Um terremoto de 7,5 graus na escala aberta de Richter provocou a formação de ondas de até seis metros de altura e arrasou duas cidades da ilha de Sulawesi, na Indonésia. O maremoto derrubou prédios que abalado pelo abalo sísmico, destruiu uma ponte importante, estradas, redes elétricas e de telecomunicações. Mais de 830 pessoas morreram. O vice-presidente indonésio, Jusuf Kalla, teme que o total de mortos chegue a milhares.
Sulawesi fica a 1.280 quilômetros da capital, Jacarta, no centro do arquipélago indonésio, que tem mais de 13 mil ilhas espalhadas por uma distância de 5 mil quilômetros. O serviço nacional de meteorologia está sendo muito criticado por ter retirado muito rapidamente o alerta de tsuname.
Só na cidade de Palu morreram mais de 420 pessoas. Até o acesso por mar está difícil para levar ajuda de emergência porque o porto foi destruído. Como o aeroporto também foi atingido, as equipes de resgate precisam fazer uma viagem de 10 a 12 horas por terra.
A segunda cidade mais atingida, Dongala, está isolada pelo colapso de uma ponte. "Temos algumas informações sobre a destruição em Palu, mas não sabemos nada de Dongala, o que é extremamente preocupante", declarou a Cruz Vermelha. "Há mais de 300 mil pessoas morando lá. Já é uma tragédia e pode ficar muito pior."
Em agosto deste ano, um terremoto de 6,9 graus abalou a ilha de Lombok, ao sul de Sulawesi, matando mais de 450 pessoas. Em dezembro de 2004, um maremoto de 9,1 graus na escala Richter causou a morte de 230 mil pessoas em vários países da região.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 29 de setembro de 2018
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Terremoto de 8,2 graus atinge costa sul do México
Um abalo sísmico de 8,2 graus na escala aberta de Richter abalou a costa sul do México, no Oceano Pacífico, perto da fronteira com a Guatemala, às 23h49 de quinta-feira, 7 de setembro (1h49 do dia seguinte em Brasília). É o maior terremoto a atingir o país desde 1985. Foi dado um alerta de tsuname no México e na América Central.
O epicentro foi no mar, a 150 quilômetros do litoral, mas o tremor foi sentido até na Cidade do México, a mil km de distância. Os estados mexicanos mais atingidos foram Oaxaca e Chiapas. Tuxla Gutiérrez, a capital de Chiapas, está sem eletricidade. Várias casas desabaram.
No primeiro momento, o terremoto foi avaliado em 8 graus. O serviço geológico dos Estados Unidos elevou a magnitude para 8,1 graus, mas o Serviço Sismológico do México estimou-o primeiro em 8,4 graus e depois em 8,2 graus.
A escala Richter é uma escala logarítmica que mede a amplitude da oscilação da costa terrestre. Cada ponto equivale a um terremoto dez vezes mais forte.
Nos dias seguintes, o total de mortos chegou a 96 pessoas.
O epicentro foi no mar, a 150 quilômetros do litoral, mas o tremor foi sentido até na Cidade do México, a mil km de distância. Os estados mexicanos mais atingidos foram Oaxaca e Chiapas. Tuxla Gutiérrez, a capital de Chiapas, está sem eletricidade. Várias casas desabaram.
No primeiro momento, o terremoto foi avaliado em 8 graus. O serviço geológico dos Estados Unidos elevou a magnitude para 8,1 graus, mas o Serviço Sismológico do México estimou-o primeiro em 8,4 graus e depois em 8,2 graus.
A escala Richter é uma escala logarítmica que mede a amplitude da oscilação da costa terrestre. Cada ponto equivale a um terremoto dez vezes mais forte.
Nos dias seguintes, o total de mortos chegou a 96 pessoas.
domingo, 17 de abril de 2016
Terremoto de 7,8 graus mata pelo menos 77 pessoas no Equador
Um violento tremor de terra de 7,8 graus na escala aberta de Richter causou a morte de pelo menos 77 pessoas e deixou outras 588 feridas ontem à noite na costa do Equador no Oceano Pacífico, informou o último boletim oficial, divulgado pelo vice-presidente Jorge Glas, citado pelo jornal El Comercio.
