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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Trump lidera por apenas seis pontos no Texas

Em mais um sinal do declínio da candidatura do magnata imobiliário Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, uma nova pesquisa indica que ele tem uma vantagem de apenas seis pontos percentuais no Texas, o segundo maior estado em população e em votos no Colégio Eleitoral, tradicionalmente vencido pelo Partido Republicano.

Na pesquisa do instituto Public Policy Polling (PPP), Trump tem 44% das preferências contra 38% para Hillary Clinton, 6% para o candidato libertário Gary Johnson e 2% para a ecologista Jill Stein. Só com os dois principais candidatos na pergunta Hillary vence por 50% a 44% num estado vencido em 2012 pelo republicano Mitt Romney com 16 pontos de vantagem.

Uma vitória democrata em 2016 está fora de questão, mas aumentam as chances do partido em futuro próximo. Trump vence por causa de uma vantagem de 63% a 33% entre os eleitores de 65 anos ou mais. No eleitorado de menos de 65 anos, Hillary lidera por 49% a 45%. Entre os eleitores de menos de 45 anos, Hillary tem uma ampla vantagem de 60% a 35%.

Em pesquisas nacionais, Hillary vence por 7 a 10 pontos percentuais.

terça-feira, 29 de abril de 2014

China deve ultrapassar economia dos EUA em 2014

Os Estados Unidos podem perder a posição de maior economia do mundo, que ocupam desde 1872. Pelo critério de paridade do poder de compra, a China pode superá-lo ainda em 2014, previu hoje o Programa de Comparação Internacional do Banco Mundial, a mais ampla pesquisa sobre o que o dinheiro pode comprar ao redor do mundo.

A expectativa era de que a ultrapassagem só ocorresse em 2019. Pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), o produto interno bruto da China em 2012 foi de US$ 8,2 trilhões, pouco mais da metade dos US$ 16,2 trilhões dos EUA.

Em 2005, o Programa de Comparação Internacional estimava que a economia chinesa equivalia a 43% da economia americana. Uma revisão na metodologia mudou a situação. Pelos novos critérios, em 2011, a China chegou a 87% da economia dos EUA.

Como o FMI calcula que a China cresça 24% de 2011 a 2014, enquanto os EUA devem avançar apenas 7,6% no mesmo período, as projeções indicam que a os chineses passarão à frente ainda neste ano, observa o jornal inglês Financial Times.

Pela nova metodologia, a Índia pula para o terceiro lugar.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Procurador do caso Benazir Bhutto é morto

O procurador do processo sobre o assassinato da ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto foi morto por pistoleiros hoje em Islamabade, a capital do país. Chaudhry Zulfiqar também estava encarregado do caso contra o ex-ditador Pervez Musharraf e da ação terrorista que terminou com a morte de 166 pessoas em Bombaim, na Índia, em 28 de novembro de 2008.

Benazir Bhutto voltou ao Paquistão no fim de 2007, depois de passar vários anos no exílio por causa de acusações de corrupção. Sua comitiva foi atacada quando ela saiu do aeroporto, mas Benazir escapou ilesa.

Primeira mulher a governar um país muçulmano, ela era a política mais popular do país. Favorita para voltar ao cargo de primeira-ministra, Benazir foi morta num atentado terrorista em 27 de dezembro de 2007 em Rawalpindi durante um comício do Partido Popular Paquistanês.

Seis anos depois, o caso continua sem solução. Os principais suspeitos são extremistas muçulmanos ligados à milícia dos talebã paquistaneses.

Na terça-feira passada, o Tribunal de Justiça de Peshawar considerou o general Musharraf inelegível até o fim da vida, entre outras acusações, por ter destituído ministros do Supremo Tribunal. O comandante do Exército, general Ashfaq Kayani, tido como o homem mais poderoso do Paquistão, teria ficado furioso com a decisão.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

China pode superar EUA já em 2012

A China não só será a locomotiva da economia mundial nos próximos anos. Pode superar os Estados Unidos pelo critério de paridade do poder de compra, que compara o custo de vida real e não simplesmente o valor em dólares da produção de cada país, conclui um estudo do Conference Board, uma instituição privada que faz pesquisas econômicas nos EUA.

Mesmo crescendo 10% neste ano e 9,6% em 2011, como indicam as últimas previsões, o produto interno bruto (PIB) em dólares dos EUA, de cerca de US$ 15 trilhões, ainda será três vezes maior do que o da China, que deve chegar a US$ 5 trilhões em 2010.

O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas num país menos as importações. Serão necessários pelo menos 10 anos para que a China se torne a maior economia do mundo por esse critério.

A paridade do poder de compra (PPP) verifica o que o dinheiro compra efetivamente. Assim, se um refrigerante custa US$ 0,50 na China e US$ 2 no Japão, isso indica que os japoneses precisam de muito mais dinheiro do que os chineses para comprar a mesma coisa em seu país. A China é um país de custo de vida muito mais baixo do que qualquer país rico.

