O primeiro-ministro do governo da Líbia não reconhecimento internacionalmente, Khalifa Ghwell, declarou estado de emergência à zero hora de hoje em reação a notícias não confirmadas de que quatro membros de um proposto governo de união nacional teriam chegado à Trípoli, informou hoje o jornal Libya Herald.
Os quatro membros do Conselho Presidencial do Governo do Acordo Nacional estariam num conjunto residencial para preparar a chegada à capital líbia do primeiro-ministro designado, Faiez Serraj, nos próximos dias. A reação de Ghwell indica que o CNG não vai ceder o poder facilmente.
Em seu anúncio à meia-noite, o primeiro-ministro do governo paralelo dominado por milícias jihadistas pediu às "brigadas revolucionárias" a instalação de postos de controle em toda a cidade e a proteção de prédios importantes.
Ghwell representa o Congresso Nacional Geral, o primeiro parlamento formado depois da queda da ditadura de Muamar Kadafi, deposto e morto em 2011, eleito pelo voto popular em 7 de julho de 2012.
A missão do CNG era aprovar uma nova Constituição em um ano e meio. Sem concluir a tarefa dentro do prazo previsto, o CNG foi obrigado a convocar eleições para uma Câmara de Deputados, empossada em 4 de agosto de 2014.
Três semanas depois, uma parte do CNG rejeitou o resultado das urnas e, com o apoio de milícias extremistas muçulmanas, formou um governo paralelo com sede na capital, Trípoli, enquanto o novo parlamento reconhecido internacionalmente funciona em Tobruk. O chamado acordo nacional é uma tentativa de pacificar o país e unificar o governo.
Em 19 de março, houve violência nas ruas da capital líbia entre partidários e adversários do governo de união nacional. Nos últimos meses, membros das milícias jihadistas da cidade de Missurata, tradicionalmente aliadas ao governo paralelo, se aproximaram do Ocidente e passaram a apoiar o acordo nacional.
Diante do fracasso das negociações de paz e da instalação na Líbia da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, aumenta a possibilidade de uma nova intervenção militar ocidental no país. Ela depende da existência de um único governo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 25 de março de 2016
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Congresso reconhecido internacionalmente rejeita acordo na Líbia
O Congresso Nacional Geral, o parlamento reconhecido internacionalmente, rejeitou hoje um acordo de paz proposto pelas Nações Unidas para criar um governo de união nacional na Líbia, informou a agência Reuters.
Embora tenha sido assinado pelos líderes do CNG, com sede em Tobruk, e da Câmara dos Representates instalada em Trípoli, a capital líbia, o acordo não tem o apoio generalizado como esperava a ONU.
A Líbia não tem um governo estável desde a queda do ditador Muamar Kadafi, durante a chamada Primavera Árabe, em 2011. Desde então, milícias rivais disputam o poder.
Com um governo de união nacional, será mais fácil coordenar os esforços internacionais para combater a infiltração no país da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Sob intensa pressão dos bombardeios aéreos dos Estados Unidos e da Rússia, o Estado Islâmico vê seu território encolher no Oriente Médio. Já cogita a possibilidade de se reinstalar na Líbia, onde teria mais facilidade para realizar ações terroristas na Europa e no Norte da África.
Embora tenha sido assinado pelos líderes do CNG, com sede em Tobruk, e da Câmara dos Representates instalada em Trípoli, a capital líbia, o acordo não tem o apoio generalizado como esperava a ONU.
A Líbia não tem um governo estável desde a queda do ditador Muamar Kadafi, durante a chamada Primavera Árabe, em 2011. Desde então, milícias rivais disputam o poder.
Com um governo de união nacional, será mais fácil coordenar os esforços internacionais para combater a infiltração no país da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Sob intensa pressão dos bombardeios aéreos dos Estados Unidos e da Rússia, o Estado Islâmico vê seu território encolher no Oriente Médio. Já cogita a possibilidade de se reinstalar na Líbia, onde teria mais facilidade para realizar ações terroristas na Europa e no Norte da África.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Delegados dos parlamentos rivais assinam acordo de paz na Líbia
Deputados dos dois parlamentos rivais da Líbia, sediados em Trípoli e em Tobruk, assinaram hoje um acordo de paz negociado pelas Nações Unidas, reportou a agência Reuters.
As potências ocidentais apostam no acordo para acabar com a anarquia em vigor desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011, mas há sérias dúvidas. Anteontem, em entrevista coletiva em Malta, os presidentes dos dois parlamentos pediram o adiamento da assinatura.
O acordo é resultado de mais de um ano de negociações para restaurar a estabilidade depois que a aliança de milícias islamitas Amanhecer da Líbia tomou o controle da capital líbia, Trípoli, forçando o governo reconhecido internacionalmente a se reinstalar em Tobruk.
As potências ocidentais apostam no acordo para acabar com a anarquia em vigor desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011, mas há sérias dúvidas. Anteontem, em entrevista coletiva em Malta, os presidentes dos dois parlamentos pediram o adiamento da assinatura.
