O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) assumiu hoje a autoria de um atentado com carro-bomba que matou sete policiais e feriu outras 27 pessoas ontem em Diyarbarkir, no Sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria.
O ataque precedeu a uma visita do primeiro-ministro Ahmet Davutoglu à região. O PKK travou uma guerra civil pela autonomia da região curda a partir de 1984 a 2013. Quando seu líder, Abdullah Öcalan, foi preso, declarou o fim da luta armada e iniciou negociações.
Depois de perder a maioria na Assembleia Nacional nas eleições de 7 de junho de 2015, o presidente Recep Tayyip Erdogan rompeu as negociações e reiniciou a guerra civil.
A Turquia teme a união da região semiautônoma do Curdistão iraquiano com regiões tomadas por curdos sírios na guerra civil da Síria. Seria o embrião do Curdistão independente, que poderia reivindicar o Sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 1 de abril de 2016
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Atentado terrorista contra bairro turístico mata dez em Istambul
Um atentado terrorista suicida perto da Praça do Sultão Ahmet, da Basílica de Santa Sofia e da Mesquita Azul, algumas das atrações turísticas mais importantes de Istambul, matou hoje pelo menos dez pessoas, nove turistas alemães e um peruano, e deixou 15 feridos, entre eles seis turistas estrangeiros.
A Turquia enfrenta várias ameaças terroristas. As principais suspeitas recaem sobre o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Em entrevista coletiva em andamento agora, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, acusou o Estado Islâmico, pediu uma união internacional contra o terrorismo e eximiu de culpa os "refugiados sírios inocentes".
Até meados do ano passado, a Turquia apresentava uma posição ambígua em relação ao Estado Islâmico. Nunca fechou sua fronteira com a Síria para impedir o acesso de estrangeiros interessados em aderir ao grupo.
Quando os Estados Unidos declararam guerra ao Estado Islâmico, em agosto de 2014, a Turquia impôs a queda do ditador sírio, Bachar Assad, como condição para participar da aliança antiterrorista.
Ao entrar diretamente na guerra, depois de um atentado que matou 33 pessoas em Suruç em 20 de julho de 2015, a Força Aérea da Turquia atacou mais os guerrilheiros curdos do que o Estado Islâmico.
A Turquia também derrubou um avião de guerra da Rússia que bombardeava rebeldes sírios de origem turca apoiados por Ancara, dificultando a articulação de uma aliança internacional capaz de conseguir o apoio das cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Em 11 de outubro do ano passado, o EI cometeu o mais violento atentado da história recente da Turquia, com duas explosões que atingiram uma manifestação pacífica pela democracia na capital, Ancara, matando 103 pessoas.
Agora, mudou de estratégia, observa o professor Fawaz Gerges, especialista em Oriente Médio da London School of Economics, passando para uma guerra econômica, no caso, tendo como alvo o turismo.
O distrito Sultão Ahmet, acrescenta Gerges, é um ponto de encontro entre o Ocidente e o Oriente. Durante o Império Bizantino, o Império Romano do Oriente, era o centro histórico de Constantinopla, hoje Istambul, com a Basílica de Santa Sofia, construída no século 6, hoje convertida em museu, e a Mesquita Azul, erguida no início do século 17, considerada a mesquita mais linda do mundo.
A Turquia enfrenta várias ameaças terroristas. As principais suspeitas recaem sobre o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Em entrevista coletiva em andamento agora, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, acusou o Estado Islâmico, pediu uma união internacional contra o terrorismo e eximiu de culpa os "refugiados sírios inocentes".
Até meados do ano passado, a Turquia apresentava uma posição ambígua em relação ao Estado Islâmico. Nunca fechou sua fronteira com a Síria para impedir o acesso de estrangeiros interessados em aderir ao grupo.
Quando os Estados Unidos declararam guerra ao Estado Islâmico, em agosto de 2014, a Turquia impôs a queda do ditador sírio, Bachar Assad, como condição para participar da aliança antiterrorista.
Ao entrar diretamente na guerra, depois de um atentado que matou 33 pessoas em Suruç em 20 de julho de 2015, a Força Aérea da Turquia atacou mais os guerrilheiros curdos do que o Estado Islâmico.
