O Domo de Ferro, o escudo de defesa antimísseis de Israel, abateu hoje um foguete que saiu de rota durante a guerra civil da Síria e invadiu o espaço aéreo israelense na região das Colinas do Golã, ocupadas na Guerra dos Seis Dias, em 1967, noticiou a agência Reuters.
A Síria nunca assinou um acordo de paz com Israel. Financiava e armava grupos rebeldes palestinos, mas a fronteira entre os dois países permaneceu tranquila desde a Guerra do Yom Kippur, em 1973.
Houve vários incidentes nos cinco anos e meio de guerra civil na Síria. Agora, pela primeira vez, o Domo de Ferr foi acionado. As Forças de Defesa de Israel estacionaram várias baterias antiaéreas em várias regiões de fronteiras. Seu maior uso costuma ser contra foguetes disparados por militantes palestinos da Faixa de Gaza.
O sistema de defesa antimísseis israelense só é acionado quando há ameaça a regiões povoadas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 17 de setembro de 2016
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
EUA e aliados condenam teste de mísseis da Coreia do Norte
Os Estados Unidos e seus maiores aliados no Leste da Ásia, o Japão e a Coreia do Sul, condenaram um teste de mísseis realizado hoje pelo regime comunista da Coreia do Norte.
Um dos mísseis balísticos de médio alcance Rodong explodiu logo depois do lançamento, mas outro voou mais de mil quilômetros até cair em águas territoriais do Japão, a 150 quilômetros do território japonês, disseram fontes militares sul-coreanas.
O teste teria sido uma reação ao anúncio pelos EUA e a Coreia do Sul da instalação em território sul-coreano de um sistema de defesa antimísseis também repudiado pela China. O regime stalinista de Pionguiangue ameaça atacar a Coreia do Sul para impedir a instalação do Terminal de Defesa de Área a Grande Altitude.
Em sua chantagem nuclear contra os EUA, a ditadura comunista norte-coreana tenta desenvolver um míssil capaz de realizar um ataque com arma atômica na costa oeste americana.
A China é contra o escudo antiaéreo. Entende que daria uma vantagem estratégica aos americanos numa possível guerra entre os dois países ao abater os mísseis chineses na origem.
Um dos mísseis balísticos de médio alcance Rodong explodiu logo depois do lançamento, mas outro voou mais de mil quilômetros até cair em águas territoriais do Japão, a 150 quilômetros do território japonês, disseram fontes militares sul-coreanas.
O teste teria sido uma reação ao anúncio pelos EUA e a Coreia do Sul da instalação em território sul-coreano de um sistema de defesa antimísseis também repudiado pela China. O regime stalinista de Pionguiangue ameaça atacar a Coreia do Sul para impedir a instalação do Terminal de Defesa de Área a Grande Altitude.
Em sua chantagem nuclear contra os EUA, a ditadura comunista norte-coreana tenta desenvolver um míssil capaz de realizar um ataque com arma atômica na costa oeste americana.
A China é contra o escudo antiaéreo. Entende que daria uma vantagem estratégica aos americanos numa possível guerra entre os dois países ao abater os mísseis chineses na origem.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Presidente da Romênia apoia sistema de defesa antimísseis
O presidente da Romênia, Klaus Iohannis, declarou hoje apoio ao sistema de defesa antimísseis que os Estados Unidos pretendem instalar na Europa, que a Rússia denuncia como uma agressão, noticiou a agência de notícias oficial russa Sputnik, porta-voz do Kremlin para questões internacionais.
Moscou alega que o sistema de defesa antimísseis daria aos EUA a capacidade de lançar um primeiro ataque nuclear em caso de guerra com a Rússia. Um comandante militar russo anunciou em 10 de maio que o país está desenvolvendo mísseis para furar o bloqueio.
Iohannis alegou que o complexo sistema destinado a identificar, rastrear a eliminar mísseis disparados contra a Europa não tem nada a ver com a Rússia, já que os países da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) pretendem manter relações pacíficas com o gigantesco país vizinho.
O objetivo do escudo antimísseis seria evitar ataques de países como o Irã, que estão desenvolvendo tecnologia de mísseis.
