de estatísticas do bloco europeu, EurostatNos últimos 12 meses, a UE teve uma expansão de 1,3% e a Eurozona de 1,1%.

Os dados apontam para uma queda no crescimento causada por problemas internos, como a saída britânica da UE, e externos, como a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, e indicam a necessidade de novas políticas de estímulo, como defende o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi.

A taxa de desemprego em junho ficou em 7,5% na Eurozona e na UE como um todo em 6,3%. O desemprego é menor na República Tcheca (1,9%) e na Alemanha (3,1%) e maior na Grécia (17,6%) e na Espanha (14%).

A inflação na Zona do Euro caiu de 1,3% em junho para 1,1% ao ano em julho, abaixo da meta do BCE, que é de 2% ao ano.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Sociedade civil luta pela democracia liberal na Europa Central e Oriental

A defesa do liberalismo político vem de onde não se esperava: 30 anos depois da queda do Muro de Berlim e do fim do comunismo, uma nova revolução defende a democracia e a liberdade na Europa Central e Oriental. Movimentos da sociedade civil rejeitam a volta do autoritarismo.

Mesmo quando fracassarem, esses grupos se tornarão uma força política que os governos da região terão de levar em conta. Ao mesmo tempo, a emergência de novas forças de oposição vai contribuir para a instabilidade política crescente e o risco político na região.

Na República Tcheca, na Eslováquia, na Romênia e na Albânia, multidões estão saindo às ruas para exigir transparência dos governos, observa a empresa de consultoria e análise estratégica americana Stratfor.

Os resultados ainda são poucos. Os governos, especialmente da Hungria e da Polônia, adotaram discursos e política ultranacionalistas, de extrema direita, atacam a independência do Poder Judiciário e as liberdades públicas. 

A União Europeia advertiu a Hungria, a Polônia e a Romênia a respeitar as liberdades democráticas, a parar de sufocar a mídia crítica aos governos, e a respeitar a independência do Judiciário – e ameaçou tomar medidas punitivas. 

Enquanto a União Europeia se preocupa, a sociedade civil luta para garantir as conquistas das revoluções liberais que abriram a Cortina de Ferro e derrubaram o comunismo em 1989. Será um elemento importante para evitar o aprofundamento do fosso entre as Europas Ocidental e Oriental. Meu comentário:

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Aquecimento correto reduz em 50% lesões de crianças no futebol

Um programa de exercícios de aquecimento desenvolvido especialmente para crianças conseguiu reduzir à metade o número de lesões em jogos de futebol, anunciaram cientistas do esporte da Universidade da Basileia, na Suíça, na revista acadêmica Sports Medicine. Participaram da pesquisa 243 clubes de quatro países europeus, num total de 3,895 crianças.

As lesões de crianças no futebol são diferentes das de jovens e adultos. "Por exemplo, uma criança corre mais risco de quebra de ossos e lesões na parte superior do corpo", observou o Dr. Oliver Faude, da Universidade da Basileia.

O programa inclui sete exercícios a serem feitos em 20 minutos antes do início do treino, com base no acompanhamento de jogadores de 7 a 13 anos da Alemanha, Holanda, República Tcheca e da Suíça.

Quem fez o aquecimento correto teve 48% menos lesões do que quem não faz e o índice de lesões graves caiu em 74%. O estudo foi financiado pela Fifa (Federação Internacional de Futebol Associativo).

domingo, 22 de outubro de 2017

Bilionário populista e antieuropeu vai governar a República Tcheca

O partido populista de centro-direita Ação de Cidadãos Insatisfeitos (ANO) venceu as eleições parlamentares de ontem na República Tcheca com cerca de 30% dos votos. Seu líder, o bilionário Andrej Babis, apelidado de Trump tcheco, será o próximo primeiro-ministro, informou hoje o jornal Latin American Herald Tribune.

Aos 63 anos, o Trump tcheco está sob investigação por uso fraudulento de fundos da União Europeia (UE) no valor de US$ 2 milhões. Mesmo assim, seu partido subiu 11 pontos percentuais em relação às eleições de 2013 para 29,6%. Elegeu 78 dos 200 deputados da Câmara dos Deputados. Terá de fazer alianças para formar um governo de maioria.

Com fortuna feita nos setores alimentício, químico e de meios de comunicação, ele promete dirigir o país como uma empresa e reduzir drasticamente a imigração.

