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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Destruir a Floresta Amazônica empobrece o Brasil e ameaça o agronegócio

A Amazônia arde, o mundo protesta e o governo brasileiro até agora foge de sua responsabilidade, culpando todo o mundo, menos a si mesmo e a seus aliados fazendeiros e madeireiros. Hoje à noite, o governo Jair Bolsonaro anunciou a criação de um gabinete de crise. O presidente alega não ter dinheiro, mas desprezou US$ 300 milhões do Fundo Amazônia. 

A Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do planeta. Cerca de 40% das florestas tropicais da Terra ficam na região. O Brasil tem 60% da Amazônia, cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados, dos quais 4 milhões são cobertos pela floresta. 

Por causa da floresta tropical úmida, o Brasil tem a maior diversidade biológica do mundo. É uma riqueza incalculável porque nem todas as espécies de plantas e animais foram catalogadas. Entre as árvores e bichos da floresta, podem estar escondidas substâncias capazes de curar doenças que hoje são incuráveis, como o câncer e a aids.

O grande valor está em manter a floresta em pé, não em derrubar as árvores para plantar soja e criar gado. Se as grandes potências industriais democráticas querem proteger a Amazônia, deveria incluir o Brasil no Grupo dos Sete (G-7). Meu comentário:

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Metade das espécies de árvores da Amazônia corre risco de extinção

Cerca de 8,7 mil das 15 mil espécies de árvores catalogadas na Amazônia estão ameaçadas de extinção, adverte a Rede da Diversidade das Árvores Amazônicas, da qual faz parte o Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento, com sede em Paris.

No mundo inteiro, a estimativa é que 40 mil espécies de árvores tropicais corram risco de extinção, elevando para 22% o total de espécies vegetais em perigo, alerta uma nova pesquisa feita por 160 cientistas publicada na revista acadêmica Science Advances.

Uma em cada duas espécies de árvores da Amazônia pode desaparecer por causa do desmatamento, adverte o estudo. A ameaça paira sobre 36% a 57% das árvores amazônicas, com consequências desastrosas para a biodiversidade, a economia da região e até o regime de chuvas e a agricultura no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

A expectativa dos cientistas é que um terço da Floresta Amazônica seja destruída até 2050. Desde os anos 1970s, 20% foram desmatados. Algumas espécies serão extintas antes de serem identificadas e estudadas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Metade das árvores da Amazônia corre risco de extinção

Uma em cada duas espécies de árvores da Floresta Amazônica está ameaçada de desaparecer, adverte o consórcio internacional Rede de Diversidade das Árvores da Amazônia, do qual fazem parte 160 cientistas e o Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento, um órgão público da França.

De acordo com diferentes previsões sobre o desmatamento da Amazônia, de 36% a 57% das espécies de árvores da floresta correm perigo, cerca de 8,7 mil das 15 mil espécies registradas num primeiro inventário sobre a vida na Bacia Amazônica, publicado há dois anos. Entre elas, está a imponente castanheira.

Se essa mesma proporção de espécies ameaçadas for projetada para a escala planetária, são cerca de 40 mil espécies de árvores tropicais e 22% das espécies vegetais do planetas ameaçadas.

Os pesquisadores estimam que 20% da Floresta Amazônica foram destruídos desde 1970. Até 2050, a maior floresta tropical do planeta pode perder mais 30%.

A expectativa é que seja possível preservar a Amazônia em parques nacionais e reservas indígenas, mas é uma floresta tropical úmida assentada sobre um solo pobre. Se o desmatamento diminuir a massa de umidade que a floresta produz, talvez não possível sustentar a vida com a mesma exuberância.

Sem umidade abundante, a vegetação rasteira pode secar tornando-se combustível para incêndios florestais.

domingo, 28 de março de 2010

FARC soltam soldado colombiano sequestrado

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) libertaram hoje o soldado Josué Daniel Calvo, resgatado por um helicóptero brasileiro na Floresta Amazônica.

Calvo tem 23 anos e tinha sido sequestrado pela guerrilha em abril do ano passado.

quinta-feira, 23 de março de 2006

Adeus Amazônia?

Mais de 40% da maior floresta tropical do planeta e a metade da Floresta Amazônica brasileira podem desaparecer até 2050, se for mantido o ritmo atual de ocupação do solo. Não basta a criação pelo governo de áreas de preservação ambiental porque, na maioria dos casos, a lei não é cumprida.

 A conclusão é de um estudo de Britaldo Silveira Soares Filho, do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais, e Daniel Nepstad, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia e do Centro de Pesquisas Woode Hole, nos Estados Unidos. Está sendo publicada hoje na mais prestigiada revista de divulgação científica, a britânica Nature.

Nas simulações feitas com um novo modelo computacional, se foram mantidas as atuais políticas públicas e atividades privadas, a floresta brasileira sofrerá uma redução drástica, de 5,4 milhões para 3,2 milhões de quilômetros quadrados. As causas são a expansão da fronteira agrícola, da exploração de madeira e da extração mineral. 

O impacto ambiental de tremenda perda seria catastrófico, sobretudo para o aquecimento da Terra. A quantidade de mata perdida equivaleria a 32 milhões de toneladas de carbono ou quatro anos de emissões do mundo inteiro. 

A alternativa é o que a pesquisa chama de “governança”. Ainda existe grande discussão em torno do conceito, que pode incluir certa ingerência internacional em nome da preservação de um “patrimônio da humanidade”. 

Para Nepstad, é apenas a aplicação de políticas públicas, com respeito da reserva legal pelos agricultores, construção e pavimentação de novas rodovias com critérios ecológicos, e criação de novas unidades de conservação. 

“Simplesmente implentando a lei ambiental seria possível evitar o desmatamento de 1 milhão de km2”, afirma Nepstad em entrevista à Folha de S. Paulo. “Todo o Protocolo de Quioto”, que visa a reduzir a emissão dos gases que provocam o efeito estufa, “prevê a redução de duas toneladas. Cumprindo a lei ambiental, evita a emissão de 17 bilhões. É uma oportunidade gigantesca para o Brasil”. 

O pais poderia usar os serviços ambientais que sua natureza prodigiosa presta como instrumento de barganha em negociações internacionais. Mas para muita gente dentro do governo e na própria Amazônia, a floresta ainda é vista como símbolo de atraso e de subdesenvolvimento. 

Se a sociedade internacional financiar a aplicação de políticas públicas em nome da governança global, certamente haverá ingerência. Isto provocará uma reação nacionalista, uma aliança de setores temerosos da internacionalização da Amazônia, hoje a maior ameaça ao pais na opinião da ala mais nacionalista das Forças Armadas, e das elites locais que se beneficiam com a ocupação da terra, a mineração e a exploração de madeira. 

Em outro estudo, divulgado há quatro anos na revista Science, Nepstad alertava para o risco da queda da umidade relativa do ar na Amazônia. Como a camada fértil do solo é pequena, a floresta se auto-alimenta e se auto-regenera. Se a queda na umidade relativa do ar secar o mato baixo que cresce entre as árvores mais altas e frondosas, há sério risco de grandes queimadas. 

Todo o ecossistema seria afetado. A idéia aqui é que não basta preservar bolsões da Floresta Amazônica. Ela não manteria os níveis de precipitação e umidade relativa, tornando-se impossível preservá-la com sua exuberância atual.