Os Estados Unidos e cinco aliados árabes, a Arábia Saudita, o Bahrein, o Catar, os Emirados Árabes Unidos e a Jordânia, estão bombardeando a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Síria, perto da fronteira com a Turquia, de onde mais de 130 mil curdos fugiram nos últimos dias. O ataque vai durar horas.
A Força Aérea e a Marinha dos EUA estão usando caças-bombardeiros, inclusive os F-22, invisíveis aos radares, aviões não tripulados, os drones, e uma torrente de mísseis de cruzeiro Tomahawk disparados de navios.
Um dos principais alvos é a cidade de Raca, a capital de fato do Califado proclamado pelo EIIL em junho nas regiões que ocupa na Síria e no Iraque. Os 20 objetivos principais incluem arsenais, depósitos de suprimentos, centros de treinamento, quartéis e prédios usados para comando e controle.
É o primeiro ataque em território da Síria. Abre uma nova frente de combate num país em guerra civil há três anos e meio, com mais de 193 mil mortos desde então. A delegação síria nas Nações Unidas disse ter sido avisada pelos EUA.
O governo sírio tem uma das melhores defesas antiaéreas do Oriente Médio. Foi advertido pelos EUA a não interferir nas ações contra o EIIL. O presidente Barack Obama ameaçou bombardear a Síria há um ano por causa do uso de armas químicas. Recuou depois de um acordo mediado pela Rússia para eliminar o arsenal químico sírio.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Estado Islâmico derruba avião de guerra sírio
A milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante derrubou um avião da Força Aérea da Síria que bombardeava a cidade de Raca, capital do Califado proclamado pelo grupo, informou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
É o primeiro avião derrubado desde que começaram os ataques aéreos contra os jihadistas, alvo de uma ampla aliança liderada pelos Estados Unidos. A ditadura síria não faz parte da coalizão.
É o primeiro avião derrubado desde que começaram os ataques aéreos contra os jihadistas, alvo de uma ampla aliança liderada pelos Estados Unidos. A ditadura síria não faz parte da coalizão.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Estado Islâmico executou 250 soldados sírios
Depois de tomar uma base aérea na cidade de Raca, a milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante executou pelo menos 250 soldados da Síria, anunciou hoje o grupo terrorista na Internet.
Em Washington, o presidente Barack Obama reúne hoje a tarde o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos para discutir a ofensiva do Estado Islâmico.
Mais de 193 mil pessoas morreram desde 15 de março de 2011 na guerra civil na Síria. Sem uma intervenção das Nações Unidas por veto da China e da Rússia, com o fracasso das tentativas de negociar a paz, grupos extremistas muçulmanos mostraram ser mais capazes militarmente de resistir aos ataques da ditadura de Bachar Assad.
O Estado Islâmico é uma dissidência da rede terrorista Al Caeda que se tornou independente em 2013 e rompeu com Al Caeda em fevereiro de 2014 depois de uma guerra civil entre os dois grupos jihadistas dentro do conflito sírio.
Desde 2004, operava como Estado Islâmico do Iraque, sob o comando de Abu Mussab al-Zarkaui, morto pelos EUA em 2006. Com a guerra civil na Síria, passou a se chamar Estado Islâmico do Iraque e do Levante, sob a liderança de Abu Baker al-Baghdadi.
Em 29 de junho de 2014, Baghdadi proclamou um Califado e se declarou líder de todos os muçulmanos. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos estima que, em agosto, o EIIL tivesse 50 mil homens em armas na Síria e 30 mil no Iraque.
Em Washington, o presidente Barack Obama reúne hoje a tarde o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos para discutir a ofensiva do Estado Islâmico.
Mais de 193 mil pessoas morreram desde 15 de março de 2011 na guerra civil na Síria. Sem uma intervenção das Nações Unidas por veto da China e da Rússia, com o fracasso das tentativas de negociar a paz, grupos extremistas muçulmanos mostraram ser mais capazes militarmente de resistir aos ataques da ditadura de Bachar Assad.
O Estado Islâmico é uma dissidência da rede terrorista Al Caeda que se tornou independente em 2013 e rompeu com Al Caeda em fevereiro de 2014 depois de uma guerra civil entre os dois grupos jihadistas dentro do conflito sírio.
Desde 2004, operava como Estado Islâmico do Iraque, sob o comando de Abu Mussab al-Zarkaui, morto pelos EUA em 2006. Com a guerra civil na Síria, passou a se chamar Estado Islâmico do Iraque e do Levante, sob a liderança de Abu Baker al-Baghdadi.
Em 29 de junho de 2014, Baghdadi proclamou um Califado e se declarou líder de todos os muçulmanos. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos estima que, em agosto, o EIIL tivesse 50 mil homens em armas na Síria e 30 mil no Iraque.
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terça-feira, 5 de março de 2013
Rebeldes tomam primeira capital de província na Síria
Os rebeldes que lutam há quase um ano contra a ditadura de Bachar Assad na Síria conquistaram ontem uma importante vitória ao tomar a cidade de Raca. Em outra frente de luta, 48 soldados sírios que entraram em território do Iraque para fugir do combate e nove guardas de fronteira iraquianos foram mortos, provavelmente por sunitais iraquianos que apoiam a rebelião.
Em Raca, "os rebeldes tomaram quase toda a cidade", anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres, ligado à oposição. "Nas próximas horas, Raca será a primeira capital de província fora do controle do regime", declarou Rami Abdel Rahmani, diretor do OSDH.
A cidade estaria sendo tomada principalmente por extremistas muçulmanos da Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda. Seus aliados iraquianos são acusados pela matança dos soldados sírios que entraram no Iraque.
Raca fica perto da fronteira com a Turquia. É uma cidade de 240 mil habitantes. Desde o início da revolta popular, em 15 de março de 2011, recebeu mais de 800 mil deslocados (refugiados internos). Em todo o país, as Nações Unidas estima que mais de 70 mil pessoas foram mortas.
Em Raca, "os rebeldes tomaram quase toda a cidade", anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres, ligado à oposição. "Nas próximas horas, Raca será a primeira capital de província fora do controle do regime", declarou Rami Abdel Rahmani, diretor do OSDH.
A cidade estaria sendo tomada principalmente por extremistas muçulmanos da Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda. Seus aliados iraquianos são acusados pela matança dos soldados sírios que entraram no Iraque.
Raca fica perto da fronteira com a Turquia. É uma cidade de 240 mil habitantes. Desde o início da revolta popular, em 15 de março de 2011, recebeu mais de 800 mil deslocados (refugiados internos). Em todo o país, as Nações Unidas estima que mais de 70 mil pessoas foram mortas.
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