Sob este critério, a China pode superar os EUA já em 2012.

domingo, 15 de março de 2009

Zardari aceita reinstaurar juízes no Paquistão

Depois de cinco dias de manifestações de protesto em todo o Paquistão, o presidente Assif Ali Zardari, viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, concordou neste domingo, 15 de março de 2009, em reinstaurar os juízes depostos há um ano e meio pelo então ditador Pervez Musharraf, inclusive o presidente do Supremo Tribunal, Iftikhar Mohammad Chaudhry.

Os Estados Unidos saudaram positivamente a decisão, anunciada oficialmente na manhã desta segunda-feira na televisão pelo primeiro-ministro Youssaf Raza Gilani. Chaudhry reassume a chefia do Poder Judiciário paquistanês no próximo dia 21 de março

Cerca de 60 juízes superiores foram destituídos em novembro de 2007 pelo general Musharraf, que lutava na época por um terceiro mandato consecutivo de presidente que o Supremo consideraria ilegal.

A intervenção no Judiciário permitiu a reeleição de Musharraf, como queriam os EUA, mas tornou o ditador extremamente impopular. Isso obrigou a líder da oposição, Benazir Bhutto, que os americanos pretendiam compor com o general, a atacar Musharraf para que o Partido Popular Paquistanês (PPP) não perdesse votos para a Liga Muçulmana do Paquistão do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif (LMP-N).

O assassinato de Benazir, num atentado terrorista em 27 de dezembro de 2007, provocou um caos ainda maior no Paquistão e o adiamento das eleições de janeiro para fevereiro de 2008. Como sempre, ganharam os partidos tradicionais liderados pelos grandes caciques políticos paquistaneses.

Isso levou à ascensão do viúvo de Benazir, Assif ali Zardari, um ex-playboy considerado incompetente, corrupto e despreparado, à presidência do único país muçulmano com armas nucleares.

A situação nos territórios tribais, cada mais dominados por extremistas muçulmanos, se agravou ao ponto do governo aceitar a introdução da charia, o direito islâmico, no Vale do Swat, onde escolas para mulheres tem sido atacadas.

O governo do único país muçulmano com armas nucleares é fraco e não consegue vencer a luta interna contra os jihadistas. As desencontradas de diferentes setores do governo paquistanês diante do ataque de extremistas paquistaneses contra Mumbai, na Índia, em 26 de novembro de 2008, mostra uma divisão interna e a fraqueza do poder civil.

Quem pressionou Zardari a ouvir a voz das ruas e reinstaurar os juízes foi o comandante do Exército, general Ashfaq Kayani, o homem-forte do Paquistão.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Diretor da CIA: "Ameaça ao Ocidente vem do Afeganistão e Paquistão"

A situação na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, onde estariam refugiados Ossama ben Laden e a cúpula da rede terrorista Al Caeda, é "uma clara ameaça" ao Ocidente, afirma o almirante Michael Hayden, diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), o principal serviço de espionagem dos Estados Unidos.

O diretor da CIA acusa os terroristas de recrutarem a treinarem militantes de aparência ocidental para burlar a segurança em fronteiras e aeroportos.

"É evidente para nós que nos últimos 18 meses Al Caeda estabeleceu um refúgio seguro na fronteira afegã-paquistanesa como não tinha antes e que está atraindo novos recrutas para treinamento na região", declara Hayden. "Eles serão capazes de passar sem ser detectados em nossos aeroportos."


Há uma grande pressão dos EUA sobre o novo governo do Paquistão, formado pelo parlamento eleito em 18 de fevereiro, para que continue a combater o terrorismo e permita operações das Forças Armadas americanas.

O novo governo paquistanês, uma aliança do Partido Popular Paquistanês, da ex-primeira-ministra assassinada Benazir Bhutto, com a Liga Muçulmana do Paquistão do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, quer negociar com os extremistas muçulmanos. Eles tiveram pouquíssimos votos mas lutam ferozmente.

Desde o assalto à Mesquita Vermelha, em Islamabad, em julho de 2007, em que pelo menos 173 pessoas morreram, os jihadistas travam uma guerra contra o governo paquistanês, cometendo atentados terroristas que só neste ano causaram mais de 500 mortes.

Neste fim de semana, o novo primeiro-ministro do Paquistão, Youssaf Raza Gilani, afirmou que a luta contra o terrorismo é uma prioridade de seu governo. Mas ele acredita que negociações de paz e programas de ajuda são mais eficientes do que soluções militares.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Oposições se unem contra Musharraf

Os dois principais partidos de oposição no Paquistão, vencedores das eleições de 18 de fevereiro, se acertaram ontem em princípio para formar o novo governo.

Entre os pontos da plataforma comum, está a reinstauração no cargo de 60 juízes afastados pelo ditador, general Pervez Musharraf, porque eles resistiram à sua reeleição indireta.

Assif ali Zardari, viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, do Partido Popular Paquistanês, e o ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, da Liga Muçulmana do Paquistão-N, saíram vitoriosos. Sua aproximação complica a situação do general.

O acordo entre Zardari e Sharif, deposto em 1999 por um golpe de Estado comandado por Musharraf, praticamente a possibilidade de que os aliados do general participem do futuro governo paquistanês.

Leia mais no jornal The New York Times.