Moscou alega que o sistema de defesa antimísseis daria aos EUA a capacidade de lançar um primeiro ataque nuclear em caso de guerra com a Rússia. Um comandante militar russo anunciou em 10 de maio que o país está desenvolvendo mísseis para furar o bloqueio.
Iohannis alegou que o complexo sistema destinado a identificar, rastrear a eliminar mísseis disparados contra a Europa não tem nada a ver com a Rússia, já que os países da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) pretendem manter relações pacíficas com o gigantesco país vizinho.
O objetivo do escudo antimísseis seria evitar ataques de países como o Irã, que estão desenvolvendo tecnologia de mísseis.
quinta-feira, 3 de março de 2016
Conselho de Segurança da ONU impõe sanções à Coreia do Norte
Por unanimidade, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou ontem novas sanções contra o regime comunista da Coreia do Norte por causa dos testes nucleares e de mísseis realizados recentemente.
Todos os 15 países-membros, inclusive a Rússia e a China, votaram a favor da resolução, que autoriza a inspeção de todas cargas que saírem e entrarem de navio na Coreia do Norte e suspende o fornecimento de aviões e de combustível para foguetes.
Na opinião da embaixadora americana na ONU, Samantha Power, são as sanções mais rigorosas aplicadas contra o regime stalinista de Pionguiangue nas últimas duas décadas. Desde o fim da União Soviética e o colapso do comunismo, a Coreia do Norte faz uma chantagem atômica, ameaçando desenvolver armas nucleares para barganhar ajuda de energia e alimentos à sua economia falida.
Para a China, hoje a maior aliada de Pionguiangue, a questão norte-coreana é uma carta na manga para negociar com os Estados Unidos no momento em que o governo americano desafia as pretensões chinesas em disputas territoriais com países vizinhos no Mar do Sul da China.
Depois do último teste de míssil, os EUA voltaram a discutir com a Coreia do Sul a instalação de um sistema de defesa antimísseis. A China é contra por temer que o sistema dê uma vantagem estratégica aos EUA num possível confronto no futuro. Por isso, resolveu aumentar a pressão sobre a aliada Coreia do Norte.
Em resposta à decisão da ONU, a Coreia do Norte disparou mísseis de curto alcance e o ditador Kim Jong Un declarou que o país deve estar pronto para usar armas nucleares.
Todos os 15 países-membros, inclusive a Rússia e a China, votaram a favor da resolução, que autoriza a inspeção de todas cargas que saírem e entrarem de navio na Coreia do Norte e suspende o fornecimento de aviões e de combustível para foguetes.
Na opinião da embaixadora americana na ONU, Samantha Power, são as sanções mais rigorosas aplicadas contra o regime stalinista de Pionguiangue nas últimas duas décadas. Desde o fim da União Soviética e o colapso do comunismo, a Coreia do Norte faz uma chantagem atômica, ameaçando desenvolver armas nucleares para barganhar ajuda de energia e alimentos à sua economia falida.
Para a China, hoje a maior aliada de Pionguiangue, a questão norte-coreana é uma carta na manga para negociar com os Estados Unidos no momento em que o governo americano desafia as pretensões chinesas em disputas territoriais com países vizinhos no Mar do Sul da China.
Depois do último teste de míssil, os EUA voltaram a discutir com a Coreia do Sul a instalação de um sistema de defesa antimísseis. A China é contra por temer que o sistema dê uma vantagem estratégica aos EUA num possível confronto no futuro. Por isso, resolveu aumentar a pressão sobre a aliada Coreia do Norte.
Em resposta à decisão da ONU, a Coreia do Norte disparou mísseis de curto alcance e o ditador Kim Jong Un declarou que o país deve estar pronto para usar armas nucleares.
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quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Obama suspende encontro com Putin
Como se suspeitava desde que a Rússia concedeu asilo a Edward Snowden, que revelou um grande programa de espionagem dos Estados Unidos via Internet, o presidente Barack Obama cancelou o encontro de cúpula que teria com o presidente Vladimir Putin daqui a um mês em Moscou.