A Turquia também derrubou um avião de guerra da Rússia que bombardeava rebeldes sírios de origem turca apoiados por Ancara, dificultando a articulação de uma aliança internacional capaz de conseguir o apoio das cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Em 11 de outubro do ano passado, o EI cometeu o mais violento atentado da história recente da Turquia, com duas explosões que atingiram uma manifestação pacífica pela democracia na capital, Ancara, matando 103 pessoas.
Agora, mudou de estratégia, observa o professor Fawaz Gerges, especialista em Oriente Médio da London School of Economics, passando para uma guerra econômica, no caso, tendo como alvo o turismo.
O distrito Sultão Ahmet, acrescenta Gerges, é um ponto de encontro entre o Ocidente e o Oriente. Durante o Império Bizantino, o Império Romano do Oriente, era o centro histórico de Constantinopla, hoje Istambul, com a Basílica de Santa Sofia, construída no século 6, hoje convertida em museu, e a Mesquita Azul, erguida no início do século 17, considerada a mesquita mais linda do mundo.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Turquia acusa Rússia de fazer 'limpeza étnica' na Síria
A Rússia está fazendo uma operação de limpeza étnica no Norte da Síria, acusou hoje o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, dando a entender que se trata de uma retaliação pelo abate de um avião de guerra russo pela Turquia em 24 de novembro de 2015.
Em entrevista coletiva em inglês à imprensa internacional em Istambul, Davutoglu afirmou que a Rússia está usando seu poderio aéreo para expulsar as populações sunitas e turcomenas da província de Lataquia, um dos principais redutos da ditadura de Bachar Assad.
Num sinal da deterioração das relações bilaterais, o chefe de governo turco acusou Moscou de ajudar indiretamente o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, praticamente devolvendo a alegação do presidente russo, Vladimir Putin, de que a Turquia apoia o EI, comprando petróleo do grupo terrorista, além de servir de país de trânsito para voluntários internacionais entrarem na Síria e no Iraque.
Em entrevista coletiva em inglês à imprensa internacional em Istambul, Davutoglu afirmou que a Rússia está usando seu poderio aéreo para expulsar as populações sunitas e turcomenas da província de Lataquia, um dos principais redutos da ditadura de Bachar Assad.
Num sinal da deterioração das relações bilaterais, o chefe de governo turco acusou Moscou de ajudar indiretamente o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, praticamente devolvendo a alegação do presidente russo, Vladimir Putin, de que a Turquia apoia o EI, comprando petróleo do grupo terrorista, além de servir de país de trânsito para voluntários internacionais entrarem na Síria e no Iraque.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Turquia admite usar Exército na guerra contra o Estado Islâmico
A Turquia pode fornecer as tropas de infantaria necessárias para derrotar a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante como parte de uma grande aliança com uma estratégia integrada, admitiu ontem o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu em entrevista à televisão americana CNN.
Os bombardeios aéreos não bastam para vencer o Estado Islâmico e retomar os territórios conquistados pelo grupo no Iraque e na Síria, onde 10 milhões de pessoas vivem sob um regime de terror, acrescentou o chefe de governo turco. A mesma convicção tem a secretária da Força Aérea dos Estados Unidos, Deborah Lee James.
Davutoglu e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, falaram ontem por telefone com o presidente Barack Obama. Quando os EUA entraram na guerra contra o Estado Islâmico, em agosto de 2014, Erdogan condicionou a participação da Turquia na aliança liderada por Washington a um compromisso com o afastamento do ditador Bachar Assad do poder na Síria. A exigência permanece.
"A questão não é como e quanto tempo Assad vai ficar. A questão é quando e como ele vai embora", declarou Davutoglu em entrevista a Christiane Amanpour. "Quando um dia milhões de refugiados decidirem voltar à Síria acreditando que há paz na Síria, teremos uma solução. Se Assad continuar no poder em Damasco, eu não acredito que nenhum refugiado vai voltar."
Dos 4,8 milhões de sírios que fugiram do país, cerca de 2,5 milhões estão na Turquia.
Desde outubro do ano passado, os jihadistas atacaram na Austrália, na Dinamarca, na França, no Egito, na Líbia, na Tunísia e na Turquia, além das áreas sob seu controle nas guerras civis do Iraque e da Síria.
Para a empresa de análises estratégicas americana Stratfor, o EI está perdendo seu poder de atração de novos recrutas para a "guerra santa". Isso não significa que o grupo, seus atentados terroristas e sua ideologia vão desaparecer em curto prazo, mas estariam perdendo a força.
