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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Carros-bomba matam sete pessoas na região curda da Turquia

Dois carros-bomba mataram ontem pelo menos seis pessoas e feriram várias outras no Sudeste da Turquia, onde a maioria da população é curda, noticiou a Agência France Presse (AFP) citando como fontes as forças de segurança turcas.

Um carro-bomba explodiu na cidade de Diyarbakir, matando ao menos quatro pessoas. O outro foi detonado diante de um hospital em Kiziltepe, na província de Mardin. Nos dois casos, os alvos foram carros de polícia que passavam no momento dos ataques.

O governo turco acusa os guerrilheiros marxistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Eles estavam negociando a paz até julho do ano passado, quando o presidente Recep Tayyip Erdogan reiniciou a guerra civil para deslegitimar o Partido Democrático Popular (HDP), um partido moderado que conseguiu superar os 10% dos votos e entrar na Assembleia Nacional.

Autoritário e prepotente, Erdogan não teve o menor escrúpulo de reiniciar a guerra civil com os curdos. Além de guerrilheiros curdos e da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a Turquia enfrenta uma grave crise interna desde a frustrada tentativa de golpe militar de 15 de julho.

Erdogan aproveita para promover um grande expurgo e caça às bruxas visando todas as oposições, apesar dos principais partidos de oposição terem repudiado a tentativa de golpe.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

PKK revindica autoria de atentado no Sudeste da Turquia

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) assumiu hoje a autoria de um atentado com carro-bomba que matou sete policiais e feriu outras 27 pessoas ontem em Diyarbarkir, no Sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria.

O ataque precedeu a uma visita do primeiro-ministro Ahmet Davutoglu à região. O PKK travou uma guerra civil pela autonomia da região curda a partir de 1984 a 2013. Quando seu líder, Abdullah Öcalan, foi preso, declarou o fim da luta armada e iniciou negociações.

Depois de perder a maioria na Assembleia Nacional nas eleições de 7 de junho de 2015, o presidente Recep Tayyip Erdogan rompeu as negociações e reiniciou a guerra civil.

A Turquia teme a união da região semiautônoma do Curdistão iraquiano com regiões tomadas por curdos sírios na guerra civil da Síria. Seria o embrião do Curdistão independente, que poderia reivindicar o Sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria.

sábado, 28 de novembro de 2015

Advogado curto defensor dos direitos humanos é morto na Turquia

O advogado e ativista dos direitos humanos curdo Tahi Elci foi assassinado hoje na cidade de Diyarbakir, no Sudeste da Turquia. O Partido Popular Democrático (HDP) considerou o crime uma "morte planejada" e convocou uma manifestação de protesto em Istambul, noticiou a agência Reuters.

Elci era um crítico do presidente Recep Tayyip Erdogan e de sua decisão de romper as negociações de paz e de retomar em julho a guerra contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Estava sendo processado pelo governo.

O governo é altamente suspeito. A Turquia tem uma longa história de assassinatos políticos não resolvidos. A oposição acusa Erdogan de reiniciar a guerra para recuperar a maioria parlamentar para seu Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP).

Depois de um atentado terrorista em Suruç em que foram mortos 32 curdos que se preparava para apoiar a resistência curda na guerra civil da Síria, atribuído ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Erdogan declarou guerra ao EI e iniciou uma intervenção direta no conflito sírio. Mas atacou muito mais os curdos, temendo que unissem a região sob seu controle na Síria ao Curdistão iraquiano, que já tem um governo autônomo, para declarar a independência do país.

Um Curdistão independente reivindicaria soberania sobre o Sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Turquia bombardeia guerrilheiros curdos

Pela segunda noite consecutiva, a Turquia bombardeou acampamentos de guerrilheiros curdos, informou o jornal turco Hürriyet. O governo turco acusa o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) por um ataque que matou dois soldados e feriu outros quatro em 25 de julho de 2015.

Um carro-bomba e explosivos deixados à beira da estrada foram detonados na passagem de um veículo militar perto da base aérea de Diyarbakir, a principal cidade da região curda da Turquia. Atiradores também abriram fogo contra uma delegacia de polícia próxima.

Os ataques de hoje alvejaram posições do PKK perto da cidade de Harkuk, no Norte do Iraque. Na mesma campanha aérea, a Turquia bombardeia o Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Síria e no Iraque.

Hoje o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu pediu a convocação de uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para discutir a situação na Síria e no Iraque, dizendo que "o jogo mudou", noticiou o jornal Hürriyet.

Quando os Estados Unidos entraram na guerra contra o Estado Islâmico, em setembro de 2014, a Turquia relutou em participar ativamente sob a alegação de que o maior problema regional é a ditadura de Bachar Assad e a guerra civil na Síria. O Estado Islâmico seria apenas uma consequência.

Um atentado que matou 32 curdos da Turquia que se preparavam para reconstruir a cidade curda de Kobane, na Síria, e tiroteios através da fronteira, na semana passada, levaram a uma mudança de estratégia em Ancara.

Ao mesmo tempo em que combate o EI, a Turquia ataca os curdos com quem negocia a paz com o objetivo de criar uma zona de segurança ao longo da fronteira com a Síria. Assim, pretende impedir a cada vez mais provável criação do Curdistão unindo a região autônoma curda do Norte do Iraque com a região de maioria curda da Síria.

O Curdistão independente inevitavelmente reivindicaria soberania sobre a região Leste da Turquia onde os curdos são maioria.