Obama vai à reunião de cúpula do Grupo dos 20 (19 países mais ricos do mundo mais a União Europeia) em São Petersburgo, mas desmarcou o encontro com Putin.
Em sua tentativa de restaurar o poder imperial soviético, o homem-forte da Rússia não perde a oportunidade de fustigar os EUA, fomentando uma guerrinha fria. Os dois países estão em lados opostos na guerra civil da Síria, e a percepção no Kremlin é que os EUA perderam força e prestígio com as guerras do governo George W. Bush e a crise econômico-financeira dos últimos anos.
A Rússia também rejeita o plano americano de instalar um escudo de defesa antimísseis para proteger seus aliados europeus. Moscou vê o programa militar espacial Guerra nas Estrelas, lançado em 1983 pelo então presidente Ronald Reagan, como uma tentativa de Washington de atingir uma superioridade tecnológica, embora nenhum sistema antimísseis seja capaz de neutralizar uma chuva de mísseis como os herdados pela Rússia da União Soviética.
Analistas políticos dos EUA acrescentam outras questões, como democracia e direitos humanos, citando a repressão constante às oposições, o assassinato de jornalistas e ativistas críticos da era Putin como Anna Politkovskaya, os processos políticos contra empresários não alinhados ao Kremlin e a perseguição a homossexuais.
Obama vai à reunião de cúpula do Grupo dos 20 (19 países mais ricos do mundo mais a União Europeia) em São Petersburgo, mas desmarcou o encontro com Putin.
Em sua tentativa de restaurar o poder imperial soviético, o homem-forte da Rússia não perde a oportunidade de fustigar os EUA, fomentando uma guerrinha fria. Os dois países estão em lados opostos na guerra civil da Síria, e a percepção no Kremlin é que os EUA perderam força e prestígio com as guerras do governo George W. Bush e a crise econômico-financeira dos últimos anos.
A Rússia também rejeita o plano americano de instalar um escudo de defesa antimísseis para proteger seus aliados europeus. Moscou vê o programa militar espacial Guerra nas Estrelas, lançado em 1983 pelo então presidente Ronald Reagan, como uma tentativa de Washington de atingir uma superioridade tecnológica, embora nenhum sistema antimísseis seja capaz de neutralizar uma chuva de mísseis como os herdados pela Rússia da União Soviética.
Analistas políticos dos EUA acrescentam outras questões, como democracia e direitos humanos, citando a repressão constante às oposições, o assassinato de jornalistas e ativistas críticos da era Putin como Anna Politkovskaya, os processos políticos contra empresários não alinhados ao Kremlin e a perseguição a homossexuais.
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sábado, 20 de novembro de 2010
OTAN aprova escudo antimísseis
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, aprovou ontem a criação de um sistema antimísseis integrado da Europa e dos EUA, e espera obter hoje o apoio da Rússia para o projeto, que visa a deter ataques de mísseis, possivelmente de países que estejam desenvolvendo armas atômicas, como a Coreia do Norte e o Irã.
Durante uma reunião de cúpula realizada em Lisboa, a aliança criada em 1949 para se opor à União Soviética, adotou um novo conceito estratégico para atuar em qualquer lugar do mundo e indicou como principais ameaças do século 21 o terrorismo dos extremistas muçulmanos, a guerra cibernética e a proliferação de mísseis e de armas nucleares.
Também decidiu retirar suas forças do Afeganistão a partir de 2011, concluindo a retirada e a transferência da defesa do país às forças de segurança afegãs.
Pela doutrina original, a OTAN era uma aliança defensiva e um ataque contra um era considerado um ataque contra todos os países-membros. Com o fim da Guerra Fria, a OTAN foi usada para acabar com as guerras que destruíram a antiga Iugoslávia.
Um dia depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, invocando o princípio de que um ataque contra um é um ataque contra todos, os países da OTAN se ofereceram para lutar ao lado dos Estados Unidos na punição dos responsáveis pelo ataque.
Quando o então presidente George W. Bush invadiu o Iraque sem o consentimento das Nações Unidas, em 2003, destruiu o capital político e a simpatia que os EUA tinham angariado como vítimas de uma ação terrorista.
