Por unanimidade, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu hoje proibir o patenteamento de genes humanos por empresas privadas. Os juízes derrubaram duas patentes da empresa Myriad Genetics de genes ligados a cânceres de seios e de ovários.
A empresa tinha patenteado um exame genético que se tornou mais conhecido com a decisão da atriz Angelina Jolie de fazer uma cirurgia preventiva de remoção dos seios porque sua mãe morreu de câncer e Angelina herdou o gene que aumenta o risco de contrair a doença.
Para o supremo tribunal americano, as leis da natureza, os fenômenos naturais e as ideias abstratas não podem ser patenteadas. "Um segmento do DNA que ocorra naturalmente é um produto da natureza e não pode ser patenteado simplesmente por ter sido isolado", declarou no acórdão o ministro Clarence Thomas, citado pelo jornal The Washington Post.
As patentes são uma proteção à propriedade intelectual de inventores para impedir que outros fabriquem, usem ou apliquem produtos e processos que tenham desenvolvido.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 13 de junho de 2013
terça-feira, 29 de maio de 2012
Humanos têm 8% do genoma herdado de vírus
Os seres humanos são parentes dos vírus. Cerca de 8% do genoma humano são constituídos por características oriundas de vírus reciclados pelos organismos que atingiram. A conclusão é do pesquisador Clément Gilberto, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas da França, e do professor Cédric Feschotte, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.
Confira a entrevista de Gilbert ao jornal francês Le Monde.
Confira a entrevista de Gilbert ao jornal francês Le Monde.
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