Dois aviões de caça J-11 da Força Aérea da China cruzaram a fronteira no Estreito de Taiwan no domingo e se negaram a mudar de curso durante dez minutos. A presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, descreveu a incursão como "provocativa e imprudente" e ordenou a expulsão dos jatos da China se voltarem a cruzar a fronteira.
Foi a mais séria incursão da Força Aérea do Exército Popular de Libertação no espaço aéreo de Taiwan neste século. Os caças chineses costumavam cruzar a fronteira até 1999, quando os dois países concordaram em acabar com esta prática. As incursões posteriores foram consideradas acidentais.
Desta vez, a duração indica que foi proposital. A decisão do regime comunista chinês de romper o acordo é um teste para a reação de Taiwan e uma pressão para que a ilha que a ditadura de Beijim considera uma província rebelde peça para negociar.
O risco é de uma nova onda de provocações capazes de aumentar a tensão nas relações China-Taiwan. Como os EUA têm o compromisso de defender a ilha, correm o risco de serem atraídos para o conflito.
As relações se deterioraram com a eleição de Tsai, do Partido Democrático Progressista (PDP), favorável à independência da Taiwan, que a China adverte que seria uma declaração de guerra. A resposta da ditadura comunista foi aumentar as ações militares no estreito.
Em reação, o governo Trump aumentou as patrulhas navais na região e deu a aprovação inicial para Taiwan comprar mais de 600 caças-bombardeiros americanos F-16. Com a escalada de tensões, a China deve ampliar as patrulhas navais e as manobras militares no Estreito de Taiwan.
No Ano Novo, o ditador chinês, Xi Jinping, descreveu a unificação como a "grande tendência da história", advertiu que Taiwan "precisa e vai ser" parte da China e não descartou o uso da força.
Quando a revolução comunista tomou o poder na China continental, em 1º de outubro de 1949, os nacionalistas derrotados fugiram para Taiwan sob a liderança de China Kai-shek.
Desde então, o regime comunista insiste na reunificação do país e boicota Taiwan sistematicamente em foros internacionais. Para um país manter relações com a China, precisa romper com Taiwan. É a política do regime comunista de que só existe uma China.
Com a democratização da ilha e a eleição direta do presidente, a partir de 1996, o anseio de independência cresceu. As atitudes de Beijim em relação a Hong Kong, a ex-colônia britânica devolvida em 1997, onde o regime comunista prometeu manter o sistema por 50 anos, desestimulam qualquer possibilidade de reunificação.
De olho nas eleições municipais de novembro, o governo de Taiwan pretende proibir serviços de vídeo de companhias chinesas de alta tecnologia para impedir a interferência da China, a desinformação e a propaganda de Beijim na política interna do país.
"As notícias falsas causam muita confusão entre o governo e a sociedade e ameaçam nossa democracia", comentou a Presidência de Taiwan. "Não podemos resolver o problema da desinformação simplesmente mudando a lei. Temos de fazer mais", declarou a porta-voz Kolas Yotaka.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 2 de abril de 2019
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Rússia suspende contatos militares com a Turquia
Em protesto contra o abate de um caça-bombardeiro Sukhoi Su-24, a Rússia suspendeu hoje os contatos militares com a Turquia, informou em Moscou o Ministério da Defesa, citado pela agência de notícias Interfax.
O governo russo anunciou novas medidas para proteger sua base aérea e sua intervenção militar na guerra civil da Síria. Aviões de caça devem proteger os bombardeiros durante os ataques. Um navio cruzador equipado com um sistema de defesa antiaérea será enviado para a região costeira perto do porto de Lataquia, o maior da Síria.
A Rússia afirma que os caças-bombardeiros turcos F-16s, de fabricação americana, não entraram em contato com os pilotos russos antes de derrubá-los e acusa a Turquia de violar o espaço aéreo sírio.
Na versão do governo turco, foram os russos que invadiram o espaço aéreo da Turquia e seus pilotos fizeram dez advertências em cinco minutos antes de abater o Su-24.
O governo russo anunciou novas medidas para proteger sua base aérea e sua intervenção militar na guerra civil da Síria. Aviões de caça devem proteger os bombardeiros durante os ataques. Um navio cruzador equipado com um sistema de defesa antiaérea será enviado para a região costeira perto do porto de Lataquia, o maior da Síria.
A Rússia afirma que os caças-bombardeiros turcos F-16s, de fabricação americana, não entraram em contato com os pilotos russos antes de derrubá-los e acusa a Turquia de violar o espaço aéreo sírio.
Na versão do governo turco, foram os russos que invadiram o espaço aéreo da Turquia e seus pilotos fizeram dez advertências em cinco minutos antes de abater o Su-24.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Rússia concentra poder aéreo para intervir na guerra civil da Síria
Com pelo menos 16 aviões de combate estacionados na base aérea Bassel Assad, perto da cidade de Latakia, a Rússia está pronta para intervir diretamente na guerra civil da Síria em apoio à ditadura de Bachar Assad. As obras na base estão em andamento e cada vez chegam mais helicópteros de combate.