Foi o terremoto mais forte no país andino desde 1979. Era início da noite, 18h58 em Quito (20h58 em Brasília) quando a terra tremeu. O epicentro foi no litoral, perto da cidade de Muisne, na província de Esmeraldas.
Uma ponte desabou em Guaiaquil, a maior cidade equatoriana, assim como a torre do aeroporto de Manta. O abalo sísmico foi sentido na capital, Quito. Alguns bairros ficaram sem energia elétrica nem telefone.
O presidente Rafael Correa decretou estado de emergência e pediu calma à nação de 16 milhões de habitantes. Os moradores foram aconselhados a se afastar do mar por causa do risco de ondas gigantes.
Do outro lado do oceano, um terremoto de 7,3 graus abalou a província de Kunamoto, no Japão. Foi o segundo tremor a atingir a ilha de Kyushu em 24 horas. Os dois abalos mataram pelo menos 41 pessoas.
Foi o terremoto mais forte no país andino desde 1979. Era início da noite, 18h58 em Quito (20h58 em Brasília) quando a terra tremeu. O epicentro foi no litoral, perto da cidade de Muisne, na província de Esmeraldas.
Uma ponte desabou em Guaiaquil, a maior cidade equatoriana, assim como a torre do aeroporto de Manta. O abalo sísmico foi sentido na capital, Quito. Alguns bairros ficaram sem energia elétrica nem telefone.
O presidente Rafael Correa decretou estado de emergência e pediu calma à nação de 16 milhões de habitantes. Os moradores foram aconselhados a se afastar do mar por causa do risco de ondas gigantes.
Do outro lado do oceano, um terremoto de 7,3 graus abalou a província de Kunamoto, no Japão. Foi o segundo tremor a atingir a ilha de Kyushu em 24 horas. Os dois abalos mataram pelo menos 41 pessoas.
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Japão religa primeiro reator nuclear após acidente em Fukushima
Com novas regras de segurança adotadas depois do acidente nuclear de Fukushima, em 11 de março de 2011, a empresa Kyushu Energia Elétrica reativou hoje um dos reatores da usina nuclear de Sendai, quase um ano depois da autorização do governo municipal.
Sob impacto do acidente nuclear provocado por um terremoto seguido de maremoto que abalou os reatores e destruiu o sistema de resfriamento, todas as 54 usinas nucleares do Japão foram paradas. Eles produziam 30% da energia elétrica do país.
Mais de US$ 100 milhões foram gastos na usina de Sendai para acalmar a população. Mesmo assim, houve protestos populares diante da central nuclear, que só começa a gerar energia na sexta-feira.
Entre os manifestantes, estava o ex-primeiro-ministro Naoto Kan. Chefe de governo na época do desastre, ele afirmou que "não precisamos de usinas nucleares", citado pela televisão pública britânica BBC.
Cerca de 19 mil pessoas morreram no terremoto e nas tsunames criadas por ele, uma das piores tragédias do Japão no pós-guerra. Outras 160 mil fugiram das áreas próximas por medo da radiação.
Sob impacto do acidente nuclear provocado por um terremoto seguido de maremoto que abalou os reatores e destruiu o sistema de resfriamento, todas as 54 usinas nucleares do Japão foram paradas. Eles produziam 30% da energia elétrica do país.
Mais de US$ 100 milhões foram gastos na usina de Sendai para acalmar a população. Mesmo assim, houve protestos populares diante da central nuclear, que só começa a gerar energia na sexta-feira.
Entre os manifestantes, estava o ex-primeiro-ministro Naoto Kan. Chefe de governo na época do desastre, ele afirmou que "não precisamos de usinas nucleares", citado pela televisão pública britânica BBC.
Cerca de 19 mil pessoas morreram no terremoto e nas tsunames criadas por ele, uma das piores tragédias do Japão no pós-guerra. Outras 160 mil fugiram das áreas próximas por medo da radiação.
