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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 27 de Maio

FUNDAÇÃO DE SÃO PETERSBURGO

    Em 1703, o czar Pedro I, o Grande, da Rússia, funda a cidade de São Petersburgo, berço das revoluções de 1917, quando é a capital do país.

Pedro, o Grande, ascende ao trono em 1696, depois de trabalhar num estaleiro em Amsterdã para aprender as técnicas de fabricação da indústria naval. Seu sonho é modernizar a ocidentalizar a Rússia com reformas militares, políticas, econômicas e culturais.

O czar lidera a Rússia em guerras contra o Império Otomano, a Pérsia e a Suécia. A vitória sobre a Suécia na Grande Guerra do Norte (1700-21) dá acesso ao Mar Báltico. Ele funda São Petersburgo como uma saída para o Ocidente e obriga a aristocracia russa a contratar arquitetos da Europa Ocidental para criar uma Veneza do Norte.

Pedro, o Grande, abandona o título de czar em 1721 e passa a ser chamado de imperador. Quatro anos depois, morre, depois da expandir o Império Russo e transformar o país numa potência europeia. É sucedido pela mulher, Catarina I, que não é Catarina, a Grande, que reina de 1762 a 1796 como Catarina II e amplia ainda mais o império.

É um dos ídolos do ditador Vladimir Putin. A grande diferença é que Pedro, o Grande, sonha em europeizar a Rússia para que o país atinja o nível de desenvolvimento da França, da Holanda e do Reino Unido. Putin segue a corrente dos eslavófilos, que acreditam num excepcionalismo russo.

Na sua visão, a Rússia é um país diferente, uma potência eurasiana destinada a dominar o megacontinente por força de seu tamanho.

JAPÃO DESTRÓI FROTA RUSSA

    Em 1905, durante a Guerra do Pacífico (1904-5), a Marinha do Japão praticamente destrói a Frota do Extremo Oriente da Rússia na Batalha do Estreito de Tsuxima.

Só 10 dos 45 navios russos escapam. A derrota convence a Rússia a desistir da guerra iniciada em 8 de fevereiro de 1904. 

Depois da recusa da Rússia de dividir a Manchúria e a Coreia em zonas de influência, o Japão faz um ataque de surpresa contra a base naval russa de Port Arthur, na China, em 8 e 9 de janeiro de 1904. É a primeira grande batalha do século 20. 

Em janeiro de 1905, o Japão toma a base de Port Arthur. O czar Nicolau II acredita que a Rússia pode recuperar a posição, mas a derrota na Batalha de Tsuxima mina as esperanças.

Mais uma série de derrotas leva a Rússia a aceitar o acordo de paz mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt. A Guerra do Pacífico marca a primeira derrota de uma potência europeia na era moderna para um país não branco e causa a Revolução Russa de 1905, precursora das revoluções de 1917.

PONTE GOLDEN GATE

    Em 1937, depois de cinco anos de construção, é aberta a Golden Gate Bridge, ligando São Francisco ao Condado de Marin, na Califórnia.

É a maior ponte pênsil do mundo na época. A inauguração é um dia para os pedestres. Cerca de 200 mil pessoas percorrem os 1.260 metros da ponte, que fica na entrada da Baía de São Francisco. Os carros começam a circular no dia seguinte.

SS ATACA RETIRADA DE DUNQUERQUE

    Em 1940, tropas da SS, a força paramilitar do Partido Nazista, massacram soldados britânicos durante a Retirada de Dunquerque.

Quando a Alemanha invade a França, em maio de 1940, no início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Força Expedicionária britânica, que luta ao lado dos franceses, bate em retirada.

Depois de sustentar o combate enquanto tem munição, 99 soldados do Regimento Real de Norfolk se refugiam numa casa de campo a 80 quilômetros do porto de Dunquerque. Cercados, os ingleses se rendem, mas são atacados pelo fogo de metralhadoras. 