No sábado passado, a Rússia tinha na base quatro caças-bombardeiros Sukhoi-30, revelam imagens de satélites dos Estados Unidos. Hoje chegaram 12 Su-25, ampliando a capacidade de lançar ataques em terra nas linhas de frente da guerra civil síria.
Desde 4 de setembro, chegaram pelo menos 15 helicópteros de combate, inclusive Mi-24s. Ao esmo tempo, foram instaladas baterias antiaéreas para proteger a base aérea, alvo de ataques com foguetes Grad do grupo extermista muçulmano Exército da Conquista, que reúne várias milícias jihadistas.
Cerca de 2 mil militares russos vão trabalhar na base, entre pilotos, tripulantes, engenheiros, mecânicos e soldados para defender o quartel.
A concentração de forças russas alarmou o governo de Israel. Durante visita a Moscou, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o objetivo é coordenar as operações para evitar choques entre as forças de Israel e da Rússia.
Na sexta-feira, os ministros da Defesa dos Estados Unidos e da Rússia conversaram pela primeira vez em mais de um ano. Ao discursar nos próximos dias na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Vladimir Putin vai justificar a intervenção em nome do combate à milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas seus objetivos centrais são manter a ditadura de Assad e reforçar a presença militar no Oriente Médio.
No sábado passado, a Rússia tinha na base quatro caças-bombardeiros Sukhoi-30, revelam imagens de satélites dos Estados Unidos. Hoje chegaram 12 Su-25, ampliando a capacidade de lançar ataques em terra nas linhas de frente da guerra civil síria.
Desde 4 de setembro, chegaram pelo menos 15 helicópteros de combate, inclusive Mi-24s. Ao esmo tempo, foram instaladas baterias antiaéreas para proteger a base aérea, alvo de ataques com foguetes Grad do grupo extermista muçulmano Exército da Conquista, que reúne várias milícias jihadistas.
Cerca de 2 mil militares russos vão trabalhar na base, entre pilotos, tripulantes, engenheiros, mecânicos e soldados para defender o quartel.
A concentração de forças russas alarmou o governo de Israel. Durante visita a Moscou, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o objetivo é coordenar as operações para evitar choques entre as forças de Israel e da Rússia.
Na sexta-feira, os ministros da Defesa dos Estados Unidos e da Rússia conversaram pela primeira vez em mais de um ano. Ao discursar nos próximos dias na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Vladimir Putin vai justificar a intervenção em nome do combate à milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas seus objetivos centrais são manter a ditadura de Assad e reforçar a presença militar no Oriente Médio.
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segunda-feira, 4 de maio de 2015
Catar compra 24 caças Rafale da França por US$ 7 bilhões
Em nome do governo do Catar, o general Ahmed al-Malki assinou hoje um contrato de US$ 7 bilhões com o diretor-presidente da companhia francesa Dassault Aviation, Eric Trappier, para comprar 24 aviões de caça Rafale.
A França e o Catar também assinaram um acordo em separado para treinar 36 pilotos catarinos, além de cem engenheiros e agentes de inteligência.
É o terceiro grande contrato fechado pela Dassault recentemente. Depois de perder a concorrência para reequipar a Força Aérea Brasileira para a empresa sueca Gripen, vendeu 36 Rafales à Índia e 24 para o Egito.
A França e o Catar também assinaram um acordo em separado para treinar 36 pilotos catarinos, além de cem engenheiros e agentes de inteligência.
É o terceiro grande contrato fechado pela Dassault recentemente. Depois de perder a concorrência para reequipar a Força Aérea Brasileira para a empresa sueca Gripen, vendeu 36 Rafales à Índia e 24 para o Egito.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
França vende 24 aviões Rafale ao Egito
Num contrato de mais de 5 milhões de euros, a França vai vender ao Egito 24 aviões de guerra Rafale, os mesmos oferecidos ao Brasil, que optou pelo Gripen, da Suécia, uma fragata e mísseis de curto e médio alcances, informa o jornal francês Le Monde.
Uma das razões da compra é a preocupação do governo egípcio com a guerra civil na vizinha Líbia, onde o Cairo apoia o governo reconhecido internacionalmente, que enfrenta o desafio de milícias islamitas. O país vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011.
Uma das razões da compra é a preocupação do governo egípcio com a guerra civil na vizinha Líbia, onde o Cairo apoia o governo reconhecido internacionalmente, que enfrenta o desafio de milícias islamitas. O país vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Ucrânia acusa Rússia de derrubar dois caças
O governo da Ucrânia acusou hoje a Rússia de ter disparado os mísseis que derrubaram dois aviões de caça Su-25 da Força Aérea ucraniana, afirmando que eles partiram do lado russo da fronteira entre os dois países.
Os rebeldes separatistas do Leste da Ucrânia reivindicaram a autoria do ataque.
Os rebeldes separatistas do Leste da Ucrânia reivindicaram a autoria do ataque.
sábado, 31 de agosto de 2013
Rússia adia envio de armas à Síria por falta de pagamento
Por falta de pagamento, a Rússia adiou a entrega de aviões de caça e de mísseis de defesa S-300, informou hoje a agência de notícias russa Novósti, citando como fonte a empresa estatal exportadora de armas Rosoboronexport.
