A engenheira química e bioquímica americana Frances Arnold, professora do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em Pasadena, na Califórnia, nos Estados Unidos, ganhou hoje a metade do Prêmio Nobel de Química de 2018. O químico americano George Smith, professor da Universidade do Missouri em Colúmbia, e o bioquímico britânico Gregory Winter, professor da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, dividiram a outra metade.
Os três cientistas domesticaram a evolução para criar proteínas. Eles levaram as mutações para os laboratórios e tubos, acelerando o processo para multiplicar as mutações das moléculas e selecioná-las, num processo de evolução dirigida. Isso permitiu o desenvolvimento de novos medicamentos, declarou a Academia Real de Ciências da Suécia ao anunciar a premiação hoje de manhã em Estocolmo.
Arnold, de 62 anos, é a quinta mulher a ganhar o Nobel de Química e a primeira desde 2009. Foi agraciada "pela evolução dirigida de enzimas", proteínas que catalisam reações químicas.
Smith, de 77 anos, desenvolveu em 1985 um mecanismo para usar um vírus que infecta bactérias para gerar novas proteínas.
Winter, de 67 anos, usou esse processo na evolução dirigida de anticorpos. Isso levou à produção de novos medicamentos.
O primeiro medicamento criado desta forma, o o adalimumab, surgiu em 2002. É usado no tratamento de doenças autoimunes, psoríase e artrite reumatoide, para neutralizar toxinas e até mesmo para curar curar metástases de câncer.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 3 de outubro de 2018
Dois americanos e um britânico ganham Prêmio Nobel de Química
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Evolução da Lua: 4,5 bilhões de anos em alguns minutos
Sob constante bombardeio de corpos que chegam do espaço, a Lua está em mutação permanente, embora à distância, à olho nu, pareça sempre igual.
Uma animação da NASA, a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos, reconta essa história em poucos minutos.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Cartas revelam gênio do outro descobridor da evolução
A Teoria da Evolução das Espécies, do naturalista inglês Charles Darwin, é uma das bases da visão da ciência, mas ele não descobriu sozinho os segredos da natureza e do mundo animal. Agora, as cartas trocadas por Darwin e Alfred Russel Wallace revelam novos detalhes desta fecunda parceria científica, informa a revista Nature.
Desde quinta-feira, as Cartas de Wallace estão à disposição no sítio do Museu de História Natural do Reino Unido, em Londres. Elas contam a história de um naufrágio, em 1852, em que Wallace sobreviveu numa embarcação precária que estava a 1,1 mil quilômetros de terra firme.
Alguns anos depois, em 1858, Darwin e Wallace chegaram ao conceito de seleção natural, a sobrevivência do mais forte, mais apto e mais adaptável às alteracões do meio ambiente, base da teoria exposta no livro A Origem das Espécies, de 1859.
Desde quinta-feira, as Cartas de Wallace estão à disposição no sítio do Museu de História Natural do Reino Unido, em Londres. Elas contam a história de um naufrágio, em 1852, em que Wallace sobreviveu numa embarcação precária que estava a 1,1 mil quilômetros de terra firme.
Alguns anos depois, em 1858, Darwin e Wallace chegaram ao conceito de seleção natural, a sobrevivência do mais forte, mais apto e mais adaptável às alteracões do meio ambiente, base da teoria exposta no livro A Origem das Espécies, de 1859.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Humanos têm 8% do genoma herdado de vírus
Os seres humanos são parentes dos vírus. Cerca de 8% do genoma humano são constituídos por características oriundas de vírus reciclados pelos organismos que atingiram. A conclusão é do pesquisador Clément Gilberto, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas da França, e do professor Cédric Feschotte, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.
Confira a entrevista de Gilbert ao jornal francês Le Monde.
Confira a entrevista de Gilbert ao jornal francês Le Monde.
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