Os sobreviventes são levados para um campo aberto e metralhados. Quem não morre é atacado com pistolas e baionetas. Dois soldados britânicos sobrevivem se fingindo de mortos até o escurecer, em meio a uma tempestade.

Sem ter para onde ir, eles se rendem para outras forças alemãs. São libertados anos depois numa troca e prisioneiros. O capitão alemão Fritz Knochlein, que dá a ordem de atirar é processado depois da guerra num tribunal militar em Hamburgo, condenado à morte e enforcado.

SOLJENÍTSIN VOLTA À RÚSSIA

     Em 1994, o escritor e dissidente Alexander Soljenítsin, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1970, volta à Rússia duas décadas depois de ser expulso da União Soviética.

Soljenítsin é condenado a oito anos de trabalhos forçados na Sibéria em 1945 por criticar o ditador soviético Josef Stalin numa carta a um amigo. Sua experiência na prisão o leva a escrever Um Dia na Vida de Ivan Denissovich

Quando ganha o Nobel, está começando a escrever Arquipélago Gulag, um romance sobre o sistema totalitário de repressão do comunismo soviético de Lenin a Stalin. A publicação deste livro no exterior provoca sua expulsão da URSS. Soljenítsin morre do coração em Moscou em 3 de agosto de 2008.

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terça-feira, 27 de maio de 2025

Hoje na História do Mundo: 27 de Maio

 FUNDAÇÃO DE SÃO PETERSBURGO

    Em 1703, o czar Pedro I, o Grande, da Rússia, funda a cidade de São Petersburgo, berço das revoluções de 1917, quando é a capital do país.

Pedro, o Grande, ascende ao trono em 1696, depois de trabalhar num estaleiro em Amsterdã para aprender as técnicas de fabricação da indústria naval. Seu sonho é modernizar a ocidentalizar a Rússia com reformas militares, políticas, econômicas e culturais.

O czar lidera a Rússia em guerras contra o Império Otomano, a Pérsia e a Suécia. A vitória sobre a Suécia na Grande Guerra do Norte (1700-21) dá acesso ao Mar Báltico. Ele funda São Petersburgo como uma saída para o Ocidente e obriga a aristocracia russa a contratar arquitetos da Europa Ocidental para criar uma Veneza do Norte.

Pedro, o Grande, abandona o título de czar em 1721 e passa a ser chamado de imperador. Quatro anos depois, morre, depois da expandir o Império Russo e transformar o país numa potência europeia. É sucedido pela mulher, Catarina I, que não é Catarina, a Grande, que reina de 1762 a 1796 como Catarina II e amplia ainda mais o império.

É um dos ídolos do ditador Vladimir Putin. A grande diferença é que Pedro, o Grande, sonha em europeizar a Rússia para que o país atinja o nível de desenvolvimento da França, da Holanda e do Reino Unido. Putin segue a corrente dos eslavófilos, que acreditam num excepcionalismo russo.

Na sua visão, a Rússia é um país diferente, uma potência eurasiana destinada a dominar o megacontinente por força de seu tamanho.

JAPÃO DESTRÓI FROTA RUSSA

    Em 1905, durante a Guerra do Pacífico (1904-5), a Marinha do Japão praticamente destrói a Frota do Extremo Oriente da Rússia na Batalha do Estreito de Tsuxima.

Só 10 dos 45 navios russos escapam. A derrota convence a Rússia a desistir da guerra iniciada em 8 de fevereiro de 1904. 

Depois da recusa da Rússia de dividir a Manchúria e a Coreia em zonas de influência, o Japão faz um ataque de surpresa contra a base naval russa de Port Arthur, na China em 8 e 9 de janeiro de 1904. É a primeira grande batalha do século 20. 

Em janeiro de 1905, o Japão toma a base de Port Arthur. O czar Nicolau II acredita que a Rússia pode recuperar a posição, mas a derrota na Batalha de Tsuxima mina as esperanças.

