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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Coreia do Norte suspende congelamento de testes nucleares

Em mais um desafio aos Estados Unidos, a Coreia do Norte anunciou hoje o fim da moratória de testes nucleares e de mísseis de longo alcance.

O regime comunista de Pyongyang retoma as ameaças e provocações. Acusa os Estados Unidos de impor sanções “brutais e desumanas” e de ignorar um prazo-limite no fim do ano passado para avanças nas negociações para desnuclearizar a Península Coreana.

O ditador norte-coreano, Kim Jong Um, estipulou uma data, 31 de dezembro, enquanto o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Robert O’Brien, pediu a Kim que cumpra os compromissos assumidos em três encontros de cúpula com o presidente Donald Trump e afirmou que os canais de comunicação com os Estados Unidos estão abertos. 

Em Genebra, na Suíça, um conselheiro da embaixada norte-coreana junto às Nações Unidas, Ju Yong Choi, comentou que, nos últimos dois anos, a Coreia do Norte suspendeu os testes nucleares e de mísseis balísticos intercontinentais, capazes de atingir o território continental americano para “construir um clima de confiança” com os Estados Unidos. 

Mas, diz o regime stalinista norte-coreano, os Estados Unidos responderam com sanções econômicas e manobras militares conjuntas com a Coreia do Sul, que a Coreia do Norte considera treinamento para invadi-la. 

“Se os Estados Unidos tentarem impor unilateralmente suas demandas e persistirem em impor sanções, a Coreia do Norte pode ser compelida a buscar outro caminho”, adverte a ditadura comunista na última fronteira da Guerra Fria. Meu comentário:

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Satélites-espiões revelam atividade em bases de testes de mísseis da Coreia do Norte

Há grande atividade na base de testes de mísseis de longo alcance de Yeongjeo-dong, na Coreia do Norte, e uma instalação subterrânea a 11 quilômetros de distância não identificada antes está sendo ampliada, revelaram imagens de satélite obtidas pelo Instituto Middlebury de Estudos Internacionais, noticiou hoje a rede de televisão americana CNN.

A construção era visível em imagens do início de 2017 e continuou até agosto de 2018. O Departamento da Defesa dos Estados Unidos não comentou, mas declarou que vigia intensamente a Coreia do Norte e apoia o processo de negociações diplomáticas iniciado com o encontro de cúpula entre o presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong Un em 12 de junho de 2018, em Cingapura.

O movimento na base não viola o acordo inicial de Trump e Kim, mas deixa claro que o regime comunista de Pyongyang continua desenvolvendo seu programa de mísseis balísticos intercontinentais, de longo alcance, capazes de atingir o território americano com ogivas nucleares.

Desde o encontro histórico em Cingapura, o primeiro de um presidente dos EUA no exercício do cargo com um ditador norte-coreano, as negociações não avançaram.

Em várias visitas a Pyongyang, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, cobrou da Coreia do Norte o estabelecimento de um cronograma de desnuclearização para a entrega de 60% a 70% das armas atômicas em seis a nove meses.

A ditadura stalinista rejeitou um desarmamento unilateral. Exige uma declaração formal de fim da Guerra da Coreia (1950-53), o que é de interesse da Coreia do Sul.

Historicamente, desde o fim da União Soviética, em 1991, a Coreia do Norte faz uma chantagem atômica com o Ocidente, arrastando as negociações enquanto desenvolve armas nucleares e tecnologia de mísseis balísticos capazes de transportá-las.

sábado, 3 de novembro de 2018

Coreia do Norte ameaça retomar programa nuclear por causa das sanções

A ditadura comunista da Coreia do Norte advertiu que poderá retomar seu programa nuclear e reforçar seu arsenal de armas atômicas, se os Estados Unidos não retiraram as sanções econômicas, reportou hoje a agência Associated Press (AP).

Em nota divulgada ontem à noite pelo Ministério do Exterior, o regime stalinista pressiona os EUA na expectativa de obter mais concessões no encontro da próxima semana do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, com o chanceler norte-coreano.

Depois de uma série de testes de bombas atômicas e mísseis balísticos, e de uma troca de ameaças de guerra no ano passado, o ditador Kim Jong Un adotou um tom conciliador a partir da mensagem de Ano Novo. Encontrou-se três vezes com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, e com o presidente americano, Donald Trump, em 12 de junho, em Cingapura.

