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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Israel bombardeia alvos iranianos na Síria

Depois de ataques de foguetes, Israel fez um grande bombardeio a forças do Irã estacionadas na Síria. Pelo menos 23 pessoas morreram, entre elas 16 soldados iranianos. A Rússia condenou o ataque.

A Força Aérea de Israel atacou na madrugada de hoje alvos sírios e iranianos ligados à Força Quods, o braço da Guarda Revolucionária Iraniana para ações no exterior nas Colinas do Golã e nos arredores de Damasco, a capital da Síria. 

Foi uma resposta a ataques na manhã de ontem, quando quatro foguetes foram abatidos pelo sistema de defesa antimísseis de Israel, o Domo de Ferro. 

“Atacamos um prédio do aeroporto de Damasco usado por iranianos. Há iranianos mortos e feridos”, declarou um alto funcionário do setor de defesa de Israel. Também foram alvejadas instalações militares sírias onde há soldados iranianos. 

O número de mortos e feridos foi estimado pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil na Síria. Imagens da Síria mostram um míssil antiaéreo se espatifando no solo numa área densamente povoada. Meu comentário:

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Conflito em Gaza ameaça deflagar nova guerra no Oriente Médio

A morte de um comandante do grupo terrorista Jihad Islâmica para a Libertação da Palestina, Baha Abu al-Hata, deflagra uma nova onda de foguetes contra o Sul de Israel e aumenta o risco de uma nova guerra na Faixa de Gaza.

Um bombardeio aéreo israelense matou ontem Baha Abu al-Ata em sua em Gaza. Em resposta, os grupos armados palestinos baseados no território dispararam pelo menos 360 foguetes contra o território israelense, ferindo pelo menos 63 pessoas, quase todas levemente. 
Pela primeira vez desde a guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas, na Faixa de Gaza, em 2014, lojas foram fechadas em Telavive, a capital econômica de Israel. A Força Aérea de Israel contra-atacou. 

Nos últimos dois dias, Israel lançou 11 ondas de ataque. Pelo menos 24 palestinos foram mortos. As autoridades israelenses devem restringir temporariamente as viagens, os transportes públicos, as escolas e o comércio na região. 

Amanhã, todas as escolas numa distância de até 40 quilômetros da Faixa de Gaza vão ficar fechadas. Meu comentário:

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Ministro da Defesa de Israel renuncia por "capitulação ao terror"

O ultralinha-dura Avigdor Lieberman, líder do partido ultranacionalista Yisrael Beitenu (Israel Nossa Casa), pediu demissão hoje do cargo de ministro da Defesa de Israel, noticiou a imprensa israelense. 

Lieberman afirmou que a resposta "drasticamente inadequada" aos ataques de mais de 460 foguetes disparados da Faixa de Gaza por facções extremistas palestinas é uma "capitulação ao terror" e pediu a convocação de eleições antecipadas.

Lieberman protestou contra a trégua negociada pelo Egito: "O que aconteceu ontem, junto com o acordo com o Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), é uma capitulação ao poder", denunciou, em entrevista coletiva na Knesset, o Parlamento de Israel.

"Estamos pagando um preço alto sem um plano de longo prazo para reduzir a violência contra nós", argumentou Lieberman. Num ataque direto ao primeiro-ministro linha-dura, ele declarou que "discorda fundamentalmente" de uma série de medidas, inclusive a permissão de que o emirado do Catar dê uma ajuda de US$ 15 milhões a Gaza.

Com a saída do Yisrael Beitenu, o governo liderado pelo partido Likud tem agora uma maioria mínima de 61 dos 120 deputados da Knesset. As próximas eleições devem ser realizadas dentro de 12 meses. Netanyahu não pensa em antecipá-las e deve acumular a chefia do governo com o Ministério da Defesa.

Outro partido linha-dura, Beit Yehudi (Lar Judaico), quer reivindicar o cargo para seu líder, Naftali Bennett, atual ministro da Educação. Lieberman e Bennett são rivais. Disputam o mesmo segmento do eleitorado. Nas últimas semanas, Bennett acusou Lieberman de ser frouxo na resposta ao Hamas.

Durante homenagem ao fundador e primeiro primeiro-ministro de Israel, David Ben Gurion, Netanyahu defendeu a decisão de aceitar a trégua negociada pelo Egito: "Em momentos de emergência, o público nem sempre pode saber de considerações que devem ser escondidas do inmigo. Nossos inimigos imploraram por um cessar-fogo e sabem bem por quê."

O Hamas festejou o cessar-fogo como uma vitória. Pelo menos 18 palestinos, inclusive um comandante do Hamas, e um soldado israelense morreram no confronto, o pior desde a última guerra na Faixa de Gaza, em 2014.

Bennett, Lieberman, o ministro da Justiça, Ayelet Shaked, e o ministro do Meio Ambiente, Zeev Elkin, queriam uma nova guerra. Foram derrotados ontem numa votação interna durante uma reunião de sete horas do gabinete israelense.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Egito negocia cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza

O Egito negociou uma trégua entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) depois da maior batalha entre foguetes disparados da Faixa de Gaza e contra-ataques da Força Aérea israelense desde a guerra de 2014, noticiou o jornal libanês The Daily Star.