Mais uma série de derrotas leva a Rússia a aceitar o acordo de paz mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt. A Guerra do Pacífico marca a primeira derrota de uma potência europeia na era moderna para um país não branco e causa a Revolução Russa de 1905, precursora das revoluções de 1917.

PONTE GOLDEN GATE

    Em 1937, depois de cinco anos de construção, é aberta a Golden Gate Bridge, ligando São Francisco ao Condado de Marin, na Califórnia.

É a maior ponte pênsil do mundo na época. A inauguração é um dia para os pedestres. Cerca de 200 mil pessoas percorrem os 1.260 metros da ponte, que fica na entrada da Baía de São Francisco. Os carros começam a circular no dia seguinte.

SS ATACA RETIRADA DE DUNQUERQUE

    Em 1940, tropas da SS, o braço armado do Partido Nazista, massacram soldados britânicos durante a Retirada de Dunquerque.

Quando a Alemanha invade a França, em maio de 1940, no início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Força Expedicionária britânica, que luta ao lado dos franceses, bate em retirada.

Depois de sustentar o combate enquanto tem munição, 99 soldados do Regimento Real de Norfolk se refugiam numa casa de campo a 80 quilômetros do porto de Dunquerque. Cercados, os ingleses se rendem, mas são atacados pelo fogo de metralhadoras. 

Os sobreviventes são levados para um campo aberto e metralhados. Quem não morre é atacado com pistolas e baionetas. Dois soldados britânicos sobrevivem se fingindo de mortos até o escurecer, em meio a uma tempestade.

Sem ter para onde ir, eles se rendem para outras forças alemãs. São libertados anos depois numa troca e prisioneiros. O capitão alemão Fritz Knochlein, que dá a ordem de atirar é processado depois da guerra num tribunal militar em Hamburgo, condenado à morte e enforcado.

SOLJENÍTSIN VOLTA À RÚSSIA

     Em 1994, o escritor e dissidente Alexander Soljenítsin, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1970, volta à Rússia duas décadas depois de ser expulso da União Soviética.

Soljenítsin é condenado a oito anos de trabalhos forçados na Sibéria em 1945 por criticar o ditador soviético Josef Stalin numa carta a um amigo. Sua experiência na prisão o leva a escrever Um Dia na Vida de Ivan Denissovich

Quando ganha o Nobel, está começando a escrever Arquipélago Gulag, um romance sobre o sistema totalitário de repressão do comunismo soviético de Lenin a Stalin. A publicação deste livro no exterior provoca sua expulsão da URSS. Soljenítsin morre do coração em Moscou em 3 de agosto de 2008.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

China promete fechar campos de trabalhos forçados

Entre as reformas anunciadas hoje no fim da terceira reunião plenária do atual Comitê Central do Partido Comunista, a China promete fechar os campos de trabalhos forçados para onde os dissidentes do regime eram e são enviados para "reeducação", quase sempre sem condenação judicial.

Foi o único avanço em questões políticas e de direitos humanos do encontro da cúpul do PC chinês.

Atualmente estima-se que cerca de 300 mil chineses estejam internados em centros de "reeducação", uma instituição típica dos regimes stalinistas. Na União Soviética, eram os gulags; na China, chamam-se laogai.

sábado, 1 de outubro de 2011

ACLU compara prisões de Los Angeles ao gulag

Os abusos cometidos contra presos no sistema penitenciário de Los Angeles, nos Estados Unidos, são tão graves que podem ser caracterizados como violações dos direitos humanos, denuncia a União Americana das Liberdades Civis (ACLU), uma organização não governamental.

"Há uma espécie de condescendência crescente emergindo do que na realidade é um gulag", acusou Will Matthews, porta-voz da ACLU, usando o nome dos campos de concentração da União Soviética no ditador Josef Stalin (1927-54). "Usei a palavra intencionalmente."