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terça-feira, 1 de abril de 2014
Terremoto de 8,2 graus abala Norte do Chile
Um terremoto de 8,2 graus na escala aberta de Richter atingiu o litoral norte do Chile, anunciou a US Geological Survey (Sondagem Geológica dos Estados Unidos), órgão do governo americano que monitora tremores de terra. Pelo menos seis pessoas morreram. Foi dado um alerta de maremoto para toda a costa oeste da América do Sul, especialmente para o Chile, Peru e Equador.
Eram 20h35. O abalo durou dois minutos. O centro do tremor foi a 20 quilômetros abaixo do fundo do mar e a 86 quilômetros a noroeste da cidade de Iquique. O Centro de Alerta de Tsunames do Oceano Pacífico observou a formação de ondas de 2 metros de altura. A costa chilena foi evacuada.
Houve dezenas de tremores secundários significativos, os mais fortes acima de 7 graus.
Eram 20h35. O abalo durou dois minutos. O centro do tremor foi a 20 quilômetros abaixo do fundo do mar e a 86 quilômetros a noroeste da cidade de Iquique. O Centro de Alerta de Tsunames do Oceano Pacífico observou a formação de ondas de 2 metros de altura. A costa chilena foi evacuada.
Houve dezenas de tremores secundários significativos, os mais fortes acima de 7 graus.
sábado, 10 de março de 2012
Acidente nuclear de Fukushima poderia ter sido evitado
Um ano depois, os críticos acreditam que o acidente na usina nuclear de Fukushima poderia ter sido evitado se as autoridades reguladoras do Japão não fossem negligentes e a indústria não estivesse mais preocupada em promover o uso pacífico da energia atômica do que proteger a saúde pública, afirma hoje o jornal The New York Times.
Em 11 de março de 2011, um terremoto de 9 graus na escala aberta de Richter abalou o Nordeste do Japão, arrasado ainda mais em seguida por uma tsuname (onda-gigante) de 16 metros. Mais de 19 mil pessoas morreram na tragédia.
O terremoto provocou o desligamento da central atômica de Fukushima Daichi. O maremoto destruiu o sistema de resfriamento dos reatores, deflagrando um acidente nuclear que obrigou a remover 90 mil pessoas da região. Até a evacuação de Tóquio, a maior cidade do mundo, com 35 milhões de habitantes chegou a ser cogitada.
A empresa Tokyo Eletric Power Company (Tepco) e o governo do Japão se esquivam da responsabilidade alegando que a catástrofe foi muito maior do que os cientistas previam. Mas há toda uma cultura empresarial e burocrática por trás.
"11 de Março expôs a verdadeira natureza do sistema do Japão no pós guerra, dirigido por burocratas que ficam ao lado das empresas e não da população", observa Shigeaki Koga, ex-diretor de política industrial do Ministério da Economia, do Comércio e da Indústria.
Na pressa de reconstruir e desenvolver o país depois da Segunda Guerra Mundial, formou-se uma relação íntima entre o governo e a indústria.
O modero de desenvolvimento japonês foi um sucesso. Está na origem da ascensão econômica da Ásia. Inspirou toda a região. Mas tem problemas comuns ao modelo asiático: faltam transparência e prestação de contas à população. É um déficit democrático.
Há oito anos, o sismólogo Kunihiko Shimazaki, professor da Universidade de Tóquio, fizera a advertência: a costa de Fukushima estava sujeita a tsunames duas vezes maiores do que as estimadas pelos reguladores e pela empresa, de no máximo 5m.
As minutas do encontro de 19 de fevereiro de 2004 revelam que os burocratas logo trataram de esconder essa preocupação, alegando que era especulativa, "dependendo de mais pesquisas". Ela não foi mencionada no relatório final, divulgado dois anos depois. Nenhum dos 13 cientistas do painel se opôs à supressão do ponto de vista de Shimazaki.
Em 11 de março de 2011, um terremoto de 9 graus na escala aberta de Richter abalou o Nordeste do Japão, arrasado ainda mais em seguida por uma tsuname (onda-gigante) de 16 metros. Mais de 19 mil pessoas morreram na tragédia.