A trégua restaura o cessar-fogo acertado em 2014 e leva a calma a uma fronteira tensa, onde pelo menos 116 palestinos foram mortos ao atacar a cerca erguida por Israel nas Marchas do Retorno, realizadas todas as sextas-feiras desde 30 de março. Os dois lados recuaram para evitar um conflito capaz de degenerar em guerra aberta.

Em Jerusalém, o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu voltou a advertir o Hamas a não desafiar Israel.

As manifestações protestam contra a expulsão de centenas de milhares de palestinos de suas casas e terras quando da criação do Estado de Israel, há 70 anos, e reivindicam o direito de retorno, que numa negociação de paz poderia ser resolvido com compensações financeiras.

Como o Hamas organiza os protestos, Israel vê uma manobra para lhe negar a legitimidade e o direito de existir. Os soldados israelenses reagiram a bala às tentativas de atacar a cerca na fronteira com Gaza.

Força Aérea de Israel faz 30 ataques retaliatórios na Faixa de Gaza

No momento de maior hostilidade desde a guerra de 2014, a Força Aérea de Israel bombardeou ontem 30 alvos do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e da milícia Jihad Islâmica para a Libertação da Palestina, depois do disparo de barragens de foguetes da Faixa de Gaza contra o território israelense. O ataque destruiu um túnel clandestino construído para invadir Israel.

A primeira barragem, com 28 morteiros, jogou uma bomba no quintal de um jardim de infância de uma localidade israelense próxima à fronteira com Gaza. Os ataques continuaram durante o dia, com os alarmes antiaéreos de Israel soando dezenas de vezes ao longo do dia. Cinco israelenses foram feridos.

Pouco antes da meia-noite pela hora local (18h em Brasília), jornalistas árabes anunciaram um acordo entre Israel, o Hamas e a Jihad Islâmica para restaurar o cessar-fogo acertado no fim da guerra de 2014, quando 73 israelenses e mais de 2,2 mil palestinos foram mortos.

Os Estados Unidos pediram a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para "discutir os últimos ataques do Hamas e outros grupos militantes contra Israel a partir da Faixa de Gaza".

sábado, 1 de agosto de 2015

Dois foguetes são disparados da Faixa de Gaza contra Israel

Dois foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra Israel na noite deste sábado. Um explodiu em território israelense, aparentemente sem ferir ninguém, noticiou o jornal israelense Haaretz.

As Forças de Defesa de Israel temem uma escala da violência depois do ataque terrorista atribuídos a colonos israelenses que teriam tocado fogo numa casa matando um menino palestino de um ano e meio.

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, ligada ao partido Fatah (Luta) ameaçaram revidar. As autoridades israelenses acreditam que a Autoridade Nacional Palestina esteja tentando conter a revolta.

Desde 16 de julho, nenhum foguete saíra de Gaza contra Israel. No ano passado, o sequestro e morte de três adolescentes israelenses na Cisjordânia, a repressão israelense e a resposta do Hamas com foguetes levaram a uma guerra em julho e agosto do ano passado em que mais de 1,1 mil palestinos e 70 israelenses morreram.

Como o Hamas controla a Faixa de Gaza, Israel responsabiliza o grupo islamita por qualquer ataque partido desse território palestino isolado e cercado por militares israelenses.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Estado Islâmico ameaça Israel com novos ataques de foguetes

Um grupo islamita radical que jurou lealdade à milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante que lançou três foguetes ontem da Faixa de Gaza contra o Sul de Israel ameaçou hoje realizar novos ataques, informou o sítio de notícias Al Bawaba

Em nota, o grupo jihadista descreveu o bombardeio como uma retaliação pela morte de um líder salafista morto pela polícia do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) ao resistir à prisão e tentar se matar num atentado terrorista suicida.

Israel respondeu bombardeando alvos do Hamas em Gaza na madrugada de hoje. O ministro da Defesa, Moshe Yaalon, declarou que o governo israelense considera o Hamas responsável pelos ataques porque controla o território palestino.

domingo, 3 de agosto de 2014

Israel inicia retirada da Faixa de Gaza

Antes mesmo de anunciar que não participaria das negociações de cessar-fogo no Cairo, acusando o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) de violar as tréguas anteriores, o Exército de Israel começou a se retirar da Faixa de Gaza. Ainda realiza operações militares em algumas áreas, mas a maioria das tropas que participaram da ofensiva terrestre nos últimos 18 dias já deixou o território.

Hoje mais uma escola usada como abrigo foi atingida por Israel, matando pelo menos dez palestinos. Ao todo, foram 71 palestinos mortos neste domingo. Em nota do Departamento de Estado, os Estados Unidos acusaram Israel de não tomar as precauções necessárias para evitar mortes de civis. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, descreveu o ataque como "um crime" e fez um apelo ao "fim dessa loucura".

