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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

EUA alertaram França sobre implantes de silicone

Mais de dez anos antes das autoridades reguladoras da Europa, a Administração de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos (FDA, do inglês) fez um alerta sobre os problemas com os implantes de silicone que agora a França mandou retirar de centenas de milhares de mulheres no mundo inteiro.

Em maio de 2000, a FDA mandou um investigador à fábrica da empresa Poly Implant Prothese em Seyne-sur-mer. Pouco depois, mandou uma carta ao fundador da empresa, Jean-Claude Mas, advertindo que pelo menos dez práticas não estavam de acordo com os padrões de qualidade exigidos nos EUA, informa a agência Reuters.

sábado, 18 de novembro de 2006

EUA aprovam implante de silicone nos seios

Quatorze anos depois de ter proibido os implantes de silicone nos seios por razões de segurança, a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos anunciou ontem a aprovação do uso da substância em cirurgias estéticas em mulheres de 22 anos ou mais e em cirurgias reparadoras em qualquer idade. Alguns alguns críticos ainda têm objeções.

O silicone começou a ser usado em cirurgias estéticas há 30 anos. Nos anos 80, as americanas começaram a recorrer à Justiça para denunciar problemas nos implantes de silicone nos seios.

Em 1992, a agência reguladora proibiu o uso de silicone em implantes de seios. Desde então, as mulheres americanas só podem fazer implantes salinos, que parecem menos naturais e podem apresentar rugas se o enchimento for mal feito.

Mais de 264 mil americanas fizeram implantes nos seios no ano passado. No mundo inteiro, é um negócio de US$ 540 milhões por ano que cresce 10% ao ano.

Em 1999, o Instituto de Medicina associou o silicone a problemas de saúde localizados mas não a males que atinjam a saúde de todo o corpo mas advertiu que ainda havia sérias preocupações.

Outra pesquisa revelou que dois terços de 344 pacientes que tinham feito implantes de silicone nos seios tinham sofrido com a ruptura dos implantes.

A nova regulamentação vai dificultar a operação por causa do aumento de custo.

Como trata-se de cirurgia estética, não é coberta por planos de saúde. Como a FDA está exigindo exames de ressonância magnética regulares durante anos, o custo de aumentar os seios pode chegar a US$ 6 mil ou até US$ 10 mil (R$ 13,% mil a R$ 22,5 mil, pela cotação do dólar-turismo). O custo do silicone está hoje em US$ 1,6 mil (R$ 3,6 mil).

Para Susan F. Wood, que durante cinco anos foi a mais alta autoridade da FDA para a saúde da mulher, não acredita que os dados apresentados seam suficientes para garantir a segurança dos implantes. É fundamental, na sua opinião, que as mulheres que fizerem a cirurgia sejam submetidas a um controle permanente: "Já que houve a aprovação, temos de insistir para que tanto pacientes como médicos tenham as informações adequadas para decidir ou não usar estes produtos", afirmou Wood, que hoje é pesquisadora na Escola de Saúde Pública e Serviços de Saúde da Universidade Georgetown, nos EUA.