O terremoto provocou o desligamento da central atômica de Fukushima Daichi. O maremoto destruiu o sistema de resfriamento dos reatores, deflagrando um acidente nuclear que obrigou a remover 90 mil pessoas da região. Até a evacuação de Tóquio, a maior cidade do mundo, com 35 milhões de habitantes chegou a ser cogitada.
A empresa Tokyo Eletric Power Company (Tepco) e o governo do Japão se esquivam da responsabilidade alegando que a catástrofe foi muito maior do que os cientistas previam. Mas há toda uma cultura empresarial e burocrática por trás.
"11 de Março expôs a verdadeira natureza do sistema do Japão no pós guerra, dirigido por burocratas que ficam ao lado das empresas e não da população", observa Shigeaki Koga, ex-diretor de política industrial do Ministério da Economia, do Comércio e da Indústria.
Na pressa de reconstruir e desenvolver o país depois da Segunda Guerra Mundial, formou-se uma relação íntima entre o governo e a indústria.
O modero de desenvolvimento japonês foi um sucesso. Está na origem da ascensão econômica da Ásia. Inspirou toda a região. Mas tem problemas comuns ao modelo asiático: faltam transparência e prestação de contas à população. É um déficit democrático.
Há oito anos, o sismólogo Kunihiko Shimazaki, professor da Universidade de Tóquio, fizera a advertência: a costa de Fukushima estava sujeita a tsunames duas vezes maiores do que as estimadas pelos reguladores e pela empresa, de no máximo 5m.
As minutas do encontro de 19 de fevereiro de 2004 revelam que os burocratas logo trataram de esconder essa preocupação, alegando que era especulativa, "dependendo de mais pesquisas". Ela não foi mencionada no relatório final, divulgado dois anos depois. Nenhum dos 13 cientistas do painel se opôs à supressão do ponto de vista de Shimazaki.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Terremoto de 8,9 graus abala o Japão
Um violento terremoto de 8,9 graus na escala abertura de Richter atingiu às 14h46 de hoje pela hora local, 2h46 em Brasília, a costa nordeste do Japão. É o maior a abalar o país desde que os tremores passaram a ser medidos, há 140 anos.
Pelo menos 200 corpos foram encontrados perto de Sendai, a cidade mais próxima do epicentro, que foi no mar, a cerca de 130 quilômetros da costa. Outras 500 pessoas estariam desaparecidas. A expectativa é que o total de mortos passe de mil, informou a agência de notícias japonesa Kyodo.
Por causa da formação de ondas de até dez metros de altura, foi dado um alerta de tsuname em toda a orla do Oceano Pacífico. Ondas gigantes varreram a costa do Japão.
Houve vários tremores secundários, um deles de 7,4 graus. Há muitos incêndios e notícias de que 10 mil pessoas podem estar desaparecidas. Um navio de passageiros e um trem que viajava pelo litoral não foram localizados.
Uma refinaria explodiu em chamas em Chiba. Na central nuclear de Fukushima, um dos reatores pode ter problemas porque os sistemas de resfriamento foram desligados.
As bolsas da Ásia e da Europa e os preços do petróleo caíram.
Uma refinaria explodiu em chamas em Chiba. Na central nuclear de Fukushima, um dos reatores pode ter problemas porque os sistemas de resfriamento foram desligados.
As bolsas da Ásia e da Europa e os preços do petróleo caíram.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Terremoto provoca alerta de tsuname em Sumatra
Um terremoto de 7,8 graus na escala aberta de Richter atingiu hoje parte da Indonésia. O tremor aconteceu a 45 km de profundidade e teve epicentro no Oceano Índico a 230 km da ilha de Sumatra.
Houve alerta de tsunames localizados na região, mas não de uma destruição generalizada como no maremoto que matou mais de 200 mil pessoas em 13 países da região em 26 de dezembro de 2006, advertiu o Centro de Alerta de Tsunames do Pacífico.
Houve alerta de tsunames localizados na região, mas não de uma destruição generalizada como no maremoto que matou mais de 200 mil pessoas em 13 países da região em 26 de dezembro de 2006, advertiu o Centro de Alerta de Tsunames do Pacífico.
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