Em segundo lugar, ficou o partido conservador ODS (11,3%, 25 deputados), seguido pelo anarquista Piratas (10,8%, 22 deputados) e pelo estreante, ultranacionalista e antieuropeu SPD (10,6%, 22 deputados), que chegou a aparecer em segundo lugar em pesquisas de boca de urna.

Os dois partidos tradicionais de esquerda sofreram fortes perdas. O Partido Comunista da Boêmia e da Morávia (KSCM) baixou de 15% para 7,8% do eleitorado, enquanto o Partido Social-Democrata Tcheco (CSSD) desabou de 20,4% para 7,3%, caindo de maior partido político tcheco para o sexto lugar. Ambos elegeram 15 deputados cada.

Pela primeira vez, nem o ODS nem o CSSD ganhou. Será o parlamento mais fragmentado desde a independência da República Tcheca, em 1993.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Desemprego na Zona do Euro cai para 10,2%

Com uma aceleração da economia, que dobrou o índice de crescimento no primeiro trimestre para 0,6% e levou a 226 mil contratações, a taxa de desemprego nos 19 países da Zona do Europa baixou em março de 10,4% para 10,2%, revelou hoje o Eurostat, o escritório oficial de estatísticas da União Europeia. 

No bloco europeu como um todo, houve 250 mil contratações em março. O desemprego baixou para 8,8% da população economicamente ativa (15 a 74 anos).

Nos últimos 12 meses, o desemprego diminuiu de 11,2% para 10,2% na Eurozona e de 9,7% para 8,8% na UE como um todo, de 28 países. Neste período, mais de 2 milhões de pessoas conseguiram emprego.

As menores taxas atuais foram registradas na República Tcheca (4,1%), na Alemanha (4,2%) e em Malta (4,7%), e as maiores na Grécia (24,4%), na Espanha (20,4%) e na Croácia (14,9%).

Dos 28 países-membros da UE, 25 tiveram queda no desemprego. Houve aumento na Áustria (de 5,6% a 5,8%), na Letônia (9,8% para 9,9%) e na Finlândia (9,2% para 9,3%). As maiores quedas foram no Chipre (16,2% para 12,1%), na Bulgária (10% para 7,3%) e na Espanha (23% para 20,4%).

Entre os jovens, o desemprego é menor na Alemanha (6,9%), na República Tcheca e em Malta (9,8%). É maior na Grécia (51,9%), na Espanha (45,5%) e na Croácia (39%).

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Desemprego recua para 10,4% na Zona do Euro

O desemprego nos 19 países da Zona do Euro teve uma pequena queda em dezembro de 2015 para 10,4%, o índice mais baixo em mais de quatro anos, desde setembro de 2011, anunciou hoje o Eurostat, o escritório oficial de estatísticas da União Europeia. Em novembro, estava em 10,5%.

Na UE como um todo, a taxa de desemprego ficou estável em 9% em dezembro. Um ano antes, estava em 9,9%. Hoje há 16,75 milhões de desempregados na Eurozona e 21,944 milhões em todo o bloco europeu.

O desemprego é menor na Alemanha e na República Tcheca (4,5%) e no Reino Unido (5,1%), e maior na Grécia (24,5%) e na Espanha (20,8%).

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Europa vai acolher 120 mil refugiados

Apesar dos votos contrários da Eslováquia, Hungria, República Tcheca e Romênia, a União Europeia decidiu hoje acolher 120 mil refugiados em dois anos e distribuí-los entre seus países-membros com base em cotas calculadas de acordo com o tamanho da população.

Como em seu processo de expansão a UE adotou a decisão majoritária em diversas questões, os votos contrários não representam um veto. Os países derrotados são obrigados a aceitar a decisão. Para esses países pobres da Europa Oriental, parece um atentado contra a soberania nacional.

Em Bratislava, o primeiro-ministro Robert Fico desafiou as regras do bloco: "Enquanto eu for primeiro-ministro, as cotas obrigatórias não serão implementadas em território eslovaco."

Depois de uma longa batalha que ameaça o próprio futuro do projeto de integração da Europa, os ministros do Interior dos 28 países-membros resolveram dividir proporcionalmente os refugiados, adotando pela primeira vez uma política comum de asilo político.

A Polônia, que também era contra, acabou se juntando à Alemanha e à França, o eixo central da UE, e votou a favor da proposta.

O problema é que 120 mil é uma parcela muito pequena dos 4 milhões de refugiados que escaparam da Síria para fugir da guerra civil, além de iraquianos, afegãos e paquistaneses fugindo de suas próprias guerras civis.