Se seus ataques forem contidos e suas fontes de financiamento forem reduzidas, o desencanto com sua ideologia apocalíptica e assassina tendem a aumentar, minando o poder do movimento jihadista mais forte do mundo.
Os bombardeios aéreos não bastam para vencer o Estado Islâmico e retomar os territórios conquistados pelo grupo no Iraque e na Síria, onde 10 milhões de pessoas vivem sob um regime de terror, acrescentou o chefe de governo turco. A mesma convicção tem a secretária da Força Aérea dos Estados Unidos, Deborah Lee James.
Davutoglu e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, falaram ontem por telefone com o presidente Barack Obama. Quando os EUA entraram na guerra contra o Estado Islâmico, em agosto de 2014, Erdogan condicionou a participação da Turquia na aliança liderada por Washington a um compromisso com o afastamento do ditador Bachar Assad do poder na Síria. A exigência permanece.
"A questão não é como e quanto tempo Assad vai ficar. A questão é quando e como ele vai embora", declarou Davutoglu em entrevista a Christiane Amanpour. "Quando um dia milhões de refugiados decidirem voltar à Síria acreditando que há paz na Síria, teremos uma solução. Se Assad continuar no poder em Damasco, eu não acredito que nenhum refugiado vai voltar."
Dos 4,8 milhões de sírios que fugiram do país, cerca de 2,5 milhões estão na Turquia.
Desde outubro do ano passado, os jihadistas atacaram na Austrália, na Dinamarca, na França, no Egito, na Líbia, na Tunísia e na Turquia, além das áreas sob seu controle nas guerras civis do Iraque e da Síria.
Para a empresa de análises estratégicas americana Stratfor, o EI está perdendo seu poder de atração de novos recrutas para a "guerra santa". Isso não significa que o grupo, seus atentados terroristas e sua ideologia vão desaparecer em curto prazo, mas estariam perdendo a força.
Se seus ataques forem contidos e suas fontes de financiamento forem reduzidas, o desencanto com sua ideologia apocalíptica e assassina tendem a aumentar, minando o poder do movimento jihadista mais forte do mundo.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Turquia acusa Estado Islâmico pelo atentado em Ancara
A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante está no foco da investigação da Turquia sobre o atentado contra uma manifestação pacifista em que 97 pessoas foram mortas e outras 246 feridas, declarou hoje o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu, citado pela agência Reuters.
Nenhum grupo reivindiciou a autoria do duplo atentado terrorista suicida ocorrido no último sábado de manhã na capital da Turquia. Davutoglu afirmou que os investigadores está perto de identificar um suspeito.
Cerca de 40 pessoas foram presas na investigação. Duas fontes das forças de segurança consideraram o método semelhante ao do atentado de 20 de julho em Suruç contra um grupo de curdos que iria para a Síria participar da reconstrução de regiões curdas arrasadas pela guerra civil.
O alvo do ataque foi a manifestação Paz, Trabalho e Democracia, convocada por organizações de esquerda, inclusive o Partido Democrático Popular (HDP), curdo moderado, dentro da campanha para as eleições parlamentares de 1º de novembro. As oposições acusam o governo de não garantir a segurança.
A entrada na Assembleia Nacional do HDP, que superou a cláusula de barreira de 10% pela primeira vez nas eleições de junho, tirou a maioria do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), islamita moderado, no poder desde 2002. Sem condições de formar um governo sob seu controle, o AKP deixou esgotar o prazo, forçando a realização de novas eleições.
Nenhum grupo reivindiciou a autoria do duplo atentado terrorista suicida ocorrido no último sábado de manhã na capital da Turquia. Davutoglu afirmou que os investigadores está perto de identificar um suspeito.
Cerca de 40 pessoas foram presas na investigação. Duas fontes das forças de segurança consideraram o método semelhante ao do atentado de 20 de julho em Suruç contra um grupo de curdos que iria para a Síria participar da reconstrução de regiões curdas arrasadas pela guerra civil.
O alvo do ataque foi a manifestação Paz, Trabalho e Democracia, convocada por organizações de esquerda, inclusive o Partido Democrático Popular (HDP), curdo moderado, dentro da campanha para as eleições parlamentares de 1º de novembro. As oposições acusam o governo de não garantir a segurança.