Pelo menos 80 foguetes palestinos foram disparados hoje contra Israel. Se os ataques de foguetes e morteiros palestinos não pararem, Israel ameaça intensificar os bombardeios aéreos enquanto retira as forças terrestres. A retirada não significa o fim do conflito.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justificou a invasão sob o argumento da "desmilitarização" de Gaza, com a destruição das bases de lançamento de foguetes e de túneis usados para invadir Israel. Ele declarou que a operação militar continua, mas o governo já teria se decidido por uma retirada unilateral.

As tropas israelenses saíram de Beit Lahiya, no Norte da Faixa de Gaza; e de Khan Younis, no Centro do território. Estão concentradas do outro lado da fronteira para voltar a entrar em ação, se necessário. Também foi criado um perímetro de segurança dentro do território para evitar ataques de militantes palestinos durante a retirada.

Hoje as ações militares prosseguiam em Beit Hanoun, no Norte da Faixa de Gaza; e Rafá, no Sul, junto à fronteira com o Egito, onde os soldados de Israel estariam destruindo mais um túnel. Estima-se que o Hamas tenho gasto US$ 90 milhões no território miserável para construir os túneis.

Mais de 1,8 mil palestinos morreram e outros 9 mil foram feridos até agora na Operação Margem Protetora. Cerca de 80% dos mortos eram civis e 20% crianças. Mais de 10 mil casas, sete escolas e a única usina geradora de energia elétrica da Faixa de Gaza foram destruídas.

Do lado israelense, foram mortos quatro civis e 64 soldados, mais do que nas operações militares anteriores contra o Hamas, em 2008-9 e em 2012. As principais cidades israelenses vivem sob o medo dos foguetes palestinos, sempre atentas às sirenes para correr para os abrigos antiaéreos.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Empresas aéreas suspendem voos para Telavive

A Agência Federal de Avião dos Estados Unidos proibiu hoje por 24 horas o voo de empresas americanas de e para o aeroporto internacional Ben Gurion, em Israel.Várias companhias americanas, entre elas a American, a Delta e a United Airlines, haviam suspendido os voos para Telavive, a maior cidade de Israel, por causa de ataques de foguetes palestinos que caíram perto do aeroporto internacional Ben Gurion.

Há pouco, a companhia aérea alemã Lufthansa cancelou seus voos para lá e de lá por 36 horas, o que aumenta a pressão sobre as grandes empresas europeias para fazerem o mesmo.

O ministro dos Transportes de Israel, Yisrael Katz, afirmou que o aeroporto Ben Gurion é seguro e as companhias aéreas devem retomar suas atividades normais.

Em duas semanas de conflito armado entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), pelo menos 605 palestinos e 29 israelenses foram mortos. As Nações Unidas, os EUA, o Egito, a Turquia e o Catar tentam negociar um cessar-fogo.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Israel aprova proposta de trégua do Egito

Depois de seis dias de bombardeios ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza, o governo de Israel aprovou hoje uma proposta de cessar-fogo feita pelo regime militar do Egito. Horas antes, em entrevista à televisão americana CNN, um porta-voz do Hamas considerou o plano egípcio "quase uma piada".

O governo linha-dura israelense exige um desarmamento parcial do Hamas na Faixa de Gaza para impedir os ataques de foguetes do grupo contra Israel. No conflito anterior entre Israel e o Hamas, em 2012, a trégua também foi mediada pelo Egito, na época governado por Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, aliada do grupo islamita palestino.

Desde o golpe contra Mursi, em 3 de julho de 2013, o Egito tem um governo hostil ao Hamas, que fechou 95% dos túneis ligando o país a Gaza por onde passam contrabando, armas e suprimentos para burlar o bloqueio israelense ao território.

Para ganhar algo com o conflito, o Hamas exige o fim do bloqueio a Gaza e a libertação de prisioneiros. A proposta egípcia faz uma referência vaga à reabertura das passagens na fronteira. O Hamas quer garantias.

Israel pode usar a rejeição da proposta do Egito para ampliar a Operação Margem Protetora, mas não pode destruir os foguetes do Hamas e de seus aliados Jihad Islâmica para a Libertação da Palestina e da Frente Popular para a Libertação da Palestina baseados em Gaza com bombardeios. Seria necessária uma invasão terrestre ao território, onde a grande densidade populacional aumenta o risco de matar e ferir civis inocentes.

Ao mesmo tempo, o Egito não consegue impedir o fluxo de mísseis de médio alcance em Gaza e o serviço secreto de Israel tem sido incapaz de detectá-lo.

Como nenhum dos lados tem interesse numa guerra prolongada, uma trégua deve ser acertada nos próximos dias. É improvável que Israel consiga a remoção dos foguetes do Hamas e que o movimento palestino obtenha o fim do bloqueio a Gaza.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Israel reage a ataques de foguetes do Líbano

O Exército de Israel atacou posições no Sul do Líbano depois que pelo menos quatro foguetes foram disparados hoje contra seu território. A televisão libanesa admitiu que foram descobertos lançadores de foguetes nos campos de refugiados de Al-Hosh e Al-Rachidia.