"O plano de realocação não será suficiente para resolver a crise", advertiu Carlotta Sami, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas. "São apenas 120 mil em dois anos. Considerando que até hoje 480 mil pessoas chegaram de barco neste ano à Europa e que 84% vêm de países capazes de gerar refugiados, não é suficiente. Os países europeus precisam aumentar esse número."

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Grupo de Visegrado rejeita cotas de imigração na UE

Em comunicado conjunto, a Polônia, a Hungria, a República Tcheca e a Eslováquia, países do Grupo de Visegrado, ameaçaram hoje vetar a imposição de cotas de imigração para que os países da União Europeia dividam o ônus de acolher candidatos a asilo político.

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Rico, anunciou que vai convocar um plebiscito se a proposta for levada adiante. A Hungria suspendeu a aplicação da regra de que candidatos a asilo devem ter seus pedidos analisados no primeiro país do bloco a que chegaram.

É justamente esta regra que colocou a maior parte do ônus em países como a Grécia, a Itália e Malta, para onde se dirigem refugiados e imigrantes econômicos que se arriscam em barcos precários no Mar Mediterrâneo para fugir da miséria e da guerra.

Sob pressão de partidos de extrema direita anti-imigrantes, a França e o Reino Unido também manifestaram contrariedade diante da proposta de dividir os migrantes proporcionalmente à população dos países da UE.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

UE e Eurozona saem da recessão

Com crescimento de 0,3%, a União Europeia e a Zona do Euro saíram de sua mais longa recessão no segundo trimestre de 2013. No primeiro trimestre, a UE tinha encolhido 0,1% e a Eurozona, 0,3%.

A retomada do crescimento se deve principalmente às duas maiores economias do bloco. A Alemanha avançou 0,7%, confirmando o bom estado de sua economia, enquanto a França saiu da recessão com crescimento de 0,5%, superando a média das previsões dos analistas, que era de 0,2%.

Com a expansão de 1,1% em Portugal e de 0,7% na República Tcheca, estes dois países também saíram da recessão, caracterizada pela queda do produto interno bruto por dois trimestres consecutivos.

Foi o melhor trimestre para o bloco europeu desde os primeiros três meses de 2011. A UE sai da pior crise econômica de sua história, confirmando a recuperação dos países ricos depois da Grande Recessão de 2008-9 e da crise das dívidas públicas da periferia da Eurozona.

Diante da desaceleração das grandes economias emergentes (Brasil, Índia, China e Rússia), a tendência é que mais capital saia desses países em busca de oportunidades de investimento nos países ricos.

domingo, 16 de junho de 2013

Corrupção e espionagem derrubam primeiro-ministro tcheco

O primeiro-ministro da República Tcheca, Peter Necas, anunciou hoje que vai pedir demissão amanhã em meio a um escândalo de corrupção e espionagem envolvendo sua chefe de gabinete, Jana Nagyova, denunciada criminalmente por subornar parlamentares e mandar o serviço secreto espionar cidadãos.

Pela lei tcheca, todo o governo cai junto com o primeiro-ministro, o que levará a uma disputa política interna na coalizão de governo.

Um dos alvos da espionagem foi a própria mulher do primeiro-ministro, Radka. Os dois estão se divorciando, informa a agência de notícias Reuters.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Austeridade e corrupção derrubam governo na Romênia

A crise das dívidas públicas derruba mais um governo na União Europeia. Os cortes de gastos públicos, o favoritismo e a corrupção tiraram o apoio parlamentar do primeiro-ministro da Romênia, Mihai Razvan Ungureanu.

Alvo de uma moção de desconfiança, o governo recebeu 235 votos contrários, quatro a mais do que necessário. Durou apenas dois meses. Em fevereiro, caíra o primeiro-ministro Emil Boc, no meio de uma onda de protestos contra medidas de ajuste das contas públicas

O presidente Traian Basescu convidou o líder da oposição, Victor Ponta, para formar o novo governo. Diante da ameaça de instabilidade, o presidente declarou que o Tesouro tem recursos suficientes para qualquer eventualidade.

Na República Tcheca, o governo será submetido a um voto de confiança no Parlamento no sábado. A expectativa é que o primeiro-ministro Petr Necas sobreviva.

"Temos de tomar medidas duras agora", declarou Necas ao Parlamento. "Se adiarmos, teremos de tomá-las de todo jeito em condições muito mais dolorosas", argumentou o primeiro-ministro tcheco, citado pela agência de notícias Associated Press.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Hungria e República Tcheca recuam em pacto fiscal

Em mais sinais de problemas no acordo anunciado na semana passada pela União Europeia para combater a crise das dívidas públicas no continente, os primeiros-ministros da Hungria e da República Tcheca advertiram hoje que não estão dispostos a perder a independência de suas políticas de impostos, noticiou agora há pouco a BBC.