Naquele histórico encontro de cúpula, o primeiro de um presidente dos EUA no exercício do cargo com um ditador da Coreia do Norte, os dois líderes prometeram desnuclearizar a Península Coreana e chegar a um acordo de paz para por fim à Guerra da Coreia (1950-53).

Desde então, os EUA exigem que a Coreia do Norte faça um cronograma para entregar dentro de seis a nove meses 60% a 70% de suas armas nucleares. A ditadura de Pyongyang rejeita o que chama de "desarmamento unilateral", enquanto o governo Trump afirma que só vai levantar as sanções internacionais quando houver um desarmamento nuclear.

A posição de Kim também visa a obter um relaxamento das sanções pela China e a Rússia, rivais dos EUA que tentam minar a superioridade da superpotência. A chantagem atômica tem sido usada pela Coreia do Norte desde o fim da União Soviética, em 1991, na busca de energia e alimentos para sua combalida economia.

Kim chegou ao poder com a morte do pai, em dezembro de 2011, meses depois da queda e morte do ditador da Líbia, Muamar Kadafi, que havia feito um acordo com o Ocidente para entregar suas armas de destruição em massa. O ditador norte-coreano passou então a investir no programa nuclear como garantia de sobrevivência do regime.

Em um acordo de paz definitivo, a Coreia do Norte e a China podem exigir a retirada total dos 28,5 mil soldados americanos estacionados na Coreia do Sul.

domingo, 3 de setembro de 2017

EUA ameaçam Coreia do Norte com retaliação maciça

Ao reagir ao sexto teste nuclear da Coreia do Norte, que afirma ter feito uma bomba de hidrogênio, o presidente Donald Trump ameaçou responder com uma "retaliação maciça" caso os Estados Unidos e seus aliados sejam atacados, e acusou o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, de "apaziguamento", noticiou o jornal The New York Times.

Em entrevista coletiva na Casa Branca, o secretário de Estado, James Mattis, afirmou que "não estamos buscando aniquilar totalmente um país, no caso a Coreia do Norte, mas temos muitas opções." Na realidade, não tem.

Os EUA sabem que um ataque preventivo contra as instalações nucleares norte-coreanas provocaria uma reação devastadora da Coreia do Norte capaz de arrasar Seul, a capital da Coreia do Sul, deflagrando uma guerra com estimativa de mais de 1 milhão de mortos.

Depois do anúncio de que a Coreia do Norte desenvolveu mísseis nucleares balísticos anticontinentais, Trump ameaçou no mês passado com "fogo e fúria". Diante de uma pausa nos testes nucleares e de mísseis, o presidente boquirroto chegou a afirmar que o ditador Kim Jong Un havia mudado de atitude e passado a respeitá-lo.

Quando a Coreia do Norte disparou um míssil que sobrevoou o Japão e caiu no Oceano Pacífico, Trump reclamou da falta de cooperação da China e de uma suposta passividade da Coreia do Sul: "A Coreia do Sul está descobrindo, como eu disse, que sua conversa de apaziguamento não vai funcionar, eles só entendem uma coisa."

sábado, 2 de setembro de 2017

Coreia do Norte afirma ter desenvolvido bomba de hidrogênio

O Coreia do Norte anunciou hoje ter tido "sucesso em fabricar" uma bomba de hidrogênio e instalá-la dentro de um míssil balístico intercontinental de longo alcance e ameaçou realizar uma explosão nuclear a alta altitude, capaz de destruir a rede elétrica dos Estados Unidos.

A imprensa oficial da ditadura comunista norte-coreana divulgou fotos do líder supremo Kim Jong Un visitando o Instituto de Armas Nucleares onde o míssil estava sendo montado. Kim afirmou que todos os componentes da bomba de hidrogênio, muito mais poderosa do que as bombas atômicas de urânio e plutônio, foram fabricadas na Coreia do Norte, "permitindo ao país produzir quantas bombas nucleares poderosas quanto quiser".

Na opinião dos analistas, o anúncio aumenta a expectativa de um novo teste nuclear ou de mísseis de longo alcance.