A entrada na Assembleia Nacional do HDP, que superou a cláusula de barreira de 10% pela primeira vez nas eleições de junho, tirou a maioria do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), islamita moderado, no poder desde 2002. Sem condições de formar um governo sob seu controle, o AKP deixou esgotar o prazo, forçando a realização de novas eleições.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Tentativa de formar governo na Turquia fracassa
As negociações entre o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), islamita moderado, e o Partido Popular Republicano (CHP), a maior da oposição, para formar um novo governo na Turquia fracassaram, admitiu hoje o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu, noticiou o jornal turco Hürriyet.
O partido governista AKP quer formar uma aliança de curto prazo e convocar eleições antecipadas ainda em 2015, mas o CHP só aceita um acordo pelos quatro anos da atual legislatura. Também não houve acerto em questões de política externa e da educação, acrescentou Davutoglu.
Maior líder político do país, o presidente e ex-primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan precisava de maioria de dois terços para mudar a Constituição e criar uma presidência executiva para ter mais poderes. Mas o AKP não conseguiu nem maioria absoluta porque o Partido Democrático Popular (HDP), principal representante da minoria curda, obteve 13% dos votos, superou a barreira de 10% e entrou na Assembleia Nacional.
No mês passado, Erdogan entrou na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas também atacou guerrilheiros curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão. É uma jogada para minar a legitimidade do HDP, que não está envolvido na luta armada, para reduzir sua votação em eleições provavelmente antecipadas por causa da incapacidade de formar um governo com o atual parlamento, onde nenhum partido tem maioria absoluta.
O partido governista AKP quer formar uma aliança de curto prazo e convocar eleições antecipadas ainda em 2015, mas o CHP só aceita um acordo pelos quatro anos da atual legislatura. Também não houve acerto em questões de política externa e da educação, acrescentou Davutoglu.
Maior líder político do país, o presidente e ex-primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan precisava de maioria de dois terços para mudar a Constituição e criar uma presidência executiva para ter mais poderes. Mas o AKP não conseguiu nem maioria absoluta porque o Partido Democrático Popular (HDP), principal representante da minoria curda, obteve 13% dos votos, superou a barreira de 10% e entrou na Assembleia Nacional.
No mês passado, Erdogan entrou na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas também atacou guerrilheiros curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão. É uma jogada para minar a legitimidade do HDP, que não está envolvido na luta armada, para reduzir sua votação em eleições provavelmente antecipadas por causa da incapacidade de formar um governo com o atual parlamento, onde nenhum partido tem maioria absoluta.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Força Aérea da Turquia bombardeia Estado Islâmico na Síria
Três caças-bombardeiros F-16 da Força Aérea da Turquia atacaram na madrugada desta sexta-feira várias posições da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante em território da Síria, anunciou o gabinete do primeiro-ministro Ahmet Davutoglu.
O bombardeio acontece um dia depois da primeira troca de tiros entre o Exército da Turquia e o Estado Islâmico na fronteira entre a Síria e a Turquia em que um suboficial turco morreu. Marca uma mudança na estratégia do governo turco em relação ao grupo jihadista.
Até agora, a Turquia, que tem o maior e mais poderoso Exército entre os vizinhos muçulmanos da Síria, relutou em entrar na guerra contra o terrorismo. Quando os EUA começaram a bombardear o EI, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, condicionou sua participação na guerra à queda do ditador sírio, Bachar Assad. Só agora, autorizou o uso da base aérea de Incirlik por aviões de combate americanos.
Os EUA não queriam entrar ao mesmo tempo em guerra contra o EI e contra Assad, aliado da Rússia e do Irã, no momento de delicadas negociações para desarmar o programa nuclear iraniano.
Um atentado terrorista e o tiroteio na fronteira aumentaram a pressão sobre Erdogan. A Turquia é o país de passagem da maioria dos voluntários do EI a caminho dos campos de batalha da Síria e do Iraque. Os islamitas exportam petróleo e obtêm recursos via território turco.
Como os bombardeios aéreos liderados pelos EUA são insuficientes, uma força terrestre terá de dar combate ao EI no solo para lhe negar a base territorial necessária a um Estado. Até o momento, a estratégia de Obama não está conseguindo "degradar e destruir" o EI.
Alguém precisa reconquistar o território em poder dos extremistas muçulmanos. Os guerrilheiros curdos são estão interessados, a não ser nas suas próprias regiões tendo em vista a fundação do Curdistão. Os rebeldes sírios moderados que os EUA prometem treinar não existem como força de combate. E o Exército do Iraque se revela totalmente incompetente.