O acordo é resultado de mais de um ano de negociações para restaurar a estabilidade depois que a aliança de milícias islamitas Amanhecer da Líbia tomou o controle da capital líbia, Trípoli, forçando o governo reconhecido internacionalmente a se reinstalar em Tobruk.
sábado, 3 de outubro de 2015
Estado Islâmico ataca um dos principais portos da Líbia
Milicianos ligados à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante atacou o porto de Sider, um dos principais terminais de exportação de petróleo da Líbia, noticiou ontem a televisão saudita Al Arabiya.
O Estado Islâmico tem ocupado espaço na Líbia, onde milícias e dois governos paralelos disputam o poder depois da queda da ditadura de Muamar Kadafi em 2011.
O porto estava em poder do governo internacionalmente reconhecido, mas não funcionava desde dezembro por causa do conflito interno. Este governo, com sede na cidade de Tobruk, tenta assumir o controle da Líbia, mas no momento as atenções da sociedade internacional estão voltadas para a guerra civil na Síria.
O Estado Islâmico tem ocupado espaço na Líbia, onde milícias e dois governos paralelos disputam o poder depois da queda da ditadura de Muamar Kadafi em 2011.
O porto estava em poder do governo internacionalmente reconhecido, mas não funcionava desde dezembro por causa do conflito interno. Este governo, com sede na cidade de Tobruk, tenta assumir o controle da Líbia, mas no momento as atenções da sociedade internacional estão voltadas para a guerra civil na Síria.
terça-feira, 9 de junho de 2015
Governo reconhecido da Líbia rejeita plano de paz da ONU
O governo reconhecido internacionalmente da Líbia rejeitou a proposta de paz apresentada pelas Nações Unidas para formar uma união nacional com o governo paralelo liderado por milícias islamitas, noticiou hoje a agência de notícias Reuters.
A proposta foi apresentada ontem pelo embaixador da ONU no país a delegados dos dois governos rivais. Desde agosto de 2014, o governo reconhecido pelo resto do mundo se refugiou na cidade de Tobruk, a 800 quilômetros da capital, enquanto a coligação islamita Amanhecer da Líbia controla Trípoli.
Pelo plano da ONU, o governo seria formado por um conselho de ministros liderado por um primeiro-ministro e dois vice-primeiros-ministros. O Parlamento de Tobruk rejeitou a proposta porque daria cargos ao governo rival de Trípoli.
Assim, não há acordo possível. A Líbia vai continuar no estado de caos e anarquia em que se encontra desde a queda do ditador Muamar Kadari, em agosto de 2011.
A proposta foi apresentada ontem pelo embaixador da ONU no país a delegados dos dois governos rivais. Desde agosto de 2014, o governo reconhecido pelo resto do mundo se refugiou na cidade de Tobruk, a 800 quilômetros da capital, enquanto a coligação islamita Amanhecer da Líbia controla Trípoli.
Pelo plano da ONU, o governo seria formado por um conselho de ministros liderado por um primeiro-ministro e dois vice-primeiros-ministros. O Parlamento de Tobruk rejeitou a proposta porque daria cargos ao governo rival de Trípoli.
Assim, não há acordo possível. A Líbia vai continuar no estado de caos e anarquia em que se encontra desde a queda do ditador Muamar Kadari, em agosto de 2011.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Carro-bomba ataca parlamento internacionalmente reconhecido da Líbia
Um carro-bomba explodiu hoje diante do hotel onde se reúne o Parlamento da Líbia reconhecido internacionalmente, na cidade de Tobruk. Três deputados saíram feridos.
O Parlamento é parte do governo do primeiro-ministro Abdullah al-Thinni, que foi obrigado a sair de Trípoli depois que a cidade foi tomada por milícias islamitas da coalizão Amanhecer da Líbia.
Pouco mais de três anos depois da morte do ditador Muamar Kadafi, o país está à beira de uma guerra civil total. Ontem, a Força Aérea leal ao governo reconhecido bombardeou milícias em Missurata.
O Parlamento é parte do governo do primeiro-ministro Abdullah al-Thinni, que foi obrigado a sair de Trípoli depois que a cidade foi tomada por milícias islamitas da coalizão Amanhecer da Líbia.
Pouco mais de três anos depois da morte do ditador Muamar Kadafi, o país está à beira de uma guerra civil total. Ontem, a Força Aérea leal ao governo reconhecido bombardeou milícias em Missurata.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Supremo Tribunal da Líbia declara parlamento ilegal
Em apoio às milícias islamitas da aliança Amanhecer Líbio, o Supremo Tribunal da Líbia considerou inconstitucional o Parlamento eleito recentemente, que é reconhecido internacionalmente, mas foi obrigado a se refugiar na cidade de Tobruk.
Três anos depois da queda do ditador Muamar Kadafi, as milícias que o derrubaram ainda lutam entre si pelo poder. Na opinião dos analistas, nenhum lado será capaz de ganhar a guerra.
Nas últimas semanas, o conflito chegou às regiões produtoras de petróleo do Sul do país, abalando ainda mais a economia do país.
Três anos depois da queda do ditador Muamar Kadafi, as milícias que o derrubaram ainda lutam entre si pelo poder. Na opinião dos analistas, nenhum lado será capaz de ganhar a guerra.
Nas últimas semanas, o conflito chegou às regiões produtoras de petróleo do Sul do país, abalando ainda mais a economia do país.
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