Vários países europeus temem retaliações terroristas por causa de sua presença militar num país muçulmano.
Durante uma reunião de cúpula realizada em Lisboa, a aliança criada em 1949 para se opor à União Soviética, adotou um novo conceito estratégico para atuar em qualquer lugar do mundo e indicou como principais ameaças do século 21 o terrorismo dos extremistas muçulmanos, a guerra cibernética e a proliferação de mísseis e de armas nucleares.
Também decidiu retirar suas forças do Afeganistão a partir de 2011, concluindo a retirada e a transferência da defesa do país às forças de segurança afegãs.
Pela doutrina original, a OTAN era uma aliança defensiva e um ataque contra um era considerado um ataque contra todos os países-membros. Com o fim da Guerra Fria, a OTAN foi usada para acabar com as guerras que destruíram a antiga Iugoslávia.
Um dia depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, invocando o princípio de que um ataque contra um é um ataque contra todos, os países da OTAN se ofereceram para lutar ao lado dos Estados Unidos na punição dos responsáveis pelo ataque.
Quando o então presidente George W. Bush invadiu o Iraque sem o consentimento das Nações Unidas, em 2003, destruiu o capital político e a simpatia que os EUA tinham angariado como vítimas de uma ação terrorista.
Vários países europeus temem retaliações terroristas por causa de sua presença militar num país muçulmano.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Rússia não vai instalar mísseis em Kaliningrado
O primeiro-ministro Vladimir Putin elogiou hoje a decisão dos Estados Unidos de suspender a instalação de um sistema de defesa antimísseis na Europa Oriental, que descreveu como "correta e corajosa". A Rússia desistiu de colocar mísseis em Kaliningrado, um enclave entre a Polônia e a Lituânia.
Putin também agradeceu o fim de restrições para a transferência de tecnologia à Rússia.
A reviravolta na polítca externa americana confirma a intenção do presidente Barack Obama de fazer um "recomeço" nas relações com a Rússia.
Em Bruxelas, o novo secretário-geral da Organização do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar ocidental, o ex-primeiro-ministro conservador dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, pediu o apoio russo para pressionar o Irã a não desenvolver armas nucleares e propôs uma cooperação estratégica com a Rússia para desenvolver tecnologia antimísseis.
Putin também agradeceu o fim de restrições para a transferência de tecnologia à Rússia.
A reviravolta na polítca externa americana confirma a intenção do presidente Barack Obama de fazer um "recomeço" nas relações com a Rússia.
Em Bruxelas, o novo secretário-geral da Organização do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar ocidental, o ex-primeiro-ministro conservador dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, pediu o apoio russo para pressionar o Irã a não desenvolver armas nucleares e propôs uma cooperação estratégica com a Rússia para desenvolver tecnologia antimísseis.
terça-feira, 8 de julho de 2008
EUA e tchecos fazem acordo sobre radar antimísseis
Sob o protesto da Rússia, os Estados Unidos assinaram hoje um acordo com a República Tcheca para instalar neste país um radar do sistema de defesa antimísseis americano conhecido como Guerra nas Estrelas.
O acordo, firmado no Ministério das Relações Exteriores tcheco, em Praga, pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, e o chanceler Karel Schwarzenberger, prevê a construção de um radar nas montanhas de Brdi, em Jince, na região da Boêmia, perto da capital tcheca.
Para justificar a criação de um escudo de defesa antimísseis, Condoleezza Rice citou a crescente ameaça do Irã, que está desenvolvendo capacidade nuclear. Mas como o radar fica na República Tcheca e os EUA queriam colocar interceptadores na Polônia, que ainda faz exigências para participar do programa, parece que a maior ameaça é a Rússia.
Se o escudo fosse prioritariamente contra o Irã, seria instalado na Turquia ou no Sudeste da Europa.
Em Moscou, um analista observou que a rigor não há nada de novo, a não ser a assinatura em si. Ele espera um endurecimento do discurso do governo da Rússia sem maiores conseqüências. O embaixador russo nas Nações Unidas disse que o acordo marca uma mudança de posição estratégica e terá uma resposta à altura.