Na Síria, a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) luta ao lado da ditadura de Bachar Assad. Além do EI, as outras forças importantes são a Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda e o Exército da Conquista, uma aliança de milícias jihadistas . No Iraque, as milícias xiitas financiadas e treinadas pelo Irã tem um papel importante, mas não são bem-vindas nas regiões sunitas onde está o grosso da insurgência.
O bombardeio acontece um dia depois da primeira troca de tiros entre o Exército da Turquia e o Estado Islâmico na fronteira entre a Síria e a Turquia em que um suboficial turco morreu. Marca uma mudança na estratégia do governo turco em relação ao grupo jihadista.
Até agora, a Turquia, que tem o maior e mais poderoso Exército entre os vizinhos muçulmanos da Síria, relutou em entrar na guerra contra o terrorismo. Quando os EUA começaram a bombardear o EI, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, condicionou sua participação na guerra à queda do ditador sírio, Bachar Assad. Só agora, autorizou o uso da base aérea de Incirlik por aviões de combate americanos.
Os EUA não queriam entrar ao mesmo tempo em guerra contra o EI e contra Assad, aliado da Rússia e do Irã, no momento de delicadas negociações para desarmar o programa nuclear iraniano.
Um atentado terrorista e o tiroteio na fronteira aumentaram a pressão sobre Erdogan. A Turquia é o país de passagem da maioria dos voluntários do EI a caminho dos campos de batalha da Síria e do Iraque. Os islamitas exportam petróleo e obtêm recursos via território turco.
Como os bombardeios aéreos liderados pelos EUA são insuficientes, uma força terrestre terá de dar combate ao EI no solo para lhe negar a base territorial necessária a um Estado. Até o momento, a estratégia de Obama não está conseguindo "degradar e destruir" o EI.
Alguém precisa reconquistar o território em poder dos extremistas muçulmanos. Os guerrilheiros curdos são estão interessados, a não ser nas suas próprias regiões tendo em vista a fundação do Curdistão. Os rebeldes sírios moderados que os EUA prometem treinar não existem como força de combate. E o Exército do Iraque se revela totalmente incompetente.
Na Síria, a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) luta ao lado da ditadura de Bachar Assad. Além do EI, as outras forças importantes são a Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda e o Exército da Conquista, uma aliança de milícias jihadistas . No Iraque, as milícias xiitas financiadas e treinadas pelo Irã tem um papel importante, mas não são bem-vindas nas regiões sunitas onde está o grosso da insurgência.
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terça-feira, 7 de outubro de 2014
Batalha de Kobane já matou mais de 400 pessoas
Mais de 400 pessoas foram mortas em três semanas na ofensiva da milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) contra a cidade curda de Kobane, no Norte da Síria, que os árabes chamam de Ain al-Arab, noticiou hoje a Agência France Presse (AFP). Há violentos combates nas ruas. Ontem, o EIIL hasteou sua bandeira para mostrar que domina parte da cidade.
A Força Aérea dos Estados Unidos e seus aliados estão bombardeando posições dos terroristas, mas não pode fazer isso dentro da área urbana para não atingir a população civil que pretende proteger. Os guerrilheiros curdos, os peshmergas, pediram ajuda à Turquia, que mobilizou tropas do outro lado da fronteira, mas não entrou em território sírio.
O Estado Islâmico invadiu a cidade pelo leste e agora ataca também pelo norte, sul e oeste. Uma derrota em Kobane obrigará o presidente Barack Obama a rever sua estratégia de não enviar forças terrestres. Uma possibilidade é que a Turquia faça a operação em terra.
Com medo que a guerra se alastre para seu território, a Turquia pediu à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar dos EUA com a Europa, que faça um plano de defesa. A aliança, fundada em 1949 para se opor à União Soviética, tem como regra básica que "um ataque contra um é um ataques contra todos".
O comandante das operações militares dos EUA para combater o Estado Islâmico, general John Allen, e o subsecretário de Estado, embaixador Brett McGurk, estão viajando para a Turquia, onde se reúnem com oficiais turcos nos dias 9 e 10 de outubro de 2014.
Em entrevista a Christiane Amanpour, na rede de televisão americana CNN, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, repetiu o que já havia afirmado o presidente e ex-primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan: se a Turquia entrar na guerra terrestre, será para derrubar o ditador sírio, Bachar Assad, que responsabiliza pela guerra civil.
