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sábado, 28 de novembro de 2015

Advogado curto defensor dos direitos humanos é morto na Turquia

O advogado e ativista dos direitos humanos curdo Tahi Elci foi assassinado hoje na cidade de Diyarbakir, no Sudeste da Turquia. O Partido Popular Democrático (HDP) considerou o crime uma "morte planejada" e convocou uma manifestação de protesto em Istambul, noticiou a agência Reuters.

Elci era um crítico do presidente Recep Tayyip Erdogan e de sua decisão de romper as negociações de paz e de retomar em julho a guerra contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Estava sendo processado pelo governo.

O governo é altamente suspeito. A Turquia tem uma longa história de assassinatos políticos não resolvidos. A oposição acusa Erdogan de reiniciar a guerra para recuperar a maioria parlamentar para seu Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP).

Depois de um atentado terrorista em Suruç em que foram mortos 32 curdos que se preparava para apoiar a resistência curda na guerra civil da Síria, atribuído ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Erdogan declarou guerra ao EI e iniciou uma intervenção direta no conflito sírio. Mas atacou muito mais os curdos, temendo que unissem a região sob seu controle na Síria ao Curdistão iraquiano, que já tem um governo autônomo, para declarar a independência do país.

Um Curdistão independente reivindicaria soberania sobre o Sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Bomba fere 13 soldados da Turquia em região curda

Pelo menos 13 soldados da Turquia foram feridos hoje quando o comboio onde viajavam foi atingido pela explosão de uma bomba improvisada na beira da estrada na província de Mus, onde a população é majoritariamente curda, noticiou o jornal turco Hürriyet.

A maior suspeita recai sobre os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), um grupo de extrema esquerda que luta para criar um país independente para o povo curdo.

Ao entrar na guerra contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o governo turco passou também a bombardear posições dos curdos no Norte da Síria e no Norte do Iraque. O objetivo é impedir que a unificação das áreas nos dois países vizinhos leve a uma tentativa de fundar o Curdistão, que poderia reivindicar a soberania sobre o Sudeste da Turquia, onde a maioria da população é curda.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, usa a intervenção como pretexto para tentar melhorar sua posição política. Nas eleições de 7 de junho de 2015, pela primeira vez um partido curdo superou o limite de 10% e entrou na Assembleia Nacional, tirando a maioria do Partido da Justiça e do Desenvolvimento, liderado por Erdogan.

Novas eleições foram convocadas para 1º de novembro. Ao romper as negociações com o PKK e reiniciar a guerra civil com os curdos, Erdogan tenta minar a credibilidade do partido curdo moderado HDP (Partido Popular Democrático).