Na Praça Venceslau, no centro de Praga, milhares de pessoas protestaram contra a adesão do país ao programa Guerra nas Estrelas exigindo a convocação de um plebiscito, que teria o apoio de 76% da população, para decidir se a República Tcheca entra ou não. Um cartaz comparava o presidente americano, George Walker Bush ao ditador nazista Adolf Hitler e ao ditador soviético Leonid Brejnev, que ordenou a invasão da antiga Tcheco-Eslováquia, há 40 anos.
O acordo, firmado no Ministério das Relações Exteriores tcheco, em Praga, pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, e o chanceler Karel Schwarzenberger, prevê a construção de um radar nas montanhas de Brdi, em Jince, na região da Boêmia, perto da capital tcheca.
Para justificar a criação de um escudo de defesa antimísseis, Condoleezza Rice citou a crescente ameaça do Irã, que está desenvolvendo capacidade nuclear. Mas como o radar fica na República Tcheca e os EUA queriam colocar interceptadores na Polônia, que ainda faz exigências para participar do programa, parece que a maior ameaça é a Rússia.
Se o escudo fosse prioritariamente contra o Irã, seria instalado na Turquia ou no Sudeste da Europa.
Em Moscou, um analista observou que a rigor não há nada de novo, a não ser a assinatura em si. Ele espera um endurecimento do discurso do governo da Rússia sem maiores conseqüências. O embaixador russo nas Nações Unidas disse que o acordo marca uma mudança de posição estratégica e terá uma resposta à altura.
Na Praça Venceslau, no centro de Praga, milhares de pessoas protestaram contra a adesão do país ao programa Guerra nas Estrelas exigindo a convocação de um plebiscito, que teria o apoio de 76% da população, para decidir se a República Tcheca entra ou não. Um cartaz comparava o presidente americano, George Walker Bush ao ditador nazista Adolf Hitler e ao ditador soviético Leonid Brejnev, que ordenou a invasão da antiga Tcheco-Eslováquia, há 40 anos.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Polônia quer defesa antiaérea americana
A instalação de parte do sistema de defesa antimísseis dos Estados Unidos na Polônia deve ser acompanhada de baterias antiaéreas para defender o espaço aéreo polonês, exigiu hoje o novo ministro da Defesa, Bogdan Klich.
O escudo de defesa antimísseis dos EUA, também conhecido como programa Guerra nas Estrelas 2, prevê a implantação de uma base na Polônia com 10 interceptadores de mísseis.
Como o projeto enfrenta forte oposição da Rússia, que ameaça instalar mísseis na Bielorrússia em retaliação, Klich entende que a Polônia terá de fazer "uma nova tentativa de equilibrar custos e benefícios.
Essa postura reflete a promessa de campanha do novo primeiro-ministro liberal, Donald Tusk, mais europeísta e mais independente em relação aos EUA.
Além dos interceptadores na Polônia, o escudo antimísseis americano prevê a instalação de uma estação de radar na República Tcheca. Em retaliação, a Duma do Estado, Câmara do Parlamento da Rússia, denunciou o Tratado sobre Forças Convencionais na Europa, de 1990, um dos marcos do fim da Guerra Fria.
O escudo de defesa antimísseis dos EUA, também conhecido como programa Guerra nas Estrelas 2, prevê a implantação de uma base na Polônia com 10 interceptadores de mísseis.
Como o projeto enfrenta forte oposição da Rússia, que ameaça instalar mísseis na Bielorrússia em retaliação, Klich entende que a Polônia terá de fazer "uma nova tentativa de equilibrar custos e benefícios.
Essa postura reflete a promessa de campanha do novo primeiro-ministro liberal, Donald Tusk, mais europeísta e mais independente em relação aos EUA.
Além dos interceptadores na Polônia, o escudo antimísseis americano prevê a instalação de uma estação de radar na República Tcheca. Em retaliação, a Duma do Estado, Câmara do Parlamento da Rússia, denunciou o Tratado sobre Forças Convencionais na Europa, de 1990, um dos marcos do fim da Guerra Fria.
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