Quando o Parlamento da Turquia autorizou o Exército a realizar operações no exterior para combater o EIIL e outros grupos jihadistas, a Síria advertiu que qualquer ação em seu território será considerada uma agressão. O novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, também rejeitou a presença de forças turcas em território iraquiano.
Erdogan prometeu impedir a queda de Kobane, mas até agora o Exército da Turquia não cruzou a fronteira. Isso deflagrou uma onda de protestos dos curdos, que são 20% da população da Turquia. Houve confrontos com a polícia em várias cidades turcas. Pelo menos cinco manifestantes foram mortos em Diyarbaki, a maior cidade curda do Sul do país.
A Força Aérea dos Estados Unidos e seus aliados estão bombardeando posições dos terroristas, mas não pode fazer isso dentro da área urbana para não atingir a população civil que pretende proteger. Os guerrilheiros curdos, os peshmergas, pediram ajuda à Turquia, que mobilizou tropas do outro lado da fronteira, mas não entrou em território sírio.
O Estado Islâmico invadiu a cidade pelo leste e agora ataca também pelo norte, sul e oeste. Uma derrota em Kobane obrigará o presidente Barack Obama a rever sua estratégia de não enviar forças terrestres. Uma possibilidade é que a Turquia faça a operação em terra.
Com medo que a guerra se alastre para seu território, a Turquia pediu à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar dos EUA com a Europa, que faça um plano de defesa. A aliança, fundada em 1949 para se opor à União Soviética, tem como regra básica que "um ataque contra um é um ataques contra todos".
O comandante das operações militares dos EUA para combater o Estado Islâmico, general John Allen, e o subsecretário de Estado, embaixador Brett McGurk, estão viajando para a Turquia, onde se reúnem com oficiais turcos nos dias 9 e 10 de outubro de 2014.
Em entrevista a Christiane Amanpour, na rede de televisão americana CNN, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, repetiu o que já havia afirmado o presidente e ex-primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan: se a Turquia entrar na guerra terrestre, será para derrubar o ditador sírio, Bachar Assad, que responsabiliza pela guerra civil.
Quando o Parlamento da Turquia autorizou o Exército a realizar operações no exterior para combater o EIIL e outros grupos jihadistas, a Síria advertiu que qualquer ação em seu território será considerada uma agressão. O novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, também rejeitou a presença de forças turcas em território iraquiano.
Erdogan prometeu impedir a queda de Kobane, mas até agora o Exército da Turquia não cruzou a fronteira. Isso deflagrou uma onda de protestos dos curdos, que são 20% da população da Turquia. Houve confrontos com a polícia em várias cidades turcas. Pelo menos cinco manifestantes foram mortos em Diyarbaki, a maior cidade curda do Sul do país.
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sábado, 11 de maio de 2013
Explosões matam 40 em cidade turca perto da Síria
Pelo menos 40 pessoas morreram e mais de 100 saíram feridas de duas explosões de carros-bomba hoje diante prefeitura e dos correios da cidade de Reyhanli, na Turquia, próxima da fronteira com a Síria, informou o ministro do Interior turco, Muammer Guler.
O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan comentou que os ataques podem estar ligados às negociações de paz com o curdos na Turquia, enquanto o ministro do Exterior, Ahmet Davutoglu, declarou que os atentados terroristas foram uma "provocação" e prometeu tomar "medidas adequadas".
Uma terceira explosão atingiu a cidade mais tarde, Não há informações sobre feridos. O Exército da Turquia reforçou a segurança na fronteira com a Síria.
Como a Turquia apoia os rebeldes na guerra civil da Síria e já recebeu mais de 1 milhão de refugiados sírios, a possibilidade de que o ataque tenha relação com este conflito não foi afastada.
Mais tarde, o governo turco atribuiu o atentado aos serviços secretos sírios.
O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan comentou que os ataques podem estar ligados às negociações de paz com o curdos na Turquia, enquanto o ministro do Exterior, Ahmet Davutoglu, declarou que os atentados terroristas foram uma "provocação" e prometeu tomar "medidas adequadas".
Uma terceira explosão atingiu a cidade mais tarde, Não há informações sobre feridos. O Exército da Turquia reforçou a segurança na fronteira com a Síria.