Os 12 jatos MiG-29M/M2 que a Rússia concordou em vender à Síria em 2007 não serão entregues antes de 2016 ou 2017 porque a Síria só pagou 30% do valor.
Já os sistemas de mísseis antiaéreos avançados S-300, contratados em 2010, dependem de um pagamento adiantado que Damasco ainda não fez.
Os 12 jatos MiG-29M/M2 que a Rússia concordou em vender à Síria em 2007 não serão entregues antes de 2016 ou 2017 porque a Síria só pagou 30% do valor.
Já os sistemas de mísseis antiaéreos avançados S-300, contratados em 2010, dependem de um pagamento adiantado que Damasco ainda não fez.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Dassault vende 126 aviões Rafale à Índia
A companhia francesa Dassault fechou um contrato de US$ 10,4 bilhões para vender 126 aviões Rafale à Índia, derrotando o consórcio europeu Eurofighter, noticiou hoje o jornal The Times of India.
O Rafale é um dos aviões de caça que podem ser comprados para modernizar a Força Aérea Brasileira. A negociação chegou a ser dada como concluída durante o governo Lula, mas a presidente Dilma Rousseff não mostra pressa em concretizar a transação.
O Rafale é um dos aviões de caça que podem ser comprados para modernizar a Força Aérea Brasileira. A negociação chegou a ser dada como concluída durante o governo Lula, mas a presidente Dilma Rousseff não mostra pressa em concretizar a transação.
domingo, 5 de dezembro de 2010
FAB prefere aviões de caça dos EUA
Na concorrência para reequipar a Força Aérea Brasileira, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, prefere os aviões de caça F-18, fabricado pelos Estados Unidos, revelam novos documentos de diplomacia americana divulgados pela organização não governamental WikiLeaks.
O governo Lula ainda não fez o anúncio oficial, mas tudo indica que vai optar pelos caças franceses Rafale, fabricados pela empresa Dassault, que ameaça falir se não fechar o negócio.
Para justificar essa decisão mais provável, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, alega que o Brasil está interessado em transferência de tecnologia, o que os EUA sempre relutam em fazer para não perder sua superioridade. Mas há também a preocupação de selar uma parceria estratégica com a França.
A França e a União Europeia têm interesse em colaborar com a ascensão do Brasil à potência mundial para usar o país como um contrapeso diante dos EUA e da China.
O Brasil tem interesse em manter boas relações e parcerias com todos os países e regiões. Mas a França, antiga potência imperial, é um país em declínio relativo, econômico, político e militar. Com seu poderoso setor agrícola ultraprotegido pela política de subsídios da Europa, não ajuda nas negociações de liberalização comercial UE-Mercosul.
O governo Lula ainda não fez o anúncio oficial, mas tudo indica que vai optar pelos caças franceses Rafale, fabricados pela empresa Dassault, que ameaça falir se não fechar o negócio.
Para justificar essa decisão mais provável, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, alega que o Brasil está interessado em transferência de tecnologia, o que os EUA sempre relutam em fazer para não perder sua superioridade. Mas há também a preocupação de selar uma parceria estratégica com a França.
A França e a União Europeia têm interesse em colaborar com a ascensão do Brasil à potência mundial para usar o país como um contrapeso diante dos EUA e da China.
O Brasil tem interesse em manter boas relações e parcerias com todos os países e regiões. Mas a França, antiga potência imperial, é um país em declínio relativo, econômico, político e militar. Com seu poderoso setor agrícola ultraprotegido pela política de subsídios da Europa, não ajuda nas negociações de liberalização comercial UE-Mercosul.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Sarkozy chega ao Brasil para assinar acordo
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, chegou ontem a Brasília, onde hoje participa das comemorações do Dia da Independência ao lado do presidente Lula e assina um acordo de cooperação militar histórico.
Esse acordo inclui a compra de quatro submarinos convencionais, 51 helicópteros Cougar EC-724 e 36 aviões de caça Rafale, e a construção de um submarino nuclear, para reequipar as Forças Armadas do Brasil. O valor será de cerca de US$ 12 bilhões.
Um dos argumentos utilizados pelo governo Lula para justificar a opção pela França foi a promessa de transferência de tecnologia. Há uma preocupação de fugir da dependência dos EUA, vistos por militares nacionalistas e grupos de esquerda como a principal ameaça à segurança nacional.
Esse acordo inclui a compra de quatro submarinos convencionais, 51 helicópteros Cougar EC-724 e 36 aviões de caça Rafale, e a construção de um submarino nuclear, para reequipar as Forças Armadas do Brasil. O valor será de cerca de US$ 12 bilhões.
Um dos argumentos utilizados pelo governo Lula para justificar a opção pela França foi a promessa de transferência de tecnologia. Há uma preocupação de fugir da dependência dos EUA, vistos por militares nacionalistas e grupos de esquerda como a principal ameaça à segurança nacional.
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