Ontem, a Suécia declarou que, como não adota o euro como moeda, não precisa respeitar os limites do pacto fiscal imposto pela Alemanha.

Não é só o Reino Unido que tem problemas para aceitar o acordo, considerado insuficiente pelo mercado.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Obama suspende programa Guerra nas Estrelas

Sob pressão da Rússia e até mesmo de aliados europeus como a Alemanha, o presidente Barack Obama engavetou o programa Guerra nas Estrelas, prometendo substituí-lo por um sistema de defesa antimísseis de última geração.

O projeto, lançado pelo presidente Ronald Reagan 1983, visava a instalar um escudo antimísseis para defender os Estados Unidos e seus aliados. O George W. Bush retomou o projeto, que previa a instalação de uma estação de radar na República Tcheca e um interceptador de mísseis na Polônia.

A URSS e a Rússia sempre foram contra o projeto, temendo que deve uma vantagem estratégica aos EUA, rompendo o equilíbrio do terror nuclear da Guerra Fria.

Hoje a Rússia reagiu friamente, dizendo que haverá algum tipo de defesa antimísseis, o que era proibido por acordos da Guerra Fria (4176). Os EUA querem o apoio da Rússia para pressionar o Irã e na guerra no Afeganistão.

terça-feira, 8 de julho de 2008

EUA e tchecos fazem acordo sobre radar antimísseis

Sob o protesto da Rússia, os Estados Unidos assinaram hoje um acordo com a República Tcheca para instalar neste país um radar do sistema de defesa antimísseis americano conhecido como Guerra nas Estrelas.

O acordo, firmado no Ministério das Relações Exteriores tcheco, em Praga, pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, e o chanceler Karel Schwarzenberger, prevê a construção de um radar nas montanhas de Brdi, em Jince, na região da Boêmia, perto da capital tcheca.

Para justificar a criação de um escudo de defesa antimísseis, Condoleezza Rice citou a crescente ameaça do Irã, que está desenvolvendo capacidade nuclear. Mas como o radar fica na República Tcheca e os EUA queriam colocar interceptadores na Polônia, que ainda faz exigências para participar do programa, parece que a maior ameaça é a Rússia.

Se o escudo fosse prioritariamente contra o Irã, seria instalado na Turquia ou no Sudeste da Europa.

Em Moscou, um analista observou que a rigor não há nada de novo, a não ser a assinatura em si. Ele espera um endurecimento do discurso do governo da Rússia sem maiores conseqüências. O embaixador russo nas Nações Unidas disse que o acordo marca uma mudança de posição estratégica e terá uma resposta à altura.

Na Praça Venceslau, no centro de Praga, milhares de pessoas protestaram contra a adesão do país ao programa Guerra nas Estrelas exigindo a convocação de um plebiscito, que teria o apoio de 76% da população, para decidir se a República Tcheca entra ou não. Um cartaz comparava o presidente americano, George Walker Bush ao ditador nazista Adolf Hitler e ao ditador soviético Leonid Brejnev, que ordenou a invasão da antiga Tcheco-Eslováquia, há 40 anos.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Polônia quer defesa antiaérea americana

A instalação de parte do sistema de defesa antimísseis dos Estados Unidos na Polônia deve ser acompanhada de baterias antiaéreas para defender o espaço aéreo polonês, exigiu hoje o novo ministro da Defesa, Bogdan Klich.

O escudo de defesa antimísseis dos EUA, também conhecido como programa Guerra nas Estrelas 2, prevê a implantação de uma base na Polônia com 10 interceptadores de mísseis.

Como o projeto enfrenta forte oposição da Rússia, que ameaça instalar mísseis na Bielorrússia em retaliação, Klich entende que a Polônia terá de fazer "uma nova tentativa de equilibrar custos e benefícios.

Essa postura reflete a promessa de campanha do novo primeiro-ministro liberal, Donald Tusk, mais europeísta e mais independente em relação aos EUA.

Além dos interceptadores na Polônia, o escudo antimísseis americano prevê a instalação de uma estação de radar na República Tcheca. Em retaliação, a Duma do Estado, Câmara do Parlamento da Rússia, denunciou o Tratado sobre Forças Convencionais na Europa, de 1990, um dos marcos do fim da Guerra Fria.