Como a Turquia apoia os rebeldes na guerra civil da Síria e já recebeu mais de 1 milhão de refugiados sírios, a possibilidade de que o ataque tenha relação com este conflito não foi afastada.
Mais tarde, o governo turco atribuiu o atentado aos serviços secretos sírios.
domingo, 1 de abril de 2012
74 "países amigos" da Síria apoiam oposição
Durante reunião em Istambul, na Turquia, 74 "países amigos" da Síria apontaram o Conselho Nacional Sírio (CNS) como legítimo representante do povo sírio e seu "principal interlocutor" para tentar resolver o conflito político no país, onde mais de 9 mil pesssoas foram mortas nos últimos 12 meses numa revolta inicialmente pacífica contra a ditadura de Bachar Assad.
"Os Amigos da Síria reconhecem o CNS como representante de todos os sírios e principal interlocutor para negociações na Síria", afirmou o ministro do Exterior turco, Ahmet Davutoglu. Mas não houve apelo pela renúncia imediata de Assad nem acordo para armar a oposição.
A Arábia Saudita e outros países árabes darão US% 100 milhões pagar salários aos rebeldes sírios, que devem receber equipamentos de comunicação dos Estados Unidos.
No fim do encontro, os 74 países pediram ao enviado especial da Liga Árabe e das Nações Unidas, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, que prepare um cronograma para pressionar Assad a aceitar um cessar-fogo imediato, a primeira exigência de um plano de paz de seis pontos. Se a violenta repressão não parar, querem que o caso volte a ser apreciado pelo Conselho de Segurança da ONU.
"Nossa mensagem deve ser clara para aqueles que ordenam e que executam a matança: parem de matar seus cidadãos ou sofrerão sérias consequências", advertiu a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. "Os sírios e a comunidade internacional não esquecerão".
Assad concordou com o plano de paz na quinta-feira. Nesta segunda-feira, Annan faz um relato de sua iniciativa de paz ao Conselho de Segurança.
"Os Amigos da Síria reconhecem o CNS como representante de todos os sírios e principal interlocutor para negociações na Síria", afirmou o ministro do Exterior turco, Ahmet Davutoglu. Mas não houve apelo pela renúncia imediata de Assad nem acordo para armar a oposição.
A Arábia Saudita e outros países árabes darão US% 100 milhões pagar salários aos rebeldes sírios, que devem receber equipamentos de comunicação dos Estados Unidos.
No fim do encontro, os 74 países pediram ao enviado especial da Liga Árabe e das Nações Unidas, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, que prepare um cronograma para pressionar Assad a aceitar um cessar-fogo imediato, a primeira exigência de um plano de paz de seis pontos. Se a violenta repressão não parar, querem que o caso volte a ser apreciado pelo Conselho de Segurança da ONU.
"Nossa mensagem deve ser clara para aqueles que ordenam e que executam a matança: parem de matar seus cidadãos ou sofrerão sérias consequências", advertiu a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. "Os sírios e a comunidade internacional não esquecerão".
Assad concordou com o plano de paz na quinta-feira. Nesta segunda-feira, Annan faz um relato de sua iniciativa de paz ao Conselho de Segurança.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Turquia expulsa embaixador de Israel
Em protesto porque Israel não pediu desculpas pelo
ataque que matou nove pessoas de uma flotilha que tentava furar o cerco da
Faixa de Gaza em 31 de julho de 2010, a Turquia expulsou o embaixador
israelense em Ancara.
A decisão foi tomada depois que um relatório
das Nações Unidas concluiu que o bloqueio naval a Gaza é legal para impedir
o contrabando de armas, mas Israel usou força excessiva contra os
manifestantes.
"Algum dia Israel terá de pedir
desculpas", declarou o ministro do Exterior turco, Ahmet Davutoglu, que promete só restaurar as relações plenas quando Israel pedir desculpas e suspender o bloqueio a Gaza, região sob controle do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), inimigo de Israel.
Os dois países eram aliados, tinham acordos de
cooperação militar e a Turquia mediava negociações de paz indiretas entre
Israel e a Síria. A relação começou a se deterior depois da ofensiva israelense
contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outros grupos radicais da
Faixa de Gaza em dezembro de 2008 e janeiro de 2008.
A guerra de Gaza é chamada pelos moradores do território de Massacre de
Gaza. Na época, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, saiu no meio
de uma mesa redonda com o presidente israelense, Shimon Peres, realizada no
Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
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